{"id":70389,"date":"2022-04-03T12:45:18","date_gmt":"2022-04-03T15:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/d-leopoldina-a-austriaca-por-tras-da-independencia-do-brasil-que-foi-humilhada-pelo-imperador\/"},"modified":"2022-04-03T12:45:18","modified_gmt":"2022-04-03T15:45:18","slug":"d-leopoldina-a-austriaca-por-tras-da-independencia-do-brasil-que-foi-humilhada-pelo-imperador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/03\/d-leopoldina-a-austriaca-por-tras-da-independencia-do-brasil-que-foi-humilhada-pelo-imperador\/","title":{"rendered":"D. Leopoldina: a austr\u00edaca por tr\u00e1s da Independ\u00eancia do Brasil que foi humilhada pelo imperador"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;O pr\u00edncipe est\u00e1 decidido, mas n\u00e3o tanto quanto eu desejava. (&#8230;) Muito me tem custado alcan\u00e7ar isto tudo: s\u00f3 desejava insuflar uma decis\u00e3o mais firme&#8221;, escreve Dona Leopoldina, em janeiro de 1822, a seu secret\u00e1rio particular. Ela est\u00e1 empenhada a convencer o marido, D. Pedro, a permanecer no Brasil.<\/p>\n<ul>\n<li>D. Pedro 1\u00ba: como personalidade &#8216;explosiva&#8217; do monarca moldou a hist\u00f3ria do Brasil<\/li>\n<li>Quem foi lorde Cochrane, o almirante escoc\u00eas que ajudou a garantir a independ\u00eancia e a unidade do Brasil<\/li>\n<\/ul>\n<p>No dia seguinte a essa carta aconteceria um cap\u00edtulo importante para o pa\u00eds: o Dia do Fico. O pr\u00edncipe resolve, ent\u00e3o, n\u00e3o acatar ordens vindas de Lisboa e entra definitivamente em um caminho que vai levar \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia do Brasil oito meses depois.<\/p>\n<p>D. Pedro, um pouco antes, pendia para o retorno a Portugal. O rei D. Jo\u00e3o 6\u00ba voltou no ano anterior e a atmosfera na sociedade portuguesa era em prol da retirada das vantagens e dos avan\u00e7os obtidos pelo Brasil, como sede da fam\u00edlia real, a partir de 1808. O objetivo era restabelecer o status de col\u00f4nia do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o e a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da arquiduquesa austr\u00edaca nos bastidores do processo de independ\u00eancia tiveram consider\u00e1vel peso para o trajeto que tomou a hist\u00f3ria do pa\u00eds. O que pode soar contradit\u00f3rio quando, em outros momentos, Leopoldina \u00e9 vista fragilizada e impotente diante das humilha\u00e7\u00f5es impostas por D. Pedro &#8211; principalmente quando o imperador favorece de forma ostensiva a amante Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos.<\/p>\n<p>Os tra\u00e7os de personalidade e as atitudes da primeira imperatriz brasileira s\u00e3o ligados por historiadores a sua origem na dinastia dos Habsburgos, reinante na \u00c1ustria por mais de 600 anos.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia mantinha uma tradi\u00e7\u00e3o de &#8220;pol\u00edtica de casamentos&#8221; para aumentar territ\u00f3rios e se manter nos centros do poder. As princesas dos Habsburgos recebiam uma forma\u00e7\u00e3o que deixava claro que os interesses da dinastia estavam acima dos pessoais. A irm\u00e3 Maria Lu\u00edsa se casou com Napole\u00e3o Bonaparte.<\/p>\n<p>Leopoldina nasceu em 1797, filha de Francisco 1\u00ba, imperador da \u00c1ustria. Teve instru\u00e7\u00e3o ampla, rica e estava em um ambiente sofisticado intelectualmente: conviveu com o compositor cl\u00e1ssico Schubert e o escritor Goethe. Desenvolveu o seu interesse pela mineralogia com as aulas de ci\u00eancias naturais.<\/p>\n<p>Mas principalmente recebeu educa\u00e7\u00e3o calcada na obedi\u00eancia e na moral religiosa.<\/p>\n<h3>Sacrif\u00edcio<\/h3>\n<p>Carlos H. Oberacker Jr, um dos principais bi\u00f3grafos de Leopoldina, escreve que &#8220;outro tra\u00e7o, sem o qual n\u00e3o se entender\u00e1 o comportamento com o qual ela se submete &#8211; quase como um sacrif\u00edcio &#8211; em sua vida conjugal, \u00e9 a religi\u00e3o. Sua forma\u00e7\u00e3o religiosa teve uma profundidade e uma intensidade que raramente se encontrava nos altos estratos sociais daquele tempo&#8221;.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o de Leopoldina com o pr\u00edncipe e herdeiro da coroa portuguesa, D. Pedro 1\u00ba, era vista pelos Habsburgos como uma porta de entrada para as Am\u00e9ricas, o &#8220;Novo Mundo&#8221;. A Casa de Bragan\u00e7a, por sua vez, decidiu se ligar a uma for\u00e7a da Europa p\u00f3s-napole\u00f4nica para o casamento arranjado.<\/p>\n<p>&#8220;D. Leopoldina era uma leg\u00edtima representante da dinastia dos Habsburgos da \u00c1ustria. Seu casamento foi, como eram os casamentos reais, baseado em um tratado entre Portugal e a \u00c1ustria. Era uma mulher inteligente, culta, bastante honesta e ciosa dos valores da religi\u00e3o cat\u00f3lica em que fora educada&#8221;, diz a historiadora Isabel Lustosa, autora do livro <i>D. Pedro 1\u00ba: Um Her\u00f3i sem Nenhum Car\u00e1ter<\/i> (Companhia das Letras, 2006).<\/p>\n<p>Foram constru\u00eddos arcos no Rio de Janeiro para a recep\u00e7\u00e3o da princesa vinda da \u00c1ustria em 1817. Eles continham inscri\u00e7\u00f5es com virtudes atribu\u00eddas a Leopoldina: bondade, amabilidade, do\u00e7ura. Havia tamb\u00e9m bandas e crian\u00e7as jogando flores no caminho do cortejo da chegada, segundo um cronista do per\u00edodo, o Padre Perereca.<\/p>\n<p>Leopoldina descreve em carta a impress\u00e3o ao chegar ao Rio: &#8220;A entrada do porto \u00e9 sem par, e acho que a primeira impress\u00e3o do paradis\u00edaco Brasil a todo estrangeiro \u00e9 imposs\u00edvel de descrever com qualquer pena ou pincel&#8221;.<\/p>\n<p>Mas logo a arquiduquesa austr\u00edaca estranharia o ritmo lento do cotidiano na corte.<\/p>\n<p>Escreve ela em carta \u00e0 irm\u00e3: &#8220;Apesar de estar feliz, o modo de vida, no qual as pessoas nunca v\u00e3o ao teatro, n\u00e3o se frequentam em sociedade, a n\u00e3o ser para ver as pessoas que se v\u00ea todos os dias, para uma pessoa que est\u00e1 acostumada a divers\u00f5es \u00e9 de enlouquecer: at\u00e9 meu esposo suspira por isso. Ler e escrever, o calor do clima e a pregui\u00e7a que \u00e9 sua consequ\u00eancia n\u00e3o permitem&#8221;.<\/p>\n<h3>Independ\u00eancia<\/h3>\n<p>Uma das &#8220;miss\u00f5es&#8221; assumidas por ela ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o no Brasil foi aumentar a bagagem cultural de D. Pedro, visto como algu\u00e9m perspicaz e com grande capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, embora, aos olhos dela, com forma\u00e7\u00e3o educacional deficit\u00e1ria para um futuro rei.<\/p>\n<p>O entendimento sobre como funcionava o jogo de poder, desenvolvido como uma integrante do cl\u00e3 Habsburgo, influenciou sua atua\u00e7\u00e3o em prol da independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>A historiadora Mary del Priore afirma que Leopoldina &#8220;vai lentamente se convencendo que a emancipa\u00e7\u00e3o [do Brasil] ser\u00e1 boa para os seus filhos, garantiria um trono para a sua descend\u00eancia. Isso \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia. Depois ela pensa na uni\u00e3o do Brasil, pensa no seu marido como monarca reinante&#8221;.<\/p>\n<p>Em outra carta, D, Leopoldina analisa que &#8220;esse \u00e9 o \u00fanico meio de evitar a queda total da monarquia portuguesa&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ela teve vis\u00e3o bastante pragm\u00e1tica dos acontecimentos e compreendeu que seria melhor para a \u00c1ustria e para a fam\u00edlia que havia formado viver em um pa\u00eds independente&#8221;, diz Isabel Lustosa.<\/p>\n<p>D. Leopoldina, ent\u00e3o, toma \u00e0 frente de reuni\u00f5es ao lado de outro art\u00edfice da proclama\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, e firma contato com grupos como os &#8220;Patriotas Brasileiros&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ela vai ajudar muito D. Pedro no processo de independ\u00eancia porque ele falava muito mal l\u00ednguas&#8221;, diz Del Priore, que escreveu <i>A Carne e o Sangue: A Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro 1\u00ba e Domitila, a Marquesa de Santos<\/i> (Rocco, 2012) .<\/p>\n<p>&#8220;Leopoldina vai acolher marinheiros e sobretudo soldados contratados &#8211; mercen\u00e1rios &#8211; para a marinha brasileira. Vai a cavalo pro arsenal com D. Pedro, encomenda cavalos para a cavalaria brasileira, ela tem uma s\u00e9rie de cuidados: participa ativamente desse momento.&#8221;<\/p>\n<p>Enquanto D. Pedro estava em S\u00e3o Paulo para a costura de apoios, D. Leopoldina assumia como regente, tornando-se a primeira mulher a governar o Brasil. Ela convoca e preside uma reuni\u00e3o do Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822 e sanciona a delibera\u00e7\u00e3o do grupo: deveria ser proclamada a independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>Em correspond\u00eancia ao seu pai, o imperador Francisco 1\u00ba, ela relaciona suas a\u00e7\u00f5es ao compromisso de se sacrificar pela fam\u00edlia: &#8220;O Todo-Poderoso sabe que nunca tive ambi\u00e7\u00e3o pelo poder, nunca gostei de reinar, muito menos nas condi\u00e7\u00f5es atuais; por este motivo, certamente este \u00e9 o sacrif\u00edcio mais pesado e maior que eu fa\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>O pesquisador e escritor Paulo Rezzutti, autor de <i>D. Leopoldina: A Hist\u00f3ria N\u00e3o Contada<\/i> (Leya, 2017), diz que &#8220;o papel dela, em determinados momentos, foi mais importante que o do marido. Enquanto d. Pedro, ainda no final de 1821, estava disposto a fazer tudo o que as Cortes Constitucionais Portuguesas queriam dele, com medo de ser destitu\u00eddo como herdeiro do trono, D. Leopoldina j\u00e1 tinha se desenganado quanto ao que se esperar dos portugueses&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O Fico, por exemplo, \u00e9 um movimento que n\u00e3o teria o fim que teve sem ela agindo nos bastidores como elemento que teceu as bases para que ele ocorresse&#8221;, afirma Rezzutti.<\/p>\n<h3>Sofrimento<\/h3>\n<p>A sintonia de Leopoldina com D. Pedro 1\u00ba durante o processo da independ\u00eancia n\u00e3o reflete a grande infelicidade na rela\u00e7\u00e3o conjugal &#8211; manifestada em cartas.<\/p>\n<p>Em correspond\u00eancia com a irm\u00e3 Maria Lu\u00edsa, em 1821, ela conta: &#8220;Come\u00e7o a acreditar que somos muito mais felizes quando solteiros, pois agora tenho preocupa\u00e7\u00f5es e dissabores que engulo em segredo, pois queixar-me seria ainda pior; infelizmente, vejo que n\u00e3o sou amada&#8221;.<\/p>\n<p>Em outro trecho ela compara sua vida vigiada com a do marido: &#8220;No Brasil n\u00e3o se dan\u00e7a nunca, e meu esposo tem o belo costume de se divertir de qualquer maneira; os outros, por\u00e9m, nunca podem rir e devem viver como eremitas, sempre cercados da pol\u00edcia secreta, o que intimamente me repugna, mas me calo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos abundantes documentos que comprovam que Leopoldina foi abandonada desde o segundo m\u00eas de casamento&#8221;, diz Mary del Priore.<\/p>\n<p>A imperatriz tamb\u00e9m tinha de enfrentar problemas financeiros. Chegou a pedir dinheiro a membros do imp\u00e9rio austr\u00edaco para honrar d\u00edvidas e custos de obras sociais.<\/p>\n<p>&#8220;Gastos imprevistos, ordenados e pens\u00f5es a fam\u00edlias necessitadas e aos criados, que, infelizmente, p\u00f5em toda a sua esperan\u00e7a em mim, obrigam-me a desembolsar a quantia de 24 mil florins. N\u00e3o posso pagar essa d\u00edvida, e menos ainda meu esposo. Minha mesada n\u00e3o \u00e9 paga, ou, quando \u00e9, meu marido a ret\u00e9m, e n\u00e3o posso tir\u00e1-la dele, pois ele mesmo a necessita.&#8221;<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o se contrastaria com os custosos privil\u00e9gios, presentes e benesses que receberia Domitila. D. Pedro teve diversas amantes e casos, mas a Marquesa de Santos ganharia um status diferenciado.<\/p>\n<p>Seus irm\u00e3os obtiveram promo\u00e7\u00f5es para avan\u00e7ar na carreira militar. Os pais e cunhados se tornaram viscondes e bar\u00f5es. Domitila tamb\u00e9m come\u00e7ou a gerenciar tr\u00e1fico de influ\u00eancia na corte, ao intermediar acesso de quem precisava de favores na burocracia real.<\/p>\n<p>Em um epis\u00f3dio no ano de 1825, o imperador exigiu que a amante pudesse frequentar a tribuna reservada \u00e0s damas do Pa\u00e7o Imperial. O grupo de mulheres, em gesto de apoio a Leopoldina, deixou o local com a chegada de Domitila.<\/p>\n<p>D. Pedro, em reprimenda ao protesto, nomeou a futura Marquesa de Santos a primeira-dama da imperatriz. Era uma posi\u00e7\u00e3o de destaque na corte e que dava o direito de Domitila estar junto de Leopoldina em reuni\u00f5es e excurs\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Leopoldina foi certamente molestada psicologicamente. Nas correspond\u00eancias com a irm\u00e3, ela se diz abandonada, tra\u00edda, mal-amada. Descobri no arquivo do Museu Imperial de Petr\u00f3polis uma carta dela a um afilhado em que descreve seu estado, meses antes de morrer. Dizia que n\u00e3o dorme mais e s\u00f3 pensa em morrer. Ela sofreu uma viol\u00eancia psicol\u00f3gica&#8221;, afirma Del Priore.<\/p>\n<p>H\u00e1 suspeitas de viol\u00eancia f\u00edsica, mas os casos nunca foram estabelecidos historicamente. Uma carta atribu\u00edda a d. Leopoldina fala a respeito de um &#8220;horroroso atentado&#8221;, que alguns ligaram ao rumor de que ela teria sido agredida, quando gr\u00e1vida, com um chute de D. Pedro. &#8220;Mas a correspond\u00eancia original nunca foi localizada e existem v\u00e1rios problemas com a c\u00f3pia&#8221;, diz o pesquisador Rezzutti.<\/p>\n<p>Para ele, &#8220;pensando cronologicamente, o aborto da crian\u00e7a ocorreu quase uma semana depois da sa\u00edda dele do Rio de Janeiro, ele j\u00e1 partiu [para a Guerra da Cisplatina] com ela doente. O aborto, se fosse provocado por alguma agress\u00e3o, teria ocorrido logo. O que muitos especialistas acreditam \u00e9 que o aborto acabou ocorrendo n\u00e3o por agress\u00e3o, mas por causa da doen\u00e7a e do estado de sa\u00fade debilitado em que d. Leopoldina se encontrava&#8221;.<\/p>\n<h3>Melancolia<\/h3>\n<p>O estado mental de D. Leopoldina come\u00e7a a sofrer baques severos. Correspond\u00eancias de diferentes pessoas em 1826 relatam que a imperatriz estava &#8220;fraca de sa\u00fade, e com maior depress\u00e3o de \u00e2nimo do que de costume&#8221; e &#8220;p\u00e1lida, por assim dizer, a apagar-se na flor dos anos&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m observa\u00e7\u00f5es sobre um crescente falta de vaidade com suas vestimentas e descaso com a apar\u00eancia, algo que foi relacionado com o aprofundamento do quadro de depress\u00e3o. Em uma carta para a tia, Leopoldina diz: &#8220;Estou na mais completa solid\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Gr\u00e1vida, a imperatriz passou 14 dias de cama, com febre, dores e diarreia at\u00e9 abortar um feto masculino. Na manh\u00e3 do dia 11 de dezembro de 1826, segundo o bar\u00e3o de Mareschal, representante diplom\u00e1tico austr\u00edaco, &#8220;a morte terminou os seus sofrimentos, sem esfor\u00e7o, sem estertor, suas fei\u00e7\u00f5es de modo algum eram alteradas, e ela parecia ter adormecido pacificamente e na posi\u00e7\u00e3o mais natural&#8221;. D. Pedro I estava no sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Dona Leopoldina tinha 29 anos. Deu \u00e0 luz sete crian\u00e7as &#8211; tr\u00eas morreram precocemente. O filho Pedro se tornaria o segundo imperador do Brasil.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro, que vinha acompanhando o drama p\u00fablico da imperatriz, entrou em luto, com toques de sinos e tiros de canh\u00f5es. O austr\u00edaco Mareschal disse em correspond\u00eancia: &#8220;Sua morte foi chorada sincera e unanimemente&#8221;.<\/p>\n<p><b>Sabia que a BBC est\u00e1 tamb\u00e9m no Telegram? <\/b>Inscreva-se no canal<b>.<\/b><\/p>\n<p><b>J\u00e1 assistiu aos nossos novos v\u00eddeos no <\/b>YouTube<b>? 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