{"id":716256,"date":"2026-07-26T13:17:40","date_gmt":"2026-07-26T16:17:40","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/entenda-a-mola-gestacional-que-pode-evoluir-para-cancer-de-placenta\/"},"modified":"2026-07-26T13:18:22","modified_gmt":"2026-07-26T16:18:22","slug":"entenda-a-mola-gestacional-que-pode-evoluir-para-cancer-de-placenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/26\/entenda-a-mola-gestacional-que-pode-evoluir-para-cancer-de-placenta\/","title":{"rendered":"Entenda a mola gestacional, que pode evoluir para c\u00e2ncer de placenta"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h1 style=\"text-align:center;\">Mola gestacional pode evoluir para c\u00e2ncer de placenta: relato de Daiana Nascimento e o papel do tratamento no RJ<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daiana Nascimento, terapeuta ocupacional de S\u00e3o Pedro da Aldeia, viveu uma experi\u00eancia que come\u00e7ou com uma gravidez esperada e terminou como um diagn\u00f3stico grave. Em 2018, ap\u00f3s confirma\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o, a estudante recebeu a not\u00edcia de que estava lidando com uma mola gestacional, um quadro que evoluiu para c\u00e2ncer de placenta. O tratamento, realizado em ritmo intenso, ocorreu na Maternidade Escola da UFRJ, no Rio de Janeiro, com acompanhamento m\u00e9dico e apoio familiar ao longo de 2018 e 2019.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/hVTCnQveMbSWo90qUSUTV_QmKDs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/07\/22\/_rbr9775.jpg?itok=J5fuFsTf\" alt=\"Daiana Nascimento durante entrevista na Maternidade Escola da UFRJ\" title=\"T\u00e2nia Rego\/Ag\u00eancia Brasil\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> T\u00e2nia Rego\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A mola gestacional<\/strong> \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o em que ocorrem altera\u00e7\u00f5es da placenta, podendo ser classificada como incompleta ou completa. Na mola incompleta, pode haver embri\u00e3o com anomalias gen\u00e9ticas, enquanto na mola completa h\u00e1 placenta anormal sem embri\u00e3o. Em ambos os cen\u00e1rios, a gravidez costuma ser interrompida para evitar riscos \u00e0 m\u00e3e, como sangramentos e altera\u00e7\u00f5es hormonais. O problema pode evoluir para c\u00e2ncer de placenta, especialmente nas molas completas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O c\u00e2ncer de placenta ocorre quando c\u00e9lulas da mola se espalham pelo \u00fatero<\/strong>; em mola parcial, o risco \u00e9 inferior a 5%, mas nas mola completas esse \u00edndice pode chegar a cerca de 20%. Em casos mais graves, h\u00e1 possibilidade de met\u00e1stases, com frequ\u00eancia ao pulm\u00e3o. O obstetra Ant\u00f4nio Braga, da UFRJ, explica o cen\u00e1rio e coordenou o Ambulat\u00f3rio de Doen\u00e7a Trofobl\u00e1stica Gestacional, um dos maiores centros do mundo nessa \u00e1rea, ligado \u00e0 Maternidade Escola da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Braga, a preval\u00eancia varia entre pa\u00edses: no Brasil, estima-se que uma em cada 200 a 400 gestantes seja afetada pela doen\u00e7a. Nos Estados Unidos, a taxa fica em torno de uma em cada mil, e na Inglaterra, em cerca de uma em duas mil, com hip\u00f3teses sobre fatores gen\u00e9ticos, imunol\u00f3gicos e nutricionais ainda em estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Ambulat\u00f3rio da Maternidade Escola\/HU Brasil, o atendimento ocorre de forma regular, com cerca de 80 pacientes com mola atendidas por semana. Embora haja pacientes de diversas regi\u00f5es, aproximadamente 30% contam com planos de sa\u00fade, mantendo o tratamento na rede p\u00fablica. Conforme Braga, o acompanhamento em centro de refer\u00eancia reduz drasticamente o risco de mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A retirada da mola por aspira\u00e7\u00e3o uterina \u00e9 apenas o come\u00e7o<\/strong> de um acompanhamento criterioso: ap\u00f3s a cirurgia, o material \u00e9 analisado para confirmar se a mola \u00e9 parcial ou completa, e a paciente segue com consultas peri\u00f3dicas e monitoramento do horm\u00f4nio HCG, produzido pela gravidez. O marcador \u00e9 fundamental para detectar eventual persist\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a gravidez \u00e9 interrompida, o objetivo \u00e9 que o HCG normalize. Se n\u00e3o houver queda, pode significar que c\u00e9lulas da mola migraram para o \u00fatero, levando ao c\u00e2ncer, trat\u00e1vel principalmente com quimioterapia. Ainda assim, grande parte das pacientes adequadamente tratadas se cura e pode engravidar novamente, com pr\u00e9-natal realizado no pr\u00f3prio ambulat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acolhimento e apoio<\/strong> fazem parte do cuidado no hospital, com assist\u00eancia social, psicol\u00f3gica e atividades de apoio como musicoterapia. A m\u00e9dica Gabriela Paiva destaca que o acompanhamento come\u00e7a pela compreens\u00e3o de que a gesta\u00e7\u00e3o traz expectativas, mas que a paciente n\u00e3o est\u00e1 sozinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daiana, agora curada, e o marido, Lucas Felipe, descrevem o impacto na vida familiar. O casal relembra que a jornada exigiu deslocamentos frequentes de S\u00e3o Pedro da Aldeia at\u00e9 o Rio e que, recentemente, Daiana recebeu gratuidade no transporte intermunicipal, facilitando o retorno \u00e0s consultas. O casal tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do apoio da fam\u00edlia e da rede de acolhimento para enfrentar o tratamento prolongado e o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Daiana \u00e9 expandida por relatos de outras pacientes atendidas no mesmo servi\u00e7o, como M\u00f4nica Rosa do Amaral Pelizari, que tamb\u00e9m enfrentou mola gestacional e c\u00e2ncer de placenta aos 45 anos. Ela afirma ter recebido tratamento de maneira relativamente \u201cleve\u201d gra\u00e7as ao suporte familiar e profissional, mantendo-se conectada com a cl\u00ednica para o acompanhamento emocional e de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cuidado n\u00e3o se encerra com a cura: o hospital refor\u00e7a a import\u00e2ncia do acolhimento cont\u00ednuo, com acompanhamento m\u00e9dico anual, apoio social e psicol\u00f3gico e, quando necess\u00e1rio, interven\u00e7\u00f5es de suporte, como a musicoterapia. O objetivo \u00e9 que cada mulher tenha condi\u00e7\u00f5es de reconstruir a vida ap\u00f3s a doen\u00e7a, com informa\u00e7\u00f5es claras e apoio constante dos profissionais e da fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mola gestacional pode evoluir para c\u00e2ncer de placenta: relato de Daiana Nascimento e o papel do tratamento no RJ Daiana Nascimento, terapeuta ocupacional de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":716258,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-716256","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=716256"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716256\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":716257,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716256\/revisions\/716257"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/716258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=716256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=716256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=716256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}