{"id":691613,"date":"2026-06-02T16:26:58","date_gmt":"2026-06-02T19:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/02\/estudo-sugere-que-o-sal-impediu-a-existencia-de-dinossauros-marinhos\/"},"modified":"2026-06-02T16:27:47","modified_gmt":"2026-06-02T19:27:47","slug":"estudo-sugere-que-o-sal-impediu-a-existencia-de-dinossauros-marinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/02\/estudo-sugere-que-o-sal-impediu-a-existencia-de-dinossauros-marinhos\/","title":{"rendered":"Estudo sugere que o sal impediu a exist\u00eancia de dinossauros marinhos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: um estudo europeu, com a participa\u00e7\u00e3o de um pesquisador brasileiro, revela que o espinossauro tinha gl\u00e2ndulas no cr\u00e2nio para expelir sal. Embora essa adapta\u00e7\u00e3o ajudasse a lidar com \u00e1guas salgadas, ela n\u00e3o foi eficiente o suficiente e acabou limitando a presen\u00e7a dos dinossauros em ambientes marinhos. a pesquisa foi publicada na revista Historical Biology em 22 de maio.<\/p>\n<figure style=\"text-align: justify;\">\n  <img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/aJMSoHDPQYZr1R3tDovWh3U_OJWaTePLMO7TO5cSNOM\/w:900\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/06\/marine-dinosaurs-l.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o colorida mostra local onde era gl\u00e2ndula para expelir sal dos espinossauros - Metr\u00f3poles\" width=\"1200\" height=\"800\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" \/><figcaption>1 de 1 Ilustra\u00e7\u00e3o colorida mostra local onde era gl\u00e2ndula para expelir sal dos espinossauros &#8211; Metr\u00f3poles \u2014 Foto: Alessandro Paterna e Mario Falasca<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe examinou f\u00f3sseis de v\u00e1rios cr\u00e2nios e identificou depress\u00f5es acima dos olhos, que indicariam a presen\u00e7a de gl\u00e2ndulas para elimina\u00e7\u00e3o do sal. Embora j\u00e1 soub\u00e9ssemos que os espinossauros tinham adapta\u00e7\u00f5es aqu\u00e1ticas \u2014 como dentes voltados para peixes e uma cauda em forma de remo \u2014, a novidade foi encontrar essa poss\u00edvel gl\u00e2ndula salina em posi\u00e7\u00e3o acima do cr\u00e2nio, diferente do que ocorre em iguanas marinhas.<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p>\n  \u201c\u00c9 improv\u00e1vel que [as gl\u00e2ndulas de sal] tenham conferido alguma caracter\u00edstica externa semelhante \u00e0 de uma iguana a este dinossauro. Nas iguanas, as gl\u00e2ndulas ficam dentro do cr\u00e2nio (s\u00e3o cobertas pelos ossos da cabe\u00e7a), enquanto no espinossauro elas ficavam acima do cr\u00e2nio.\u201d\n<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo uma das autoras, Andrea Cau, essa localiza\u00e7\u00e3o above do cr\u00e2nio pode ter limitado a efic\u00e1cia da elimina\u00e7\u00e3o do sal. Com o excesso de sal no sangue, o espinossauro n\u00e3o conseguiu se tornar t\u00e3o dominante em ambientes marinhos quanto se pensava, o que ajudaria a explicar por que permaneceu mais ligado a \u00e1reas terrestres e, provavelmente, a comportamentos menos voltados a ambientes puramente aqu\u00e1ticos. O estudo foi liderado por pesquisadores europeus e contou com a participa\u00e7\u00e3o de um cientista brasileiro, refor\u00e7ando a colabora\u00e7\u00e3o internacional nessa \u00e1rea. Novas pesquisas devem esclarecer outros atributos presentes nesses r\u00e9pteis pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gostou da descoberta? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e conte o que voc\u00ea acha que poderia ter mudado a hist\u00f3ria evolutiva dos espinossauros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: um estudo europeu, com a participa\u00e7\u00e3o de um pesquisador brasileiro, revela que o espinossauro tinha gl\u00e2ndulas no cr\u00e2nio para expelir sal. 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