{"id":703697,"date":"2026-06-30T02:20:53","date_gmt":"2026-06-30T05:20:53","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/30\/caminhos-da-reportagem-mostra-desafios-para-fechar-manicomios\/"},"modified":"2026-06-30T02:20:53","modified_gmt":"2026-06-30T05:20:53","slug":"caminhos-da-reportagem-mostra-desafios-para-fechar-manicomios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/30\/caminhos-da-reportagem-mostra-desafios-para-fechar-manicomios\/","title":{"rendered":"Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manic\u00f4mios"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>                     <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag&ecirc;ncia Brasil\"> \t\t\t\t<\/p>\n<p>No primeiro semestre de 2025,&nbsp;1.655 pessoas ainda estavam internadas, em todo o pa&iacute;s, em hospitais de cust&oacute;dia e tratamento psiqui&aacute;trico, tamb&eacute;m chamados de manic&ocirc;mios judici&aacute;rios. S&atilde;o pacientes com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1695057&amp;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1695057&amp;o=rss\">  <\/p>\n<p>As interna&ccedil;&otilde;es contrariam a Resolu&ccedil;&atilde;o 487 do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ), publicada em 2023, que determina o fechamento dos manic&ocirc;mios judici&aacute;rios. A normativa tamb&eacute;m dita novas regras para o tratamento das pessoas que, por quest&otilde;es de sa&uacute;de mental, s&atilde;o consideradas inimput&aacute;veis pela Justi&ccedil;a, mas precisam cumprir&nbsp;medida de seguran&ccedil;a.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not&iacute;cias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li>Manic&ocirc;mios judici&aacute;rios unem o pior da pris&atilde;o e do hosp&iacute;cio, diz CFP.<\/li>\n<li>Manic&ocirc;mios judici&aacute;rios unem o pior da pris&atilde;o e do hosp&iacute;cio, diz CFP.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nesta segunda-feira (22), &agrave;s 23h, na <strong>TV Brasil<\/strong>, o programa <em>Caminhos da Reportagem<\/em> discute a realidade dos manic&ocirc;mios judici&aacute;rios, os desafios para a aplica&ccedil;&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o do CNJ e as alternativas para o cuidado dos pacientes que v&atilde;o passar pelo processo de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o.  <\/p>\n<p>A Lei da Reforma Psiqui&aacute;trica, que completou 25 anos, pro&iacute;be a manuten&ccedil;&atilde;o das pessoas com transtornos mentais em institui&ccedil;&otilde;es asilares, com a exce&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es curtas em per&iacute;odos de crise. Inspirada na experi&ecirc;ncia italiana, a lei tratava de princ&iacute;pios, de ter locais de tratamento que n&atilde;o fossem locais de exclus&atilde;o, mas de tratamento,&nbsp;de cuidado e em liberdade. Mas, de fato, ela foi mais adotada na &aacute;rea dentro do setor sa&uacute;de,&#8221; explica o pesquisador da Fiocruz Paulo Amarante. O CNJ entendeu que a normativa tamb&eacute;m deve ser aplicada aos pacientes em conflito com a lei.<\/p>\n<p><strong>A determina&ccedil;&atilde;o de fechar as unidades penais recebeu cr&iacute;ticas de entidades como a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que ajuizaram a&ccedil;&otilde;es contra a resolu&ccedil;&atilde;o do CNJ no Supremo Tribunal (STF)<\/strong>. Os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro obtiveram liminares no STF para manter as institui&ccedil;&otilde;es funcionando, com a justificativa de que falta estrutura na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de para tratar as pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A gente quer sim desinternar, mas quer que as pessoas fiquem bem, n&atilde;o voltem. E se voc&ecirc; n&atilde;o der a elas um aparato para isso, elas v&atilde;o voltar&#8221;, pondera a defensora p&uacute;blica Ana Cristina Duarte, que atua no Hospital de Cust&oacute;dia e Tratamento Psiqui&aacute;trico Henrique Roxo, em Niter&oacute;i.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Segundo a ju&iacute;za auxiliar da presid&ecirc;ncia do CNJ, Andr&eacute;a Britto, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel ver &ldquo;um resultado extremamente efetivo e importante&rdquo;. O n&uacute;mero interna&ccedil;&otilde;es em manic&ocirc;mios judici&aacute;rios passou de 2.314 pacientes, em 2023, para 1.655, no primeiro semestre de 2025. <\/strong>Todos os estados entregaram planos de implementa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica antimanicomial do Judici&aacute;rio. At&eacute; agora, seis estados fecharam os manic&ocirc;mios: Cear&aacute;, Roraima, Piau&iacute;, Alagoas, Mato Grosso e Goi&aacute;s.<\/p>\n<p>&#8220;Esses espa&ccedil;os juntam o pior do pior. O pior do manic&ocirc;mio e o pior das penitenci&aacute;rias. Pessoas que deveriam estar recebendo o cuidado em sa&uacute;de mental com o estabelecimento de medidas terap&ecirc;uticas para que pudessem ser reinseridas na sociedade, acabavam recebendo castigo f&iacute;sico, puni&ccedil;&atilde;o, como surras ou isolamento, quando entravam em crise&#8221;, afirma Ivani Oliveira, presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP).<\/p>\n<p><strong>A &uacute;ltima inspe&ccedil;&atilde;o nacional nos hospitais de cust&oacute;dia e tratamento psiqui&aacute;trico, realizada pelo CFP, apontou uma s&eacute;rie de viola&ccedil;&otilde;es de direitos<\/strong>. Foi o que Adilson Nogueira do Amaral vivenciou quando passou um ano e cinco meses num hospital penal no estado do Rio. &#8220;Me colocaram num lugar que &eacute; a solit&aacute;ria, um buraquinho pequenininho. E voc&ecirc; fica ali dentro daquele lugar todo escuro. O banheiro &eacute; um buraco no ch&atilde;o&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Hoje, Adilson &eacute; compositor de blocos de carnaval ligados aos centros de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (CAPS), onde faz tratamento. &#8220;Eu vou brincar meu carnaval para libertar o meu povo do eletrochoque, da l&aacute;grima e da dor&#8230;&#8221;, ele canta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro semestre de 2025,&nbsp;1.655 pessoas ainda estavam internadas, em todo o pa&iacute;s, em hospitais de cust&oacute;dia e tratamento psiqui&aacute;trico, tamb&eacute;m chamados de manic&ocirc;mios\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-703697","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=703697"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703697\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=703697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=703697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=703697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}