{"id":69743,"date":"2022-04-02T11:36:17","date_gmt":"2022-04-02T14:36:17","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/sp-mam-relembra-exposicao-que-lanca-bases-da-arte-concreta-no-brasil\/"},"modified":"2022-04-02T11:36:17","modified_gmt":"2022-04-02T14:36:17","slug":"sp-mam-relembra-exposicao-que-lanca-bases-da-arte-concreta-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/02\/sp-mam-relembra-exposicao-que-lanca-bases-da-arte-concreta-no-brasil\/","title":{"rendered":"SP: MAM relembra exposi\u00e7\u00e3o que lan\u00e7a bases da arte concreta no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Estreia neste s\u00e1bado (2), no Museu de Arte Moderna (MAM) de S\u00e3o Paulo , a mostra ???ruptura e o grupo: abstra\u00e7\u00e3o e arte concreta, 70 anos???. O trabalho \u00e9 uma releitura da exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do grupo Ruptura, em 1952, quando foi lan\u00e7ado um manifesto de mesmo nome, que defendia novos paradigmas art\u00edsticos que foram base da arte concreta brasileira desenvolvida na d\u00e9cada de 1950. A curadoria \u00e9 de Heloisa Espada e Yuri Quevedo.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1451743&#038;o=rss\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1451743&#038;o=rss\"\/><\/p>\n<p>????? uma proposta bem radical na arte brasileira no final dos anos 40 e 50???, aponta a curadora. Ela explica que o movimento defendia a abstra\u00e7\u00e3o como a linguagem que iria romper com a tradi\u00e7\u00e3o da arte em representar coisas. ???No Brasil, isso era muito diferente do que se fazia, porque s\u00f3 no final dos anos 40, anos 50, come\u00e7aram a surgir os primeiros artistas expressionistas???, aponta. Isso refletia um momento de reconstru\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-guerra, per\u00edodo no qual vanguardistas foram perseguidos por regimes totalit\u00e1rios.<\/p>\n<p>???Para gente \u00e9 abstrato, mas eles achavam que aquilo era a maneira mais concreta de fazer arte. Era a coisa mais verdadeira poss\u00edvel para a arte, porque ela n\u00e3o estaria sendo sombra de nada, n\u00e3o estaria representando nada, nenhuma ideia. Ela mesmo seria uma ideia pura???, descreve Helo\u00edsa. Ela acrescenta que, nesse sentido, muitas obras se chamam ???ideia vis\u00edvel???.\u00a0<\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1950, os artistas participantes s\u00e3o Anatol Wladyslaw; Geraldo de Barros; Hermelindo Fiaminghi; Judith Lauand; Kazmer F\u00e9jer; Leopold Haar; Lothar Charoux; Luiz Sacilotto; Maur\u00edcio Nogueira Lima e Waldemar Cordeiro.<\/p>\n<p>???Nessa exposi\u00e7\u00e3o de 52, a gente v\u00ea muita diferen\u00e7a nas linguagens de cada um. Depois, ao longo dos anos 50, essas ideias foram ficando mais fortes e mais claras e eles come\u00e7am a defender uma ideia de arte concreta???, explica a curadora.<\/p>\n<p>Para Helo\u00edsa, a exposi\u00e7\u00e3o lembra o papel da arte em romper com formas convencionais de ver o mundo. ???Hoje, a gente tem v\u00e1rios artistas que est\u00e3o propondo mudan\u00e7as radicais, n\u00e3o propriamente da arte, mas da maneira de a gente se relacionar, romper hierarquias sociais, romper ideias de g\u00eanero arraigadas. Formalmente, isso n\u00e3o tem nada a ver com a arte concreta, mas tem uma s\u00e9rie de artistas que est\u00e3o propondo uma ruptura com uma maneira de ver o mundo, de como o mundo \u00e9 organizado, porque do jeito que a gente est\u00e1 vendo o mundo andar, ele est\u00e1 indo em dire\u00e7\u00e3o ao abismo.???<\/p>\n<h2>A exposi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O primeiro n\u00facleo da exposi\u00e7\u00e3o remonta, por meio de documentos e obras, a exibi\u00e7\u00e3o de 1952. ??? A hist\u00f3ria dessa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito curiosa, porque ela durou s\u00f3 12 dias, na verdade, ela foi no fim do ano, em dezembro, e ela teve 12 dias de dura\u00e7\u00e3o e j\u00e1 causou esse grande estardalha\u00e7o na arte???, conta Quevedo. Entre as pinturas expostas, est\u00e3o Desenvolvimento \u00f3tico da espiral de Arquimedes (1952), de Waldemar Cordeiro, e Vibra\u00e7\u00f5es verticais (1952), de Luiz Sacilotto.<\/p>\n<p>???A gente percebeu que era quase imposs\u00edvel, apesar de ter fotos, s\u00e3o poucos os registros da montagem da exposi\u00e7\u00e3o. A gente n\u00e3o conseguiu descobrir exatamente quais s\u00e3o as obras. Ent\u00e3o a gente foi fazendo aproxima\u00e7\u00f5es com obras da mesma \u00e9poca e costurando com o que esses artistas estavam trabalhando e o que\u00a0seria poss\u00edvel que eles tivessem mostrado???, explica Quevedo sobre o trabalho de curadoria.<\/p>\n<p>A obra de Sacilotto, por exemplo, foi identificada por meio de desenhos em um di\u00e1rio do artista que estava no acervo do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp).<\/p>\n<p>O n\u00facleo seguinte aborda o que os artistas estavam produzindo alguns anos antes de 1952. ????? muito interessante porque s\u00e3o desenhos e come\u00e7a com desenhos um pouco figurativos ainda. S\u00e3o desenhos de vistas dos ateli\u00eas, naturezas mortas, mas voc\u00ea j\u00e1 percebe que tem interesse pela abstra\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo de olhar para as coisas. Tem ali um procedimento de abstrair, a abstra\u00e7\u00e3o como uma possibilidade de an\u00e1lise do mundo???, aponta o curador.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o segue com um segmento sobre arte concreta. ???Quando a gente v\u00ea o trabalho do grupo todo junto, a gente percebe o quanto eles s\u00e3o um grupo???, diz Quevedo.<\/p>\n<p>A parte final traz elementos da sequ\u00eancia do trabalho dos artistas, quando eles come\u00e7am a refletir sobre o uso de cores e a rela\u00e7\u00e3o entre elas. ????? um n\u00facleo bastante in\u00e9dito da exposi\u00e7\u00e3o. ?? um xeque-mate, porque depois isso vai apontar para a pr\u00f3pria dissolu\u00e7\u00e3o do grupo, por um lado, e depois para o que esses artistas v\u00e3o fazer em outras \u00e1reas, em outras \u00e9pocas???, revela Quevedo.<\/p>\n<h2>Retromem\u00f3ria<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m neste s\u00e1bado (2) estreia a instala\u00e7\u00e3o art\u00edstica Retromem\u00f3ria, desenvolvida pela artista visual e poeta Lenora de Barros. O trabalho, que ocupar\u00e1 a Sala de Vidro do museu, faz um di\u00e1logo com a obra Spider (Aranha), concebida por Louise Bourgeois em 1996 e que ficou exposta por cerca de 20 anos no mesmo espa\u00e7o.\u00a0<\/p>\n<p>???A instala\u00e7\u00e3o expressa o movimento fragmentado da mem\u00f3ria a partir da utiliza\u00e7\u00e3o do espelho retrovisor. A artista trabalha o conceito da retrovis\u00e3o, o olhar para tr\u00e1s para andar para frente, o movimento de ir e vir, formando representa\u00e7\u00f5es e projetando luzes pela sala???, diz o texto de divulga\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estreia neste s\u00e1bado (2), no Museu de Arte Moderna (MAM) de S\u00e3o Paulo , a mostra ???ruptura e o grupo: abstra\u00e7\u00e3o e arte concreta,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":69783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-69743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69743"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69743\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}