{"id":70803,"date":"2022-04-04T05:44:07","date_gmt":"2022-04-04T08:44:07","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/agronegocio-quer-desmate-em-area-de-cerrado-igual-a-um-terco-de-bh-entenda\/"},"modified":"2022-04-04T05:44:07","modified_gmt":"2022-04-04T08:44:07","slug":"agronegocio-quer-desmate-em-area-de-cerrado-igual-a-um-terco-de-bh-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/04\/agronegocio-quer-desmate-em-area-de-cerrado-igual-a-um-terco-de-bh-entenda\/","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio quer desmate em \u00e1rea de cerrado igual a um ter\u00e7o de BH. Entenda"},"content":{"rendered":"<div>\u00a0\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As \u00e1rvores retorcidas de caules cascudos, os cupinzeiros que se elevam lentamente do solo e \u00e1rvores nobres, como os pequizeiros protegidos por lei, em uma \u00e1rea que equivale a um ter\u00e7o de Belo Horizonte, com 10,3 mil hectares, est\u00e3o no centro de uma batalha entre a expans\u00e3o da agricultura e a prote\u00e7\u00e3o ambiental em Minas. O imenso cerrado nas divisas da Fazenda Novo Buriti, em Bonito de Minas, Norte do estado, tem planos de destina\u00e7\u00e3o para pecu\u00e1ria e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os por sua propriet\u00e1ria, a empresa BrasilAgro. Mas, para isso, teria de haver desmatamento. Na semana passada, o embate entre ambientalistas defensores da prote\u00e7\u00e3o do bioma e entidades que defendem o desenvolvimento, com compensa\u00e7\u00f5es ambientais e sociais, foi um dos mais ferrenhos das \u00faltimas reuni\u00f5es do Conselho Estadual de Pol\u00edticas Ambientais (Copam).<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Trata-se de caso extremo em uma situa\u00e7\u00e3o que ainda reserva impasses crescentes entre os setores envolvidos, uma vez que a amplia\u00e7\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas brasileiras para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos encontra em Minas Gerais expoentes diferentes. Por um lado, produtores que buscam ampliar a produtividade em suas \u00e1reas com tecnologia, enquanto outros avan\u00e7am sobre matas prim\u00e1rias. Tudo isso agravado por um contexto de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, aquecimento global e perspectiva de perdas e quebras se a devasta\u00e7\u00e3o ambiental se mantiver. Em defesa de seus projetos para a Fazenda Novo Buriti, a empresa propriet\u00e1ria garante que preservar\u00e1 outros 14 mil hectares de \u00e1rea de reserva, far\u00e1 investimentos em combate a inc\u00eandios e uso de t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Seguindo os processos para atividades de plantio e pecu\u00e1ria sugeridos por ambientalistas em Minas Gerais, percebe-se um aquecimento das atividades. Saltaram de uma m\u00e9dia de 40 requisi\u00e7\u00f5es entre 2009 e 2017, para 172 (330%) em 2018 e 99 (147%) em 2019, segundo dados mais recentes dispon\u00edveis. S\u00e3o processos de desmatamento, mas tamb\u00e9m de constru\u00e7\u00e3o de barramentos, estudos, outorgas para capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de rios e subterr\u00e2neas, entre outros. A listagem consta do Sistema Integrado de Informa\u00e7\u00e3o Ambiental (Siam) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Semad).<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O destino da \u00e1rea de cerrado da Fazenda Novo Buriti, no Norte de Minas, esbarra em um impasse. Ap\u00f3s in\u00fameras diverg\u00eancias entre conselheiros do Copam, especialistas e a Superintend\u00eancia Regional do Meio Ambiente (Supram), a presid\u00eancia do conselho que trata do setor em Minas, exercida pela diretora do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG), Vanessa Naves, decidiu pedir dilig\u00eancias para que mais informa\u00e7\u00f5es sejam trazidas antes de abrir uma vota\u00e7\u00e3o para aprovar ou vetar o desmatamento.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A advogada L\u00edgia Vial Vasconcelos, representante da Funda\u00e7\u00e3o Relictos, com cadeira no conselho, questionou o Estudo de Impacto Ambiental e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) apresentado pela BrasilAgro para justificar o desmatamento. ???Os estudos apontam que a \u00e1rea diretamente afetada (ADA) foi amplamente explorada para produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o e est\u00e1 em regenera\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias disso hist\u00f3ricas ou cient\u00edficas. Pelas fotos de sat\u00e9lites que vemos, 80% da mata n\u00e3o foi desmatada e apenas 20% foi afetada na d\u00e9cada de 1970. Ou seja, falamos de grande parte da mata prim\u00e1ria, que abriga a biodiversidade&#8221;, aponta.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Como a \u00e1rea \u00e9 vizinha e chega mesmo a se confundir visualmente com o Parque Estadual Veredas do Perua\u00e7u, o interc\u00e2mbio de esp\u00e9cies \u00e9 outro ponto destacado pelos ambientalistas. Principalmente porque criticam o fato de que o EIA-RIMA n\u00e3o identificou animais de porte e import\u00e2ncia na \u00e1rea a ser desmatada, mas na regi\u00e3o os bi\u00f3logos afirmam j\u00e1 terem sido catalogadas 80% das esp\u00e9cies de mam\u00edferos de grande porte do cerrado nacional. ???Foram avistados cachorros do mato-vinagre, que n\u00e3o s\u00e3o vistos na natureza em Minas Gerais h\u00e1 170 anos e precisam de um territ\u00f3rio de 14 mil hectares como h\u00e1bitat. Temos on\u00e7as-pintadas e antas ali, e nada disso aparece no relat\u00f3rio???, refor\u00e7a L\u00edgia Vial.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o para a Gest\u00e3o Socioambiental do Tri\u00e2ngulo Mineiro (Ang\u00e1), Gustavo Malacco, tamb\u00e9m foi incisivo ao considerar diversas informa\u00e7\u00f5es do EIA-RIMA incipientes, colocando em d\u00favida, tamb\u00e9m, a necessidade desse modelo de atividade para a regi\u00e3o. ???A biodiversidade no mosaico do grande sert\u00e3o do Perua\u00e7u \u00e9 estrat\u00e9gica, com centenas de esp\u00e9cimes amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e relevantes para a regi\u00e3o, com intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas j\u00e1 estabelecidas. Est\u00e1 entre as cinco \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) de maior representatividade nativa do cerrado???, afirma.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>VEREDAS E NASCENTES Partes do projeto seriam frontalmente amea\u00e7adoras para os recursos naturais da regi\u00e3o, na vis\u00e3o do ambientalista, como a necessidade de perfura\u00e7\u00e3o de sete po\u00e7os de grande capacidade. ???Estudos da Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente (FEAM) demonstram que o Norte de Minas ser\u00e1 muito impactado com o aumento de temperatura, redu\u00e7\u00e3o de chuvas, redu\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto e aumento da desertifica\u00e7\u00e3o. Um empreendimento de pecu\u00e1ria que depois demandar\u00e1 mais sete po\u00e7os interfere no regime hidrol\u00f3gico de uma regi\u00e3o com baixo \u00edndice pluviom\u00e9trico (poucas chuvas). Vai amea\u00e7ar as veredas, vai secar nascentes e nada disso foi tratado???, avalia Malacco.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Ainda de acordo com o presidente da Ang\u00e1, comunidades tradicionais da \u00e1rea sobrevivem do agroextrativismo e realmente s\u00e3o muito pobres, e ele afirma que isso traz uma necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas, que proporcionem melhor aproveitamento dos recursos da regi\u00e3o e do turismo rural com as comunidades. &#8220;N\u00e3o procuraram essas pessoas para lhes mostrar esse modelo, que traz poucos empregos (est\u00e3o previstos 30 diretos) e vai empobrecer o solo, retirar \u00e1gua e depois que exaure tudo pega as malas e vai para outro lugar???, critica.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><b>Cr\u00edticas \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o do meio ambiente\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Os conselheiros do Copam ligados a entidades ambientais criticaram fortemente as avalia\u00e7\u00f5es feitas pela Supram Norte de Minas. De acordo com os representantes da superintend\u00eancia ligada \u00e0 Secretaria de Estado de Meio Ambiente, ???n\u00e3o foi encontrado nenhum impedimento que interfira nas normas de legisla\u00e7\u00e3o atuais e n\u00e3o fa\u00e7am com que o empreendimento seja pass\u00edvel de autoriza\u00e7\u00e3o. A equipe t\u00e9cnica avaliou a viabilidade ambiental???, indicou o \u00f3rg\u00e3o.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Sobre os po\u00e7os, a Supram Norte de Minas considera que t\u00eam viabilidade h\u00eddrica e que seria necess\u00e1ria mais supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o para que sejam implantados. ???J\u00e1 existe um po\u00e7o tubular, e a equipe entende que para a primeira etapa o po\u00e7o j\u00e1 outorgado \u00e9 adequado, mas, para as duas etapas subsequentes seria necess\u00e1rio perfurar esses sete po\u00e7os em seis anos.??? A superintend\u00eancia tamb\u00e9m informou que foram encontradas no local \u00e1reas de cerrado em regenera\u00e7\u00e3o, mas que, mesmo que tenha mata prim\u00e1ria, n\u00e3o se trata de um bioma legalmente protegido como a mata atl\u00e2ntica. A avalia\u00e7\u00e3o incluiu condicionantes, como a solicita\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios com fotos ap\u00f3s a concess\u00e3o das outorgas dos sete novos po\u00e7os e reduziu para 90 dias os relat\u00f3rios ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o de supress\u00e3o.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Por outro lado, o Ibama questionou o EIA-RIMA, sobretudo quanto \u00e0 quest\u00e3o de inc\u00eandios. ???(O Ibama) Considera que as forma\u00e7\u00f5es de brigadas, manuten\u00e7\u00e3o de aceiros e outros aspectos dos inc\u00eandios, que s\u00e3o o maior impacto ambiental do Norte de Minas Gerais, foram (abordadas de formas) muito superficiais. N\u00e3o ocorreu, por exemplo, um estudo de focos de calor da regi\u00e3o&#8221;, considera o instituto.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A Gaia Assessoria T\u00e9cnica, que produziu o EIA-RIMA, defendeu o estudo e informou t\u00ea-lo produzido com equipe multidisciplinar, mais de 10 bi\u00f3logos envolvidos em estudos diretos ou indiretos, al\u00e9m de institui\u00e7\u00f5es. ???O Eia-Rima apresentou dados prim\u00e1rios in loco. N\u00e3o h\u00e1 cerrado em estado prim\u00e1rio, mas em regenera\u00e7\u00e3o, como foi constatado.???<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A representante da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais (Faemg) considerou o projeto mais sustent\u00e1vel do que a lei exige, com 7 mil hectares sendo deixados como reserva al\u00e9m dos 7 mil de reserva legal obrigat\u00f3rios, e afirma que a empresa se prop\u00f4s a transformar em \u00e1rea protegida em uma reserva particular do patrim\u00f4nio natural (RPPN). ???Mais da metade da \u00e1rea ser\u00e1 mantida com vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e0s custas do empreendedor, e manter significa proteger de inc\u00eandios e degrada\u00e7\u00e3o.???<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Destacou tamb\u00e9m que na microrregi\u00e3o de Janu\u00e1ria, onde est\u00e1 a fazenda, mais de 1,2 milh\u00e3o de hectares s\u00e3o destinados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o. ???Desenvolvimento sustent\u00e1vel precisa ter equil\u00edbrio. O munic\u00edpio de Bonito de Minas tem o terceiro pior \u00cdndice de Desenvolvimento Humano de Minas Gerais. Uma pesquisa do Sebrae mostra que \u00e9 o pior do estado em competitividade, infraestrutura para investir, atra\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia de neg\u00f3cios. Essa \u00e9 uma das oportunidades de desenvolver uma \u00e1rea que precisa em Minas Gerais???, argumenta a Faemg.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O CEO da BrasilAgro, Andr\u00e9 Guillaumon, afirmou confiar totalmente nas pessoas que trabalharam no projeto e nas inst\u00e2ncias do estado que o avaliaram. Disse que a BrasilAgro tem empreendimentos ainda maiores em seis unidades da federa\u00e7\u00e3o, e que suas atividades respeitam a sociedade civil. ???Na quest\u00e3o dos combates a inc\u00eandios, temos \u00e1reas lindeiras em parques. No Parque Nacional das Emas (Goi\u00e1s), o ICMBio conta com nossa ajuda, pois temos cinco caminh\u00f5es de bombeiros que tamb\u00e9m auxiliam em \u00e1reas que n\u00e3o s\u00e3o nem nossas. Temos uma preocupa\u00e7\u00e3o umbilical de que a coisa aconte\u00e7a respeitando o meio ambiente. Atrevo-me a dizer que o sonho dos gerentes de parques \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o da BrasilAgro pr\u00f3ximo \u00e0s suas \u00e1reas para ajudar a controlar os inc\u00eandios???, disse.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O executivo refor\u00e7ou que os benef\u00edcios propostos estariam acima dos exigidos por lei para contrapartidas. ???Al\u00e9m da reserva legal, vamos preservar mais 7 mil hectares. Se for para criar uma RPPN, vamos criar. Estamos pedindo licenciamento faseado e al\u00e9m disso, traremos gera\u00e7\u00e3o de emprego, gera\u00e7\u00e3o de renda, gera\u00e7\u00e3o de impostos. Poucos conhecem a mis\u00e9ria da popula\u00e7\u00e3o. Visitem a comunidade de Vaca Preta. Duvido que sejam contr\u00e1rios. Hoje, cuidamos de 170 mil hectares agr\u00edcolas com ci\u00eancia e tecnologia. N\u00e3o vale olhar o passado e achar que vale para agora. Isso \u00e9 jogar todo o trabalho da Embrapa no lixo. Temos a sustentabilidade como objetivo, com nossas pr\u00f3prias biof\u00e1bricas de bioinseticidas e biofungicidas, por exemplo???, acrescentou o CEO da BrasilAgro.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0 As \u00e1rvores retorcidas de caules cascudos, os cupinzeiros que se elevam lentamente do solo e \u00e1rvores nobres, como os pequizeiros protegidos por lei,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":70804,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-70803","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70803"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70803\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}