{"id":723673,"date":"2026-08-21T19:04:25","date_gmt":"2026-08-21T22:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/08\/governo-espriella-encerra-jornalismo-da-midia-publica-da-colombia\/"},"modified":"2026-08-21T19:04:25","modified_gmt":"2026-08-21T22:04:25","slug":"governo-espriella-encerra-jornalismo-da-midia-publica-da-colombia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/08\/21\/governo-espriella-encerra-jornalismo-da-midia-publica-da-colombia\/","title":{"rendered":"Governo Espriella encerra jornalismo da m\u00eddia p\u00fablica da Col\u00f4mbia"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>O novo governo da Col&ocirc;mbia, do presidente Abelardo de la Espriella, p&ocirc;s fim ao jornalismo da m&iacute;dia p&uacute;blica do pa&iacute;s encerrando o notici&aacute;rio das 20 Emissoras da Paz &ndash; ve&iacute;culos previstos no Acordo de Paz firmado em 2016<\/strong> com as For&ccedil;as Armadas Revolucion&aacute;ria da Col&ocirc;mbia (Farcs).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1700293&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1700293&amp;o=node\"><\/p>\n<p>No lugar dos notici&aacute;rios, o governo incluiu uma programa&ccedil;&atilde;o exclusivamente musical e centralizada a partir de Bogot&aacute;. <strong>Organiza&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; liberdade de express&atilde;o e de imprensa recha&ccedil;aram a medida alegando que ela prejudica o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o local de diversas comunidades.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O Ponto 6.5 do Acordo de Paz da Col&ocirc;mbia prev&ecirc; que essas emissoras divulguem o progresso da implementa&ccedil;&atilde;o dos termos do acordo, promovam a educa&ccedil;&atilde;o da conviv&ecirc;ncia e ofere&ccedil;am espa&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o &agrave;s comunidades impactadas por mais de 50 anos de conflitos armados internos na Col&ocirc;mbia.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist&eacute;rio da Tecnologia, Inova&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&otilde;es da Col&ocirc;mbia, a medida busca a &ldquo;transforma&ccedil;&atilde;o integral do Sistema de M&iacute;dias P&uacute;blicas&rdquo; para &ldquo;recuperar&rdquo; o car&aacute;ter &ldquo;p&uacute;blico, plural e independente&rdquo; do sistema.<\/p>\n<p>O governo Espriella, que &eacute; cr&iacute;tico do Acordo de Paz de 2016, acusou o notici&aacute;rio das emissoras de funcionarem como &ldquo;aparato de propaganda&rdquo; supostamente a servi&ccedil;o de &ldquo;interesses particulares ou pol&iacute;ticos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A entidade ser&aacute; um Sistema de M&iacute;dia P&uacute;blica, n&atilde;o um instrumento pol&iacute;tico&rdquo;, comunicou, em nota, o minist&eacute;rio respons&aacute;vel pela empresa Inravis&oacute;n, que administra o sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o colombiano.<\/p>\n<p>O governo ainda destacou que o jornalismo consumia &ldquo;aproximadamente 90% dos recursos e do pessoal dispon&iacute;vel&rdquo;.<\/p>\n<h2>Entidades criticam<\/h2>\n<p><strong>A Funda&ccedil;&atilde;o para a Liberdade de Imprensa (FLIP), a Miss&atilde;o de Observa&ccedil;&atilde;o Eleitoral (MOE) e a Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias (Amarc) recha&ccedil;aram, em nota, a decis&atilde;o do governo colombiano alegando que ela restringe o acesso de comunidades inteiras &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sobre seus pr&oacute;prios territ&oacute;rios. &nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;As r&aacute;dios comunit&aacute;rias s&atilde;o a principal &mdash; ou at&eacute; mesmo a &uacute;nica &mdash; fonte de informa&ccedil;&otilde;es locais e not&iacute;cias de interesse p&uacute;blico. Essas emissoras beneficiam mais de 463 mil pessoas em &aacute;reas rurais e em comunidades ind&iacute;genas, afrodescendentes e camponesas&rdquo;, diz o comunicado das entidades.<\/p>\n<p>As organiza&ccedil;&otilde;es acrescentaram que a decis&atilde;o &ldquo;desconsidera&rdquo; a natureza das r&aacute;dios da paz, criadas pelo Acordo de 2016 &ldquo;para operar em &aacute;reas particularmente afetadas pelo conflito&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>A decis&atilde;o do governo Espriella, ainda que anunciada como transit&oacute;ria, repete a pol&iacute;tica do governo de Javier Milei para a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da Argentina, que levou ao fechamento, em 2024, da Ag&ecirc;ncia Tel&aacute;m, <\/strong>o principal ve&iacute;culo da m&iacute;dia p&uacute;blica argentina. &nbsp;<\/p>\n<p>A medida tem ainda o potencial de limitar a pluralidade da m&iacute;dia colombiana, dominado por tr&ecirc;s grandes conglomerados empresariais. Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o Rep&oacute;rteres Sem Fronteira (RSF), o ecossistema midi&aacute;tico colombiano deixa &ldquo;60% do pa&iacute;s sem cobertura midi&aacute;tica local&rdquo;.<\/p>\n<p>Inspirada no modelo de comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da Europa, a m&iacute;dia p&uacute;blica dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina surge com a promessa de oferecer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o um conte&uacute;do que, por n&atilde;o ter interesse comercial envolvido, n&atilde;o seria oferecido pela m&iacute;dia privada empresarial.<\/p>\n<p>No Brasil, a <strong>Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong> (<strong>EBC<\/strong>), que controla a <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil<\/strong>, &eacute; a respons&aacute;vel por gerir os ve&iacute;culos p&uacute;blicos federais do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Criada em 2007, a <strong>EBC<\/strong> atende ao Artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal que determina que o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o deve observar o princ&iacute;pio da complementaridade entre os sistemas privado, p&uacute;blico e estatal de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo governo da Col&ocirc;mbia, do presidente Abelardo de la Espriella, p&ocirc;s fim ao jornalismo da m&iacute;dia p&uacute;blica do pa&iacute;s encerrando o notici&aacute;rio das\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-723673","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/723673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=723673"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/723673\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=723673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=723673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=723673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}