{"id":701457,"date":"2026-06-26T09:12:19","date_gmt":"2026-06-26T12:12:19","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/26\/jovens-ocupados-sao-a-maioria-mas-62-milhoes-seguem-como-nem-nem\/"},"modified":"2026-06-26T09:13:16","modified_gmt":"2026-06-26T12:13:16","slug":"jovens-ocupados-sao-a-maioria-mas-62-milhoes-seguem-como-nem-nem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/26\/jovens-ocupados-sao-a-maioria-mas-62-milhoes-seguem-como-nem-nem\/","title":{"rendered":"Jovens ocupados s\u00e3o a maioria, mas 6,2 milh\u00f5es seguem como \u201cnem-nem\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Um levantamento do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), com cruzamento de dados do IBGE\/PNAD Cont\u00ednua, RAIS e eSocial, mostra que no 1\u00ba trimestre de 2026 h\u00e1 32,9 milh\u00f5es de jovens entre 14 e 24 anos no Brasil. Desses, 13,9 milh\u00f5es estavam ocupados, enquanto 6,2 milh\u00f5es n\u00e3o estavam nem na escola nem no trabalho, formando o grupo conhecido como \u201cnem-nem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com esse contingente grande de jovens ocupados, o pa\u00eds ainda convive com instabilidade: 52% dos adolescentes que trabalham ficam em fun\u00e7\u00e3o por menos de um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 68,7% \u2014 ainda aqu\u00e9m do pr\u00e9-pandemia \u2014 e os desafios para inserir e manter esses jovens no mercado de trabalho seguem vis\u00edveis. A expectativa \u00e9 reconduzir mais pessoas \u00e0 escola ou, quando necess\u00e1rio, ao trabalho com condi\u00e7\u00f5es dignas e remuneradas.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 a de que temos muita gente na escola, menos gente fora do mundo do trabalho ou da escola. Nosso primeiro esfor\u00e7o \u00e9 trazer essas pessoas de volta para a escola. Eventualmente trabalhando, se precisar, para poder remunerar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os 14 e 17 anos, a participa\u00e7\u00e3o no trabalho \u00e9 de 15,6% e \u00e9 vista como sinal de que mais jovens est\u00e3o estudando. J\u00e1 entre os 18 e 24 anos, a participa\u00e7\u00e3o chega a 68,7%, ainda sem atingir o patamar pr\u00e9-pand\u00eamico. O desafio \u00e9 transformar a credencial de escolaridade aliada \u00e0 experi\u00eancia em empregos decentes, bem remunerados e com oportunidades de crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No conjunto, 73% dos jovens t\u00eam pelo menos o ensino m\u00e9dio; 2,3 milh\u00f5es frequentam o ensino superior e 944 mil j\u00e1 conclu\u00edram essa etapa. O mercado ainda exige qualifica\u00e7\u00e3o; segundo a subsecretaria, o mapa de vagas aponta que a credencial de conclus\u00e3o de ensino m\u00e9dio \u00e9 cada vez mais determinante para entrar no mercado de trabalho.<\/p>\n<blockquote>\n<p>N\u00f3s temos um grande desafio porque a credencial m\u00ednima para o mercado de trabalho \u00e9 o ensino m\u00e9dio. Cada vez mais isso fica evidente em todas as regi\u00f5es do Brasil, n\u00e3o apenas nas \u00e1reas urbanas, mas tamb\u00e9m nas rurais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado da empregabilidade, a taxa de desemprego entre jovens caiu, mas a lacuna persiste: 25,1% dos adolescentes de 14 a 17 anos estavam desempregados no 1\u00ba trimestre, enquanto 13,8% dos jovens de 18 a 24 n\u00e3o tinham emprego. Somados, s\u00e3o 2,7 milh\u00f5es de jovens (18-24) desempregados e 586 mil adolescentes nessa situa\u00e7\u00e3o. Observa-se ainda que 57,8% dos jovens ocupados tinham v\u00ednculo formal, somando 8 milh\u00f5es de v\u00ednculos formais entre 14 e 24 anos, dentro de quase 60 milh\u00f5es de empregos formais no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as ocupa\u00e7\u00f5es que mais empregam os jovens, aparecem: Balconistas e vendedores (1,24 milh\u00e3o), Escritur\u00e1rios gerais (1,07 milh\u00e3o), Auxiliar de constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios (394 mil), Recepcionistas (391 mil) e Caixas e bilhetes (367 mil). Ainda, 59% dos jovens est\u00e3o nessas 20 maiores ocupa\u00e7\u00f5es, o que aponta concentra\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00f5es de menor escolaridade e remunera\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ao sal\u00e1rio m\u00ednimo. O entendimento \u00e9 que muitos entram no mercado e enfrentam dificuldades para permanecer e avan\u00e7ar na carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se por um lado h\u00e1 jovens entrando, por outro h\u00e1 a necessidade de pol\u00edticas que promovam forma\u00e7\u00e3o aliada \u00e0 experi\u00eancia, com supervis\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o, para reduzir a rotatividade e incentivar trajet\u00f3rias de ascens\u00e3o profissional. O foco, hoje, \u00e9 manter alunos na escola e oferecer caminhos que transformem diploma e pr\u00e1tica em trabalho est\u00e1vel e bem remunerado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, quais solu\u00e7\u00f5es reais para ampliar a perman\u00eancia de jovens no mercado de trabalho e acelerar a melhoria da qualidade das op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis voc\u00ea considera mais eficaz? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e vamos construir juntos caminhos mais justos para a juventude brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), com cruzamento de dados do IBGE\/PNAD Cont\u00ednua, RAIS e eSocial, mostra que no 1\u00ba trimestre\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":701459,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-701457","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/701457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=701457"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/701457\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":701458,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/701457\/revisions\/701458"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/701459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=701457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=701457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=701457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}