{"id":711094,"date":"2026-07-15T07:48:44","date_gmt":"2026-07-15T10:48:44","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/15\/sudario-de-turim-saiba-o-que-os-cientistas-descobriram-em-novo-estudo\/"},"modified":"2026-07-15T07:49:25","modified_gmt":"2026-07-15T10:49:25","slug":"sudario-de-turim-saiba-o-que-os-cientistas-descobriram-em-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/15\/sudario-de-turim-saiba-o-que-os-cientistas-descobriram-em-novo-estudo\/","title":{"rendered":"Sud\u00e1rio de Turim: saiba o que os cientistas descobriram em novo estudo"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: uma nova an\u00e1lise gen\u00e9tica do <strong>Sud\u00e1rio de Turim<\/strong> revelou uma diversidade impressionante de DNA preservado no tecido, incluindo material de <strong>plantas<\/strong>, de <strong>animais<\/strong> e de ao menos 14 pessoas de origens diferentes, oferecendo pistas sobre a <strong>hist\u00f3ria biol\u00f3gica<\/strong> do tecido, sem, no entanto, esclarecer sua idade ou autenticidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa aponta que a quantidade de DNA recuperada foi maior do que o esperado para um artefato t\u00e3o antigo, chegando a superar a de uma toalha de piquenique bastante usada. Entre os vest\u00edgios identificados est\u00e3o genes de cenouras, tomates, mel\u00f5es, batatas e pistaches, al\u00e9m de DNA de c\u00e3es, gatos, galinhas, porcos, gado, cavalos e coelhos. Contaminantes marinhos incomuns, como bacalhau, tainha e at\u00e9 um coral vermelho do Mediterr\u00e2neo, tamb\u00e9m foram encontrados, sublinhando as m\u00faltiplas intera\u00e7\u00f5es ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sud\u00e1rio de Turim continua cercado por controv\u00e9rsias<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>O Sud\u00e1rio de Turim \u00e9 venerado h\u00e1 s\u00e9culos como o suposto pano funer\u00e1rio que envolveria Jesus Cristo; contudo, sua autenticidade e origem permanecem em debate entre fi\u00e9is e c\u00e9ticos.<\/li>\n<li>A origem exata do tecido continua desconhecida, com o registro documental mais antigo remontando a 1354, em Lirey (Fran\u00e7a).<\/li>\n<li>Para entender melhor sua trajet\u00f3ria, pesquisadores utilizaram res\u00edduas org\u00e2nicos coletados da superf\u00edcie do tecido em 1978.<\/li>\n<li>Essas amostras foram reexaminadas com t\u00e9cnicas modernas de an\u00e1lise gen\u00f4mica, abrindo novas perspectivas sobre as esp\u00e9cies que tiveram contato com o pano.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DNA humano aponta para diferentes origens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A an\u00e1lise identificou DNA de pelo menos 14 indiv\u00edduos de v\u00e1rias partes do mundo. Um dos perfis gen\u00e9ticos provavelmente pertence ao cient\u00edfico que coletou as amostras na d\u00e9cada de 1970, descrito como algu\u00e9m de ascend\u00eancia europeia e judaica. Tamb\u00e9m h\u00e1 um sinal raro associado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o druza da l\u00edngua \u00e1rabe no Oriente M\u00e9dio, e surpreende que quase 40% do DNA humano encontrado tenha origem na <strong>\u00cdndia<\/strong>, o que leva os autores a sugerirem que o linho utilizado na confec\u00e7\u00e3o pode ter vindo do Vale do Indo.<\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/sudario_turim_2-1024x682.jpg\" alt=\"C\u00f3pia do Sud\u00e1rio de Turim em exposi\u00e7\u00e3o\"><figcaption>Foram encontrados nas amostras diferentes tipos de DNA \u2013 Imagem: Paolo Gallo\/Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Plantas, animais e organismos marinhos aparecem entre os vest\u00edgios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do DNA humano, a pesquisa detectou material gen\u00e9tico de diversas plantas e animais. Entre as plantas, h\u00e1 tomates, pepinos, mel\u00f5es, batatas e pistaches, com forte presen\u00e7a de amendoas na fam\u00edlia Fabaceae. Tamb\u00e9m foram encontradas bananas, piment\u00f5es, milho e cenouras. Entre os animais, destacam-se c\u00e3es, gatos, galinhas, porcos, gado, cavalos e coelhos, al\u00e9m de am\u00eandoas e nozes. Contaminantes marinhos, como bacalhau do Atl\u00e2ntico e tainha, assim como coral vermelho do Mediterr\u00e2neo, tamb\u00e9m aparecem, sugerindo contatos hist\u00f3ricos com o tecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Descobertas ajudam a reconstruir a hist\u00f3ria do tecido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores destacam que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ainda determinar como, quando ou onde cada esp\u00e9cie entrou em contato com o Sud\u00e1rio de Turim. No entanto, algumas descobertas ajudam a tra\u00e7ar uma linha do tempo parcial. Cenouras identificadas pertencem a variedades europeias cultivadas entre os s\u00e9culos XV e XVI, e muitas esp\u00e9cies apontam para origens na Am\u00e9rica Latina, sugerindo influ\u00eancias p\u00f3s-1492 e trajet\u00f3rias de interc\u00e2mbio hist\u00f3rico entre continentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DNA amplia conhecimento sobre a hist\u00f3ria do Sud\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o estudo n\u00e3o resolva as quest\u00f5es sobre idade ou autenticidade da rel\u00edquia, a an\u00e1lise gen\u00e9tica oferece novas perspectivas sobre sua trajet\u00f3ria biol\u00f3gica. \u201cO Sud\u00e1rio representa um rico arquivo de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que se acumularam ao longo de s\u00e9culos de intera\u00e7\u00e3o humana e exposi\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, afirmou a pesquisadora Noemi Procopio. Ela acrescentou que, apesar das limita\u00e7\u00f5es para responder todas as perguntas, a pesquisa demonstra como avan\u00e7os forenses podem revelar dados valiosos a partir de artefatos hist\u00f3ricos. Os resultados foram publicados na Scientific Reports.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/mozelli-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Rodrigo Mozelli\" loading=\"lazy\"><\/p>\n<div>\n<p>Rodrigo Mozelli<\/p>\n<p>Rodrigo Mozelli \u00e9 jornalista formado pela Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo (UMESP) e, atualmente, \u00e9 redator do Olhar Digital.<\/p>\n<p>Ver todos os artigos ?<\/p>\n<\/div><\/div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-25-at-20.13.10-150x150.jpeg\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Bruno Capozzi\" loading=\"lazy\"><\/p>\n<div>\n<p>Bruno Capozzi<\/p>\n<p>Bruno Capozzi \u00e9 jornalista, mestre em Ci\u00eancias Sociais e editor executivo do OD.<\/p>\n<p>Ver todos os artigos ?<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, o que acha de combinarmos ci\u00eancia, hist\u00f3ria e arte para entender artefatos do passado? Deixe seu coment\u00e1rio com a sua opini\u00e3o sobre o uso de an\u00e1lises gen\u00e9ticas em rel\u00edquias hist\u00f3ricas e como isso pode mudar a nossa leitura sobre o passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: uma nova an\u00e1lise gen\u00e9tica do Sud\u00e1rio de Turim revelou uma diversidade impressionante de DNA preservado no tecido, incluindo material de plantas, de animais\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":711096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[229],"tags":[],"class_list":["post-711094","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/711094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=711094"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/711094\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":711095,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/711094\/revisions\/711095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/711096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=711094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=711094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=711094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}