{"id":692661,"date":"2026-06-05T05:45:52","date_gmt":"2026-06-05T08:45:52","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/05\/delegado-do-bonde-dos-coroas-mantem-contestacao-mesmo-apos-decisao-do-stf\/"},"modified":"2026-06-05T05:46:45","modified_gmt":"2026-06-05T08:46:45","slug":"delegado-do-bonde-dos-coroas-mantem-contestacao-mesmo-apos-decisao-do-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/05\/delegado-do-bonde-dos-coroas-mantem-contestacao-mesmo-apos-decisao-do-stf\/","title":{"rendered":"Delegado do &#8220;Bonde dos Coroas&#8221; mant\u00e9m contesta\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s decis\u00e3o do STF"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo inicial: o caso conhecido como <strong>&#8220;Bonde dos Coroas&#8221;<\/strong> envolve policiais da <strong>53\u00aa Delegacia<\/strong> de Pol\u00edcia do Rio de Janeiro acusados de extors\u00e3o mediante sequestro. O Supremo Tribunal Federal rejeitou os embargos do delegado <strong>Matheus Romanelli<\/strong>, mantendo a condena\u00e7\u00e3o de 17 anos e abrindo caminho para o cumprimento da pena. A revis\u00e3o criminal s\u00f3 poder\u00e1 ocorrer ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria remonta a 2017, quando cinco inspetores e dois delegados foram acusados de sequestrar Carlos Vin\u00edcius de Ara\u00fajo, conhecido como <strong>\u201cOrelha\u201d<\/strong>, levando-o \u00e0 delegacia e extorquindo a esposa dele para libert\u00e1-lo. Grava\u00e7\u00f5es feitas por policiais infiltrados revelaram as negocia\u00e7\u00f5es para a libera\u00e7\u00e3o mediante pagamento. A den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico apontou a forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, extors\u00e3o mediante sequestro, roubo qualificado, concuss\u00e3o e constrangimento ilegal; todos foram condenados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na defesa, <strong>Matheus Romanelli<\/strong> contestou a condena\u00e7\u00e3o ao sustentar que a imputa\u00e7\u00e3o se baseou em um <strong>\u201creconhecimento pessoal ilegal\u201d<\/strong>, o que, segundo ele, contaminaria as provas usadas nas primeiras inst\u00e2ncias e no STJ. O caso chegou ao STF, com a ministra <strong>C\u00e1rmen L\u00facia<\/strong> atuando como relatora do RHC 267894\/RJ. Em decis\u00e3o divulgada no fim de fevereiro, o habeas corpus foi considerado improcedente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 22 de maio, o plen\u00e1rio da Primeira Turma n\u00e3o acolheu os <strong>embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/strong>, que teriam o objetivo de sanar omiss\u00f5es no julgamento. No dia 26, o processo transitou em julgado. A defesa tamb\u00e9m argumenta que a condena\u00e7\u00e3o estaria baseada em reconhecimento pessoal ilegal, o que, conforme eles, compromete a validade da prova e contamina todo o veredito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cargos dos policiais \u00e0 \u00e9poca eram:<\/p>\n<ul>\n<li>Leonardo Grivot, delegado assistente;<\/li>\n<li>Matheus Romanelli, delegado titular;<\/li>\n<li>Leonardo Amaral, inspetor;<\/li>\n<li>Paulo Carvalho, inspetor;<\/li>\n<li>Cosme de Ara\u00fajo Concei\u00e7\u00e3o, inspetor;<\/li>\n<li>S\u00e9rgio Bezerra de Andrade, inspetor;<\/li>\n<li>Carlos Alberto Falc\u00e3o, inspetor.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0s inst\u00e2ncias, a condena\u00e7\u00e3o permaneceu est\u00e1vel ao longo do processo, com recursos que chegaram ao STF. A Corte reiterou que embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o servem para rediscutir o ac\u00f3rd\u00e3o. A ministra relatora ressaltou que tais embargos t\u00eam natureza protelat\u00f3ria e, neste caso, n\u00e3o alterariam o conte\u00fado j\u00e1 decidido. Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, caber\u00e1 a poss\u00edvel revis\u00e3o criminal, se comprovadas viola\u00e7\u00f5es processuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, como l\u00ea este desfecho do caso? Compartilhe seus pensamentos sobre a atua\u00e7\u00e3o policial, o uso de reconhecimento como prova e as vias de eventual revis\u00e3o criminal. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo inicial: o caso conhecido como &#8220;Bonde dos Coroas&#8221; envolve policiais da 53\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia do Rio de Janeiro acusados de extors\u00e3o mediante\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":692663,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-692661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=692661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/692663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=692661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=692661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=692661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}