{"id":706991,"date":"2026-07-05T18:37:22","date_gmt":"2026-07-05T21:37:22","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/05\/ratos-demonstram-empatia-em-niveis-graduais-aponta-estudo-alemao\/"},"modified":"2026-07-05T18:37:22","modified_gmt":"2026-07-05T21:37:22","slug":"ratos-demonstram-empatia-em-niveis-graduais-aponta-estudo-alemao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/05\/ratos-demonstram-empatia-em-niveis-graduais-aponta-estudo-alemao\/","title":{"rendered":"Ratos demonstram empatia em n\u00edveis graduais, aponta estudo alem\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Ruhr University Bochum, na Alemanha, investigaram como a empatia se manifesta em diferentes esp&eacute;cies animais, com foco em ratos. O estudo, conduzido pelo professor Albert Newen e publicado em 28 de junho na revista Biological Reviews, buscou responder quais bichos demonstram empatia, o que caracteriza esse comportamento, quando ele ocorre em experimentos anteriores, onde foi observado e por que ele pode variar entre esp&eacute;cies.<\/p>\n<p>A an&aacute;lise teve como base observa&ccedil;&otilde;es comportamentais, incluindo um experimento cl&aacute;ssico divulgado em 2011 na revista Science, no qual um rato livre libertou um companheiro preso e depois compartilhou alimento. A equipe tamb&eacute;m procurou entender como esse tipo de a&ccedil;&atilde;o pode ser explicado por diferentes n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o do outro animal.<\/p>\n<p>O objetivo central foi propor uma forma <strong>mais precisa de medir empatia entre esp&eacute;cies<\/strong>, evitando uma divis&atilde;o simples entre ter ou n&atilde;o ter esse tra&ccedil;o. Para isso, os pesquisadores desenvolveram um modelo com m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es, aplicado &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre ratos, c&atilde;es, corv&iacute;deos e primatas.<\/p>\n<h2 id=\"h-modelo-aponta-que-empatia-em-animais-ocorre-em-niveis-graduais\">Modelo aponta que empatia em animais ocorre em n&iacute;veis graduais<\/h2>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/camundongo-1024x683.jpg\" alt=\"camundongo\"><figcaption>(Imagem: ViktorCap \/ iStock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O grupo de pesquisa liderado por Albert Newen prop&ocirc;s que a empatia n&atilde;o deve ser tratada como uma caracter&iacute;stica bin&aacute;ria. Em vez disso, ela pode ser observada a partir de diferentes capacidades comportamentais e cognitivas que variam entre esp&eacute;cies.<\/p>\n<p>Para construir essa abordagem, os cientistas identificaram cinco dimens&otilde;es principais: reconhecimento da emo&ccedil;&atilde;o do outro, compreens&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o de estados mentais, flexibilidade de comportamento e orienta&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o em benef&iacute;cio de outro indiv&iacute;duo. Essas dimens&otilde;es foram comparadas em estudos j&aacute; existentes com ratos, c&atilde;es, corv&iacute;deos e grandes primatas.<\/p>\n<p>No caso dos ratos, os resultados indicaram presen&ccedil;a moderada na identifica&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es, quase aus&ecirc;ncia de leitura de estados mentais mais complexos e alta flexibilidade comportamental. Ainda assim, a a&ccedil;&atilde;o de ajudar outros indiv&iacute;duos apareceu como direcionada ao outro, n&atilde;o apenas ao pr&oacute;prio benef&iacute;cio.<\/p>\n<h3 id=\"h-experimentos-com-ratos-serviram-de-base-para-analise\">Experimentos com ratos serviram de base para an&aacute;lise<\/h3>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/rato-cheirando-o-ar-1024x683.jpg\" alt=\"Ratinho cheirando o ar\"><figcaption>Ratinho cheirando o ar (Reprodu&ccedil;&atilde;o: Nikolett Emmert\/Unsplash)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Entre os estudos utilizados como refer&ecirc;ncia est&aacute; um experimento realizado em 2011, no qual dois ratos que conviviam juntos foram colocados em uma situa&ccedil;&atilde;o de desigualdade. Um deles permaneceu livre, enquanto o outro ficou preso em uma pequena estrutura.<\/p>\n<p>Diante da escolha entre alimento e o companheiro preso, o rato livre abriu a estrutura e libertou o outro animal. Em seguida, ambos compartilharam a comida dispon&iacute;vel. O comportamento foi interpretado por parte dos pesquisadores como poss&iacute;vel evid&ecirc;ncia de empatia.<\/p>\n<h3 id=\"h-pesquisadores-defendem-distincao-entre-empatia-humana-e-animal\">Pesquisadores defendem distin&ccedil;&atilde;o entre empatia humana e animal<\/h3>\n<p>O estudo coordenado por Newen defende que ratos apresentam formas de empatia, mas em um n&iacute;vel distinto do observado em humanos. A principal diferen&ccedil;a estaria na capacidade reduzida de compreender estados mentais mais complexos do outro indiv&iacute;duo.<\/p>\n<p>A pesquisadora Maja Griem, integrante do trabalho, afirmou no contexto do estudo que esse tipo de comportamento ajuda a discutir o conceito de empatia em bases cient&iacute;ficas mais amplas, evitando interpreta&ccedil;&otilde;es baseadas apenas em impress&otilde;es humanas sobre animais dom&eacute;sticos.<\/p>\n<h3 id=\"h-conclusao-do-modelo-e-implicacoes-gerais\">Conclus&atilde;o do modelo e implica&ccedil;&otilde;es gerais<\/h3>\n<p>De acordo com a equipe, a principal contribui&ccedil;&atilde;o do trabalho &eacute; <strong>permitir uma classifica&ccedil;&atilde;o mais detalhada da empatia entre esp&eacute;cies<\/strong>. Assim, em vez de perguntar se um animal sente ou n&atilde;o empatia, passa a ser poss&iacute;vel identificar <strong>quais componentes desse comportamento est&atilde;o presentes e em que intensidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Os autores concluem que ratos apresentam um perfil de empatia parcial, com destaque para a&ccedil;&otilde;es flex&iacute;veis de ajuda, mas com limita&ccedil;&otilde;es na leitura de estados mentais complexos, o que os diferencia dos seres humanos.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Wagner-Edwards-icon-perfil-foto-png-150x150.png\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Wagner Edwards\" loading=\"lazy\"><\/p>\n<div>\n<p>Wagner Edwards<\/p>\n<p>Wagner Edwards &eacute; Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conte&uacute;do no Olhar Digital. Possui experi&ecirc;ncia, tamb&eacute;m, na reda&ccedil;&atilde;o, edi&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de textos para not&iacute;cias e reportagens.<\/p>\n<p>Ver todos os artigos &rarr;  \t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Ruhr University Bochum, na Alemanha, investigaram como a empatia se manifesta em diferentes esp&eacute;cies animais, com foco em ratos. 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