{"id":722462,"date":"2026-08-17T12:57:10","date_gmt":"2026-08-17T15:57:10","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/fenomeno-das-bikes-eletricas-e-tema-do-caminhos-da-reportagem\/"},"modified":"2026-08-17T12:58:37","modified_gmt":"2026-08-17T15:58:37","slug":"fenomeno-das-bikes-eletricas-e-tema-do-caminhos-da-reportagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/17\/fenomeno-das-bikes-eletricas-e-tema-do-caminhos-da-reportagem\/","title":{"rendered":"Bicicletas el\u00e9tricas ganham destaque em Caminhos da Reportagem"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:1px solid #ddd; background:#f9f9f9; padding:12px; border-radius:6px; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> De 2016 a 2024, o Brasil registrou o crescimento de 7,6 mil para 284 mil bicicletas el\u00e9tricas, autopropelidos e ciclomotores. O Contran 966\/2023 define tr\u00eas categorias, com regras de habilita\u00e7\u00e3o, licenciamento e velocidades. Especialistas destacam a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o urbana e de medidas de seguran\u00e7a para usu\u00e1rios, especialmente jovens.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rio de Janeiro \u2013 Dados do setor indicam que, entre 2016 e 2024, o n\u00famero de <strong>bicicletas el\u00e9tricas<\/strong>, <strong>autopropelidos<\/strong> e <strong>ciclomotores<\/strong> em circula\u00e7\u00e3o no Brasil cresceu de 7,6 mil para 284 mil, revelando a expans\u00e3o da <strong>micromobilidade<\/strong> no pa\u00eds. A reportagem analisa o que est\u00e1 por tr\u00e1s desses n\u00fameros e como as cidades lidam com o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regulamenta\u00e7\u00e3o, atualizada pela <strong>resolu\u00e7\u00e3o Contran 966\/2023<\/strong>, divide esses ve\u00edculos em tr\u00eas categorias: <strong>bicicletas el\u00e9tricas<\/strong> (propuls\u00e3o humana com pedal assistido), <strong>autopropelidos<\/strong> (sem propuls\u00e3o humana para acelerar, velocidade m\u00e1xima de 32 km\/h) e <strong>ciclomotores<\/strong> (sem propuls\u00e3o humana, at\u00e9 50 km\/h). As duas primeiras n\u00e3o exigem habilita\u00e7\u00e3o nem licenciamento; os <strong>ciclomotores<\/strong> exigem habilita\u00e7\u00e3o categoria A ou ACC, al\u00e9m de registro e licenciamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Raphael Pazos<\/strong>, da Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a do Ciclismo do Rio de Janeiro, destaca que n\u00e3o exigir habilita\u00e7\u00e3o para autopropelidos \u00e9 um erro. &#8220;A <strong>resolu\u00e7\u00e3o do Contran 966\/2023<\/strong> alterou a nomenclatura de dispositivos de mobilidade, autorizando o que antigamente era proibido. O que antes era um ciclomotor, da noite para o dia, virou um autopropelido e pode ser utilizado em cal\u00e7adas e infraestruturas ciclovi\u00e1rias&#8221;, afirma. &#8220;Agora qualquer um, principalmente crian\u00e7as de 13, 14, 15 anos, pode adquirir esse equipamento e pior, conduzi-los numa pista.&#8221; <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcus Quintella<\/strong>, professor da <strong>Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV)<\/strong>, observa que as cidades precisam se adaptar a esses ve\u00edculos: &#8220;As cidades n\u00e3o est\u00e3o prontas. Elas n\u00e3o foram planejadas para essas modernidades. O que est\u00e1 acontecendo hoje s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es. A bicicleta, desde a tradicional at\u00e9 o ciclomotor, representa uma fatia importante da matriz de transporte urbano. N\u00e3o se pode ser r\u00edgido ao ponto de impedir a micromobilidade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode deixar que caia numa situa\u00e7\u00e3o descontrolada.&#8221; <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conflitos entre ve\u00edculos leves e pesados<\/strong> j\u00e1 deram origem a trag\u00e9dias, como a morte do menino Chico, de 9 anos, e de sua m\u00e3e, na zona norte do Rio, em mar\u00e7o deste ano, quando foram atropelados por um \u00f4nibus enquanto utilizavam autopropelidos. O pai de Chico, Vinicius Cacofonias, comenta: &#8220;A popula\u00e7\u00e3o, de forma espont\u00e2nea, foi comprando e utilizando cada vez mais&#8230; basta ser o seu que vai ser doloroso, ent\u00e3o a gente perde essa perspectiva, que um dia pode ser a gente.&#8221; <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Organiza\u00e7\u00f5es do setor defendem que o uso desses ve\u00edculos pode facilitar deslocamentos urbanos, desde que haja ordenamento e regras claras para conviver com ve\u00edculos maiores. Especialistas ressaltam que o equil\u00edbrio entre micromobilidade e seguran\u00e7a depende de <strong>planejamento urbano<\/strong>, <strong>fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong> eficaz e <strong>educa\u00e7\u00e3o<\/strong> de usu\u00e1rios, especialmente jovens, para reduzir riscos nas vias p\u00fablicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: De 2016 a 2024, o Brasil registrou o crescimento de 7,6 mil para 284 mil bicicletas el\u00e9tricas, autopropelidos e ciclomotores. 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