{"id":703800,"date":"2026-06-30T07:33:54","date_gmt":"2026-06-30T10:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/30\/rede-subterranea-de-fungos-e-tao-extensa-que-alcancaria-10-da-via-lactea\/"},"modified":"2026-06-30T07:35:36","modified_gmt":"2026-06-30T10:35:36","slug":"rede-subterranea-de-fungos-e-tao-extensa-que-alcancaria-10-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/30\/rede-subterranea-de-fungos-e-tao-extensa-que-alcancaria-10-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Rede subterr\u00e2nea de fungos \u00e9 t\u00e3o extensa que alcan\u00e7aria 10% da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo internacional revela o <strong>primeiro mapa global das redes subterr\u00e2neas de fungos micorr\u00edzicos arbusculares<\/strong>, uma teia invis\u00edvel que, se esticada em linha reta, somaria aproximadamente <strong>110 quatrilh\u00f5es de quil\u00f4metros<\/strong>. Essas redes formam uma parceria com <strong>mais de 70% das plantas terrestres<\/strong>, levando \u00e1gua e nutrientes at\u00e9 as ra\u00edzes em troca de carbono produzido pela fotoss\u00edntese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mapear esse fen\u00f4meno, os pesquisadores reuniram dados de <strong>16.669 amostras de solo<\/strong> coletadas em <strong>322 estudos<\/strong>, de v\u00e1rios continentes e biomas. Usando <em>intelig\u00eancia artificial<\/em>, estimaram a distribui\u00e7\u00e3o das redes em \u00e1reas de at\u00e9 1 quil\u00f4metro quadrado, levando em conta clima, vegeta\u00e7\u00e3o e as caracter\u00edsticas qu\u00edmicas do solo.<\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"585\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/realista_da_via_lctea_vista_de_cima_disco_gal__40692-1024x585.jpeg\" alt=\"O que as simula\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas revelam sobre o passado da Via L\u00e1ctea\"><figcaption>Se alinhadas em uma \u00fanica linha, essas hifas alcan\u00e7ariam cerca de 10% da largura da Via L\u00e1ctea, revelando sua escala impressionante. \u2013 (Imagem gerada por intelig\u00eancia artificial-ChatGPT\/Olhar Digital)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os resultados mais marcantes, a rede micorr\u00edzica aparece como uma estrutura que, se puder ser representada em linha, impressiona pela extens\u00e3o, pela rela\u00e7\u00e3o com as plantas e pelo papel no solo.<\/p>\n<ul>\n<li>Extens\u00e3o total estimada das hifas: <strong>110 quatrilh\u00f5es de quil\u00f4metros<\/strong>;<\/li>\n<li>Se alinhadas, cobririam cerca de <strong>10% da largura da Via L\u00e1ctea<\/strong>;<\/li>\n<li>As micorrizas convivem com <strong>mais de 70% das plantas terrestres<\/strong>, trocando nutrientes por carbono;<\/li>\n<li>A densidade \u00e9 maior em ecossistemas naturais; \u00e1reas agr\u00edcolas apresentam at\u00e9 <strong>50% a menos redes<\/strong>;<\/li>\n<li>A rede fungina \u00e9 crucial para <strong>armazenamento de carbono<\/strong>, sa\u00fade do solo e equil\u00edbrio clim\u00e1tico.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Campos naturais concentram a maior densidade de hifas, especialmente em ecossistemas de gram\u00edneas preservados. Em m\u00e9dia, as redes atingem <strong>6,6 metros de hifas por cent\u00edmetro c\u00fabico de solo<\/strong>, superando o que se observa em \u00e1reas cultivadas.<\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"584\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/freepik__the-style-is-candid-image-photography-with-natural__57692-1024x584.jpeg\" alt=\"Cogumelos que se comunicam entre si por sinais el\u00e9tricos, parecidos com a fala humana\"><figcaption>Os fungos vivem associados a mais de 70% das plantas terrestres, transportando \u00e1gua e nutrientes em troca de carbono da fotoss\u00edntese. (Imagem gerada por intelig\u00eancia artificial-ChatGPT\/Olhar Digital)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta refor\u00e7a a import\u00e2ncia dessas redes para o armazenamento de carbono e o funcionamento dos ecossistemas. Contudo, \u00e1reas naturais sofrem degrada\u00e7\u00e3o acelerada em v\u00e1rias partes do mundo pela convers\u00e3o para atividades agr\u00edcolas, o que tende a reduzir a densidade dessas redes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica, solos cultivados apresentam, em m\u00e9dia, <strong>47% a 50% menos redes<\/strong> do que ecossistemas naturais. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro quais fatores da agropecu\u00e1ria pesam mais, abrindo espa\u00e7o para novas pesquisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os autores apontam tamb\u00e9m que h\u00e1 regi\u00f5es pouco amostradas, como desertos e florestas tropicais. Novas coletas devem reduzir as incertezas do mapa nos pr\u00f3ximos anos, fortalecendo a compreens\u00e3o sobre resist\u00eancia \u00e0 seca, armazenamento de carbono e funcionamento dos ecossistemas terrestres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, o que pensa sobre a import\u00e2ncia dessas redes subterr\u00e2neas para o clima, a biodiversidade e a agricultura? Compartilhe suas ideias nos coment\u00e1rios e participe da conversa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo internacional revela o primeiro mapa global das redes subterr\u00e2neas de fungos micorr\u00edzicos arbusculares, uma teia invis\u00edvel que, se esticada em linha reta,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":703802,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[229],"tags":[],"class_list":["post-703800","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=703800"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":703801,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703800\/revisions\/703801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/703802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=703800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=703800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=703800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}