{"id":713473,"date":"2026-07-20T19:18:12","date_gmt":"2026-07-20T22:18:12","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/elinor-young-a-missionaria-com-poliomielite-que-traduziu-a-biblia-para-tribo-remota\/"},"modified":"2026-07-20T19:18:12","modified_gmt":"2026-07-20T22:18:12","slug":"elinor-young-a-missionaria-com-poliomielite-que-traduziu-a-biblia-para-tribo-remota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/20\/elinor-young-a-missionaria-com-poliomielite-que-traduziu-a-biblia-para-tribo-remota\/","title":{"rendered":"Elinor Young: a mission\u00e1ria com poliomielite que traduziu a B\u00edblia para tribo remota"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><span>Elinor Young cresceu em uma pequena fazenda nos Estados Unidos. Aos 5 anos de idade, ela contraiu dois tipos de poliomielite.<\/span><\/p>\n<p><span>A doen&ccedil;a paralisou seus m&uacute;sculos do bra&ccedil;o, perna e tronco; e prejudicou a respira&ccedil;&atilde;o, degluti&ccedil;&atilde;o e outras fun&ccedil;&otilde;es. Elionor passou a se movimentar com dificuldade e com ajuda de muletas.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Antes da vacina&ccedil;&atilde;o estar dispon&iacute;vel pela primeira vez em 1955. Peguei poliomielite em 1952. Eu tinha poliomielite espinhal e bulbar, e fiquei no hospital por sete meses&rdquo;, contou ela, em seu site.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Os m&eacute;dicos disseram aos meus pais que, se eu vivesse, e talvez eu nem vivesse, seria inv&aacute;lida a vida toda. Tive um caso muito ruim. Na verdade, levou tr&ecirc;s meses at&eacute; eu conseguir sequer mexer o ded&atilde;o do p&eacute;. Mas o Senhor tinha outros planos para minha vida&rdquo;, observou.<\/span><\/p>\n<p><span>Enquanto crescia, Elinor testemunhou seus pais enviarem ofertas constantes para mission&aacute;rios &ndash; incluindo carne que produziam em sua fazenda. A menina tamb&eacute;m leu muitas biografias de crist&atilde;os que se dedicaram ao trabalho mission&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p><strong>Aceitando o chamado<\/strong><\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/thumbor.guiame.com.br\/unsafe\/smart\/https:\/\/media.guiame.com.br\/archives\/2026\/07\/14\/606217029-.JPG\" alt width=\"600\"><br \/><\/strong><span><sup><span>Elinor ficou 17 anos nas montanhas da Indon&eacute;sia evangelizando o povo Kimyal. (Foto: Elinor Young).<\/span><\/sup><\/span><\/p>\n<p>At&eacute; que na adolesc&ecirc;ncia, ela se sentiu chamada para a miss&atilde;o. Certa vez, em um culto de sua igreja em uma &aacute;rea rural, o pregador perguntou &agrave; congrega&ccedil;&atilde;o quem atenderia ao chamado de Jesus de pregar para aqueles que ainda n&atilde;o conhecem o Evangelho.&nbsp;<\/p>\n<p><span>Com apenas 12 anos, Elinor foi at&eacute; o altar e disse: &ldquo;Sim, acredito que o Senhor quer que eu seja mission&aacute;ria algum dia&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>Ela foi a &uacute;nica da congrega&ccedil;&atilde;o a atender o chamado, ent&atilde;o um homem disse ao pregador: &ldquo;Sinto muito, senhor, que a &uacute;nica pessoa que respondeu ao seu convite para se entregar ao Senhor na miss&atilde;o foi a garotinha aleijada que nunca vai conseguir&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>Mas, o pregador respondeu: &ldquo;A quem o Senhor chamar, Ele usar&aacute;&rdquo;. Superando suas dificuldades f&iacute;sicas, Elinor cursou a universidade e fez diversos cursos teol&oacute;gicos.<\/span><\/p>\n<p><strong>Nas montanhas da Indon&eacute;sia<\/strong><\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/thumbor.guiame.com.br\/unsafe\/smart\/https:\/\/media.guiame.com.br\/archives\/2026\/07\/14\/944941882-.JPG\" alt width=\"600\"><br \/><\/strong><span><sup><span>Elinor ficou 17 anos nas montanhas da Indon&eacute;sia evangelizando o povo Kimyal. (Foto: Elinor Young).<\/span><\/sup><\/span><\/p>\n<p><span>Mais tarde, Elinor foi enviada como mission&aacute;ria a um dos lugares mais remotos do mundo: a prov&iacute;ncia de Papua, na Indon&eacute;sia. L&aacute;, ela trabalhou com a tribo Kimyal em uma regi&atilde;o montanhosa chamada Korupun.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Naquela &eacute;poca, embora eu n&atilde;o precisasse mais de muletas, minha claudica&ccedil;&atilde;o profunda anunciava minhas pernas fracas para as pessoas quase do tamanho dos pigmeus chamadas Kimyal, que vivem naquelas montanhas&rdquo;, lembrou ela, em artigo do site da miss&atilde;o Joni&amp;Friends.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Quando cheguei entre eles, alguns conheciam o b&aacute;sico do Evangelho, mas n&atilde;o tinham a B&iacute;blia em seu idioma. Minha tarefa era aprender a l&iacute;ngua e a cultura deles e traduzir a B&iacute;blia para eles&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>A mission&aacute;ria aceitou o desafio de analisar seu sistema sonoro, criar um alfabeto para a l&iacute;ngua tribal para ent&atilde;o traduzir as Escrituras.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Para aprender o cora&ccedil;&atilde;o e a l&iacute;ngua dessas pessoas, passei tempo com elas. Eu ia &agrave;s vilas aos domingos para ensinar hist&oacute;rias b&iacute;blicas &agrave;s crian&ccedil;as, ou em outros dias simplesmente ia visitar&rdquo;, contou Elinor.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Cada vila era conectada &agrave;s outras por longas e &iacute;ngremes trilhas de montanha. Eu chamava isso de trilhas de cabras. Eram estreitas e &agrave;s vezes ao longo de penhascos &iacute;ngremes onde um passo em falso podia te fazer cair. Trilhas frequentemente cruzavam rios que desciam por uma ponte suspensa alta&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/thumbor.guiame.com.br\/unsafe\/smart\/https:\/\/media.guiame.com.br\/archives\/2026\/07\/14\/4137028773-.JPG\" alt width=\"600\"><br \/><\/span><span><sup><span>Elinor ficou 17 anos nas montanhas da Indon&eacute;sia evangelizando o povo Kimyal. (Foto: Elinor Young).<\/span><\/sup><\/span><\/p>\n<p><span>Com dificuldades para caminhar nas montanhas, Elinor recebeu ajuda dos moradores. &ldquo;Minhas pernas n&atilde;o conseguiam andar pelas trilhas e n&atilde;o havia nada com rodas para pedalar. Ent&atilde;o eu andava no que chamava de meu Sistema de Transporte de Montanha. Eram dois postes apoiados um pouco mais largos que eu, com uma bolsa de rede achatada presa de forma que uma t&aacute;bua embaixo pudesse servir como assento&rdquo;, explicou.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Sentei ali entre os postes, e de dois a oito homens, dependendo de qu&atilde;o &iacute;ngreme ou acidentada era a trilha, colocaram os bast&otilde;es nos ombros, e partimos. Paguei eles, mas logo percebi que eles n&atilde;o faziam isso s&oacute; pelo pagamento. Eu era algu&eacute;m mais fraco que eles e precisava de ajuda. Eles se orgulhavam de me carregar&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>O povo Kimyal passou a chamar Elinor de &ldquo;Pernas ruins&rdquo;. Ela perguntou ao pastor local porque a tribo havia dado esse nome a ela.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Ele disse: &lsquo;Suas pernas ruins s&atilde;o importantes para n&oacute;s. Pessoas com pernas boas vieram aqui por um curto per&iacute;odo e tiveram que sair. E sabemos sobre pernas ruins. Nosso pr&oacute;prio povo com pernas ruins n&atilde;o consegue sair deste vale. Mas Deus te trouxe, mesmo com suas pernas fracas, e te manteve aqui para que pudesse nos dar a sua Palavra. Ele fez isso porque nos ama muito&rsquo;&rdquo;, relatou.<\/span><\/p>\n<p><span>Ap&oacute;s mais de 17 anos em Papoa, a mission&aacute;ria sofreu uma grave s&iacute;ndrome p&oacute;s-poliomielite e precisou voltar para os EUA.<\/span><\/p>\n<p><span>Mas, uma equipe formada por crist&atilde;os locais e um mission&aacute;rio terminaram o trabalho de tradu&ccedil;&atilde;o do Novo Testamento de Elinor.<\/span><\/p>\n<p><span>Ap&oacute;s deixar um grande legado ao povo Kimyal, hoje ela &eacute; autora, professora e mentora de novos mission&aacute;rios.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elinor Young cresceu em uma pequena fazenda nos Estados Unidos. Aos 5 anos de idade, ela contraiu dois tipos de poliomielite. 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