{"id":721599,"date":"2026-08-13T14:59:00","date_gmt":"2026-08-13T17:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/cuba-celebra-100-anos-de-fidel-castro-sob-ataque-dos-eua\/"},"modified":"2026-08-13T15:03:50","modified_gmt":"2026-08-13T18:03:50","slug":"cuba-celebra-100-anos-de-fidel-castro-sob-ataque-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/13\/cuba-celebra-100-anos-de-fidel-castro-sob-ataque-dos-eua\/","title":{"rendered":"Cuba celebra o centen\u00e1rio de Fidel Castro sob ataques norte-americanos"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f6f6f6; margin:0 0 14px 0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Cuba celebra os 100 anos do nascimento de Fidel Castro; em meio \u00e0s homenagens, o pa\u00eds enfrenta grave crise energ\u00e9tica agravada pelo embargo dos EUA. A ONU alerta para risco humanit\u00e1rio e a economia pode recuar 6,5% em 2026. D\u00edaz-Canel acusa o embargo de genoc\u00eddio pol\u00edtico.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuba celebra nesta quinta-feira (13) os 100 anos do nascimento de Fidel Castro Ruz, l\u00edder da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, cuja trajet\u00f3ria moldou o regime pol\u00edtico e econ\u00f4mico da ilha desde 1959. A comemora\u00e7\u00e3o, iniciada em agosto do ano passado, re\u00fane homenagens oficiais e atividades culturais por todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A crise energ\u00e9tica<\/strong> \u00e9 o principal desafio citado para o pa\u00eds, agravada pela obsolesc\u00eancia do sistema el\u00e9trico e pela press\u00e3o dos Estados Unidos para dificultar a importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e derivados. No in\u00edcio de agosto, Cuba enfrentou dois apag\u00f5es nacionais em menos de 24 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>Cupet<\/strong> (Uni\u00e3o Petrol\u00edfera de Cuba) afirma que o pa\u00eds produz apenas <strong>um ter\u00e7o<\/strong> da demanda nacional de petr\u00f3leo, o que alimenta gargalos de fornecimento de energia e dificulta o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa escassez de energia impacta diretamente o desenvolvimento econ\u00f4mico, com estimativas apontando queda de aproximadamente <strong>6,5%<\/strong> no Produto Interno Bruto em 2026.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/DrQCvXu3KmYD8sXHNmEEros2lnM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/04\/2024-12-04t180948z_1_lynxnpekb310h_rtroptp_4_cuba-crisis-apagon.jpg?itok=rPpCZi6M\" alt=\"Havana- Cuba- 04\/12\/2024 Rede el\u00e9trica entra em colapso\" title=\"Norlys Perez\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Reuters\/Norlys Perez\/Arquivo<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialistas em direitos humanos da <strong>ONU<\/strong> condenaram a press\u00e3o americana e falaram em necessidade de resposta internacional r\u00e1pida para evitar uma \u201cGaza silenciosa\u201d em Cuba, em refer\u00eancia \u00e0 grave crise humanit\u00e1ria vivida pela popula\u00e7\u00e3o na Palestina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>presidente Miguel D\u00edaz-Canel<\/strong> acusa o bloqueio americano de ser um \u201cgenoc\u00eddio pol\u00edtico\u201d e aponta que as san\u00e7\u00f5es agravam a car\u00eancia de servi\u00e7os b\u00e1sicos, incluindo a sa\u00fade, em um pa\u00eds reconhecido internacionalmente por oferecer atendimento universal e gratuito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria do embargo \u00e9 marcada pela press\u00e3o econ\u00f4mica iniciada em 1962, ap\u00f3s a nacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas norte-americanas e a interrup\u00e7\u00e3o de acordos comerciais. Hoje, a pol\u00edtica de san\u00e7\u00f5es contribui para um cen\u00e1rio em que, para muitos cubanos, o pa\u00eds vive o pior momento recente, com impactos diretos no sistema de sa\u00fade e no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/DrQCvXu3KmYD8sXHNmEEros2lnM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/04\/2024-12-04t180948z_1_lynxnpekb310h_rtroptp_4_cuba-crisis-apagon.jpg?itok=rPpCZi6M\" alt=\"Havana- Cuba\" title=\"Norlys Perez\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Reuters\/Norlys Perez\/Arquivo<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"box-resumo\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f9f9f9; border-radius:6px; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0; font-size:14px;\"><strong>Resumo:<\/strong> Fidel Castro, l\u00edder da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, nasceu em Bir\u00e1n (Holgu\u00edn). Conduziu a guerrilha que derrubou Batista, ap\u00f3s o ataque ao Moncada em 1953 e o desembarque do Granma em 1956, culminando na vit\u00f3ria em 1\u00ba de janeiro de 1959. Governou Cuba por d\u00e9cadas, promovendo reformas sociais e mantendo rela\u00e7\u00e3o tensa com os EUA durante a Guerra Fria, com papel marcante na hist\u00f3ria latino-americana.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bir\u00e1n, Holgu\u00edn, Cuba \u2013 Fidel Castro, nascido em Bir\u00e1n, vilarejo da regi\u00e3o leste da ilha, desponta como a figura central da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana. Sua trajet\u00f3ria remete \u00e0 guerrilha que, liderada por ele, moveu-se a partir de a\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas e da articula\u00e7\u00e3o de um movimento que buscava transformar o mapa pol\u00edtico da ilha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um marco inicial<\/strong> da saga ocorreu com o ataque ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Embora a investida tenha sido frustrada e Fidel tenha sido capturado, o epis\u00f3dio ficou como s\u00edmbolo da resist\u00eancia contra o regime de Fulg\u00eancio Batista. Ao ser julgado, em 16 de outubro de 1953, proferiu o hist\u00f3rico discurso <em>La Historia me Absolver\u00e1<\/em>, recebendo uma condena\u00e7\u00e3o de 15 anos de pris\u00e3o, da qual foi anistiado pouco menos de dois anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ex\u00edlio e retorno<\/strong> Em 1955, Castro deixou o pa\u00eds e foi para o M\u00e9xico, onde conheceu Ernesto \u201cChe\u201d Guevara. Juntos, organizaram o Movimento 26 de Julho e partiram rumo a Cuba a bordo do iate Granma, desembarcando em 2 de dezembro de 1956 com <strong>mais de 80 expedicion\u00e1rios<\/strong>, com o objetivo de tomar o poder. Logo ap\u00f3s a chegada, o grupo foi alvo de novo ataque das for\u00e7as de Batista, e os sobreviventes buscaram ref\u00fagio nas cordilheiras da Sierra Maestra, de onde conduziram a guerrilha at\u00e9 a vit\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conquista do poder<\/strong> A ofensiva culminou na vit\u00f3ria da guerrilha em 1\u00ba de janeiro de 1959, abrindo caminho para d\u00e9cadas de governo sob Fidel. Nos anos seguintes, o l\u00edder do movimento passou a consolidar pol\u00edticas que transformaram a economia e o conv\u00edvio social da ilha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e9cadas no poder<\/strong> Fidel permaneceu no poder por quase meio s\u00e9culo. Nos primeiros anos, implementou a nacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas e a reforma agr\u00e1ria. Ao longo do regime, ampliou o acesso \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 moradia e \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o em massa, moldando uma imagem de l\u00edder que ultrapassou as fronteiras cubanas e marcou o panorama pol\u00edtico da regi\u00e3o durante a Guerra Fria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito internacional, o relacionamento com a URSS tornou-se uma pe\u00e7a central, enquanto a rela\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos se manteve tensa e conflituosa. Entre as avalia\u00e7\u00f5es de seu tempo, destaca-se a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica de que Fidel, em determinados momentos, cultivou uma imagem de autoridade que resistiu a press\u00f5es externas, uma vis\u00e3o que manteve-se sob escrut\u00ednio global. Entre as refer\u00eancias ao redor de sua figura, o escritor colombiano Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez comentou que Fidel \u201cdeixou de fumar para ter autoridade moral para combater o tabagismo\u201d, frase que ilustra as ares de lideran\u00e7a associadas ao regime cubano e \u00e0 imagem p\u00fablica do comandante.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f9f9f9; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0;\"><strong>Resumo:<\/strong> Cuba debate o legado de Fidel Castro ap\u00f3s sua morte, com reconhecimento de avan\u00e7os sociais e cr\u00edticas a restri\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos destacam repress\u00e3o a dissidentes e limita\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade de express\u00e3o; o embargo dos EUA \u00e9 citado como instrumento de press\u00e3o. <strong>Palavras?chave:<\/strong> Fidel Castro, Cuba, HRW, Anisti\u00ada Internacional, embargo, direitos humanos.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuba, ap\u00f3s a morte de Fidel Castro, enfrenta um balan\u00e7o do seu legado: avan\u00e7os sociais observados, por\u00e9m cr\u00edticas sobre liberdades pol\u00edticas. O regime resistiu a diversas tentativas de influ\u00eancia externa, incluindo o embargo dos Estados Unidos, que persiste h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela HRW<\/strong>, o governo de Castro promoveu <strong>avan\u00e7os significativos<\/strong> em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, cultura e bem?estar social, mas o relat\u00f3rio aponta que o regime foi marcado pela <strong>repress\u00e3o de praticamente todas as formas de dissenso<\/strong>, com <strong>milhares de cubanos<\/strong> encarcerados sob condi\u00e7\u00f5es deplor\u00e1veis e persegui\u00e7\u00e3o a opositores. O documento foi divulgado no dia seguinte \u00e0 morte de Fidel Castro.<\/p>\n<div>\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Kf3k9TTbOXh_MGn4CsI2NWu9ssk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/alejandro_ernesto1_lusa.jpg?itok=kcH0QaTC\" alt=\"Fidel Castro (Alejandro Ernesto\/Ag\u00eancia Lusa\/Direitos Reservados)\" title=\"Alejandro Ernesto\/Ag\u00eancia Lusa\/Direitos Reservados\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Kf3k9TTbOXh_MGn4CsI2NWu9ssk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/alejandro_ernesto1_lusa.jpg?itok=kcH0QaTC\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Alejandro Ernesto\/Ag\u00eancia Lusa\/direitos reservados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Anistia Internacional<\/strong> reconheceu avan\u00e7os sociais em Cuba, mas afirmou que o estado da liberdade de express\u00e3o na ilha, \u00abonde ativistas continuam a ser presos e perseguidos por se manifestarem contra o governo\u00bb, \u00e9 o legado mais sombrio de Fidel Castro. A organiza\u00e7\u00e3o disse ter testemunhado <strong>centenas de hist\u00f3rias de &#8216;prisioneiros de consci\u00eancia&#8217;<\/strong> \u2014 pessoas detidas pelo governo simplesmente por exercerem pacificamente seus direitos de express\u00e3o, associa\u00e7\u00e3o e reuni\u00e3o.<\/p>\n<div>\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/gIK6FMiW_XrUY6_ZzR45ynC3new=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1055823-arquivo%20abr3.jpg?itok=fkgZD9S_\" alt=\"Fidel Castro\" title=\"Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/gIK6FMiW_XrUY6_ZzR45ynC3new=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1055823-arquivo%20abr3.jpg?itok=fkgZD9S_\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate sobre o legado de Fidel Castro, que inclui cr\u00edticas por viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e persegui\u00e7\u00e3o a dissidentes, permanece central na avalia\u00e7\u00e3o internacional sobre o regime cubano. Organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos continuam acompanhando o pa\u00eds, enquanto a narrativa oficial enfatiza avan\u00e7os sociais como parte de um modelo pol\u00edtico que persiste h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:14px; background:#f9f9f9;\">\n<p style=\"margin:0; font-weight:bold;\">Resumo: Fidel Castro deixou a Presid\u00eancia de Cuba por quest\u00f5es de sa\u00fade em 2006, transferindo o poder para o irm\u00e3o Raul. Em 2008, Castro renunciou definitivamente; Raul governou at\u00e9 2018, quando foi sucedido por Miguel D\u00edaz-Canel. Fidel faleceu em 2016, gerando luto oficial e debates sobre seu legado, amplamente discutido entre historiadores quanto a aspectos autorit\u00e1rios e aos avan\u00e7os sociais da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cuba<\/strong> &#8211; Fidel Castro deixou a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em <strong>31 de julho de 2006<\/strong>, por quest\u00f5es de sa\u00fade, transferindo as fun\u00e7\u00f5es para o <strong>irm\u00e3o Raul Castro<\/strong>, que passou a ocupar os cargos mais altos da c\u00fapula do regime. A decis\u00e3o ocorreu dias antes de completar <strong>80 anos<\/strong>, devido a complica\u00e7\u00f5es intestinais que exigiam cirurgia.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/CTaaCKDjJV1ahlNnVUpOsIFYTwk=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/o_presidente_de_cuba_raul_castro_foto_roosewelt_pinheiro-arquivo_agencia_brasil.jpg?itok=CDKm6ObH\" alt=\"O presidente de Cuba, Raul Castro\" title=\"Arquivo Ag\u00eancia Brasil\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/CTaaCKDjJV1ahlNnVUpOsIFYTwk=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/o_presidente_de_cuba_raul_castro_foto_roosewelt_pinheiro-arquivo_agencia_brasil.jpg?itok=CDKm6ObH\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme informa\u00e7\u00f5es da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a transi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com uma licen\u00e7a tempor\u00e1ria e, em <strong>19 de fevereiro de 2008<\/strong>, Fidel renunciou definitivamente \u00e0 Presid\u00eancia. Ele escreveu: \u201cN\u00e3o me despe\u00e7o de voc\u00eas. S\u00f3 desejo combater como soldado das ideias\u201d, ao anunciar a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>Ra\u00fal Castro<\/strong> assumiu a lideran\u00e7a at\u00e9 <strong>abril de 2018<\/strong>, quando foi sucedido pelo atual presidente, <strong>Miguel D\u00edaz-Canel<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fidel Castro faleceu na noite de <strong>25 de novembro de 2016<\/strong>, j\u00e1 na madrugada de 26 no Brasil, aos <strong>90 anos<\/strong>. O luto oficial durou nove dias, com despedida p\u00fablica em <strong>Havana<\/strong> e uma carreata com as cinzas at\u00e9 <strong>Santiago de Cuba<\/strong>. Em <strong>Miami<\/strong>, oposi\u00e7\u00f5es comemoraram a morte, em meio a uma narrativa que o classificava de ditador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legado<\/strong> &#8211; A professora de Hist\u00f3ria Adriane Aparecida Vidal Costa, da <strong>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<\/strong>, classifica o legado de Fidel como \u201cum dos temas mais polarizados e controversos da historiografia latino-americana\u201d. Segundo informa\u00e7\u00f5es obtidas junto \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, parte dos historiadores enfoca quest\u00f5es autorit\u00e1rias, como o regime de partido \u00fanico desde 1965, o controle estatal da imprensa e a repress\u00e3o de dissidentes, incluindo leis que atingiram minorias nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, posteriormente revistas pelo governo cubano. Por outro lado, h\u00e1 quem ressalte a soberania nacional frente aos Estados Unidos e os avan\u00e7os sociais alcan\u00e7ados, com indicadores que, em alguns aspectos, se comparam aos de pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; border-radius:4px; background:#f7f7f7; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"margin:0; font-weight:600; color:#222;\">Resumo jornal\u00edstico<\/p>\n<p style=\"margin:6px 0 0 0; line-height:1.5;\">\nCuba discute o legado de Fidel Castro e as consequ\u00eancias econ\u00f4micas da Revolu\u00e7\u00e3o, com foco no embargo dos EUA, no Per\u00edodo Especial e na atual crise. Especialistas apontam avan\u00e7os sociais e tens\u00f5es entre democracia participativa e governan\u00e7a centralizada, em um contexto de depend\u00eancia externa e queda de parceiros. Fontes: Adriane Costa (UFMG) e Norberto Osvaldo Ferreras (UFF).\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuba enfrenta, no presente, um debate sobre o legado de Fidel Castro e as consequ\u00eancias de d\u00e9cadas de embargos econ\u00f4micos e crises internas. Em territ\u00f3rio cubano, pesquisadores discutem como a Revolu\u00e7\u00e3o moldou economia, pol\u00edtica e sociedade, e como o pa\u00eds encara o cen\u00e1rio atual, marcado por tens\u00f5es entre modelos de governan\u00e7a e press\u00f5es externas. O tema \u00e9 explorado por especialistas de universidades brasileiras que analisam tanto avan\u00e7os quanto gargalos herdados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Avan\u00e7os sociais<\/strong> A professora Adriane Costa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta que os avan\u00e7os sociais s\u00e3o vistos como os maiores acertos da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, incluindo indicadores de mortalidade infantil e expectativa de vida citados por organismos internacionais como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Ela acrescenta que a democracia participativa, via sindicatos e assembleias de bairro, representa uma forma de legitimidade popular distinta do modelo liberal-representativo. O processo migrat\u00f3rio maci\u00e7o \u00e9 interpretado como sintoma de insatisfa\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Embargo e depend\u00eancia externa<\/strong> Costa encara o embargo americano como uma resposta dos EUA \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas sem compensa\u00e7\u00e3o adequada, associando ainda o alinhamento de Cuba \u00e0 URSS e o apoio a movimentos revolucion\u00e1rios na regi\u00e3o a fatores que v\u00e3o al\u00e9m das escolhas de Fidel Castro. \u201cFoi muito mais uma retalia\u00e7\u00e3o do que propriamente resultado das escolhas de Fidel Castro\u201d, afirma a pesquisadora. Ela tamb\u00e9m destaca que a crise atual na ilha decorre, em parte, do bloqueio econ\u00f4mico intensificado durante administra\u00e7\u00f5es recentes e do colapso de parceiros como a URSS e, mais recentemente, a Venezuela.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;O modelo institucional herdado de Fidel criou as condi\u00e7\u00f5es estruturais de vulnerabilidade, como baixa diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, depend\u00eancia externa [URSS] e aus\u00eancia de reformas econ\u00f4micas mais profundas durante o &lsquo;Per\u00edodo Especial&rsquo; dos anos 1990&rdquo;, elenca.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para o impacto da pandemia de COVID-19, que atingiu com for\u00e7a o turismo \u2014 principal fonte de renda de Cuba \u2014 agravando a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social do pa\u00eds.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/O91gGulGwPeiuD1C-P5vzMjrOac=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1055819-alejandro%20ernesto_lusa.jpg?itok=wDgTko_p\" alt=\"Fidel Castro\" title=\"Alejandro Ernesto\/Arquivo Lusa\/Direitos Reservados\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/O91gGulGwPeiuD1C-P5vzMjrOac=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1055819-alejandro%20ernesto_lusa.jpg?itok=wDgTko_p\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Alejandro Ernesto\/Arquivo Lusa\/Direitos Reservados.<\/p>\n<h2>Parte da hist\u00f3ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor Norberto Osvaldo Ferreras, da Universidade Federal Fluminense (UFF), sustenta que \u00e9 imposs\u00edvel dissociar Fidel Castro da hist\u00f3ria de Cuba no s\u00e9culo XX. \u201cPodemos dizer que Cuba se divide em duas grandes figuras, Jos\u00e9 Mart\u00ed, o her\u00f3i da independ\u00eancia, e Fidel, o her\u00f3i da emancipa\u00e7\u00e3o definitiva\u201d, afirma Ferreras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O especialista da UFF compara o atrelamento de Fidel \u00e0 import\u00e2ncia de Nelson Mandela para a \u00c1frica do Sul, observando que s\u00e3o figuras que marcaram a transi\u00e7\u00e3o de um modelo pol\u00edtico a outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que reconhe\u00e7a a relev\u00e2ncia hist\u00f3rica de Fidel, Ferreras aponta que o pa\u00eds precisou lidar com uma transi\u00e7\u00e3o complexa, que envolve fatores externos e internos, e ressalta a necessidade de interpretar Cuba a partir de seu pr\u00f3prio contexto hist\u00f3rico, social e econ\u00f4mico.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin:0 0 16px; background:#f9f9f9;\">\n<p style=\"margin:0 0 8px; font-weight:bold;\">Resumo jornal\u00edstico<\/p>\n<p style=\"margin:0; line-height:1.5;\">\n<strong>Fidel Castro<\/strong> \u00e9 analisado como figura central na hist\u00f3ria pol\u00edtica da <strong>Am\u00e9rica Latina<\/strong>, com \u00eanfase \u00e0 influ\u00eancia de Cuba nas d\u00e9cadas de 1960-1970. O estudo discute democracia, autoritarismo e os novos par\u00e2metros de representatividade criados pela revolu\u00e7\u00e3o cubana. A an\u00e1lise destaca que o legado pode perdurar no longo prazo, ainda que evolua conforme mudan\u00e7as globais. Fonte: Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um estudo conduzido pelo acad\u00eamico Norberto Ferreras, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), analisa o legado de Fidel Castro na pol\u00edtica latino?americana e destaca a influ\u00eancia de Cuba nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. O pesquisador sustenta que Cuba jamais foi uma <em>democracia representativa eleitoral<\/em>, mas que a Revolu\u00e7\u00e3o reconfigurou os termos da democracia liberal burguesa, estabelecendo novos par\u00e2metros de representatividade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Ferreras, <em>Cuba nunca foi uma democracia representativa eleitoral<\/em>, e a revolu\u00e7\u00e3o posicionou a <strong>democracia liberal burguesa<\/strong> em novos marcos de participa\u00e7\u00e3o. Ele acrescenta que <em>a elei\u00e7\u00e3o de presidente se d\u00e1 pela via n\u00e3o direta<\/em>, e que Fidel Castro ampliou a representatividade em uma sociedade que vivia sob um regime autorit\u00e1rio apoiado pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fulg\u00eancio Batista<\/strong> exerceu a presid\u00eancia de 1940 a 1944 e retornou ao poder em 1952, por meio de um golpe, governando at\u00e9 1959. O comentarista ressalta que a presen\u00e7a de um <strong>partido \u00fanico<\/strong> \u00e9 um fator que complica a leitura sobre o sistema pol\u00edtico cubano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Influ\u00eancia internacional<\/strong> O acad\u00eamico da UFF destaca que Fidel Castro teve enorme influ\u00eancia na Am\u00e9rica Latina, principalmente nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, atuando como motor, financiador e ref\u00fagio de militantes de esquerda e revolucion\u00e1rios. <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cFidel tem uma import\u00e2ncia decisiva na trajet\u00f3ria que tiveram os movimentos revolucion\u00e1rios e de esquerda na Am\u00e9rica Latina\u201d, complementa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Personalidades brasileiras viveram em Cuba enquanto o Brasil enfrentava a ditadura militar (1964?1985).<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cFidel tem uma import\u00e2ncia decisiva na trajet\u00f3ria que tiveram os movimentos revolucion\u00e1rios e de esquerda na Am\u00e9rica Latina\u201d, complementa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1980, muitos antigos aliados e admiradores de Fidel passaram a se tornar cr\u00edticos do sistema pol\u00edtico cubano. Ferreras cita exemplos de esquerda europeia que perdeu for\u00e7a, al\u00e9m de mudan\u00e7as em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como o <em>PRI<\/em> no M\u00e9xico, o radicalismo na Argentina e o socialismo chileno. \u201cA virada \u00e0 direita na Am\u00e9rica Latina esvaziou o apoio tamb\u00e9m\u201d, aponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legado a longo prazo<\/strong> Ao avaliar o horizonte de 100 anos, Ferreras afirma que figuras pol\u00edticas costumam estar vinculadas a contextos espec\u00edficos. A presen\u00e7a de Fidel Castro pode persistir em Cuba, mas o legado tende a se transformar com o tempo. O panorama atual, segundo o professor, envolve a reformula\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es liberais democr\u00e1ticas e a redefini\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre a Am\u00e9rica Latina, os Estados Unidos e a China, em um cen\u00e1rio de disputa por influ\u00eancia. <em>Hoje \u00e9 mais uma figura vinculada a um momento hist\u00f3rico do que um agente de mudan\u00e7a cont\u00ednua<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte<\/strong>: informa\u00e7\u00f5es obtidas junto \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Cuba celebra os 100 anos do nascimento de Fidel Castro; em meio \u00e0s homenagens, o pa\u00eds enfrenta grave crise energ\u00e9tica agravada pelo embargo\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":721601,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7554],"tags":[],"class_list":["post-721599","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=721599"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721599\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":721600,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721599\/revisions\/721600"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/721601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=721599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=721599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=721599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}