{"id":70254,"date":"2022-04-03T07:39:49","date_gmt":"2022-04-03T10:39:49","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/no-hablamos-espanol-entenda-as-consequencias-da-retirada-da-lingua-espanhola-da-prova-do-enem\/"},"modified":"2022-04-03T07:39:49","modified_gmt":"2022-04-03T10:39:49","slug":"no-hablamos-espanol-entenda-as-consequencias-da-retirada-da-lingua-espanhola-da-prova-do-enem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/03\/no-hablamos-espanol-entenda-as-consequencias-da-retirada-da-lingua-espanhola-da-prova-do-enem\/","title":{"rendered":"&#8216;No hablamos Espa\u00f1ol&#8217;: entenda as consequ\u00eancias da retirada da l\u00edngua espanhola da prova do Enem"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/04\/01\/shutterstock_1728525904.jpg\" alt=\"\" width=\"4912\" height=\"3215\"\/><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nas duas vezes que fez o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), a estudante Maria Fernanda de Oliveira, 19 anos, escolheu o espanhol como l\u00edngua estrangeira. As quest\u00f5es de leitura, compreens\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de outro idioma s\u00e3o parte obrigat\u00f3ria da prova de Linguagens. O desempenho foi bom: das cinco quest\u00f5es, acertou quatro nas duas vezes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Acho importante, como latinoamericana, conhecer e estudar a l\u00edngua que predomina na Am\u00e9rica do Sul???, diz Maria Fernanda, que pretende fazer o exame novamente esse ano, para tentar uma vaga no curso de Pedagogia. Daqui a dois anos, por\u00e9m, nem ela nem o restante dos cerca de 60% de candidatos do Enem que decidem pelo espanhol ter\u00e3o essa op\u00e7\u00e3o. Em mar\u00e7o, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) anunciou o novo Enem, a partir de 2024, e s\u00f3 incluiu a op\u00e7\u00e3o de ingl\u00eas como l\u00edngua estrangeira.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Se tivesse que fazer a prova sem o espanhol, a jovem acredita que a situa\u00e7\u00e3o seria mais complicada.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Optei por estudar espanhol no Ensino M\u00e9dio. Consequentemente, n\u00e3o tenho um conhecimento mais t\u00e9cnico da l\u00edngua inglesa e teria um pouco de dificuldade na resolu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es do Enem???, <\/strong>acrescenta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Mas se a not\u00edcia preocupa e at\u00e9 surpreende os estudantes, n\u00e3o aconteceu o mesmo com professores de espanhol &#8211; tanto os j\u00e1 formados quanto aqueles ainda em forma\u00e7\u00e3o &#8211; , que acompanhavam, com apreens\u00e3o, todos os passos pela exclus\u00e3o da l\u00edngua desde 2016. O que est\u00e1 se concretizando agora, na verdade, \u00e9 um movimento que come\u00e7ou naquele ano, com a aprova\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria \u00a0746\/2016, conhecida como ???MP do Ensino M\u00e9dio??? e convertida em lei no ano seguinte, e a famigerada nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que teve o in\u00edcio da implanta\u00e7\u00e3o agora, em 2022.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foi ali, h\u00e1 pouco mais de cinco anos, que a l\u00edngua espanhola passou por uma reviravolta que ia no caminho oposto ao que vinha acontecendo at\u00e9 ent\u00e3o. Para especialistas, essa invers\u00e3o pode significar uma rede de problemas que chega at\u00e9 a um refor\u00e7o das desigualdades sociais, dificultando o acesso \u00e0 universidade.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00a0&#8220;A revoga\u00e7\u00e3o da oferta do espanhol nos deixou surpresos porque ia contra uma tend\u00eancia mundial e jogava fora toda a pol\u00edtica educacional que vinha sendo feita. A gente j\u00e1 previa que, se n\u00e3o houvesse uma revers\u00e3o disso, a coisa pioraria. Por isso, essa not\u00edcia do Enem \u00e9 triste, \u00e9 tr\u00e1gica, mas n\u00e3o \u00e9 surpreendente&#8221;, diz o professor Carlos Felipe da Concei\u00e7\u00e3o, doutor em Lingu\u00edstica, docente do Instituto de Letras da Ufba e presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Professores de Espanhol do Estado da Bahia (Apeeba).\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><br \/> Desde a d\u00e9cada de 1990, com o Mercosul, o ensino do espanhol vinha sendo estimulado no Brasil. Em 2005, a oferta no ensino b\u00e1sico se tornou obrigat\u00f3ria. E assim seguiu, por mais de uma d\u00e9cada. ?? neste mesmo contexto, por exemplo, que s\u00e3o fundadas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior com um interc\u00e2mbio e coopera\u00e7\u00e3o maiores com outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como a Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana (Unila), no Paran\u00e1, e a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), no Rio Grande do Sul.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Agora, o cen\u00e1rio \u00e9 oposto. Para o fil\u00f3logo e linguista Xo\u00e1n Carlos Lagares, professor da Universidade Federal Fluminense e integrante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Lingu\u00edstica (Abralin), a nova postura do Brasil diante da l\u00edngua espanhola pode esconder um preconceito ideol\u00f3gico associado \u00e0s mudan\u00e7as na pol\u00edtica externa do pa\u00eds e a um eventual desinteresse em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o regional na Am\u00e9rica do Sul.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Mas do meu ponto de vista, parece intervir aqui tamb\u00e9m um preconceito ainda mais amplo em rela\u00e7\u00e3o ao plurilinguismo: a percep\u00e7\u00e3o da diversidade lingu\u00edstica como amea\u00e7a e n\u00e3o como oportunidade. Nos sistemas educacionais de maior sucesso no mundo, no entanto, a presen\u00e7a de v\u00e1rias l\u00ednguas \u00e9 um fato normal e desej\u00e1vel???, <\/strong>analisa Lagares.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Desde que a minuta do novo Enem foi divulgada no ano passado, a Abralin se manifestou de forma contr\u00e1ria \u00e0 decis\u00e3o. Para a entidade, a pr\u00f3pria BNCC est\u00e1 sendo negada, uma vez que os par\u00e2metros permitem o oferecimento &#8220;de outras l\u00ednguas estrangeiras, em car\u00e1ter optativo, preferencialmente o espanhol&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Uma educa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica que fomente o respeito \u00e0 diversidade deve poder contar com as condi\u00e7\u00f5es para que o acesso ao estudo de v\u00e1rios idiomas (inclusive, para al\u00e9m dos estrangeiros, incluindo as l\u00ednguas ind\u00edgenas e de imigra\u00e7\u00e3o do Brasil) seja uma realidade em nosso sistema p\u00fablico de ensino&#8221;, defendeu a entidade, em uma nota publicada em novembro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Proximidade\u00a0<\/strong><br \/> Uma das raz\u00f5es para tantos estudantes optarem pela prova em Espanhol \u00e9 justamente pela proximidade com a l\u00edngua portuguesa. &#8220;?? uma proximidade que vai al\u00e9m da gram\u00e1tica. ?? lexical, pela origem comum do latim que faz com que o vocabul\u00e1rio das duas l\u00ednguas sejam semelhantes. Portugu\u00eas e espanhol nascem juntos, s\u00e3o resultado das mesmas quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais&#8221;, explica o professor Carlos Felipe da Concei\u00e7\u00e3o, da Ufba.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Historicamente, no Brasil, falar um segundo idioma era algo restrito \u00e0s classes m\u00e9dia e alta. No ensino do ingl\u00eas, as cr\u00edticas mais frequentes \u00e0s escolas tradicionais eram de que os alunos sa\u00edam sabendo apenas o verbo &#8216;to be&#8217;. Por tr\u00e1s desse cen\u00e1rio, por\u00e9m, havia desde problemas como a baixa carga hor\u00e1ria \u00e0s disciplinas de l\u00edngua estrangeira, a falta de forma\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o comportamento de alunos em sala.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foi assim que os cursos de ingl\u00eas cresceram no pa\u00eds. &#8220;Quando a gente coloca o espanhol na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e procura colocar na perspectiva mais comunicativa para que o aluno possa sair da escola j\u00e1 num dom\u00ednio intermedi\u00e1rio, a gente est\u00e1 democratizando o acesso \u00e0 l\u00edngua estrangeira para que alunos que n\u00e3o tenham condi\u00e7\u00e3o de pagar o curso possam ter acesso&#8221;, completa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para o professor, h\u00e1 desdobramentos pol\u00edticos e econ\u00f4micos tamb\u00e9m. O refor\u00e7o de que apenas uma l\u00edngua estrangeira &#8211; a inglesa &#8211; \u00e9 considerada \u00e9 um indicativo de um modelo de que, &#8216;se voc\u00ea n\u00e3o fala ingl\u00eas, n\u00e3o \u00e9 cidad\u00e3o do mundo&#8217;. Embora essa m\u00e1xima seja defendida por alguns, muitos educadores a questionam.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Isso causa um dano ao pr\u00f3prio estudante porque nem todo mundo pode ter habilidade, facilidade ou gosto pela l\u00edngua inglesa. A gente n\u00e3o \u00e9 obrigado a falar ingl\u00eas. Estudar uma l\u00edngua sem motiva\u00e7\u00e3o pode at\u00e9 gerar uma barreira&#8221;, <\/strong>pondera.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Hoje, a l\u00edngua espanhola \u00e9 o segundo idioma mais falado do mundo, quando se consideram apenas falantes nativos. S\u00e3o mais de 420 milh\u00f5es de pessoas nessas condi\u00e7\u00f5es, em todo o planeta &#8211; s\u00f3 perde para o mandarim, com mais de 1,3 bilh\u00e3o. Al\u00e9m disso, pessoas que conseguem se comunicar em espanhol podem se virar at\u00e9 mesmo em pa\u00edses como os Estados Unidos, onde a comunidade latina s\u00f3 cresce.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;As aulas de l\u00edngua estrangeira s\u00e3o aulas de cultura. Elas permitem que os estudantes permitam outras formas de viver, de se posicionar no mundo. Se voc\u00ea tira essas m\u00faltiplas possibilidades de existir da sala de aula, acaba restringindo a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 do estudante&#8221;, diz o professor Carlos Felipe da Concei\u00e7\u00e3o, da Ufba.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Gradua\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/> Nos cursos de Letras, as mudan\u00e7as j\u00e1 est\u00e3o sendo debatidas por professores e alunos. A preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas quanto ao quantitativo de professores, mas tamb\u00e9m ao desenvolvimento de outras fun\u00e7\u00f5es na \u00e1rea, como a tradu\u00e7\u00e3o, a literatura e a filologia, como explica a estudante Larissa Cruz, 20, que est\u00e1 no 3\u00ba per\u00edodo do curso de Letras Vern\u00e1culas com Espanhol na Ufba.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os cursos da gradua\u00e7\u00e3o da Ufba recebem cerca de 90 alunos por semestre, entre as diferentes modalidades de habilita\u00e7\u00e3o na l\u00edngua. Na Bahia, ao menos quatro institui\u00e7\u00f5es oferecem habilita\u00e7\u00f5es &#8211; Ufba, Uefs, Uesc e Uneb.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ainda na \u00e9poca de escola, Larissa chegou a ouvir coment\u00e1rios de professores falando sobre a possibilidade de exclus\u00e3o do idioma. Por isso, ela explica que j\u00e1 come\u00e7ou o curso sabendo da situa\u00e7\u00e3o. ???Ainda assim, permaneci com minha escolha???, afirma, citando benef\u00edcios da aquisi\u00e7\u00e3o de uma segunda l\u00edngua n\u00e3o apenas pelo mercado de trabalho mas pela cultura.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Larissa ainda pretende ser professora, mas hoje acredita ser mais prov\u00e1vel que trabalhe em uma escola de idiomas ou at\u00e9 mesmo fora do pa\u00eds, devido \u00e0s oportunidades de trabalho. ???Com a mudan\u00e7a, o Espanhol provavelmente diminuir\u00e1 ou ser\u00e1 extinto das escolas, e muitos professores ter\u00e3o que mudar o rumo. Como profissional, isso me impacta bastante, sabendo que a procura por professores ser\u00e1 pequena e, caso exista, a oferta ser\u00e1 menor ainda???.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Para manter disciplina, professores organizam movimento #FicaEspanhol<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Desde a aprova\u00e7\u00e3o da BNCC, professores e pesquisadores em todo o pa\u00eds deram in\u00edcio ao momento #FicaEspanhol, que luta pelo retorno da obrigatoriedade do ensino do idioma nas escolas brasileiras. Mesmo com a retirada, a l\u00edngua espanhola ainda \u00e9 oferecida em 75% dos estados &#8211; e em 42% deles, segue como mat\u00e9ria obrigat\u00f3ria, de acordo com um levantamento da pr\u00f3pria iniciativa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???N\u00e3o se entende como uma pol\u00edtica p\u00fablica que precisou de um grande investimento de recursos, provimento de vagas de professores, produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de material did\u00e1tico, muito tempo e dinheiro investido, possa ser assim desmantelada com uma canetada, com a abrupta revoga\u00e7\u00e3o dessa lei e a mudan\u00e7a radical de rumos na pol\u00edtica de ensino de l\u00ednguas???, critica o professor Xo\u00e1n Carlos Lagares, da UFF.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ele, o dilema agora fica com os estados, que devem decidir como administrar o investimento feito ao longo dos anos. Segundo ele, a comunidade de professores do idioma deve continuar lutando pela perman\u00eancia da l\u00edngua no curr\u00edculo, agora dialogando com estados e munic\u00edpios por leis espec\u00edficas.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Esperamos e desejamos que o di\u00e1logo com a comunidade acad\u00eamica volte a ser a t\u00f4nica da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do MEC e que a m\u00ednima racionalidade administrativa necess\u00e1ria se imponha. Se isso acontecer, acredito, sim, que seja poss\u00edvel reverter essa situa\u00e7\u00e3o antes de 2024???, <\/strong>pondera.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Entre 2005 e 2015, a contrata\u00e7\u00e3o de professores de espanhol fez surgir novos postos de trabalho em todo o Brasil &#8211; tanto na rede p\u00fablica quanto na privada. Para o professor Carlos Felipe da Concei\u00e7\u00e3o, da Ufba, muitos profissionais formados nesse per\u00edodo tinham como objetivo justamente esse mercado que foi anunciado que existiria no Brasil.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Ningu\u00e9m fez s\u00f3 por gosto. Havia a promessa de que haveria mercado de trabalho que demandava de milhares de professores de espanhol no pa\u00eds. Ou essas pessoas v\u00e3o ficar desempregadas ou v\u00e3o trabalhar precariamente em outras \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o para saber como viver. ?? um panorama assustador tanto para o estudante quanto para o profissional j\u00e1 formado quanto para o pr\u00f3prio curso de Letras&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Atrav\u00e9s da assessoria, o MEC limitou-se a dizer que o novo Enem est\u00e1 alinhado \u00e0s diretrizes da BNCC e ???os tratamentos dados \u00e0s l\u00ednguas estrangeiras modernas seguem as mesmas diretrizes???.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas duas vezes que fez o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), a estudante Maria Fernanda de Oliveira, 19 anos, escolheu o espanhol como\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":58306,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-70254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}