{"id":70661,"date":"2022-04-03T21:38:31","date_gmt":"2022-04-04T00:38:31","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/ucranianos-fazem-protesto-no-farol-da-barra-pedindo-o-fim-da-guerra\/"},"modified":"2022-04-03T21:38:31","modified_gmt":"2022-04-04T00:38:31","slug":"ucranianos-fazem-protesto-no-farol-da-barra-pedindo-o-fim-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/03\/ucranianos-fazem-protesto-no-farol-da-barra-pedindo-o-fim-da-guerra\/","title":{"rendered":"Ucranianos fazem protesto no Farol da Barra pedindo o fim da guerra"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/04\/03\/WhatsApp_Image_2022-04-03_at_18.15.05__5___1_.jpeg\" alt=\"\" width=\"1100\" height=\"684\"\/><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Um grupo de ucranianos e brasileiros se reuniu no Farol da Barra, em Salvador, na tarde deste domingo (3), para protestar contra a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia. Com cartazes que pediam paz e o fim do conflito, cantaram o hino nacional ucraniano. A reuni\u00e3o atraiu turistas e soteropolitanos, que pararam para tirar fotos e fazer perguntas sobre a guerra.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Uma das que fizeram quest\u00e3o de parar e registrar o protesto foi a enfermeira Maiara Jacobina, de 37 anos. Ela \u00e9 de Salvador e defende que todos, independentemente de qual pa\u00eds sejam, devem se informar sobre a guerra e demonstrar solidariedade.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Todo mundo tem direito \u00e0 paz, cidadania e respeito. Tem gente que acha que a guerra \u00e9 l\u00e1 do outro lado do mundo e n\u00e3o atinge a gente, mas atinge, sim. E a gente precisa se importar. S\u00e3o seres humanos com medo, sendo mortos ou vivendo \u00e0 base de biscoito e \u00e1gua???<\/strong>, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">A ucraniana Anastasiia Syvash, 34 anos, est\u00e1 no Brasil desde 2020 e n\u00e3o vivenciou a guerra, mas sua m\u00e3e, Olha Syvash, de 63 anos, sim. Olha morava em Kharkiv e s\u00f3 chegou ao Brasil h\u00e1 quatro semanas, fugindo dos bombardeios. ???Nossa cidade foi bombardeada, n\u00f3s nem sabemos se a nossa casa est\u00e1 de p\u00e9, \u00e9 muito doloroso???, afirma Anastasiia.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/c\/7\/csm_WhatsApp_Image_2022-04-03_at_18.15.06_761d3c879e.jpeg\" width=\"600\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Olha chegou ao Brasil h\u00e1 4 semanas fugindo da guerra para encontrar a filha Anastasiia\u00a0<\/strong>(Foto: Carolina Cerqueira\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Olha conta que, enquanto estava l\u00e1, os bombardeios estavam acontecendo em cidades pr\u00f3ximas a Kharkiv, por isso, houve\u00a0pressa em deixar o pa\u00eds. Assim que chegou ao Brasil, recebeu not\u00edcias de que sua cidade foi atacada. ???A prioridade para deixar o pa\u00eds era das crian\u00e7as, pessoas com crian\u00e7as e pessoas de mais idade. Depois, come\u00e7aram a aparecer pessoas mobilizando meios de sair da cidade, trens de evacua\u00e7\u00e3o para deixar o pa\u00eds, mas a demanda era muito grande, muitas filas. Caminhei durante cinco horas para chegar at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria para pegar o trem de evacua\u00e7\u00e3o???, lembra Olha.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ela diz ainda que os dias em que esteve l\u00e1 foram um verdadeiro pesadelo, mesmo que n\u00e3o tenha presenciado bombardeios. ???Inicialmente, bateu um desespero de um modo geral em todo o pa\u00eds, mas, ao mesmo tempo, era dif\u00edcil acreditar que era algo real. Mas foi um p\u00e2nico, as pessoas correram para os mercados, ent\u00e3o faltaram alimentos e rem\u00e9dios tamb\u00e9m. O fornecimento de \u00e1gua e eletricidade tamb\u00e9m foram afetados. Acreditamos que haveria uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, mas, infelizmente, n\u00e3o foi o que aconteceu???, acrescenta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Volha Yermalayeva,\u00a033 anos, mora em Salvador, \u00e9 belarussa e representante da Embaixada Popular de Belarus no Brasil. Ela est\u00e1 acolhendo as ucranianas, ensinando portugu\u00eas e ajudando na socializa\u00e7\u00e3o delas. Ela afirma que o principal objetivo do protesto \u00e9 lembrar as pessoas de que a guerra n\u00e3o acabou e n\u00e3o deixar o tema ser esquecido.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"446\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/5\/a\/csm_WhatsApp_Image_2022-04-03_at_18.15.05__2__1b04b9d5d5.jpeg\" width=\"594\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Volha est\u00e1 ajudando as ucranianas que chegaram ao Brasil a aprender portugu\u00eas <\/strong>(Foto: Carolina Cerqueira\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">???Estamos aqui para dizer que a guerra continua acontecendo, para lembrar as pessoas de que tem gente precisando de ajuda e solidariedade. S\u00e3o pessoas reais contando hist\u00f3rias reais sobre a guerra. Meu pa\u00eds est\u00e1 em uma ditadura desde 1994 e n\u00f3s sempre olhamos para a Ucr\u00e2nia como um exemplo de liberdade, um povo que conseguiu estabelecer um governo democr\u00e1tico. Ent\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil v\u00ea-los nessa situa\u00e7\u00e3o de guerra. Agora o ditador cedeu um territ\u00f3rio belarusso para a R\u00fassia atacar a Ucr\u00e2nia. Eu sinto uma enorme vergonha disso???, desabafa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outras ucranianas que chegaram ao Brasil fugidas da guerra s\u00e3o Olesia, que chegou no \u00faltimo dia 27, e Vladyslava, que chegou no dia 1\u00ba de abril. Elas s\u00e3o cantoras e vieram para Salvador por interm\u00e9dio de um projeto da Neojiba, programa do governo da Bahia gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Social pela M\u00fasica (IDSM), que tamb\u00e9m ir\u00e1 acolher mais oito m\u00fasicos. O programa foi lan\u00e7ado no dia 22 de mar\u00e7o para ajudar m\u00fasicos a fugirem da guerra.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O IDSM est\u00e1 se responsabilizando pela emiss\u00e3o de vistos e tamb\u00e9m pelo custeio das despesas dos jovens acolhidos, como deslocamento da viagem, hospedagem, refei\u00e7\u00f5es, ajuda de custo, al\u00e9m de oferecer apoio social e psicol\u00f3gico, com recursos de doadores.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"453\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/3\/0\/csm_WhatsApp_Image_2022-04-03_at_18.15.05__6__b0bbbbcb0f.jpeg\" width=\"604\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Vladyslava (\u00e0 esquerda) e Olesia (\u00e0 direita) vieram para a Bahia atrav\u00e9s de um projeto da Neojiba\u00a0<\/strong>(Foto: Carolina Cerqueira\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Olesia Matei, de 27 anos, trabalhava no Kyiv National Academic Operetta&#8217;s Theatre, na capital Kiev. Cerca de uma semana depois do in\u00edcio da guerra, decidiu voltar para a cidade onde nasceu, Berehovo, para ficar com a fam\u00edlia. ????? dif\u00edcil sair pensando que minha fam\u00edlia est\u00e1 l\u00e1, mas eu acredito que eu poderia ser mais \u00fatil aqui do que l\u00e1, passar uma mensagem e trazer a representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica ucraniana para o Brasil???, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Olesia foi at\u00e9 a Hungria por terra, onde pegou um avi\u00e3o direto para o Brasil, mas conta que o que viveu em Kiev jamais ser\u00e1 esquecido. ???Havia bombardeio toda hora, a gente tinha que descer para por\u00f5es, senti muito medo. Em Berehovo, as coisas est\u00e3o melhores, mas n\u00e3o tem como relaxar. Todo dia eu ligo para a minha m\u00e3e para saber como est\u00e3o as coisas por l\u00e1 e todo dia a sirene que alerta sobre ataques a\u00e9reos toca???, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Vladyslava Danuliuk, de 20 anos, conta que tem instalado o aplicativo do governo ucraniano que avisa quando as sirenes tocam. ???Eu fico acompanhando daqui, a\u00ed quando vejo que toca, ligo para a minha fam\u00edlia para saber not\u00edcias???. A fam\u00edlia de Vladyslava est\u00e1 em Pobuzke, cidade entre Mykolaiv e Kropivnytske, que j\u00e1 foram bombardeadas. ????? um clima de tens\u00e3o e a gente n\u00e3o faz ideia de quando isso vai acabar???, finaliza.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Como ajudar?<\/strong><br \/> Durante o protesto deste domingo, o grupo tamb\u00e9m arrecadou dinheiro para ajudar a comprar doa\u00e7\u00f5es para aqueles que ainda est\u00e3o na Ucr\u00e2nia. Quem quiser contribuir pode fazer um Pix para a Representa\u00e7\u00e3o Ucraniana-Brasileira, que est\u00e1 sendo organizado pela Embaixada da Ucr\u00e2nia no Brasil. O n\u00famero \u00e9 78774668. A organiza\u00e7\u00e3o tem CNPJ 000183, para quem quiser conferir. O valor doado deve terminar em R$0,01 para que a finalidade seja identificada.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O secret\u00e1rio-geral da ONU, Antonio Guterres, disse neste domingo (3) estar ???profundamente chocado??? com as imagens dos civis mortos na cidade ucraniana de Bucha, perto de Kiev. Em publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, ele pediu uma investiga\u00e7\u00e3o independente sobre o massacre que ???leve a uma responsabiliza\u00e7\u00e3o efetiva???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A guerra entre Ucr\u00e2nia e R\u00fassia teve in\u00edcio no dia 24 de fevereiro. De acordo com a ONU, cerca de 3 mil civis j\u00e1 foram\u00a0mortos.\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de ucranianos e brasileiros se reuniu no Farol da Barra, em Salvador, na tarde deste domingo (3), para protestar contra a guerra\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":70662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-70661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}