{"id":717277,"date":"2026-07-28T16:19:55","date_gmt":"2026-07-28T19:19:55","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/07\/dpu-garante-decisao-que-afasta-retorno-de-crianca-a-portugal\/"},"modified":"2026-07-28T16:36:16","modified_gmt":"2026-07-28T19:36:16","slug":"dpu-garante-decisao-que-afasta-retorno-de-crianca-a-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/07\/28\/dpu-garante-decisao-que-afasta-retorno-de-crianca-a-portugal\/","title":{"rendered":"DPU garante decis\u00e3o que afasta retorno de crian\u00e7a a Portugal"},"content":{"rendered":"<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<p>A Justi&ccedil;a Federal julgou improcedente a a&ccedil;&atilde;o proposta pela Uni&atilde;o que buscava o retorno de uma crian&ccedil;a de sete anos a Portugal com fundamento na Conven&ccedil;&atilde;o da Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crian&ccedil;as. A m&atilde;e, natural do Paran&aacute;, foi representada pela Defensoria P&uacute;blica da Uni&atilde;o (DPU) na Bahia, estado onde hoje residem.<\/p>\n<p>Na senten&ccedil;a, a ju&iacute;za federal Arali Maciel Duarte, da 1&ordf; Vara Federal C&iacute;vel da Se&ccedil;&atilde;o Judici&aacute;ria da Bahia, concluiu que n&atilde;o houve viola&ccedil;&atilde;o ao direito de guarda e que o caso se enquadra nas exce&ccedil;&otilde;es previstas pela pr&oacute;pria Conven&ccedil;&atilde;o de Haia, afastando o pedido de busca, apreens&atilde;o e restitui&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a a Portugal.<\/p>\n<p>O processo teve origem em pedido da Uni&atilde;o para que fosse determinada a restitui&ccedil;&atilde;o internacional da crian&ccedil;a, sob a alega&ccedil;&atilde;o de que a m&atilde;e teria transferido a filha de Portugal para o Brasil sem autoriza&ccedil;&atilde;o do pai, ap&oacute;s o per&iacute;odo de f&eacute;rias escolares, em agosto de 2025. Na defesa, a DPU sustentou que o retorno ao Brasil ocorreu diante da aus&ecirc;ncia de rede de apoio, das dificuldades financeiras enfrentadas pela m&atilde;e em Portugal e da necessidade de assegurar a prote&ccedil;&atilde;o integral da crian&ccedil;a.<\/p>\n<p>Na decis&atilde;o, a magistrada destacou que a Conven&ccedil;&atilde;o de Haia prev&ecirc; hip&oacute;teses excepcionais em que o retorno da crian&ccedil;a pode ser recusado em aten&ccedil;&atilde;o ao seu superior interesse. A ju&iacute;za ressaltou que a guarda era exercida pela m&atilde;e, afastando a alega&ccedil;&atilde;o de reten&ccedil;&atilde;o il&iacute;cita, e considerou o laudo psicol&oacute;gico produzido no processo, que concluiu que a crian&ccedil;a est&aacute; plenamente integrada ao Brasil, com v&iacute;nculos familiares, escolares e comunit&aacute;rios consolidados, e que seu retorno compuls&oacute;rio a Portugal poderia provocar grave preju&iacute;zo emocional e psicol&oacute;gico.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p>Al&eacute;m disso, a senten&ccedil;a destacou o hist&oacute;rico de vulnerabilidade enfrentado pela m&atilde;e no pa&iacute;s europeu e reconheceu que a crian&ccedil;a j&aacute; est&aacute; integrada ao novo meio, possui maturidade suficiente para que sua opini&atilde;o seja considerada e que seu retorno representaria grave risco psicol&oacute;gico. Embora tenha negado a restitui&ccedil;&atilde;o internacional, a Justi&ccedil;a Federal determinou medidas para preservar o v&iacute;nculo entre pai e filha, como a retomada do contato virtual e o acompanhamento psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a.<\/p>\n<p>Os defensores federais Andr&eacute; Porci&uacute;ncula e Gabriel C&eacute;sar atuaram na defesa da m&atilde;e da crian&ccedil;a.<\/p>\n<p>&#8220;Esta vit&oacute;ria expressiva reitera que a Conven&ccedil;&atilde;o de Haia n&atilde;o pode ser instrumentalizada para impor o retorno de m&atilde;es brasileiras e seus filhos, quando presentes as exce&ccedil;&otilde;es previstas no pr&oacute;prio tratado&#8221;, afirmou Porci&uacute;ncula, destacando que a aplica&ccedil;&atilde;o do tratado deve considerar as particularidades vivenciadas por mulheres em disputas familiares internacionais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi&ccedil;a Federal julgou improcedente a a&ccedil;&atilde;o proposta pela Uni&atilde;o que buscava o retorno de uma crian&ccedil;a de sete anos a Portugal com fundamento\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":717283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-717277","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/717277","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=717277"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/717277\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":717284,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/717277\/revisions\/717284"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/717283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=717277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=717277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=717277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}