{"id":706777,"date":"2026-07-05T05:43:20","date_gmt":"2026-07-05T08:43:20","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/05\/canetas-emagrecedoras-movimentaram-mais-de-r-10-bilhoes-em-4-anos\/"},"modified":"2026-07-05T05:43:20","modified_gmt":"2026-07-05T08:43:20","slug":"canetas-emagrecedoras-movimentaram-mais-de-r-10-bilhoes-em-4-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/05\/canetas-emagrecedoras-movimentaram-mais-de-r-10-bilhoes-em-4-anos\/","title":{"rendered":"Canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 10 bilh\u00f5es em 4 anos"},"content":{"rendered":"<header class><span>Brasil<\/span><\/p>\n<h2>Liderados por Ozempic, Wegovy e Mounjaro, rem&eacute;dios para diabetes e obesidade avan&ccedil;am. Canetas emagrecedoras movimentam mercado bilion&aacute;rio <\/h2>\n<section>\n<p>Compartilhar not&iacute;cia<\/p>\n<\/section>\n<\/header>\n<section>\n<div>\n<figure><figcaption> Haberdoedas\/Unsplash       <\/figcaption><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/7EpTWZXALFo7g07gAAE66LpeKPTs_oAGeU0sfeZbeBQ\/w:600\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/01\/canetas.jpg\" alt=\"Imagem mostra uma canetas emagrecedoras de perto, aberta, e com a agulha encaixada - Canetas para diabetes podem ajudar a combater v&iacute;cios, indica estudo - Metr&oacute;poles\" width=\"600\" height=\"400\" loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\"><\/figure>\n<\/div>\n<div>\n<p>O mercado brasileiro de medicamentos &agrave; base de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras, movimentou mais de <strong>R$ 10 bilh&otilde;es<\/strong> nos &uacute;ltimos 4 anos, o n&uacute;mero &eacute; cinco vezes o registrado em <strong>2021<\/strong>.<\/p>\n<p>O avan&ccedil;o acelerado colocou esses produtos entre os mais vendidos do pa&iacute;s e passou a influenciar diretamente o perfil das importa&ccedil;&otilde;es farmac&ecirc;uticas.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img alt loading=\"lazy\" width=\"88\" height=\"88\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2023\/10\/10171142\/boletim-metropoles.png\"><\/p>\n<div>\n<h3>Receba no seu email as not&iacute;cias de Boletim Metr&oacute;poles<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Ver todas <strong>as newsletters<\/strong><\/div>\n<div>\n<h2>Leia tamb&eacute;m<\/h2>\n<ul>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p>Entre 2021 e 2025, o Ozempic liderou o mercado brasileiro em faturamento, com cerca de <strong>R$ 11,3 bilh&otilde;es<\/strong>, seguido por outros medicamentos da mesma classe ou de terapias similares, como Forxiga, com movimenta&ccedil;&atilde;o de R$ 4,6 bilh&otilde;es, Wegovy, que chegou a R$ 4,3 bilh&otilde;es, e Mounjaro com R$ 3,8 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m aparecem na lista Jardiance, Saxenda e Rybelsus, todos voltados ao tratamento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas como diabetes e obesidade.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img alt loading=\"lazy\" width=\"88\" height=\"88\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2023\/10\/10171142\/boletim-metropoles.png\"><\/p>\n<div>\n<h3>Receba no seu email as not&iacute;cias de Boletim Metr&oacute;poles<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Ver todas <strong>as newsletters<\/strong><\/div>\n<div>\n<h2>Leia tamb&eacute;m<\/h2>\n<ul>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p>Para o presidente-executivo da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, esses produtos fazem parte, em grande medida, de uma nova gera&ccedil;&atilde;o de medicamentos inovadores e de alto valor agregado, o que ajuda a explicar uma tend&ecirc;ncia mais ampla da economia brasileira, o crescimento consistente das importa&ccedil;&otilde;es de f&aacute;rmacos de maior complexidade.<\/p>\n<p>Dados mostram que, entre 2000 e 2025 as importa&ccedil;&otilde;es de medicamentos saltaram de <strong>US$ 1,3 bilh&atilde;o<\/strong> para <strong>US$ 14,2 bilh&otilde;es<\/strong>, uma alta superior a<strong> 950%<\/strong>.<\/p>\n<p>Ele explica que esse movimento n&atilde;o &eacute; restrito &agrave;s canetas emagrecedoras, mas reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, o aumento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas e a incorpora&ccedil;&atilde;o de terapias mais sofisticadas no sistema de sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Hoje, os itens mais importados pelo pa&iacute;s est&atilde;o concentrados justamente em segmentos de maior intensidade tecnol&oacute;gica, como imunol&oacute;gicos, vacinas, medicamentos biol&oacute;gicos e terapias especializadas. Apenas produtos imunol&oacute;gicos responderam por cerca de 25% das importa&ccedil;&otilde;es em 2025, mostrou o presidente.<\/p>\n<p>Nesse contexto, medicamentos &agrave; base de GLP-1&nbsp; ganharam protagonismo. <span>O mercado brasileiro desses produtos saltou de R$ 1,8 bilh&atilde;o em 2021 para cerca de R$ 10 bilh&otilde;es em 2025, mais de cinco vezes em quatro anos.<\/span><\/p>\n<p>No mesmo per&iacute;odo, a participa&ccedil;&atilde;o desses rem&eacute;dios no varejo farmac&ecirc;utico passou de 3% para 9%.<\/p>\n<p>As vendas tamb&eacute;m cresceram em volume, foram de 3,3 milh&otilde;es para 8,9 milh&otilde;es de unidades entre 2021 e 2025. Atualmente, mais de <strong>70%<\/strong> do faturamento desse segmento est&aacute; concentrado em dois produtos, Mounjaro e Wegovy.<\/p>\n<h2>Mudan&ccedil;as no mercado farmac&ecirc;utico<\/h2>\n<p>Apenas entre janeiro e maio, a semaglutida movimentou <strong>R$ 2 bilh&otilde;es<\/strong> no varejo brasileiro, com mais de 2 milh&otilde;es de unidades comercializadas. Em maio, o faturamento mensal atingiu R$ 449 milh&otilde;es, o maior do ano at&eacute; agora.<\/p>\n<ul>\n<li>Semaglutida &eacute; um princ&iacute;pio ativo an&aacute;logo do GLP-1 e que imita o horm&ocirc;nio respons&aacute;vel pela saciedade, reduzindo o apetite e retardando o esvaziamento g&aacute;strico, usado nas canetas emagrecedoras.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Apesar da expans&atilde;o, a entrada de vers&otilde;es nacionais, como a semaglutida lan&ccedil;ada pela EMS, j&aacute; <span>pressiona os pre&ccedil;os para baixo<\/span>. Nos primeiros cinco meses de 2026, o valor m&eacute;dio desses medicamentos registrou queda, com recuo de cerca de<strong> 8%<\/strong> no caso da semaglutida.<\/p>\n<p>Segundo a Farma Brasil, embora o Brasil produza cerca de 70% dos medicamentos consumidos internamente, ainda h&aacute; depend&ecirc;ncia relevante de produtos biotecnol&oacute;gicos, que concentram grande parte das importa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; que pol&iacute;ticas industriais, parcerias e<strong> incentivos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o local<\/strong> ser&atilde;o fundamentais para reduzir essa depend&ecirc;ncia ao longo dos pr&oacute;ximos anos, especialmente em &aacute;reas estrat&eacute;gicas como medicamentos de alta complexidade e terapias baseadas em biotecnologia.<\/p>\n<hr>\n<h2>Entenda o boom das canetas emagrecedoras<\/h2>\n<ul>\n<li>Medicamentos da classe GLP-1 imitam um horm&ocirc;nio que reduz o apetite e <strong>controlam a glicemia<\/strong>, por isso foram criados para diabetes, mas ganharam popularidade no emagrecimento;<\/li>\n<li>O mercado desses produtos saltou de R$ 1,8 bilh&atilde;o em 2021 para <strong>R$ 10 bilh&otilde;es em 2025<\/strong>, crescimento de mais de cinco vezes em quatro anos;<\/li>\n<li>A participa&ccedil;&atilde;o no varejo farmac&ecirc;utico triplicou no per&iacute;odo, passando de<strong> 3% para 9%<\/strong>, com forte avan&ccedil;o nas vendas em volume;<\/li>\n<li>O faturamento est&aacute; concentrado em poucos produtos, como Mounjaro e Wegovy, que juntos dominam mais de <strong>70%<\/strong> do mercado;<\/li>\n<li>A alta demanda global elevou pre&ccedil;os e chegou a provocar escassez, mas a entrada de vers&otilde;es nacionais j&aacute; come&ccedil;a a <strong>pressionar valores no Brasil.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<hr>\n<h2>Canetas chegam ao SUS<\/h2>\n<p>O avan&ccedil;o das terapias com canetas emagrecedoras come&ccedil;ou a chegar ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), ainda de forma inicial.<\/p>\n<p>No fim do m&ecirc;s passado, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de deu in&iacute;cio a um projeto para uso da semaglutida em pacientes do SUS em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Segundo informa&ccedil;&otilde;es da pasta, nesta fase, cerca de <strong>250<\/strong> pacientes com obesidade grave ou associada a outras doen&ccedil;as, como problemas cardiovasculares, ser&atilde;o acompanhados ao longo de dois anos, com objetivo de avaliar a efetividade do tratamento, o impacto na qualidade de vida e, principalmente, os custos para o sistema de sa&uacute;de, hoje considerados o principal entrave &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do acesso.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil Liderados por Ozempic, Wegovy e Mounjaro, rem&eacute;dios para diabetes e obesidade avan&ccedil;am. 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