{"id":718443,"date":"2026-08-02T17:44:39","date_gmt":"2026-08-02T20:44:39","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/amamentacao-reduz-risco-de-doenca-cardiaca-na-mae\/"},"modified":"2026-08-02T17:44:39","modified_gmt":"2026-08-02T20:44:39","slug":"amamentacao-reduz-risco-de-doenca-cardiaca-na-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/02\/amamentacao-reduz-risco-de-doenca-cardiaca-na-mae\/","title":{"rendered":"Amamenta\u00e7\u00e3o reduz risco de doen\u00e7a card\u00edaca na m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>A amamenta&ccedil;&atilde;o reduz em cerca de 11% a chance&nbsp;de a mulher desenvolver uma&nbsp;doen&ccedil;a cardiovascular em rela&ccedil;&atilde;o a&nbsp;mulher que n&atilde;o amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1698287&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1698287&amp;o=node\"><\/p>\n<p>A queda dos fatores de risco est&aacute; ligada ao per&iacute;odo de amamenta&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;As publica&ccedil;&otilde;es giram em torno de 18 meses de amamenta&ccedil;&atilde;o. A mulher que amamenta por mais tempo tem tamb&eacute;m redu&ccedil;&atilde;o desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto. Viu-se que a amamenta&ccedil;&atilde;o traz essa prote&ccedil;&atilde;o para a mulher&rdquo;, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A m&eacute;dica esclarece que isso n&atilde;o significa que a mulher que n&atilde;o amamenta tenha risco aumentado para esse tipo de doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>Durante a gesta&ccedil;&atilde;o, a mulher sofre altera&ccedil;&otilde;es hormonais, como alta&nbsp;da resist&ecirc;ncia &agrave; insulina e eleva&ccedil;&atilde;o dos lip&iacute;dios e&nbsp;do colesterol, principalmente do LDL (colesterol ruim).<\/p>\n<p><strong>J&aacute; na&nbsp;lacta&ccedil;&atilde;o&nbsp;ocorre um reset metab&oacute;lico, uma esp&eacute;cie de reinicializa&ccedil;&atilde;o do organismo, pois a produ&ccedil;&atilde;o de leite atua na regula&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car, ao&nbsp;melhorar o efeito sobre o metabolismo glic&iacute;dico e&nbsp;aumentar a sensibilidade &agrave; insulina;&nbsp;usa&nbsp;glicose do&nbsp;corpo, reduzindo o risco de diabetes; e o al&iacute;vio card&iacute;aco, uma vez que reduz a press&atilde;o arterial e diminui a frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca da m&atilde;e, permitindo que o cora&ccedil;&atilde;o trabalhe com menos esfor&ccedil;o para&nbsp;bombeamento do&nbsp;sangue.<\/strong><\/p>\n<h2>Libera&ccedil;&atilde;o de horm&ocirc;nios<\/h2>\n<p><strong>O per&iacute;odo de lacta&ccedil;&atilde;o ativa a libera&ccedil;&atilde;o de horm&ocirc;nios espec&iacute;ficos, como a ocitocina, a prolactina, os glicocorticoides, a grelina e o horm&ocirc;nio do crescimento, que atuam como uma&nbsp;prote&ccedil;&atilde;o&nbsp;ao mioc&aacute;rdio contra poss&iacute;veis les&otilde;es card&iacute;acas.<\/strong><\/p>\n<p>Um dos principais destaques &eacute; a ocitocina. Conhecido como o &ldquo;horm&ocirc;nio do amor&rdquo;, a ocitocina protege o cora&ccedil;&atilde;o contra a falta de oxig&ecirc;nio por meio da ativa&ccedil;&atilde;o de receptores cerebrais e de uma via que envolve estruturas respons&aacute;veis pela gera&ccedil;&atilde;o de energia celular, oferecendo uma barreira extra de cardioprote&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e.<\/p>\n<p>&ldquo;Tudo isso promove uma melhora da fun&ccedil;&atilde;o endotelial, que &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o da parede interior das art&eacute;rias. Tamb&eacute;m a libera&ccedil;&atilde;o de oxitocina, nessa fase de lacta&ccedil;&atilde;o, faz uma vasodilata&ccedil;&atilde;o, melhorando a circula&ccedil;&atilde;o dessa m&atilde;e. Ent&atilde;o, as altera&ccedil;&otilde;es hormonais produzidas durante a gesta&ccedil;&atilde;o ficam meio que &#8220;resetadas&#8221; na fase de lacta&ccedil;&atilde;o, que &eacute; o que vai causar realmente essa redu&ccedil;&atilde;o de riscos&rdquo;, explicou a m&eacute;dica, acrescentando que&nbsp;a resist&ecirc;ncia &agrave; insulina, se n&atilde;o for controlada,&nbsp;pode evoluir para o diabetes.<\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que, na gravidez, o corpo da mulher acumula naturalmente reservas de gordura. A lacta&ccedil;&atilde;o utiliza&nbsp;esses dep&oacute;sitos, o que reduz diretamente o risco de doen&ccedil;as card&iacute;acas e um infarto.<\/p>\n<h2>Risco alto para mulheres<\/h2>\n<p>Alexandra Mesquita cita que as&nbsp;doen&ccedil;as cardiovasculares respondem por 33% da&nbsp;mortalidade feminina, superior aos &oacute;bitos por c&acirc;ncer de mama.<\/p>\n<p>&ldquo;Ainda se pensa que a maior causa de mortalidade feminina &eacute; c&acirc;ncer de mama, mas a doen&ccedil;a cardiovascular mata sete vezes mais que o c&acirc;ncer de mama&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>A maior parte dos fatores de risco &#8211; diabetes, press&atilde;o alta e sedentarismo &#8211; &eacute; comum a homens e mulheres. No entanto, podem ser piores entre as mulheres.&nbsp;<\/p>\n<p>Por&eacute;m, h&aacute; fatores de risco pr&oacute;prios do sexo feminino. Entre eles, por exemplo, a cardiologista citou a primeira menstrua&ccedil;&atilde;o precoce&nbsp;(9 ou 10 anos)&nbsp;ou tardia (15 e 16 anos); a menopausa precoce, com menos de 45 anos; endometriose; ov&aacute;rios polic&iacute;sticos; uso de anticoncepcional oral; altera&ccedil;&otilde;es da gravidez, como&nbsp;hipertens&atilde;o induzida pela gesta&ccedil;&atilde;o, diabete gestacional ou&nbsp;beb&ecirc; de baixo peso.&nbsp;<\/p>\n<h2>Dia Internacional da Amamenta&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>Neste s&aacute;bado (1&ordm;), ser&aacute; comemorado o Dia Internacional da Amamenta&ccedil;&atilde;o. O tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 &eacute; &ldquo;Amamenta&ccedil;&atilde;o para um come&ccedil;o de vida sustent&aacute;vel: Fortale&ccedil;a o que funciona.&rdquo;<\/p>\n<p>A campanha global do Agosto Dourado &eacute; coordenada pela institui&ccedil;&atilde;o World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e tem como objetivo refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para um futuro mais saud&aacute;vel para crian&ccedil;as, fam&iacute;lias e comunidades.<\/p>\n<p>A pediatra Carmen Elias,&nbsp;idealizadora da Sala de Apoio ao Aleitamento Materno do Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica (Idomed),&nbsp;aponta dez benef&iacute;cios da amamenta&ccedil;&atilde;o para m&atilde;e e&nbsp;para a crian&ccedil;a:<\/p>\n<ul>\n<li>Prote&ccedil;&atilde;o contra doen&ccedil;as<\/li>\n<li>Recupera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-parto<\/li>\n<li>Desenvolvimento infantil&nbsp;<\/li>\n<li>Maior v&iacute;nculo afetivo<\/li>\n<li>Forma&ccedil;&atilde;o dos dentes<\/li>\n<li>F&aacute;cil adapta&ccedil;&atilde;o<\/li>\n<li>Preven&ccedil;&atilde;o de tumores<\/li>\n<li>Planejamento familiar<\/li>\n<li>Constru&ccedil;&atilde;o de&nbsp;h&aacute;bitos alimentares<\/li>\n<li>Benef&iacute;cio financeiro, sem a necessidade de&nbsp;comprar leites e suplementos infantis&nbsp;<\/li>\n<\/ul><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A amamenta&ccedil;&atilde;o reduz em cerca de 11% a chance&nbsp;de a mulher desenvolver uma&nbsp;doen&ccedil;a cardiovascular em rela&ccedil;&atilde;o a&nbsp;mulher que n&atilde;o amamenta, destaca a Sociedade Brasileira\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":718444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-718443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=718443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718443\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/718444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=718443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=718443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=718443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}