{"id":712150,"date":"2026-07-17T12:20:46","date_gmt":"2026-07-17T15:20:46","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/mineracao-para-todos-3o-estado-em-producao-mineral-bahia-aposta-em-diversidade-para-enfrentar-abismo-com-para-e-minas-gerais\/"},"modified":"2026-07-17T12:21:36","modified_gmt":"2026-07-17T15:21:36","slug":"mineracao-para-todos-3o-estado-em-producao-mineral-bahia-aposta-em-diversidade-para-enfrentar-abismo-com-para-e-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/17\/mineracao-para-todos-3o-estado-em-producao-mineral-bahia-aposta-em-diversidade-para-enfrentar-abismo-com-para-e-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Minera\u00e7\u00e3o para Todos: 3\u00ba estado em produ\u00e7\u00e3o mineral, Bahia aposta em diversidade para enfrentar &#8220;abismo&#8221; com Par\u00e1 e Minas Gerais"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">A Bahia ocupa o terceiro lugar entre os estados brasileiros na arrecada\u00e7\u00e3o de royalties da minera\u00e7\u00e3o, mas o retorno econ\u00f4mico para o estado ainda fica aqu\u00e9m dos l\u00edderes do ranking. Pesquisas e especialistas apontam que diversificar os minerais explorados e investir em dados estrat\u00e9gicos pode transformar esse cen\u00e1rio nos pr\u00f3ximos anos, colocando a diversidade mineral como chave para o desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM), em 2025 Minas Gerais recebeu 3,57 bilh\u00f5es de reais em CFEM, e o Par\u00e1 teve 3,09 bilh\u00f5es. A Bahia registrou 237,8 milh\u00f5es de reais. O total de CFEM distribu\u00eddo em 2025 alcan\u00e7ou 5.234 munic\u00edpios, representando 94% das cidades brasileiras, o que mostra a abrang\u00eancia do recurso, mesmo com diferen\u00e7as de retorno entre estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre janeiro e julho de 2025<\/strong>, o ranking do Nordeste traz Jacobina (ouro) no topo, Itagib\u00e1 (n\u00edquel) em segundo e Santaluz (ouro) em terceiro. Outras cidades baianas aparecem entre as dez maiores arrecada\u00e7\u00f5es, como Sento S\u00e9 (ferro) em s\u00e9timo e Barrocas (ouro) na oitava posi\u00e7\u00e3o, evidenciando a diversidade mineral que sustenta o estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe compararmos Salvador com Belo Horizonte, cidades com perfis populacionais pr\u00f3ximos, vemos que a economia mineira \u00e9 fortemente influenciada pela minera\u00e7\u00e3o em servi\u00e7os, enquanto a Bahia depende mais do turismo. A minera\u00e7\u00e3o, quando bem conduzida, pode impulsionar o crescimento tanto na capital quanto no interior\u201d, enfatiza a especialista Maria Alagia, ge\u00f3loga e Diretora de Neg\u00f3cios da Neogeo Geotecnologia. Ela ressalta que, para al\u00e9m de ganhos imediatos, \u00e9 essencial preparar a popula\u00e7\u00e3o para o que vem pela frente, mantendo a ind\u00fastria como motor, sem depender apenas dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Maisa Abram<\/strong>, ge\u00f3loga e chefe do Departamento de Recursos Minerais do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB), observa que o ferro continua sendo a principal commodity, mas o Brasil j\u00e1 aponta diversifica\u00e7\u00e3o. O peso do ferro caiu de 75% em 2024 para 69% em 2025, abrindo espa\u00e7o para outras riquezas. Nesse contexto, a CBPM \u2014 Companhia Baiana de Pesquisa Mineral \u2014 e o SGB atuam para gerar dados pr\u00e9-competitivos que atraem novos investimentos, fortalecendo a atratividade da Bahia mesmo sem grandes dep\u00f3sitos de ferro compar\u00e1veis aos grandes polos nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Williame Cocentino<\/strong>, diretor t\u00e9cnico da CBPM, destaca a diversidade mineral da Bahia: n\u00e3o h\u00e1 grandes dep\u00f3sitos de ferro compar\u00e1veis aos de Minas Gerais ou ao Par\u00e1, mas a Bahia se destaca pela variedade \u2014 h\u00e1 a \u00fanica mina de ur\u00e2nio em opera\u00e7\u00e3o no Brasil, al\u00e9m de van\u00e1dio, n\u00edquel sulfetado, cromo e cobre no Vale do Cura\u00e7\u00e1. Essa diversidade \u00e9 o que mant\u00e9m a Bahia em terceiro lugar no cen\u00e1rio mineral nacional, mostrando que qualidade de oportunidades pode compensar quantidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto especial \u201cMinera\u00e7\u00e3o para Todos: Do solo \u00e0 palma da m\u00e3o\u201d foi lan\u00e7ado pelo Bahia Not\u00edcias, patrocinado pela CBPM, para traduzir a import\u00e2ncia da pesquisa mineral para o desenvolvimento e atrair investimentos. Em formato de podcast, o projeto re\u00fane especialistas para debater o cen\u00e1rio baiano e est\u00e1 dispon\u00edvel no canal do Bahia Not\u00edcias no YouTube, com epis\u00f3dios como \u201cTerras raras n\u00e3o s\u00e3o terras nem raras\u201d e \u201cO mundo invis\u00edvel dos minerais que movem a sua rotina.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, qual \u00e9 a sua vis\u00e3o sobre o papel da minera\u00e7\u00e3o no desenvolvimento da Bahia? Compartilhe seus coment\u00e1rios e opini\u00f5es para enriquecer esse debate fundamental para o estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia ocupa o terceiro lugar entre os estados brasileiros na arrecada\u00e7\u00e3o de royalties da minera\u00e7\u00e3o, mas o retorno econ\u00f4mico para o estado ainda\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":712152,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2737],"tags":[7386],"class_list":["post-712150","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia","tag-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=712150"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":712151,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712150\/revisions\/712151"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/712152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=712150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=712150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=712150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}