{"id":682459,"date":"2026-05-12T14:43:07","date_gmt":"2026-05-12T17:43:07","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/05\/12\/itau-muda-estrategia-para-esconder-prejuizos-apos-abalo-com-recuperacoes-judiciais\/"},"modified":"2026-05-12T14:44:05","modified_gmt":"2026-05-12T17:44:05","slug":"itau-muda-estrategia-para-esconder-prejuizos-apos-abalo-com-recuperacoes-judiciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/05\/12\/itau-muda-estrategia-para-esconder-prejuizos-apos-abalo-com-recuperacoes-judiciais\/","title":{"rendered":"Ita\u00fa muda estrat\u00e9gia para esconder preju\u00edzos ap\u00f3s abalo com recupera\u00e7\u00f5es judiciais"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ita\u00fa tem adotado uma estrat\u00e9gia para esconder parte dos preju\u00edzos do seu balan\u00e7o: vender carteiras de cr\u00e9ditos inadimplentes. A pr\u00e1tica ganhou for\u00e7a ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o de que, somente em sete grandes recupera\u00e7\u00f5es judiciais nos \u00faltimos 10 anos, houve mais de <strong>R$ 21 bilh\u00f5es<\/strong> envolvidos, boa parte n\u00e3o recuperada pelo banco. Analistas acompanham o movimento como forma de contornar impactos na demonstra\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando empresas entram em recupera\u00e7\u00e3o judicial, o banco elabora uma lista de credores e o que tem a receber. No caso citado, <strong>Americanas<\/strong> deixava o Ita\u00fa credor de <strong>R$ 2,7 bilh\u00f5es<\/strong>, e a <strong>Ambipar<\/strong> possu\u00eda <strong>R$ 632 milh\u00f5es<\/strong> em d\u00edvidas associadas. Esses n\u00fameros ajudam a entender por que o tema ficou em evid\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 <strong>tr\u00eas caminhos<\/strong> para reduzir esse montante. <strong>1)<\/strong> credores voltarem a pagar, o que costuma exigir planos de recupera\u00e7\u00e3o; <strong>2)<\/strong> o write-off, ou seja, reconhecer o preju\u00edzo e tir\u00e1-lo do balan\u00e7o; <strong>3)<\/strong> a venda dessas d\u00edvidas. O Ita\u00fa tem recorrido amplamente \u00e0 terceira op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, o banco realizou tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es que abriram m\u00e3o de <strong>R$ 6,8 bilh\u00f5es<\/strong> em cr\u00e9ditos n\u00e3o divulgados publicamente. No segundo trimestre, vendeu <strong>R$ 2,3 bilh\u00f5es<\/strong> em cr\u00e9ditos ativos de um cliente de alto risco. Ao fim do ano, repetiu a estrat\u00e9gia, com <strong>R$ 3,3 bilh\u00f5es<\/strong> de inadimplentes de um \u00fanico cliente, al\u00e9m de mais <strong>R$ 1,3 bilh\u00e3o<\/strong> vendido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa pr\u00e1tica tamb\u00e9m mascara o custo do cr\u00e9dito. O banco manteve a taxa de inadimpl\u00eancia em <strong>2,6%<\/strong> durante todo o <strong>2025<\/strong>. Se a carteira de <strong>R$ 3,3 bilh\u00f5es<\/strong> ficasse no balan\u00e7o, o custo subiria para <strong>2,8%<\/strong>, acima dos <strong>2,7%<\/strong> registrados em <strong>2024<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cr\u00edticos dizem que a estrat\u00e9gia busca contornar a transpar\u00eancia, evitando divulga\u00e7\u00f5es sobre perdas reais e transferindo o custo para efeitos de divulga\u00e7\u00e3o futura. A tens\u00e3o entre liquidez, rentabilidade e exposi\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia continua no centro das aten\u00e7\u00f5es, alimentando debates sobre o papel dos bancos na gest\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, o que pensa sobre esse tipo de manobra dos bancos para gerenciar perdas? Deixe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e participe da conversa sobre transpar\u00eancia, cr\u00e9dito e balan\u00e7os das grandes institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ita\u00fa tem adotado uma estrat\u00e9gia para esconder parte dos preju\u00edzos do seu balan\u00e7o: vender carteiras de cr\u00e9ditos inadimplentes. 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