{"id":714544,"date":"2026-07-23T01:26:16","date_gmt":"2026-07-23T04:26:16","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/nordeste-lidera-consumo-de-informacao-politica-pelas-redes-sociais-no-brasil-aponta-estudo\/"},"modified":"2026-07-23T01:26:59","modified_gmt":"2026-07-23T04:26:59","slug":"nordeste-lidera-consumo-de-informacao-politica-pelas-redes-sociais-no-brasil-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/23\/nordeste-lidera-consumo-de-informacao-politica-pelas-redes-sociais-no-brasil-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Nordeste lidera consumo de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pelas redes sociais no Brasil, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O consumo de informa\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Um levantamento divulgado recentemente mostra que o Nordeste se destaca na ado\u00e7\u00e3o de redes sociais como principal canal de informa\u00e7\u00e3o e na dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fados pol\u00edticos. A pesquisa <em>Caminhos da Informa\u00e7\u00e3o no Brasil: principais h\u00e1bitos informacionais dos brasileiros por regi\u00e3o<\/em>, realizada pelo laborat\u00f3rio <strong>Al\u00e1fia Lab<\/strong>, aponta que 47,2% dos nordestinos utilizam as redes sociais para se informar sobre pol\u00edtica, o maior percentual entre as regi\u00f5es. Al\u00e9m disso, o Nordeste lidera o uso dessas plataformas como fonte geral de informa\u00e7\u00e3o, com 57,8% da popula\u00e7\u00e3o recorrendo a elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dados nacionais e foco regional<\/strong> O levantamento revela diferen\u00e7as regionais: no Sudeste, a televis\u00e3o continua sendo a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (48,4%), \u00e0 frente das redes sociais (42,3%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Instagram domina entre os nordestinos<\/strong> Em estudo com 1.512 entrevistados em todo o pa\u00eds, o instituto <strong>IDEIA<\/strong> aponta que o <strong>Instagram<\/strong> \u00e9 a principal plataforma de informa\u00e7\u00e3o para 52,4% dos nordestinos; o <strong>Facebook<\/strong> caiu para apenas 5,2%, o menor \u00edndice do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impacto no debate p\u00fablico<\/strong> Para <strong>Ellen Guerra<\/strong>, pesquisadora do <strong>Al\u00e1fia Lab<\/strong>, essa combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica, entretenimento e opini\u00e3o altera a din\u00e2mica do debate p\u00fablico no Nordeste. \u201cNo Nordeste, esse cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais forte\u201d, afirma, destacando os elevados \u00edndices de consumo de pol\u00edtica pelas redes sociais. \u201cPor um lado, essa din\u00e2mica amplia a diversidade de atores e facilita o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Por outro, a conviv\u00eancia entre diferentes tipos de conte\u00fado reduz a hierarquia entre eles.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>WhatsApp e desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong> O estudo aponta que o Nordeste lidera o recebimento de not\u00edcias pelo <strong>WhatsApp<\/strong> enviadas por amigos (74,8%) e por conhecidos (57%). A regi\u00e3o tamb\u00e9m registra o maior uso do <strong>Kwai<\/strong> entre plataformas de v\u00eddeos curtos, com 27,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desafios para a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong> A pesquisadora ressalta que a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es por meio de pessoas pr\u00f3ximas tem efeitos positivos e negativos. \u201cReceber uma not\u00edcia de um amigo gera credibilidade, e essa confian\u00e7a pode ser transferida para a informa\u00e7\u00e3o que ela compartilha\u201d, explica. Contudo, o desafio \u00e9 quando a confian\u00e7a na pessoa supera a verifica\u00e7\u00e3o da fonte, aumentando o risco de desinforma\u00e7\u00e3o. Plataformas como <strong>WhatsApp<\/strong> e <strong>Kwai<\/strong> exigem maior cuidado na checagem, enquanto governos precisam ocupar os espa\u00e7os de debate p\u00fablico e adaptar a linguagem \u00e0s caracter\u00edsticas de cada rede, com v\u00eddeos curtos e conte\u00fados acess\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong> A migra\u00e7\u00e3o do p\u00fablico do Facebook para plataformas como <strong>Instagram<\/strong> e <strong>TikTok<\/strong> amplia os desafios da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. No TikTok, o Nordeste lidera o pa\u00eds na busca por perfis de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o (42%) e no acompanhamento de pol\u00edticos (35,8%). A pesquisadora defende que governos, especialmente prefeituras, precisam adaptar formatos e linguagem para as especificidades de cada rede, investindo em conte\u00fados claros e verific\u00e1veis, al\u00e9m de responder com agilidade a informa\u00e7\u00f5es falsas que possam comprometer o acesso da popula\u00e7\u00e3o a direitos e servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme Ellen Guerra, compreender quais redes s\u00e3o mais utilizadas, como no crescimento do <strong>Instagram<\/strong> e <strong>TikTok<\/strong>, ajuda a direcionar a comunica\u00e7\u00e3o governamental. \u201cGovernos tamb\u00e9m precisam investir em estrat\u00e9gias para combater a desinforma\u00e7\u00e3o e fortalecer a confian\u00e7a\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Participe<\/strong> da discuss\u00e3o nos coment\u00e1rios e compartilhe suas experi\u00eancias sobre como as redes influenciam o acesso a informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas na sua regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O consumo de informa\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o. 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