{"id":716361,"date":"2026-07-26T18:50:33","date_gmt":"2026-07-26T21:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/astronomos-podem-ter-procurado-alienigenas-na-frequencia-errada-por-decadas\/"},"modified":"2026-07-26T18:54:40","modified_gmt":"2026-07-26T21:54:40","slug":"astronomos-podem-ter-procurado-alienigenas-na-frequencia-errada-por-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/26\/astronomos-podem-ter-procurado-alienigenas-na-frequencia-errada-por-decadas\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos podem ter procurado alien\u00edgenas na frequ\u00eancia errada por d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<p> <!-- PALAVRAS-CHAVE: SETI, ALMA, Banda 3, radiotelesc\u00f3pio, astronomia, vida inteligente, Birmingham, Royal Astronomical Society, Besan\u00e7on, Gaia --><br \/>\n<!-- META DESCRI\u00c7\u00c3O: Estudo sugere explorar frequ\u00eancias milim\u00e9tricas e submilim\u00e9tricas no SETI, ampliando o espa\u00e7o de buscas com dados do ALMA; n\u00e3o houve detec\u00e7\u00e3o neste levantamento, mas aponta novas perspectivas. --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma nova linha de pesquisa no SETI, centrada em frequ\u00eancias de r\u00e1dio mais altas, pode abrir espa\u00e7o para detectar sinais de origem tecnol\u00f3gica fora da Terra. O estudo, apresentado no National Astronomy Meeting da Royal Astronomical Society, em Birmingham, Reino Unido, sustenta que bandas milim\u00e9tricas e submilim\u00e9tricas ainda pouco exploradas podem revelar tecnossinais \u2014 sinais produzidos por tecnologia \u2014 mesmo quando dados j\u00e1 existentes s\u00e3o reanalisados. A pesquisadora principal \u00e9 Louisa Mason, doutoranda da Universidade de Manchester, que utilizou dados do radiotelesc\u00f3pio <strong>ALMA<\/strong>, no Chile, para investigar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa foca na <strong>Banda 3<\/strong> do ALMA, explorando duas janelas estreitas de frequ\u00eancia. Mesmo sem realizar novas observa\u00e7\u00f5es, Mason reexaminou dados j\u00e1 existentes coletados para outros estudos astron\u00f4micos, procurando por sinais de r\u00e1dio de banda estreita que poderiam indicar tecnologia, em oposi\u00e7\u00e3o aos fen\u00f4menos astrof\u00edsicos naturais. \u201cDurante d\u00e9cadas, as buscas do <strong>SETI<\/strong> concentraram-se em uma parte relativamente pequena do espectro de r\u00e1dio. Quer\u00edamos perguntar o que poderia acontecer se olh\u00e1ssemos para um lugar muito diferente\u201d, afirmou Mason. \u201cAinda n\u00e3o exploramos praticamente nada das bandas de r\u00e1dio milim\u00e9tricas e submilim\u00e9tricas para o <strong>SETI<\/strong>, ent\u00e3o trata-se realmente de abrir uma nova \u00e1rea do espa\u00e7o de par\u00e2metros para a busca.\u201d<\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/ovnis_3-1024x683.jpg\" alt=\"Alien\u00edgenos olhando para a c\u00e2mera\"><figcaption>Estudo prop\u00f5e que vida alien\u00edgena pode ser encontrada em frequ\u00eancias de r\u00e1dio diferentes das estudadas hoje \u2013 Imagem: FOTOKITA\/Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Historicamente, grande parte das investiga\u00e7\u00f5es <strong>SETI<\/strong> concentrou-se no intervalo entre 1,42 e 1,66 GHz, conhecido como o \u201cburaco d\u2019\u00e1gua\u201d do espectro, entre as frequ\u00eancias naturais do hidrog\u00eanio e da hidroxi. A ideia \u00e9 que civiliza\u00e7\u00f5es tecnologicamente avan\u00e7adas poderiam escolher transmitir e escutar ali. O novo estudo, no entanto, aponta que faixas superiores tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o e podem abrigar tecnossinais ainda n\u00e3o explorados pela comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de procurar sinais, o trabalho mostra que observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio podem capturar uma parcela muito maior do cosmos do que se supunha. Em vez de confiar apenas em cat\u00e1logos como o Gaia, Mason utilizou o <strong>Modelo Gal\u00e1ctico de Besan\u00e7on<\/strong> para estimar toda a popula\u00e7\u00e3o estelar presente em cada observa\u00e7\u00e3o, incluindo estrelas distantes e pouco brilhantes. Aplicando essa t\u00e9cnica a um levantamento anterior do SETI, com 1.327 apontamentos, o n\u00famero de estrelas analisadas saltou de cerca de 288 mil para mais de 6,1 milh\u00f5es, ampliando o volume gal\u00e1ctico examinado em busca de tecnossinais. \u201cUma das coisas mais empolgantes deste trabalho \u00e9 perceber que pesquisamos muito mais estrelas do que imagin\u00e1vamos inicialmente\u201d, declarou a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo sem detectar sinais at\u00e9 o momento, a pesquisadora ressalta que a aus\u00eancia n\u00e3o descarta vida inteligente em outros lugares do Universo. O resultado indica apenas que nenhuma <strong>tecnossinatura<\/strong> foi identificada nas faixas analisadas. O estudo deve incentivar futuras pesquisas do <strong>SETI<\/strong> a explorar uma por\u00e7\u00e3o maior do espectro de r\u00e1dio e a aproveitar melhor os grandes volumes de dados dispon\u00edveis, com colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadores como Michael Garrett, Andrew Siemion e Kelvin Wandia.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/mozelli-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Rodrigo Mozelli\" loading=\"lazy\"><\/p>\n<p>Rodrigo Mozelli<\/p>\n<p>Rodrigo Mozelli \u00e9 jornalista formado pela Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo (UMESP) e, atualmente, \u00e9 redator do Olhar Digital.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova linha de pesquisa no SETI, centrada em frequ\u00eancias de r\u00e1dio mais altas, pode abrir espa\u00e7o para detectar sinais de origem tecnol\u00f3gica fora\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":716363,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[229],"tags":[],"class_list":["post-716361","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=716361"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716361\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":716362,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716361\/revisions\/716362"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/716363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=716361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=716361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=716361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}