{"id":692092,"date":"2026-06-03T17:32:18","date_gmt":"2026-06-03T20:32:18","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/03\/mp-ba-cobra-plano-estadual-e-investigacao-de-mortes-maternas-infantis-e-fetais-na-bahia\/"},"modified":"2026-06-03T17:33:09","modified_gmt":"2026-06-03T20:33:09","slug":"mp-ba-cobra-plano-estadual-e-investigacao-de-mortes-maternas-infantis-e-fetais-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/03\/mp-ba-cobra-plano-estadual-e-investigacao-de-mortes-maternas-infantis-e-fetais-na-bahia\/","title":{"rendered":"MP-BA cobra plano estadual e investiga\u00e7\u00e3o de mortes maternas, infantis e fetais na Bahia"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA) cobra a\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas para reverter o atual quadro de investiga\u00e7\u00f5es de \u00f3bitos maternos, infantis e fetais. Dados do Observat\u00f3rio das Maternidades, apresentados na \u00faltima sexta-feira, mostram 135 mortes infantis e fetais ocorridas entre novembro de 2025 e mar\u00e7o deste ano na macrorregi\u00e3o Centro-Leste sem investiga\u00e7\u00e3o at\u00e9 o momento. Esse total representa 68,9% dos casos; apenas 61 mortes (31,1%) tiveram as investiga\u00e7\u00f5es conclu\u00eddas dentro do prazo de 120 dias, conforme a Portaria n\u00ba 72\/2010 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A promotora Roc\u00edo Matos, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Sa\u00fade (Cesau), afirmou que o MP baiano cobrar\u00e1 do estado a elabora\u00e7\u00e3o do Plano Estadual de Enfrentamento \u00e0s Mortalidades Materna, Fetal e Infantil, e que os munic\u00edpios devem assegurar a devida investiga\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos. O plano deve entrar em execu\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030, com medidas urgentes para reverter esse panorama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a reuni\u00e3o, gestores, t\u00e9cnicos e especialistas discutiram entraves estruturais que dificultam as investiga\u00e7\u00f5es: sobrecarga das equipes, fragilidade das c\u00e2maras t\u00e9cnicas municipais, atrasos nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o e dificuldade de acesso ao pr\u00e9-natal de alto risco. A qualidade das fichas de investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi destacada como cr\u00edtica: apenas tr\u00eas contavam com o conjunto ideal de documentos, e apenas quatro inclu\u00edam entrevista domiciliar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A promotora Juliana Rocha, gerente do projeto Cegonha, apresentou o desempenho estadual ao longo dos anos. Dados preliminares indicam 61,7 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos em 2025, posi\u00e7\u00e3o que coloca a Bahia entre os sete estados com maiores \u00edndices nesse indicador. Em mortalidade infantil, o estado aparece em sexto pior, e em mortalidade neonatal, em terceiro pior, em 2024. Esses n\u00fameros evidenciam a urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es imediatas para reduzir as taxas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como voc\u00ea v\u00ea essa situa\u00e7\u00e3o? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios, traga experi\u00eancias e sugest\u00f5es sobre como melhorar o cuidado materno-infantil na Bahia. Sua vis\u00e3o pode contribuir para que, juntos, avancemos nessa pauta t\u00e3o crucial para fam\u00edlias e comunidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA) cobra a\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas para reverter o atual quadro de investiga\u00e7\u00f5es de \u00f3bitos maternos, infantis e fetais. 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