{"id":724158,"date":"2026-09-15T09:00:06","date_gmt":"2026-09-15T12:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele\/"},"modified":"2026-09-15T09:02:55","modified_gmt":"2026-09-15T12:02:55","slug":"cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/15\/cancer-estudo-alerta-para-riscos-de-melanoma-fora-da-pele\/","title":{"rendered":"Estudo aponta risco de melanoma em partes do corpo al\u00e9m da pele"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"resumo-box\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f4f4f4; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Melanoma pode ocorrer fora da pele, atingindo olhos, mucosas e \u00f3rg\u00e3os internos. O estudo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer refor\u00e7a preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce e integra\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas da sa\u00fade no Brasil, com tratamento pelo SUS. Dados epidemiol\u00f3gicos v\u00eam da plataforma info.oncollect.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil<\/strong> \u2013 <strong>Nem todo melanoma<\/strong> est\u00e1 relacionado ao <strong>c\u00e2ncer de pele<\/strong>, esclarece a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer. Com origem nas <strong>c\u00e9lulas produtoras de melanina<\/strong> (<strong>melan\u00f3citos<\/strong>), o melanoma tamb\u00e9m pode se manifestar nas estruturas <strong>extracut\u00e2neas (extrapele)<\/strong>, como no <strong>olho<\/strong>, em mucosas, como as da cavidade oral, e em \u00f3rg\u00e3os internos dos sistemas genital e digestivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse tipo de neoplasia maligna \u00e9 <strong>menos frequente<\/strong>, por\u00e9m mais <strong>agressivo<\/strong> e <strong>letal<\/strong> porque tem maior possibilidade de provocar <strong>met\u00e1stase<\/strong> e, com isso, se espalhar para tecidos e \u00f3rg\u00e3os vizinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>12\u00aa<\/strong> edi\u00e7\u00e3o do boletim <em>An\u00e1lises e Tend\u00eancias em C\u00e2ncer<\/em>, lan\u00e7ado pela funda\u00e7\u00e3o neste m\u00eas, foca no estudo do melanoma de pele e extracut\u00e2neo. Com o t\u00edtulo <em>Melanoma: nem sempre na pele<\/em>, a publica\u00e7\u00e3o destaca que conhecer este tipo de c\u00e2ncer \u00e9 o primeiro passo para enfrent\u00e1-lo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPara enfrentar o c\u00e2ncer, n\u00e3o basta tratar. <strong>\u00c9 preciso conhecer<\/strong>. Conhecer para prevenir, diagnosticar mais cedo, planejar melhor os servi\u00e7os de sa\u00fade e orientar pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de salvar vidas\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anualmente, as edi\u00e7\u00f5es do boletim da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer mostram um retrato epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a no Brasil e t\u00eam o objetivo de alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a import\u00e2ncia da <strong>preven\u00e7\u00e3o<\/strong>, do <strong>diagn\u00f3stico precoce<\/strong> e do combate ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados do boletim s\u00e3o da plataforma <strong>info.oncollect<\/strong>, sistema que integra a coleta, organiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados relativos a registros hospitalares de oncologia.<\/p>\n<h2>Enfrentando o melanoma<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo tamb\u00e9m aponta que o enfrentamento do melanoma de pele e extracut\u00e2neo no Brasil requer <strong>preven\u00e7\u00e3o<\/strong>, diagn\u00f3stico precoce, qualifica\u00e7\u00e3o dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articula\u00e7\u00e3o entre aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades m\u00e9dicas, conforme Alfredo Scaff, consultor m\u00e9dico da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer e coordenador do estudo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cControlar o c\u00e2ncer \u00e9 realizar o diagn\u00f3stico da forma mais precoce poss\u00edvel, iniciar o tratamento da forma mais oportuna para que as pessoas se tratem e se curem do c\u00e2ncer. O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente\u201d, destaca.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo <strong>SUS<\/strong>, o padr\u00e3o do tratamento do melanoma \u00e9 a cirurgia da les\u00e3o prim\u00e1ria.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f2f2f2; border-radius:6px; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"margin:0; font-size:14px; line-height:1.4;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Estudo do <strong>INCA<\/strong> revela que, entre 2014 e 2023, a <strong>cirurgia<\/strong> foi a primeira op\u00e7\u00e3o de tratamento do melanoma de pele em 84,7% dos casos no Brasil. A Regi\u00e3o <strong>Sudeste<\/strong> lidera com 89,6% e o <strong>Norte<\/strong> registra 64,4%. Deslocamentos para tratamento destacam gargalos de acesso, especialmente no Centro-Oeste (20,2%). A aprova\u00e7\u00e3o da classe anti-PD-1 pela <strong>ANVISA<\/strong> em 2016 abriu caminho para imunoterapia, incorporada pelo <strong>SUS<\/strong> em 2020 (nivolumabe\/pembrolizumabe).\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo \u2014 Em estudo detalhado, o <strong>Instituto Nacional de C\u00e2ncer<\/strong> (INCA) aponta que, entre 2014 e 2023, a cirurgia permaneceu como a primeira medida terap\u00eautica para melanoma de pele no pa\u00eds, respondendo por 84,7% dos procedimentos iniciais. A pesquisa destaca a import\u00e2ncia da cirurgia como base do tratamento, mesmo diante de avan\u00e7os em terapias mais modernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Regi\u00f5es<\/strong> &#8211; Ao segmentar por \u00e1rea geogr\u00e1fica, a <strong>Regi\u00e3o Sudeste<\/strong> aparece na frente com 89,6% das cirurgias iniciais, seguida pela <strong>Regi\u00e3o Norte<\/strong> (64,4%). Esses n\u00fameros revelam diferen\u00e7as regionais na ado\u00e7\u00e3o de abordagens terap\u00eauticas, ainda que a cirurgia permane\u00e7a dominante em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao deslocamento para o tratamento oncol\u00f3gico, a maioria dos pacientes realizou o atendimento na pr\u00f3pria regi\u00e3o de resid\u00eancia. O <strong>Centro-Oeste<\/strong> se destacou como a \u00e1rea com maior necessidade de deslocamento entre localidades, com 20,2% buscando tratamento fora de casa, indicador de gargalo no acesso \u00e0 assist\u00eancia especializada, segundo a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros tratamentos<\/strong> &#8211; O <strong>INCA<\/strong> enfatiza que a quimioterapia continua amplamente utilizada no melanoma. Em 2016, a <strong>ANVISA<\/strong> aprovou o uso de medicamentos da classe anti-PD-1 (nivolumabe, pembrolizumabe) e, mais recentemente, o tebentafuspe para melanoma ocular metast\u00e1tico\/inoper\u00e1vel. Em 2020, a <strong>Conitec<\/strong> aprovou a primeira imunoterapia no <strong>SUS<\/strong> para melanoma metast\u00e1tico, com dois agentes anti-PD-1 (nivolumabe e pembrolizumabe).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consultor m\u00e9dico da <strong>Funda\u00e7ao do C\u00e2ncer<\/strong> e coordenador do estudo, <strong>Alfredo Scaff<\/strong>, ressalta que a chegada de terapias de ponta elevou a taxa de resposta e a sobrevida em casos avan\u00e7ados ou metast\u00e1ticos. <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIsso \u00e9 um marco, j\u00e1 que a resposta cl\u00ednica saltou de menos de 10% com quimioterapia para at\u00e9 70% com imunoterapia. Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o respons\u00e1vel pela Assist\u00eancia do INCA, <strong>G\u00e9lcio Mendes<\/strong>, ressalta que, para o melanoma extracut\u00e2neo, as evid\u00eancias de imunoterapia s\u00e3o limitadas e, em muitos casos, sem efetividade evidente.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/mAycxX8Uig4FjNvBkb7if88--D8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/10\/gelcio_mendes_dsc_2571.jpg?itok=eEiOgCfd\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 09\/09\/2026. - O coordenador de Assist\u00eancia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), G\u00e9lcio Mendes. Foto: Carlos Leite\/INCA\" title=\"Carlos Leite\/INCA\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/mAycxX8Uig4FjNvBkb7if88--D8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/10\/gelcio_mendes_dsc_2571.jpg?itok=eEiOgCfd\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Carlos Leite\/INCA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O INCA tamb\u00e9m destaca que novas tecnologias costumam somar \u00e0s terapias j\u00e1 eficazes, sem substitu\u00ed-las. \u00c9 essencial considerar o benef\u00edcio observado nos estudos, a efic\u00e1cia no mundo real, a rela\u00e7\u00e3o custo-efetividade e a capacidade de financiamento, dados os altos custos de aquisi\u00e7\u00e3o dessas op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:16px; background:#f9f9f9;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo<\/strong> &#8211; Estudo brasileiro analisa melanoma no SUS e aponta custos elevados da imunoterapia como principal entrave de acesso. Prop\u00f5e compra centralizada por parte do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, articulada \u00e0 pol\u00edtica de industrializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade (CEIS) para reduzir pre\u00e7os e ampliar produ\u00e7\u00e3o nacional. Dados epidemiol\u00f3gicos mostram distribui\u00e7\u00e3o de melanomas extrapele no Brasil, com \u00eanfase em ocular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caminhos propostos incluem AF-Onco e mudan\u00e7as na log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o para ampliar o acesso aos pacientes, dentro de par\u00e2metros aprovados pela Conitec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do estudo: 42.255 casos avaliados; 92,2% s\u00e3o melanomas cut\u00e2neos; 75% dos extrapele s\u00e3o oculares; 1.324 melanomas extrapele entre 1990-2021; 993 oculares; 447 homens e 546 mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observa-se ainda que o melanoma ocular pode permanecer assintom\u00e1tico nas fases iniciais, o que refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas de acesso mais \u00e1geis a tratamentos de alta complexidade.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil<\/strong> \u2013 Um estudo epidemiol\u00f3gico com registros hospitalares no pa\u00eds aponta que o alto custo da imunoterapia para melanoma continua sendo uma barreira para pacientes do SUS, dificultando o acesso em tempo h\u00e1bil. O levantamento analisa dados entre 1990 e 2021 e destaca a necessidade de mudan\u00e7as estruturais para ampliar o acesso a esses tratamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Alfredo Scaff, consultor da <strong>Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer<\/strong>, a sa\u00edda para esse gargalo financeiro envolve a <strong>compra centralizada<\/strong> de insumos pelo <strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong> e \u00f3rg\u00e3os vinculados, em articula\u00e7\u00e3o com a <strong>pol\u00edtica de industrializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade<\/strong> por meio do <strong>CEIS<\/strong>, com objetivo de obter produtos com valores mais acess\u00edveis no mercado farmac\u00eautico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coordenador de Assist\u00eancia do <strong>Inca<\/strong>, <strong>G\u00e9lcio Mendes<\/strong>, admite o peso do custo da terapia e informa que altera\u00e7\u00f5es no marco legal (portarias) para ampliar o programa <strong>AF-Onco<\/strong> est\u00e3o em tramita\u00e7\u00e3o. O foco \u00e9 ampliar o acesso a esses agentes dentro dos par\u00e2metros aprovados pela Conitec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCom a nova pol\u00edtica de medicamentos oncol\u00f3gicos, expressa pelas portarias da <strong>Assist\u00eancia Farmac\u00eautica em Oncologia<\/strong> [AF-Onco], espera-se dar acesso aos pacientes com melanoma metast\u00e1tico \u00e0 imunoterapia, dentro dos par\u00e2metros aprovados e pactuados pela Conitec, assim como de diversas outras tecnologias\u201d, afirmou Scaff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Scaff ressalta que, apesar dos avan\u00e7os legais, o fluxo log\u00edstico para a distribui\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios de alta tecnologia at\u00e9 as Unacons e CACons depende de pactua\u00e7\u00e3o entre gestores, processo que ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O repasse efetivo desses medicamentos \u00e0s unidades de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia permanece sob negocia\u00e7\u00e3o intergovernamental, segundo o pesquisador.<\/p>\n<h2>Dados do estudo sobre melanoma extrapele<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudo epidemiol\u00f3gico com registros hospitalares no Brasil aponta que <strong>92,2%<\/strong> dos casos s\u00e3o melanomas cut\u00e2neos, <strong>5,7%<\/strong> s\u00e3o oculares e <strong>2,5%<\/strong> mucosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre <strong>1990 e 2021<\/strong>, apenas para melanomas extrapele, foram registrados <strong>1.324<\/strong> novos casos, sendo <strong>523<\/strong> em homens e <strong>801<\/strong> em mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>olho<\/strong> foi a principal localiza\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria (<strong>75%<\/strong>) dos casos extracut\u00e2neos, seguido dos \u00f3rg\u00e3os genitais (<strong>12,8%<\/strong>) e do sistema digest\u00f3rio (<strong>8,2%<\/strong>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os <strong>993<\/strong> casos analisados de melanoma ocular, <strong>447<\/strong> (45%) ocorreram em homens e <strong>546<\/strong> (55%) em mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dos n\u00fameros, a Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer alerta que, diferentemente do melanoma cut\u00e2neo, o ocular pode permanecer assintom\u00e1tico nas fases iniciais, o que refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas de acesso mais r\u00e1pidas a tratamentos de alta complexidade.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:14px; background:#f7f7f7;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Melanoma de pele permanece o c\u00e2ncer de pele mais comum no Brasil. Entre 1990 e 2021, foram registrados<strong> 30.614<\/strong> casos novos; em 2023, ocorreram <strong>2.047<\/strong> \u00f3bitos. A regi\u00e3o Sul tem as maiores taxas de incid\u00eancia; proje\u00e7\u00f5es para 2026\/2028 indicam<strong> 9.360<\/strong> novos casos no pa\u00eds. Dados do INCA e da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Melanoma de pele<\/strong> continua sendo o tipo de c\u00e2ncer de pele mais frequente no Brasil, embora represente apenas <strong>4%<\/strong> dos tumores malignos cut\u00e2neos. Dados do <strong>INCA<\/strong> (Instituto Nacional de C\u00e2ncer) e da <strong>Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer<\/strong> indicam que, entre <strong>1990<\/strong> e <strong>2021<\/strong>, foram <strong>30.614<\/strong> casos novos. A distribui\u00e7\u00e3o por sexo aponta <strong>15.714<\/strong> ocorr\u00eancias em mulheres (<strong>51,3%<\/strong>) e <strong>14.900<\/strong> em homens (<strong>48,7%<\/strong>). A doen\u00e7a apresenta predom\u00ednio de localiza\u00e7\u00e3o no <strong>tronco<\/strong> (<strong>22,4%<\/strong>), seguido de <strong>membros inferiores<\/strong> (<strong>19,1%<\/strong>) e <strong>membros superiores<\/strong> (<strong>13,8%<\/strong>). Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, homens apresentaram mais diagn\u00f3sticos na orelha, couro cabeludo, pesco\u00e7o e tronco; mulheres, na face, membros inferiores e superiores. O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 enfatizado, pois os sintomas s\u00e3o inespec\u00edficos e podem atrasar a detec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de mortalidade, o <strong>INCA<\/strong> registrou, em <strong>2023<\/strong>, <strong>2.047<\/strong> \u00f3bitos por melanoma de pele no Brasil. Desse total, <strong>1.176<\/strong> mortes ocorreram entre homens (1,14 por 100 mil) e <strong>871<\/strong> entre mulheres (0,8 por 100 mil). A m\u00e9dia de \u00f3bitos no per\u00edodo 2020-2024 ficou em<strong> seis<\/strong> por milh\u00e3o de habitantes, com maiores taxas entre homens (<strong>8<\/strong> por milh\u00e3o) do que entre mulheres (<strong>5<\/strong> por milh\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo panorama regional, a regi\u00e3o <strong>Sul<\/strong> registrou as maiores taxas de incid\u00eancia, com <strong>44,40<\/strong> casos por milh\u00e3o, quase o dobro da m\u00e9dia nacional (<strong>19,20<\/strong> por milh\u00e3o). No <strong>Sul<\/strong>, o melanoma ocupa a <strong>s\u00e9tima<\/strong> posi\u00e7\u00e3o entre c\u00e2nceres em mulheres e a <strong>nona<\/strong> entre homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o tri\u00eanio <strong>2026\/2028<\/strong>, o <strong>INCA<\/strong> projeta <strong>9.360<\/strong> novos casos de c\u00e2ncer de pele melanoma no Brasil, com uma incid\u00eancia de <strong>19,2<\/strong> casos por milh\u00e3o de habitantes. O maior risco permanece entre homens, com <strong>23,8<\/strong> casos por milh\u00e3o, frente a <strong>17,3<\/strong> por milh\u00e3o entre as mulheres. Os n\u00fameros integram as estimativas do instituto, que orientam pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es no SUS. O estudo completo pode ser consultado neste <em>link<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Melanoma pode ocorrer fora da pele, atingindo olhos, mucosas e \u00f3rg\u00e3os internos. O estudo da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer refor\u00e7a preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce e\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":724160,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-724158","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=724158"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":724159,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724158\/revisions\/724159"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/724160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=724158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=724158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=724158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}