{"id":719000,"date":"2026-08-04T02:58:24","date_gmt":"2026-08-04T05:58:24","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/ajuda-internacional-sofre-corte-de-231-em-2025-o-maior-da-historia-2\/"},"modified":"2026-08-04T03:00:47","modified_gmt":"2026-08-04T06:00:47","slug":"ajuda-internacional-sofre-corte-de-231-em-2025-o-maior-da-historia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/04\/ajuda-internacional-sofre-corte-de-231-em-2025-o-maior-da-historia-2\/","title":{"rendered":"Corte de 23,1% na ajuda internacional para 2025 \u00e9 o maior da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"box-resumo\" style=\"border:1px solid #ccc; padding:12px; background:#f9f9f9; margin-bottom:12px;\">\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Queda de 23,1% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD) global entre 2024 e 2025, atingindo US$ 174,3 bilh\u00f5es em 2024, conforme estudo do Brics Policy Center\/PUC-Rio. <\/p>\n<p>Os cinco maiores doadores respondem por 95,7% da retra\u00e7\u00e3o; os EUA sozinhos representam 75,1% do recuo. Prevista nova queda de 6,9% em 2026, levando o patamar \u00e0quele de 2014. Fontes: CAD\/OCDE e Brics Policy Center.<\/p>\n<p>A AOD pode ser bilateral ou multilateral; Brasil n\u00e3o integra o CAD. O estudo analisa dados de doadores p\u00fablicos para desenvolvimento econ\u00f4mico global.<\/p>\n<p>Autoria: Brics Policy Center (PUC-Rio) e dados do CAD da OCDE. Palavras-chave: AOD, CAD OCDE, Brasil, EUA, Tramp, desenvolvimento global.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brasil \u2014 Um estudo divulgado pelo Brics Policy Center, ligado \u00e0 Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), aponta que a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD) global sofreu a maior queda j\u00e1 registrada entre 2024 e 2025, recuando 23,1% e totalizando US$ 174,3 bilh\u00f5es em 2024, com uma redu\u00e7\u00e3o de US$ 52,4 bilh\u00f5es j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa Financiamento para o Desenvolvimento utiliza dados do Comit\u00ea de Assist\u00eancia ao Desenvolvimento (CAD) da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O CAD re\u00fane 33 pa\u00edses doadores e a Uni\u00e3o Europeia; o Brasil n\u00e3o integra o CAD. Os autores s\u00e3o Isabel Rocha de Siqueira, Enzo Cosenza e Luis Ehl.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os pesquisadores projetam<\/strong> uma nova retra\u00e7\u00e3o de 6,9% em 2026, configurando o terceiro ano consecutivo de queda, o que colocaria a AOD no n\u00edvel observado em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tipo de ajuda: as doa\u00e7\u00f5es referem-se \u00e0 Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD), recursos p\u00fablicos destinados a promover o desenvolvimento econ\u00f4mico e a prosperidade internacional. A AOD pode ocorrer de forma bilateral (diretamente ao pa\u00eds receptor) ou multilateral (repassada a institui\u00e7\u00f5es como ONU ou Banco Mundial, com seus pr\u00f3prios programas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EUA com maior corte<\/strong> \u2014 Embora o CAD re\u00fana 33 pa\u00edses e a Uni\u00e3o Europeia, o estudo indica que os cinco maiores doadores (Fran\u00e7a, Alemanha, Jap\u00e3o, Reino Unido e EUA) respondem por 95,7% da redu\u00e7\u00e3o de 2024 para 2025. Os EUA cortaram a ajuda em 56,9%, respondendo sozinhos por 75,1% da queda total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano de 2024 tamb\u00e9m marcou a primeira vez em que todos os grandes doadores diminu\u00edram o volume de doa\u00e7\u00f5es por dois anos consecutivos: Alemanha (-17,4%), Fran\u00e7a (-10,9%), Reino Unido (-10,8%) e Jap\u00e3o (-5,6%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trump, defesa e energia<\/strong> \u2014 A redu\u00e7\u00e3o da AOD coincide com o in\u00edcio do novo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, que tem se posicionando de forma mais c\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao multilateralismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1698461&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1698461&amp;o=node\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil \/ EBC<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; border-radius:6px; background:#f5f5f5; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0; font-weight:bold;\">Resumo:<\/p>\n<p style=\"margin:0;\">\nCortes na ajuda internacional devem alcan\u00e7ar 2025 com impacto estimado em 695.238 mortes em excesso, segundo estudo da PUC-Rio com dados da Oxfam; Ucr\u00e2nia permanece prioridade europeia; UE e EUA ajustam investimentos em energia, defesa e multilateralismo, enquanto a retra\u00e7\u00e3o global varia por institui\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relat\u00f3rios da PUC-Rio, com base em dados da Oxfam, indicam que cortes na ajuda internacional ganham f\u00f4lego em 2025, com impactos que afetam pa\u00edses e setores ao redor do mundo.<\/strong> A Ucr\u00e2nia permanece como prioridade estrat\u00e9gica para pa\u00edses europeus, segundo o estudo, que aponta potencial de <strong>695.238 mortes em excesso em 2025<\/strong>, e at\u00e9 <strong>9.416.417 mortes at\u00e9 2030<\/strong> se a tend\u00eancia continuar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento descreve uma \u201cretra\u00e7\u00e3o seletiva\u201d da ajuda multilateral: o financiamento \u00e0 ONU caiu <strong>27%<\/strong>, o maior recuo j\u00e1 registrado; por outro lado, o Banco Mundial registrou alta de <strong>6,4%<\/strong> e os bancos regionais de desenvolvimento cresceram <strong>11,9%<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos Estados Unidos, os gastos com defesa subiram de <strong>US$ 822,8 bilh\u00f5es em 2024<\/strong> para <strong>US$ 845,3 bilh\u00f5es<\/strong>. Na Uni\u00e3o Europeia, o total financiado tamb\u00e9m avan\u00e7ou, com alta de aproximadamente <strong>11%<\/strong> e volume alcan\u00e7ando <strong>US$ 381 bilh\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em energia, o investimento total da UE subiu de <strong>US$ 215 bilh\u00f5es em 2015<\/strong> para cerca de <strong>US$ 420 bilh\u00f5es em 2025<\/strong>, impulsionado pelo choque de seguran\u00e7a energ\u00e9tica desencadeado pela Guerra na Ucr\u00e2nia, iniciada em <strong>fevereiro de 2022<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo com redu\u00e7\u00e3o de 91% da ajuda dos EUA ao pa\u00eds<\/strong>, a Ucr\u00e2nia \u00e9 o maior destinat\u00e1rio individual de toda a hist\u00f3ria da AOD. O montante citado no texto \u00e9 de <strong>US$ 44,9 bilh\u00f5es<\/strong>, com 23 pa\u00edses aumentando seus envios para sustentar esse patamar; apenas institui\u00e7\u00f5es da UE registraram alta de <strong>65,2%<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores da PUC-Rio utilizam dados da Oxfam para quantificar os impactos dos cortes na ajuda externa. A estimativa aponta que cortes em 2025 seriam respons\u00e1veis por <strong>695.238 mortes em excesso<\/strong>, e, se a tend\u00eancia persistir, o total poderia chegar a <strong>9.416.417 mortes at\u00e9 2030<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f7f7f7; border-radius:6px; margin-bottom:14px;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> \u00c1frica Subsaariana sofre recuo da ajuda internacional. Em 2025 houve queda de 23% (US$ 29,2 bilh\u00f5es). A proje\u00e7\u00e3o para 2026 \u00e9 de -11,6% (US$ 11,8 bilh\u00f5es). 32 dos 49 pa\u00edses da regi\u00e3o s\u00e3o Pa\u00edses Menos Desenvolvidos (LDCs). Na COP30, Bel\u00e9m, debatido o financiamento clim\u00e1tico de US$ 1,3 trilh\u00e3o, considerado praticamente inalcan\u00e7\u00e1vel. Caminhos propostos: direcionar recursos aos mais pobres e tornar a ajuda mais eficaz. Palavras-chave: \u00c1frica Subsaariana; ajuda internacional; financiamento clim\u00e1tico; COP30 Bel\u00e9m; LDCs.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c1frica Subsaariana enfrenta um recuo persistente da ajuda internacional de pa\u00edses ricos. Em 2025, os recursos destinados \u00e0 regi\u00e3o ca\u00edram 23%, somando US$ 29,2 bilh\u00f5es. A proje\u00e7\u00e3o para 2026 indica queda adicional de 11,6%, o que reduziria o montante para US$ 11,8 bilh\u00f5es. O estudo ainda aponta que 32 dos 49 pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana integram o grupo dos Pa\u00edses Menos Desenvolvidos (LDCs), elevando a vulnerabilidade a oscila\u00e7\u00f5es na disponibilidade de recursos externos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a COP30, realizada em Bel\u00e9m, foram discutidas estrat\u00e9gias para mobilizar financiamento clim\u00e1tico, com a meta de US$ 1,3 trilh\u00e3o. No entanto, houve consenso de que esse montante \u00e9 praticamente inalcan\u00e7\u00e1vel, o que complica o financiamento de a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<h2>Caminhos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim do diagn\u00f3stico, o levantamento aponta caminhos para mitigar impactos em pa\u00edses fortemente dependentes de ajuda internacional. Entre as a\u00e7\u00f5es previstas est\u00e3o o direcionamento de recursos escassos para as na\u00e7\u00f5es mais pobres \u2014 especialmente aquelas que dependem de poucos doadores \u2014, o planejamento de sa\u00eddas de financiamento de forma respons\u00e1vel e coordenada e a necessidade de tornar a ajuda mais eficaz, gerando maior impacto no desenvolvimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Queda de 23,1% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD) global entre 2024 e 2025, atingindo US$ 174,3 bilh\u00f5es em 2024, conforme estudo do\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":719002,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-719000","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/719000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=719000"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/719000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":719001,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/719000\/revisions\/719001"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/719002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=719000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=719000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=719000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}