{"id":704014,"date":"2026-06-30T16:39:06","date_gmt":"2026-06-30T19:39:06","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/06\/30\/mp-pede-r-15-milhoes-apos-flagrar-operacao-proibida-em-mineradora\/"},"modified":"2026-06-30T16:39:06","modified_gmt":"2026-06-30T19:39:06","slug":"mp-pede-r-15-milhoes-apos-flagrar-operacao-proibida-em-mineradora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/06\/30\/mp-pede-r-15-milhoes-apos-flagrar-operacao-proibida-em-mineradora\/","title":{"rendered":"MP pede R$ 15 milh\u00f5es ap\u00f3s flagrar opera\u00e7\u00e3o proibida em mineradora"},"content":{"rendered":"<header class><span>Minas Gerais<\/span><\/p>\n<h2>Segundo o MPMG, a mineradora manteve opera&ccedil;&otilde;es noturnas proibidas por decis&atilde;o judicial e impediu a entrada de agentes e policiais <\/h2>\n<section>\n<p>Compartilhar not&iacute;cia<\/p>\n<\/section>\n<\/header>\n<section>\n<div>\n<figure><figcaption> MPMG\/ Divulga&ccedil;&atilde;o<\/figcaption><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/PLf1XPyC0RPDlUvJK3ffCxFqvvrHp_87Rzzx21EQa30\/w:600\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/06\/mineracao-3x2-1.jpg\" alt=\"MPMG pede &agrave; Justi&ccedil;a multa de R$ 15 milh&otilde;es por opera&ccedil;&atilde;o noturna da Sigma Minera&ccedil;&atilde;o, no Vale do Jequitinhonha\" width=\"600\" height=\"400\" loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\"><\/figure>\n<\/div>\n<div>\n<p><strong>Belo Horizonte &ndash;<\/strong> O Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Minas Gerais (MPMG) pediu &agrave; Justi&ccedil;a que a <strong>Sigma Minera&ccedil;&atilde;o<\/strong> seja <span>condenada a pagar R$ 15 milh&otilde;es por descumprir uma decis&atilde;o judicial<\/span> relacionada ao empreendimento <strong>Grota do Cirilo<\/strong>, que fica entre os munic&iacute;pios de <strong>Ara&ccedil;ua&iacute;<\/strong> e <strong>Itinga<\/strong>, no <strong>Vale do Jequitinhonha<\/strong>.<\/p>\n<p>Al&eacute;m desse valor, a <span>promotoria pede a aplica&ccedil;&atilde;o de multa di&aacute;ria de R$ 500 mil,<\/span> limitada a R$ 200 milh&otilde;es, at&eacute; que a empresa cumpra as determina&ccedil;&otilde;es impostas pela Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>Segundo o MPMG, a mineradora deveria ter <strong>suspendido<\/strong>, entre 22h e 6h, as atividades que geram ru&iacute;do durante a noite at&eacute; comprovar, por meio de <strong>laudo t&eacute;cnico<\/strong>, que o barulho est&aacute; dentro dos limites permitidos.<\/p>\n<p>A empresa tamb&eacute;m foi obrigada a criar um acesso vi&aacute;rio independente para <span>quatro fam&iacute;lias que vivem isoladas no entorno da mina<\/span>, sem que elas precisem passar pelas &aacute;reas de opera&ccedil;&atilde;o do empreendimento.<\/p>\n<p>De acordo com o MPMG, nenhuma das duas determina&ccedil;&otilde;es foi cumprida.<\/p>\n<p>O pedido de multa de<span> R$ 15 milh&otilde;es se refere ao per&iacute;odo entre 20 de maio<\/span>, quando a empresa foi oficialmente comunicada, e 18 de junho, data em que o MPMG afirma ter constatado que as atividades noturnas continuavam ocorrendo.<\/p>\n<h2>MPMG flagrou atividade<\/h2>\n<p>As irregularidades foram flagradas durante uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o realizada nos dias 18 e 19 de junho pelo N&uacute;cleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim), do MPMG, ap&oacute;s <strong>den&uacute;ncias<\/strong> de moradores das comunidades.<\/p>\n<p>Segundo a promotoria, um monitoramento a&eacute;reo registrou, &agrave;s 23h37 do dia 18 de junho, intensa movimenta&ccedil;&atilde;o de caminh&otilde;es e m&aacute;quinas nas cavas e na planta de beneficiamento da mina, al&eacute;m da emiss&atilde;o de ru&iacute;do e poeira, mesmo no hor&aacute;rio em que as atividades barulhentas deveriam estar suspensas.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;Empresa barra MP e PM<\/strong><\/p>\n<p>Durante a dilig&ecirc;ncia, os agentes do MPMG tamb&eacute;m tentaram entrar no empreendimento,<span> mas tiveram o acesso negado por funcion&aacute;rios da mineradora, mesmo estando acompanhados pela Pol&iacute;cia Militar.<\/span><\/p>\n<p>A recusa levou ao registro de um boletim de ocorr&ecirc;ncia por desobedi&ecirc;ncia &agrave; ordem judicial.<\/p>\n<h2>Moradora que vive h&aacute; 30 anos n&atilde;o foi comunicada<\/h2>\n<p>A fiscaliza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m constatou que as quatro fam&iacute;lias continuam dependendo de autoriza&ccedil;&atilde;o da empresa e de um ve&iacute;culo de escolta para entrar ou sair de casa. Conforme o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, ainda n&atilde;o existe uma rota independente das opera&ccedil;&otilde;es da mina.<\/p>\n<p>Uma das moradoras relatou aos promotores que vive na regi&atilde;o h&aacute; cerca de 30 anos e que nunca foi procurada pela empresa para discutir uma solu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h2>Encaminhado &agrave; Justi&ccedil;a<\/h2>\n<p>Na manifesta&ccedil;&atilde;o &agrave; Justi&ccedil;a, o MPMG afirma que cabia &agrave; Sigma comprovar, por meio de laudo t&eacute;cnico, que o ru&iacute;do da mina estava dentro dos limites permitidos. Segundo a promotoria, esse documento ainda n&atilde;o foi apresentado.<\/p>\n<p>O MPMG tamb&eacute;m destacou que a decis&atilde;o liminar foi baseada em dados de automonitoramento da pr&oacute;pria empresa, que indicavam irregularidades em 87,5% das medi&ccedil;&otilde;es de ru&iacute;do feitas durante a noite.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do pagamento das multas, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico pede que a Justi&ccedil;a determine o cumprimento imediato das medidas, sob pena de os valores continuarem sendo cobrados at&eacute; que a empresa interrompa as opera&ccedil;&otilde;es noturnas e construa um acesso independente para as fam&iacute;lias afetadas.<\/p>\n<p>A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais (TJMG) e com a Sigma Minera&ccedil;&atilde;o e aguarda posicionamento.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minas Gerais Segundo o MPMG, a mineradora manteve opera&ccedil;&otilde;es noturnas proibidas por decis&atilde;o judicial e impediu a entrada de agentes e policiais Compartilhar not&iacute;cia\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":704015,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-704014","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/704014","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=704014"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/704014\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/704015"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=704014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=704014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=704014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}