{"id":700546,"date":"2026-06-24T20:11:44","date_gmt":"2026-06-24T23:11:44","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/24\/video-cada-um-na-sua-praia-lazinho-critica-descaracterizacao-do-sao-joao\/"},"modified":"2026-06-24T20:12:35","modified_gmt":"2026-06-24T23:12:35","slug":"video-cada-um-na-sua-praia-lazinho-critica-descaracterizacao-do-sao-joao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/24\/video-cada-um-na-sua-praia-lazinho-critica-descaracterizacao-do-sao-joao\/","title":{"rendered":"V\u00cdDEO: &#8220;Cada um na sua praia&#8221;: Lazinho critica descaracteriza\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Jo\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Identidade cultural<\/strong> em jogo: Lazinho, vocalista do Olodum, alerta para o risco de a Bahia perder a ess\u00eancia de suas festas populares. Em entrevista nesta quarta-feira, o cantor, que representa o Olodum h\u00e1 d\u00e9cadas, compara a situa\u00e7\u00e3o do <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong> e do <strong>forr\u00f3<\/strong> com as mudan\u00e7as que j\u00e1 atingiram o <strong>Carnaval de Salvador<\/strong> e as bandas de percuss\u00e3o. Acredita que a manuten\u00e7\u00e3o da cultura local depende de respeitar ritmos e artistas da casa, ao mesmo tempo em que admite abrir espa\u00e7o para outros estilos, desde que preservem a ess\u00eancia de cada festa.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Quando voc\u00ea abre m\u00e3o da sua cultura, voc\u00ea deixa de ser cidad\u00e3o. \u00c9 a hist\u00f3ria que diz isso&#8221;, diz Lazinho. Ele afirma que \u00e9 poss\u00edvel incorporar outros g\u00eaneros \u00e0s festas, desde que a adapta\u00e7\u00e3o respeite os ritmos e artistas locais. &#8220;Agora, quando voc\u00ea se adapta e faz bem feito, eu acho que d\u00e1 pra fazer.&#8221; No entanto, ele ressalta que h\u00e1 pessoas que lutam o ano inteiro para sustentar a fam\u00edlia, comprar roupas para os filhos ou manter a casa, e que mudan\u00e7as n\u00e3o podem colocar esse sustento em risco.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO artista questiona: &#8220;tem ritmos que ningu\u00e9m invade, \u00e9 o nosso; por que tem que invadir?&#8221; Ele lembra que isso j\u00e1 ocorreu com o <strong>Carnaval<\/strong>, e alerta que h\u00e1 o risco de perder tamb\u00e9m o <strong>S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong> caso as mudan\u00e7as n\u00e3o respeitem a tradi\u00e7\u00e3o. &#8220;Aconteceu isso com o Carnaval, estamos perdendo o Carnaval e podemos perder o S\u00e3o Jo\u00e3o. Eu acho que \u00e9 cada um na sua praia&#8221;, conclui. Nesta quarta-feira, o Olodum representa a Torcida Brasil em Salvador, com transmiss\u00e3o da <strong>TV SBT<\/strong> no Largo do Pelourinho.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nE voc\u00ea, o que acha dessa discuss\u00e3o sobre misturar ritmos nas festas da Bahia? as tradi\u00e7\u00f5es devem permanecer intocadas ou dialogar com novos sons, desde que respeitem a hist\u00f3ria e os artistas locais? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e convide algu\u00e9m que tamb\u00e9m vive essa linguagem musical da regi\u00e3o para participar do debate.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Identidade cultural em jogo: Lazinho, vocalista do Olodum, alerta para o risco de a Bahia perder a ess\u00eancia de suas festas populares. 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