{"id":687912,"date":"2026-05-25T02:57:01","date_gmt":"2026-05-25T05:57:01","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/05\/25\/delacao-frustrada-mpsp-acusa-ex-fiscal-de-omitir-r-154-milhoes-em-propinas\/"},"modified":"2026-05-25T02:57:45","modified_gmt":"2026-05-25T05:57:45","slug":"delacao-frustrada-mpsp-acusa-ex-fiscal-de-omitir-r-154-milhoes-em-propinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/05\/25\/delacao-frustrada-mpsp-acusa-ex-fiscal-de-omitir-r-154-milhoes-em-propinas\/","title":{"rendered":"Dela\u00e7\u00e3o frustrada: MPSP acusa ex-fiscal de omitir R$ 154 milh\u00f5es em propinas"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto foi preso por suspeita de liderar um esquema bilion\u00e1rio de fraudes em cr\u00e9ditos de ICMS. O Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo, por meio do Gedec, afirma que ele mentiu ao propor uma dela\u00e7\u00e3o premiada e omitiu ao menos <strong>R$ 154 milh\u00f5es<\/strong> em propina recebida ao longo de 2025. A investiga\u00e7\u00e3o envolve fiscais, empresas e o ressarcimento de ICMS, revelando uma rede apontada pela Promotoria como a chamada \u201cM\u00e1fia do ICMS\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Silva Neto atuava como diretor do setor Rede e Com\u00e9rcio Varejista na Diretoria de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Fazenda. Com a ajuda de comparsas, ele adiantava cr\u00e9ditos de ICMS e inflava valores para obter propina. As empresas, por sua vez, aproveitavam o ressarcimento para revender cr\u00e9ditos de forma legal, conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa sustenta que o Minist\u00e9rio P\u00fablico utilizou informa\u00e7\u00f5es contidas em 33 anexos sigilosos da proposta de colabora\u00e7\u00e3o premiada para manter as investiga\u00e7\u00f5es, mesmo ap\u00f3s recusar o acordo. O advogado J\u00falio C\u00e9sar de Nigris Boccalini afirma que houve vazamento de parte do conte\u00fado para a imprensa e contesta o andamento do caso. O MPSP rebate que as provas nasceram de quebras de sigilo banc\u00e1rio, an\u00e1lise de celulares de Silva Neto e declara\u00e7\u00f5es de imposto de renda da m\u00e3e dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as movimenta\u00e7\u00f5es apontadas est\u00e3o o suposto recebimento de <strong>R$ 152 milh\u00f5es<\/strong> em propinas pela Fast Shop neste ano e <strong>R$ 2,3 milh\u00f5es<\/strong> vindos da Rede 28. O Minist\u00e9rio cita ainda a figura <strong>Kimio Mizukami da Silva<\/strong>, m\u00e3e do ex-fiscal, apontada como laranja, com transa\u00e7\u00f5es como o envio de <strong>R$ 30 milh\u00f5es<\/strong> para a esposa, al\u00e9m de um lucro l\u00edquido declarado de <strong>R$ 12 milh\u00f5es<\/strong>, incompat\u00edvel com a entrada de <strong>R$ 457 milh\u00f5es<\/strong> nas contas ligadas ao CNPJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confrontada com as acusa\u00e7\u00f5es, a defesa afirma que o Gedec atua com capta\u00e7\u00e3o unilateral de intelig\u00eancia, enquanto o Minist\u00e9rio P\u00fablico sustenta que as provas s\u00e3o obtidas por meios legais, sem depender do acordo de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entenda o esquema em linhas gerais:<\/p>\n<ul>\n<li>Auditores recebiam at\u00e9 <strong>R$ 1 bilh\u00e3o<\/strong> em propina para prestar assessoria cont\u00e1bil criminosa a varejistas.<\/li>\n<li>As empresas recebiam vantagens no ressarcimento de ICMS por meio de cr\u00e9ditos inflados, que eram revendidos legalmente a outras companhias.<\/li>\n<li>O principal operador era Artur Gomes da Silva Neto, chefe do setor respons\u00e1vel pelo varejo na Fazenda de S\u00e3o Paulo, com o apoio de c\u00famplices.<\/li>\n<li>A propina era vinculada a cr\u00e9ditos de ICMS adiantados e inflados, alimentando uma rede de empresas parceiras.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 12 de agosto de 2025, a Opera\u00e7\u00e3o \u00cdcaro informou a pris\u00e3o de dois auditores da Receita Federal e de empres\u00e1rios. Silva Neto foi exonerado da Receita, e outros sete servidores foram afastados. Em maio de 2026, a pris\u00e3o de um deles teve a decis\u00e3o de mant\u00ea-la revogada. Entre os empres\u00e1rios envolvidos, Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mario Ot\u00e1vio Gomes, da Fast Shop, chegaram a ser presos, mas foram soltos. O diretor da Fast Shop fechou acordo de colabora\u00e7\u00e3o com o MPSP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso sinaliza um amplo redesenho de fiscaliza\u00e7\u00f5es e coopera\u00e7\u00e3o entre autoridades para apurar irregularidades envolvendo ICMS, com impactos na cidade e nos neg\u00f3cios locais. O desdobramento continua ocupando as manchetes da \u00e1rea econ\u00f4mica paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Meta descri\u00e7\u00e3o:<\/strong> Caso de fraude em cr\u00e9ditos de ICMS envolve ex-auditor Artur Gomes da Silva Neto, Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo, a Opera\u00e7\u00e3o \u00cdcaro e empres\u00e1rios, com den\u00fancias de dela\u00e7\u00e3o premiada e provas contestadas pela defesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto foi preso por suspeita de liderar um esquema bilion\u00e1rio de fraudes em cr\u00e9ditos de ICMS. 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