{"id":686890,"date":"2026-05-22T10:57:55","date_gmt":"2026-05-22T13:57:55","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/05\/22\/trf-1-diz-que-nota-que-proibia-publicidade-infantil-em-alimentos-e-ilegal\/"},"modified":"2026-05-22T10:58:46","modified_gmt":"2026-05-22T13:58:46","slug":"trf-1-diz-que-nota-que-proibia-publicidade-infantil-em-alimentos-e-ilegal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/05\/22\/trf-1-diz-que-nota-que-proibia-publicidade-infantil-em-alimentos-e-ilegal\/","title":{"rendered":"TRF-1 diz que nota que pro\u00edbia publicidade infantil em alimentos \u00e9 ilegal"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">A 6\u00aa Turma do TRF-1 reconheceu ilegalidade de parte da nota t\u00e9cnica da Senacon sobre publicidade infantil em alimentos ultraprocessados. A decis\u00e3o foi proferida na quinta-feira, 21\/5, no \u00e2mbito de a\u00e7\u00e3o movida pela Maur\u00edcio de Sousa Produ\u00e7\u00f5es, criadora da Turma da M\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nota t\u00e9cnica, publicada em 2016 pela Senacon, ligada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, apontava abuso na publicidade dirigida a crian\u00e7as no setor de alimentos. A a\u00e7\u00e3o de nulidade chegou \u00e0 Justi\u00e7a em 2017, movida pela empresa de Maur\u00edcio de Sousa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator, desembargador Fl\u00e1vio Jardim, afirmou que a reda\u00e7\u00e3o da nota poderia provocar o entendimento de que \u201cpelos agentes econ\u00f4micos e pelos pr\u00f3prios Procons como orienta\u00e7\u00e3o de que a publicidade dirigida a crian\u00e7as \u2013 especialmente no setor de alimentos \u2013 \u00e9, em geral, abusiva\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO problema n\u00e3o est\u00e1 em reconhecer, caso a caso, a abusividade de campanhas dirigidas a crian\u00e7as em situa\u00e7\u00f5es de hipervulnerabilidade agravada \u2013 o que o CDC autoriza \u2013, mas na forma como a nota, pela sua reda\u00e7\u00e3o e por sua difus\u00e3o nacional, pode ser lida e utilizada como se estabelecesse uma presun\u00e7\u00e3o abstrata de abusividade de ampla categoria de comunica\u00e7\u00f5es mercadol\u00f3gicas\u201d, escreveu o juiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o tamb\u00e9m aponta que a interpreta\u00e7\u00e3o da nota t\u00e9cnica \u00e9 ilegal \u201cna parte em que afirma, em abstrato e de forma generalizada, que toda publicidade dirigida a crian\u00e7as \u2013 em especial a publicidade de alimentos \u2013 \u00e9 abusiva\u201d, vedando que tais atos sejam usados como fundamento aut\u00f4nomo para autua\u00e7\u00f5es e san\u00e7\u00f5es administrativas baseadas exclusivamente nessa premissa geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desembargador ainda destacou que a atua\u00e7\u00e3o da Senacon deve se concentrar na avalia\u00e7\u00e3o de casos concretos, considerando produto, meio, forma da mensagem e contexto, bem como a hipervulnerabilidade da crian\u00e7a. Iniciativas futuras para impor restri\u00e7\u00f5es gerais \u00e0 publicidade infantil devem vir acompanhadas de uma An\u00e1lise de Impacto Regulat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o refor\u00e7a que, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, os \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor podem qualificar campanhas abusivas que violem a prote\u00e7\u00e3o, a dignidade e o melhor interesse da crian\u00e7a, desde que baseadas em fatos concretos, e n\u00e3o em proibi\u00e7\u00e3o abstrata derivada de ato infralegal. At\u00e9 o momento, a Senacon n\u00e3o se manifestou sobre a decis\u00e3o, e o espa\u00e7o para manifesta\u00e7\u00e3o segue aberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palavras-chave:<\/strong> Senacon, TRF-1, publicidade infantil, alimentos ultraprocessados, Turma da M\u00f4nica, Maur\u00edcio de Sousa, CDC, ECA, Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 6\u00aa Turma do TRF-1 reconheceu ilegalidade de parte da nota t\u00e9cnica da Senacon sobre publicidade infantil em alimentos ultraprocessados. 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