{"id":688820,"date":"2026-05-27T00:15:08","date_gmt":"2026-05-27T03:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/05\/27\/desmatamento-na-bahia-registra-queda-em-2025-mas-estado-aparece-em-3-em-ranking-nacional\/"},"modified":"2026-05-27T00:16:14","modified_gmt":"2026-05-27T03:16:14","slug":"desmatamento-na-bahia-registra-queda-em-2025-mas-estado-aparece-em-3-em-ranking-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/05\/27\/desmatamento-na-bahia-registra-queda-em-2025-mas-estado-aparece-em-3-em-ranking-nacional\/","title":{"rendered":"Desmatamento na Bahia registra queda em 2025, mas estado aparece em 3\u00b0 em ranking nacional"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Bahia fica em terceiro lugar no ranking de desmatamento em 2025, com 110.616 hectares derrubados. O dado vem do RAD 2025, o relat\u00f3rio anual do MapBiomas, que tra\u00e7a o panorama da perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil e na regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No conjunto do pa\u00eds, houve queda de 20,6% no desmatamento em 2025: 983.843 hectares derrubados. Entre 2019 e 2025, a \u00e1rea total desmatada chega a cerca de 10,3 milh\u00f5es de hectares, mantendo a m\u00e9dia de 2.698 hectares por dia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na pr\u00e1tica, isso equivale a quase 2.698 hectares por dia, cerca de 112 por hora. O estudo compara a magnitude \u00e0 queda di\u00e1ria decorrente de desmatamento repetido, como se 17 parques do Ibirapuera, o maior parque urbano de S\u00e3o Paulo, fossem derrubados todos os dias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt src=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/municipios_noticias\/50964\/mg\/WhatsApp%20Image%202026-05-26%20at%2013.59.59..jpg\"><\/strong><br \/>  <em>Foto: Dados divulgados pelo MapBiomas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre os biomas, todos registraram queda no desmatamento. O Pantanal desmatou 12.260 hectares, com a maior redu\u00e7\u00e3o proporcional (-48,4%). A Amaz\u00f4nia somou 289.478 hectares, (-23,5%). O Pampa ficou com 583 hectares, o menor total entre eles. Na Bahia, a Caatinga teve a maior redu\u00e7\u00e3o regional, -25,9% (128.947 ha em 2025); a Mata Atl\u00e2ntica somou 12.912 hectares, com queda de 4,7%.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Cerrado, dominante na regi\u00e3o, lidera o ranking nacional com 540.614 hectares desmatados, mas mostrou queda de 25,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2024.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Matopiba, regi\u00e3o que inclui Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, concentra grande parte da devasta\u00e7\u00e3o associada \u00e0 expans\u00e3o agropecu\u00e1ria. Em 2025, esse grupo responde por 97% da perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa ligada ao agroneg\u00f3cio no pa\u00eds; junto com Mato Grosso, figura entre os cinco estados com maior \u00e1rea desmatada, somando mais de 63% do total brasileiro.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As forma\u00e7\u00f5es de savana aparecem como as \u00e1reas mais atingidas (51,4%), seguidas pelas florestas (46,3%). No Brasil, desmatamentos ligados a empreendimentos de energia renov\u00e1vel ficaram majoritariamente na Caatinga, respondendo por 97% da \u00e1rea desmatada associada a esse vetor. A expans\u00e3o urbana elevou o desmate em 7% ante 2024, concentrando-se no Cerrado e na Amaz\u00f4nia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Brasil, 2.932 munic\u00edpios tiveram ao menos um evento de desmatamento em 2025, representando 52,6% do total. Entre as dez cidades com maior \u00e1rea desmatada, oito est\u00e3o em Matopiba; dois ficam na Bahia: Jaborandi e S\u00e3o Desid\u00e9rio, ambos na regi\u00e3o oeste.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ranking de alta perda \u00e9 liderado por Canto do Buriti, no Piau\u00ed, com 20.877 hectares desmatados em 2025. O maior evento isolado somou 20.834 hectares, com m\u00e9dia di\u00e1ria de 57,2 hectares, o equivalente a cerca de 80 campos de futebol por dia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o houve 46.257 hectares desmatados, queda de 21,4% frente a 2024. Em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o integral foram 2.034 hectares, redu\u00e7\u00e3o de 55,8%. J\u00e1 as APAs apresentaram 7.701 hectares na Bahia, alta de 44% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nas Terras Ind\u00edgenas a perda chegou a 12.593 hectares, com 30% das TI registrando ao menos um evento de desmatamento. A Terra Ind\u00edgena Porquinhos dos Canela-Ap\u00e3tnjekra, no Maranh\u00e3o, lidera com 4.089 hectares, ainda que tenha recuado 34% na \u00e1rea atingida. Entre 2019 e 2025, 1,7% do total desmatado ocorreu em Terras Ind\u00edgenas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O RAD 2025 refor\u00e7a a necessidade de a\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas para frear a press\u00e3o da expans\u00e3o agropecu\u00e1ria e proteger \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o, para evitar danos \u00e0 biodiversidade e \u00e0 vida das comunidades locais.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia fica em terceiro lugar no ranking de desmatamento em 2025, com 110.616 hectares derrubados. O dado vem do RAD 2025, o relat\u00f3rio\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":688822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[213],"tags":[],"class_list":["post-688820","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/688820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=688820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/688820\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/688822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=688820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=688820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=688820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}