{"id":717031,"date":"2026-07-28T05:48:25","date_gmt":"2026-07-28T08:48:25","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/teoria-que-abalou-a-cosmologia-acaba-de-sofrer-um-forte-reves\/"},"modified":"2026-07-28T05:49:20","modified_gmt":"2026-07-28T08:49:20","slug":"teoria-que-abalou-a-cosmologia-acaba-de-sofrer-um-forte-reves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/28\/teoria-que-abalou-a-cosmologia-acaba-de-sofrer-um-forte-reves\/","title":{"rendered":"Teoria que abalou a cosmologia acaba de sofrer um forte rev\u00e9s"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Nova pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Southampton concluiu que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que a expans\u00e3o do Universo esteja perdendo velocidade. O estudo, publicado em julho de 2026 na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, sustenta que as corre\u00e7\u00f5es adotadas h\u00e1 anos pelos pesquisadores j\u00e1 compensam o efeito indicado por um trabalho anterior, mantendo a acelera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica como a explica\u00e7\u00e3o mais compat\u00edvel com as observa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As supernovas do tipo Ia, usadas como refer\u00eancia para medir dist\u00e2ncias entre gal\u00e1xias e inferir o ritmo de expans\u00e3o, surgem de sistemas bin\u00e1rios envolvendo uma estrela comum e uma an\u00e3 branca. \u00c0 medida que essa estrela acumula massa da companheira, a explos\u00e3o de brilho extremo \u00e9 utilizada como uma norma de luminosidade para calibrar dist\u00e2ncias no cosmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro de 2025, um grupo de pesquisadores sul-coreanos argumentou que a idade da an\u00e3 branca influenciaria o brilho dessas explos\u00f5es de forma suficiente para comprometer esse m\u00e9todo. Caso essa hip\u00f3tese estivesse correta, a interpreta\u00e7\u00e3o dos dados sugeriria uma desacelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do Universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo mais recente rejeita essa conclus\u00e3o ao afirmar que essa influ\u00eancia j\u00e1 \u00e9 levada em conta por meio de uma corre\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0s caracter\u00edsticas da gal\u00e1xia hospedeira da supernova. Segundo os autores, esse ajuste acompanha, de forma indireta, a idade das estrelas envolvidas e reduz justamente o efeito apontado pelo trabalho anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao comentar os resultados ao IFLScience, o pesquisador Brodie Popovic, da Universidade de Southampton, afirmou que a inclus\u00e3o dessa corre\u00e7\u00e3o praticamente elimina o argumento apresentado pelo estudo sul-coreano. \u201cApenas incorporando essa corre\u00e7\u00e3o de massa, que utilizamos h\u00e1 cerca de 15 anos, conseguimos explicar praticamente toda a argumenta\u00e7\u00e3o deles. Estou bastante confiante em nossos resultados\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O f\u00edsico Adam Riess, vencedor do Pr\u00eamio Nobel, tamb\u00e9m ressaltou cautela ao avaliar conclus\u00f5es que desafiam o entendimento atual da cosmologia. \u201cAfirma\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias exigem testes especialmente cuidadosos. Quando calibramos essas supernovas levando em conta diferentes ambientes e popula\u00e7\u00f5es estelares, as evid\u00eancias da acelera\u00e7\u00e3o c\u00f3smica permanecem notavelmente consistentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o artigo, pesquisas anteriores lideradas por Riess j\u00e1 haviam mostrado que diferentes m\u00e9todos para medir a expans\u00e3o do Universo podem ser combinados, reduzindo o impacto de limita\u00e7\u00f5es presentes em uma t\u00e9cnica isolada.<\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Imagem-em-mltiplos-comprimentos-de-onda-revela-a-Nebulosa-da-gua-Viva-uma-nuvem-interestelar-e-o-filamento-associado-ao-remanescente-de-supernova-G189.63.3-1024x576.jpg\" alt=\"Imagem em m\u00faltiplos comprimentos de onda revela a Nebulosa da \u00c1gua-Viva, uma nuvem interestelar e o filamento associado ao remanescente de supernova G189.6+3.3.\"><figcaption>Supernova \u2013 (Cr\u00e9dito da imagem: NASA Goddard Space Flight Center e M. Michailidis et al. 2026; \u00f3ptico: DSS; infravermelho: NASA\/WISE\/JPL-Caltech\/UCLA; ultravioleta: NASA\/Swift)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> NASA Goddard Space Flight Center e M. Michailidis et al. 2026; \u00f3ptico: DSS; infravermelho: NASA\/WISE\/JPL-Caltech\/UCLA; ultravioleta: NASA\/Swift<\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"895\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/nebulosa-caranguejo-1024x895.png\" alt=\"nebulosa caranguejo\"><figcaption>A Nebulosa do Caranguejo surgiu de uma supernova em 1054. No centro, resta uma estrela de n\u00eautrons girat\u00f3ria chamada pulsar que emite radia\u00e7\u00e3o e jatos de part\u00edculas, iluminando a nuvem ao redor. Esta imagem combina dados dos telesc\u00f3pios Chandra e James Webb, da NASA. \u2013 Cr\u00e9ditos: NASA\/CXC\/SAO (Raios X); NASA\/STScI (Infravermelho); NASA\/CXC\/SAO\/J. Major (Processamento de imagem)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> NASA\/CXC\/SAO (Raios X); NASA\/STScI (Infravermelho); NASA\/CXC\/SAO\/J. Major (Processamento de imagem)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Southampton concluiu que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que a expans\u00e3o do Universo esteja perdendo velocidade. 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