{"id":720502,"date":"2026-08-09T09:53:27","date_gmt":"2026-08-09T12:53:27","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/morre-douglas-franklin-idolo-do-heptacampeonato-e-segundo-maior-artilheiro-da-historia-do-bahia\/"},"modified":"2026-08-09T09:53:27","modified_gmt":"2026-08-09T12:53:27","slug":"morre-douglas-franklin-idolo-do-heptacampeonato-e-segundo-maior-artilheiro-da-historia-do-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/09\/morre-douglas-franklin-idolo-do-heptacampeonato-e-segundo-maior-artilheiro-da-historia-do-bahia\/","title":{"rendered":"Morre Douglas Franklin, \u00eddolo do heptacampeonato e segundo maior artilheiro da hist\u00f3ria do Bahia"},"content":{"rendered":"<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<p><strong>O torcedor do Bahia acordou, na manh&atilde; deste domingo (9), mais triste. Isso porque poucos jogadores atravessaram gera&ccedil;&otilde;es na hist&oacute;ria do Bahia como Douglas Franklin. S&iacute;mbolo de uma das &eacute;pocas mais vitoriosas do Esquadr&atilde;o, o ex-meia-atacante faleceu neste domingo (9), aos 76 anos, em S&atilde;o Paulo, ap&oacute;s perder a batalha contra um c&acirc;ncer no intestino.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo maior artilheiro da hist&oacute;ria tricolor, com 184 gols em 456 partidas, Douglas deixa uma trajet&oacute;ria que vai muito al&eacute;m dos n&uacute;meros. Entre 1972 e 1980, foi protagonista do Bahia que conquistou<\/strong> <strong>sete Campeonatos Baianos consecutivos, entre 1973 e 1979, sequ&ecirc;ncia que marcou uma gera&ccedil;&atilde;o e permanece como um dos grandes per&iacute;odos da hist&oacute;ria do clube. Segundo o pr&oacute;prio Esquadr&atilde;o, Douglas tamb&eacute;m &eacute; o l&iacute;der hist&oacute;rico de assist&ecirc;ncias<\/strong> <strong>do Bahia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nascido em Santos, no dia 9 de setembro de 1949, Douglas da Silva Franklin come&ccedil;ou a construir sua hist&oacute;ria no futebol justamente no clube de sua cidade. Formado pelo Santos, chegou ao profissional em uma &eacute;poca em que o Alvinegro Praiano reunia nomes como Pel&eacute;, Coutinho, Edu e Clodoaldo. Foi companheiro de Pel&eacute; e conquistou, entre outros t&iacute;tulos, o Campeonato Brasileiro de 1968 antes de deixar a Vila Belmiro.<\/strong><\/p>\n<p><strong>UMA MUDAN&Ccedil;A DE DESTINO ANTES DO BAHIA<br \/>  A chegada de Douglas a Salvador tamb&eacute;m ficou marcada por uma hist&oacute;ria que, d&eacute;cadas depois, ele pr&oacute;prio trataria como uma mudan&ccedil;a de destino.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 1972, depois de deixar o Santos, o jogador estava encaminhado para defender o Am&eacute;rica-RJ. Douglas havia planejado viajar ao Rio de Janeiro para concluir a transfer&ecirc;ncia, mas recebeu uma proposta do Bahia e mudou os planos. A aeronave que faria o trajeto para a capital fluminense sofreu um acidente na regi&atilde;o de Petr&oacute;polis, provocando a morte das 25 pessoas a bordo. Douglas seguiu para Salvador.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que seria apenas uma nova etapa da carreira tornou-se o per&iacute;odo definitivo de sua hist&oacute;ria no futebol.<\/strong>&nbsp;D<strong>ouglas chegou ao Bahia em 1972 e rapidamente passou a ocupar posi&ccedil;&atilde;o central no time. T&eacute;cnico, habilidoso e dono de capacidade para criar e finalizar jogadas, encontrou no Esquadr&atilde;o o ambiente no qual construiria sua condi&ccedil;&atilde;o de &iacute;dolo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A partir de 1973, esteve no grupo que iniciou uma sequ&ecirc;ncia sem precedentes no Campeonato Baiano. Foram t&iacute;tulos em 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979. Douglas esteve presente em todas as sete conquistas, ao lado de Baiaco, Sapat&atilde;o e Fito.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Naquele per&iacute;odo, tamb&eacute;m dividiu o protagonismo ofensivo com outro personagem hist&oacute;rico do clube: Beijoca. Se o centroavante ficou eternizado pelo faro de gol e pela personalidade, Douglas era uma das principais fontes de cria&ccedil;&atilde;o de um Bahia que dominou o futebol estadual durante a d&eacute;cada de 1970.<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p><strong>Ao todo, foram 184 gols, n&uacute;mero que coloca Douglas atr&aacute;s apenas de Carlito, dono de 233 tentos, na rela&ccedil;&atilde;o oficial de maiores goleadores da hist&oacute;ria do Bahia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A import&acirc;ncia do camisa 10, por&eacute;m, n&atilde;o se limitava a colocar a bola na rede. D&eacute;cadas depois de sua despedida, o pr&oacute;prio Bahia o reconhece como o jogador com mais assist&ecirc;ncias na hist&oacute;ria do clube.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em entrevista concedida em 2013, Douglas apontou a uni&atilde;o daquele elenco como um dos elementos respons&aacute;veis pela sequ&ecirc;ncia de conquistas. O ex-jogador relatou que o grupo tinha liberdade, experi&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o at&eacute; mesmo em discuss&otilde;es sobre refor&ccedil;os. Tamb&eacute;m destacava a rela&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da com a torcida, &agrave; qual atribu&iacute;a parte importante do reconhecimento recebido depois de deixar os gramados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Douglas deixou o Bahia em 1980. Depois da passagem que o eternizou no futebol baiano, defendeu a Portuguesa, teve uma curta passagem pelo Vit&oacute;ria e atuou tamb&eacute;m por Le&ocirc;nico e Barretos antes de encerrar a carreira profissional.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mesmo longe dos gramados, permaneceu ligado ao futebol. Trabalhou com forma&ccedil;&atilde;o de jogadores e tamb&eacute;m exerceu a fun&ccedil;&atilde;o de treinador, incluindo passagens pelo Cama&ccedil;ari e pelo Barretos.Nenhuma dessas experi&ecirc;ncias, contudo, alcan&ccedil;ou a dimens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da em Salvador.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Neste domingo, ao comunicar a morte do ex-jogador, o Bahia definiu Douglas como<\/strong> <strong>&ldquo;um dos maiores craques&rdquo;<\/strong> <strong>de sua hist&oacute;ria e destacou a participa&ccedil;&atilde;o do camisa 10 na gera&ccedil;&atilde;o do heptacampeonato.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Douglas Franklin deixa o futebol como um dos nomes que ajudaram a construir a dimens&atilde;o hist&oacute;rica do Esporte Clube Bahia. Um jogador que chegou a Salvador ap&oacute;s uma mudan&ccedil;a inesperada de destino e, durante oito anos, transformou a camisa tricolor em parte definitiva da pr&oacute;pria hist&oacute;ria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O vel&oacute;rio ocorre neste domingo, em Barretos, no interior de S&atilde;o Paulo. O sepultamento est&aacute; previsto para o in&iacute;cio da tarde na mesma cidade.<\/strong><\/p>\n<p><b>VEJA O COMUNICADO COMPLETO DO BAHIA<\/b><br \/>  <em>Com gigantesco pesar, o Esquadr&atilde;o lamenta o falecimento de um dos maiores craques da nossa hist&oacute;ria. Douglas, l&iacute;der geral em assist&ecirc;ncias e segundo maior artilheiro do clube, nos deixou nesta manh&atilde; em S&atilde;o Paulo.<\/em><\/p>\n<p><em>Ele defendeu o Esquadr&atilde;o de 1972 a 1980, sendo estrela na campanha do heptacampeonato estadual seguido, com um total de 456 jogos. Nossa solidariedade a familiares e amigos.&nbsp;<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O torcedor do Bahia acordou, na manh&atilde; deste domingo (9), mais triste. 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