{"id":718814,"date":"2026-08-03T16:56:17","date_gmt":"2026-08-03T19:56:17","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/estudo-sobre-hepatites-virais-traca-panorama-da-doenca-em-onze-anos\/"},"modified":"2026-08-03T17:00:43","modified_gmt":"2026-08-03T20:00:43","slug":"estudo-sobre-hepatites-virais-traca-panorama-da-doenca-em-onze-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/03\/estudo-sobre-hepatites-virais-traca-panorama-da-doenca-em-onze-anos\/","title":{"rendered":"Hepatites virais: estudo tra\u00e7a panorama da doen\u00e7a ao longo de 11 anos"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<div class=\"resumo-box\" style=\"border:1px solid #ccc; padding:12px; margin-bottom:16px; background:#f9f9f9;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo r\u00e1pido:<\/strong> Brasil analisa 200 trabalhos (2013-2024) com dados de 14,5 milh\u00f5es de pessoas para mapear hepatites virais. Einstein Hospital Israelita, no \u00e2mbito do Proadi-SUS, coordena projeto de Hepatites Virais em Popula\u00e7\u00f5es Vulner\u00e1veis. Objetivo: avan\u00e7ar na elimina\u00e7\u00e3o das hepatites at\u00e9 2030, com publica\u00e7\u00e3o na PLOS ONE. A an\u00e1lise abrange hepatites A, B, C, D e E.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palavras?chave:<\/strong> hepatites virais, Brasil, Hepatite A, vacina\u00e7\u00e3o, PLOS ONE, Einstein, Proadi-SUS, elimina\u00e7\u00e3o 2030<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil (informa\u00e7\u00f5es apresentadas ao PrimeiroJornal)<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brasil \u2014 <strong>Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita<\/strong> analisaram <strong>200 trabalhos<\/strong> publicados entre <strong>2013 e 2024<\/strong>, reunindo dados de <strong>mais de 14,5 milh\u00f5es<\/strong> de pessoas para tra\u00e7ar o panorama das hepatites virais no pa\u00eds, segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, parceira do PrimeiroJornal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hepatite A<\/strong> \u00e9 uma doen\u00e7a <strong>aguda<\/strong> que pode evoluir para quadros graves, por\u00e9m \u00e9 <strong>preven\u00edvel por vacina\u00e7\u00e3o<\/strong>. O coordenador do estudo, <strong>Jo\u00e3o Renato Rebello Pinho<\/strong>, m\u00e9dico do Departamento de Patologia Cl\u00ednica do Einstein, afirmou que a hepatite A voltou a circular no Brasil, com destaque para transmiss\u00e3o entre <strong>homens<\/strong> em contextos sexuais e, de modo geral, entre popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o vacinadas.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 uma nova forma de contato que foi reconhecida, que \u00e9 o contato oral\/anal, ou seja, na hora de fazer sexo, pessoas acabam se contaminando com material anal e com o v\u00edrus. Isso fez com que essa doen\u00e7a voltasse a se manifestar na popula\u00e7\u00e3o brasileira em geral.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Rebello Pinho, a hepatite A iniciou-se entre <strong>grupos de homens que t\u00eam rela\u00e7\u00f5es com homens<\/strong>, mas rapidamente alcan\u00e7ou demais popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o vacinadas. <em>\u201cPortanto, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hepatite A, \u00e9 importante ressaltar a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o, porque h\u00e1 mulheres que tamb\u00e9m praticam sexo oral\/anal e est\u00e3o sujeitas a esse tipo de hepatite\u201d<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico descartou que a doen\u00e7a seja transmitida por <strong>pele<\/strong> ou por contatos casuais; o cont\u00e1gio ocorre com maior probabilidade em <strong>contato \u00edntimo<\/strong> ou pela via alimentar, como \u00e1gua ou alimentos contaminados. <em>\u201cA via alimentar continua sendo a forma mais comum de cont\u00e1gio pelo v\u00edrus da hepatite A\u201d<\/em>, afirmou. A avalia\u00e7\u00e3o aponta que a nova forma de dissemina\u00e7\u00e3o observada nos \u00faltimos 10 anos decorre principalmente de comportamento sexual, mas n\u00e3o se transmite de pessoa para pessoa como a Covid-19; para isso seria necess\u00e1rio <strong>contato \u00edntimo<\/strong> entre indiv\u00edduos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda conforme o estudo, um <strong>cont\u00e1gio familiar pr\u00f3ximo<\/strong> pode ocorrer, especialmente com crian\u00e7as, que apresentam maior vulnerabilidade devido a h\u00e1bitos de higiene. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 risco de transmiss\u00e3o em deslocamentos comuns, como no \u00f4nibus ou no tr\u00e2nsito, ressalvou o m\u00e9dico, porque requer <strong>contato direto<\/strong> e prolongado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m aborda as demais hepatites virais \u2014 <strong>A, B, C, D e E<\/strong> \u2014 com o prop\u00f3sito de fortalecer estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e cuidado. O estudo integra o projeto <strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o de Hepatites Virais em Popula\u00e7\u00f5es Vulnerabilizadas<\/strong> e foi publicado na revista internacional <em>PLOS ONE<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, parceira do PrimeiroJornal, o trabalho refor\u00e7a a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o e da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica para reduzir o peso dessas doen\u00e7as no Brasil, com foco em popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis e na continuidade de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1698460&amp;o=node\" alt=\"Einstein Hospital Israelita\" style=\"width:100%; max-width:600px; height:auto;\">\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1698460&amp;o=node\" alt=\"Hepatites virais\" style=\"width:100%; max-width:600px; height:auto;\">\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify; border:1px solid #ccc; padding:10px; border-radius:6px;\">\n<strong>Resumo Jornal\u00edstico<\/strong> \u2014 Brasil: hepatites <strong>A<\/strong>, <strong>B<\/strong>, <strong>C<\/strong> e <strong>D<\/strong> apresentam padr\u00f5es regionais. Na Amaz\u00f4nia, a <strong>hepatite A<\/strong> \u00e9 mais frequente; a <strong>hepatite B<\/strong> pode ser cr\u00f4nica e h\u00e1 vacina\u00e7\u00e3o; a <strong>hepatite C<\/strong> n\u00e3o tem vacina, mas tem tratamento que cura mais de 95%; a <strong>hepatite D<\/strong> \u00e9 negligenciada e ocorre principalmente entre popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas. Preven\u00e7\u00e3o, vacina\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico s\u00e3o enfatizados por pesquisadores que acompanham o tema.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nBrasil \u2014 O pesquisador <strong>Jo\u00e3o Renato Rebello Pinho<\/strong> indica que as hepatites A, B, C e D exibem padr\u00f5es regionais no pa\u00eds. <em>\u201cEla ainda \u00e9 frequente nessas regi\u00f5es, exceto quando s\u00e3o homens maiores de 18 anos, que n\u00f3s encontramos muitos casos de hepatite A na regi\u00e3o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido a esse fen\u00f4meno de comportamento sexual e \u00e0 falta de vacina\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o \u00e9 gratuita para quem tem mais de 18 anos\u201d<\/em>, afirma.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Hepatites B e C<\/strong> \u2014 A principal forma de transmiss\u00e3o das hepatites B e C \u00e9 sexual. Tamb\u00e9m h\u00e1 risco por contato com sangue ou produtos sangu\u00edneos, especialmente entre usu\u00e1rios de drogas endovenosas. A transmiss\u00e3o vertical (m\u00e3e para filho) tamb\u00e9m \u00e9 destacada para a hepatite B. <em>\u201c\u00c9 uma coisa muito rara de acontecer atualmente\u201d<\/em>, diz Rebello Pinho sobre essa via. Ele refor\u00e7a a exist\u00eancia de vacina contra a hepatite B, destacando que a Hepatite B pode tornar-se cr\u00f4nica e as duas situa\u00e7\u00f5es (B e C) est\u00e3o associadas a cirrose e c\u00e2ncer de f\u00edgado. <em>\u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia de tomar vacina para a hepatite B\u201d<\/em>, enfatiza.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara a hepatite B, existem tratamentos bastante eficazes. J\u00e1 a hepatite C n\u00e3o tem vacina, mas conta com terapias que curam mais de 95% dos pacientes. <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOu seja, \u00e9 uma doen\u00e7a que, antes, tinha tratamentos muito ruins, mas agora tem tratamento muito bom. O ideal, por\u00e9m, \u00e9 que a pessoa n\u00e3o pegue a hepatite C\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p> refor\u00e7a o pesquisador, destacando a necessidade de medidas preventivas como sexo seguro e evitar o compartilhamento de agulhas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO m\u00e9dico tamb\u00e9m aborda a transmiss\u00e3o hist\u00f3rica da hepatite C, que outrora era associada ao uso compartilhado de seringas e transfus\u00f5es de sangue; hoje, ainda que menos comum, esses caminhos s\u00e3o prevenidos com maior rigor. Rebello Pinho aponta que, para reduzir o risco, devem ser evitados comportamentos de alto risco e mantidos programas de higiene e controle de sangue do sistema de sa\u00fade.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Hepatite D<\/strong> \u2014 De acordo com Rebello Pinho, a hepatite Delta \u00e9 negligenciada e, no Brasil, \u00e9 particularmente frequente na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, entre popula\u00e7\u00f5es de baixa renda com acesso limitado aos servi\u00e7os de sa\u00fade. <em>No Brasil, ela \u00e9 muito frequente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, especialmente nas popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, de dif\u00edcil acesso, nas quais \u00e9 dif\u00edcil fazer o diagn\u00f3stico.<\/em> Embora haja vacina e tratamento eficazes, a Delta permanece difundida na popula\u00e7\u00e3o brasileira, com diversas fontes do v\u00edrus em diferentes lugares do pa\u00eds, n\u00e3o apenas na Amaz\u00f4nia. <em>\u201cApesar de ter uma vacina e tratamento eficazes, ela \u00e9 uma doen\u00e7a muito espalhada na popula\u00e7\u00e3o brasileira, com v\u00e1rias fontes do v\u00edrus em diferentes lugares do Brasil e n\u00e3o s\u00f3 na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.\u201d<\/em>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nRebello Pinho encerra ressaltando que hepatites B e D est\u00e3o relacionadas: apenas portadores de HBV podem adquirir hepatite Delta. Essa rela\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a import\u00e2ncia de preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico oportuno e vacina\u00e7\u00e3o, especialmente em comunidades ribeirinhas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.\n<\/p>\n<div class=\"box-resumo\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f6f6f6; border-radius:6px; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Estudos indicam que a maior parte dos v\u00edrus estudados no Brasil possui caracter\u00edsticas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. A vacina contra <strong>hepatite B<\/strong> tamb\u00e9m protege contra <strong>hepatite Delta<\/strong>. Em popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, coinfec\u00e7\u00e3o B\/Delta pode ser grave. A <strong>hepatite E<\/strong>, zoonose ligada a porcos, pode ter maior presen\u00e7a no <strong>Sul do Brasil<\/strong>. Entre 200 estudos, B \u00e9 a mais estudada; A varia entre 33,3% e 67,8% na popula\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sul do Brasil pode ter um pouco mais de <strong>hepatite E<\/strong>, segundo estudos que apontam maior cria\u00e7\u00e3o de su\u00ednos na regi\u00e3o para a transmiss\u00e3o de uma doen\u00e7a zoon\u00f3tica. O conjunto de pesquisas indica que a maior parte dos v\u00edrus estudados no Brasil tem caracter\u00edsticas da <strong>regi\u00e3o amaz\u00f4nica<\/strong>, com ciclos virais mantidos h\u00e1 longos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre as hepatites <strong>B<\/strong> e <strong>Delta<\/strong> \u00e9 destacada, j\u00e1 que a vacina\u00e7\u00e3o contra <strong>hepatite B<\/strong> tamb\u00e9m se mostra eficaz para prevenir a <strong>hepatite Delta<\/strong>. Em comunidades ribeirinhas afastadas de grandes centros urbanos, pode ocorrer coinfec\u00e7\u00e3o B e Delta, o que resulta em quadros mais graves, inclusive com risco de hepatite fulminante, segundo os especialistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico do Departamento de Patologia Cl\u00ednica do Einstein, esse tipo de hepatite precisa ser considerado entre as chamadas doen\u00e7as raras, dada a sua complexidade diagn\u00f3stica e o impacto em sa\u00fade p\u00fablica. Conforme Rebello Pinho, &#8220;as pessoas esquecem da hepatite Delta, porque ela s\u00f3 est\u00e1 presente em alguns grupos populacionais, mas nesses grupos ela tem uma frequ\u00eancia alta e mortalidade relevante. \u00c9 uma doen\u00e7a negligenciada, porque mal diagnosticada.&#8221;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs pessoas esquecem da hepatite Delta, porque ela s\u00f3 est\u00e1 presente em alguns grupos populacionais. Mas nesses grupos ela tem uma frequ\u00eancia grande e uma mortalidade tamb\u00e9m importante. Apesar de ser uma hepatite, \u00e9 uma doen\u00e7a negligenciada, porque \u00e9 mal diagnosticada.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tratamentos s\u00e3o desafiadores na <strong>regi\u00e3o Amaz\u00f4nica<\/strong>, refor\u00e7ando que esse \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica importante, conforme os especialistas.<\/p>\n<h2 style=\"margin-top: 16px;\">Hepatite E<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>hepatite E<\/strong> n\u00e3o \u00e9 muito conhecida. Foi descrita inicialmente na \u00cdndia, onde apresenta casos bem graves e epidemias extensas, devido a um gen\u00f3tipo que s\u00f3 \u00e9 encontrado naquele pa\u00eds. No Brasil, como na Europa, essa hepatite \u00e9 causada por um gen\u00f3tipo diferente, encontrado em animais, o que a torna uma zoonose, transmitida para o homem a partir de outros animais, especialmente o porco. J\u00e1 existem trabalhos demonstrando a exist\u00eancia de alguns porcos infectados com hepatite E no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rebello Pinho<\/strong> assegurou que n\u00e3o s\u00f3 a hepatite E, mas todos os outros tipos de hepatites virais v\u00e3o se beneficiar muito da aten\u00e7\u00e3o de sa\u00fade \u00fanica. Isso significa que \u00e9 necess\u00e1rio melhorar a sa\u00fade n\u00e3o apenas dos seres humanos, como dos animais. \u201cPara pensar em hepatite E, teria que se pensar tamb\u00e9m em porcos, porque alguns porcos do Brasil t\u00eam essa doen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho realizado pelos pesquisadores<\/strong> revelou que o Sul do Brasil pode ter um pouco mais de hepatite E por concentrar maior cria\u00e7\u00e3o de su\u00ednos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por outro lado<\/strong>, a hepatite E n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave como as demais. Trata-se de uma doen\u00e7a aguda, mas que muitas vezes pode passar despercebida. Ainda \u00e9 preciso mais estudo no Brasil.<\/p>\n<h2 style=\"margin-top: 16px;\">Preval\u00eancia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos 200 estudos inclu\u00eddos, a <strong>hepatite B<\/strong> foi a mais estudada, seguida pela <strong>hepatite C<\/strong>. A soropreval\u00eancia da <strong>hepatite A<\/strong> na popula\u00e7\u00e3o geral variou entre 33,3% e 67,8%. Em popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, as maiores taxas foram entre encarcerados (88,1%), imigrantes (87,4%) e indiv\u00edduos transg\u00eaneros (75,6%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; border:1px solid #ddd; padding:8px; border-radius:6px; background:#f7f7f7;\">\n<strong>Resumo<\/strong> \u2014 Estudo liderado pelo Einstein Hospital Israelita revela faixas de preval\u00eancia de Hepatite B, C, D e E na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, com varia\u00e7\u00f5es entre a popula\u00e7\u00e3o geral (B: 0% a 7,5%; C: 0,04% a 2,2%; D: 0% a 23,9%; E: 0,9% a 59,4%). O material pode orientar a\u00e7\u00f5es de elimina\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030 via o Proadi-SUS, que envolve sete hospitais sem fins lucrativos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nRegi\u00e3o Amaz\u00f4nica \u2014 Um estudo conduzido por grupo liderado pelo <strong>Einstein Hospital Israelita<\/strong> apresenta dados sobre a preval\u00eancia das <strong>Hepatites B<\/strong>, <strong>Hepatite C<\/strong>, <strong>Hepatite D<\/strong> e <strong>Hepatite E<\/strong> na popula\u00e7\u00e3o geral, destacando varia\u00e7\u00f5es entre \u00e1reas de maior endemismo. Segundo os n\u00fameros, a <strong>Hepatite B<\/strong> varia de 0% a 7,5% na popula\u00e7\u00e3o, com as maiores taxas em regi\u00f5es end\u00eamicas da Amaz\u00f4nia. A <strong>Hepatite C<\/strong> apresenta varia\u00e7\u00e3o de 0,04% a 2,2%, com incid\u00eancia mais elevada entre pessoas que fazem uso de drogas (36,9%). A <strong>Hepatite D<\/strong> \u00e9 predominantemente relatada na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, com varia\u00e7\u00e3o de 0% a 23,9%. J\u00e1 a <strong>Hepatite E<\/strong>, na popula\u00e7\u00e3o geral, varia de 0,9% a 59,4%, com o maior valor registrado na Regi\u00e3o Sul.\n<\/p>\n<h2>Planejamento<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O material analisado pelo grupo liderado pelo <strong>Einstein Hospital Israelita<\/strong> poder\u00e1 apoiar gestores, profissionais de sa\u00fade e pesquisadores no planejamento de iniciativas alinhadas aos esfor\u00e7os nacionais para eliminar essas doen\u00e7as at\u00e9 2030.<\/p>\n<h2>Proadi-SUS<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Proadi-SUS) foi criado em 2009. O objetivo \u00e9 apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacita\u00e7\u00e3o, pesquisa, avalia\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias, al\u00e9m de gest\u00e3o e assist\u00eancia especializadas, demandados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, o programa re\u00fane sete hospitais sem fins lucrativos que s\u00e3o refer\u00eancia em qualidade m\u00e9dico-assistencial e gest\u00e3o: A.C. Camargo Cancer Center, Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, BP \u2013 A Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo, Hcor, Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento e Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recursos do Proadi-SUS adv\u00eam da imunidade fiscal dos hospitais participantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo r\u00e1pido: Brasil analisa 200 trabalhos (2013-2024) com dados de 14,5 milh\u00f5es de pessoas para mapear hepatites virais. 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