{"id":706423,"date":"2026-07-04T06:36:43","date_gmt":"2026-07-04T09:36:43","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/04\/satelite-revela-deformacao-de-30-cm-no-solo-apos-terremotos-na-venezuela\/"},"modified":"2026-07-04T06:36:43","modified_gmt":"2026-07-04T09:36:43","slug":"satelite-revela-deformacao-de-30-cm-no-solo-apos-terremotos-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/04\/satelite-revela-deformacao-de-30-cm-no-solo-apos-terremotos-na-venezuela\/","title":{"rendered":"Sat\u00e9lite revela deforma\u00e7\u00e3o de 30 cm no solo ap\u00f3s terremotos na Venezuela"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Venezuela <\/strong>ainda enfrenta os efeitos de um dos maiores desastres naturais de sua hist&oacute;ria recente. Os <strong>terremotos de magnitude 7,2 e 7,5<\/strong> que atingiram o pa&iacute;s em 24 de junho provocaram um colapso na regi&atilde;o, deixando mais de <strong>2.595 mortos e milhares de feridos<\/strong> (conforme informa&ccedil;&otilde;es do dia 02\/06). Segundo autoridades venezuelanas, mais de <strong>12 mil fam&iacute;lias foram afetadas<\/strong> pelos tremores, enquanto equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes sob os escombros.<\/p>\n<p>Em meio aos esfor&ccedil;os de recupera&ccedil;&atilde;o, a Ag&ecirc;ncia Espacial Europeia (ESA) divulgou uma imagem produzida pelos sat&eacute;lites Sentinel-1 que <strong>revela como o solo se deformou ap&oacute;s os terremotos<\/strong>. O registro ajuda cientistas a compreender a dimens&atilde;o do fen&ocirc;meno e pode auxiliar na avalia&ccedil;&atilde;o dos danos causados pelo desastre.<\/p>\n<h2 id=\"h-para-quem-tem-pressa\">Para quem tem pressa:<\/h2>\n<ul>\n<li>A Ag&ecirc;ncia Espacial Europeia (ESA) divulgou uma imagem de sat&eacute;lite que mostra como o solo da Venezuela se deformou ap&oacute;s os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que deixaram mais de 2.200 mortos;<\/li>\n<li>O mapa foi produzido com dados dos sat&eacute;lites Sentinel-1, que utilizam radares para detectar pequenas altera&ccedil;&otilde;es no terreno ao comparar registros feitos antes e depois do desastre;<\/li>\n<li>Al&eacute;m de ajudar cientistas a entender os efeitos do terremoto, esse tipo de monitoramento pode orientar equipes de resgate e apoiar a avalia&ccedil;&atilde;o dos danos nas &aacute;reas mais afetadas.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"h-como-o-satelite-detecta-mudancas-no-terreno\">Como o sat&eacute;lite detecta mudan&ccedil;as no terreno<\/h2>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Sentinel-1_shows_ground_displacement_after_Venezuela_earthquakes-1024x724.jpg\" alt=\"Imagens do interferograma do terremoto na Venezuela\"><figcaption>A tecnologia vem ajudando os cientistas a entender os danos no solo &ndash; Cr&eacute;dito: ESA \/ Cont&eacute;m dados modificados do Copernicus Sentinel (2026), processados pela ESA.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O resultado foi obtido pelos sat&eacute;lites Sentinel-1, da miss&atilde;o europeia Copernicus. Em vez de registrar fotografias, esses <strong>equipamentos utilizam radares para emitir sinais em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Terra<\/strong> e medir o tempo que eles levam para retornar. Ao comparar diferentes passagens sobre o mesmo local, os cientistas <strong>conseguem detectar at&eacute; as m&iacute;nimas mudan&ccedil;as provocadas<\/strong> por terremotos, deslizamentos de terra e outros fen&ocirc;menos naturais.<\/p>\n<p>Para analisar o impacto dos tremores, os pesquisadores compararam dados coletados uma semana antes do desastre com os registros obtidos no dia seguinte aos abalos. A diferen&ccedil;a entre essas medi&ccedil;&otilde;es deu origem ao interferograma, uma representa&ccedil;&atilde;o que evidencia as deforma&ccedil;&otilde;es ocorridas no terreno.<\/p>\n<p>Na imagem, as <strong>faixas coloridas indicam o quanto a dist&acirc;ncia entre o sat&eacute;lite e o solo mudou ap&oacute;s o terremoto<\/strong>. Quanto maior a presen&ccedil;a desses indicadores em determinada &aacute;rea, maior foi o deslocamento registrado pelo radar.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Terremotos na Venezuela: isso pode acontecer no Brasil? Descubra no Olhar Espacial<\/li>\n<li>Grande terremoto est&aacute; pr&oacute;ximo? Estudo faz alerta sobre a Falha de San Andreas<\/li>\n<li>Entrevista: &eacute; poss&iacute;vel prever terremotos altamente destrutivos?<\/li>\n<\/ul>\n<p>As maiores altera&ccedil;&otilde;es aparecem ao longo da <strong>falha de San Sebasti&aacute;n<\/strong>, uma das principais estruturas tect&ocirc;nicas da <strong>Venezuela<\/strong>, principalmente pela <strong>proximidade &agrave; capital do pa&iacute;s, Caracas<\/strong>. O sat&eacute;lite identificou uma <strong>altera&ccedil;&atilde;o de 30 cent&iacute;metros na regi&atilde;o<\/strong>, mostrando que a <strong>crosta terrestre sofreu uma deforma&ccedil;&atilde;o significativa. <\/strong><\/p>\n<p>Esse valor <strong>n&atilde;o mostra necessariamente que o solo apenas afundou ou subiu nessa medida<\/strong>. Durante um terremoto, o terreno pode se mover em diferentes dire&ccedil;&otilde;es ao mesmo tempo, e o interferograma registra apenas a varia&ccedil;&atilde;o total detectada pelo sensor.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de ajudar pesquisadores a compreender a din&acirc;mica do terremoto, esse tipo de monitoramento tamb&eacute;m auxilia as equipes de resgate. As informa&ccedil;&otilde;es produzidas pelos sat&eacute;lites permitem identificar rapidamente as &aacute;reas que sofreram maior deforma&ccedil;&atilde;o, orientando avalia&ccedil;&otilde;es de risco e apoiando as opera&ccedil;&otilde;es de recupera&ccedil;&atilde;o da infraestrutura afetada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Venezuela ainda enfrenta os efeitos de um dos maiores desastres naturais de sua hist&oacute;ria recente. Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":706424,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[229],"tags":[],"class_list":["post-706423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/706423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=706423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/706423\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/706424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=706423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=706423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=706423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}