{"id":724657,"date":"2026-09-16T15:59:23","date_gmt":"2026-09-16T18:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/stj-fixa-tese-sobre-uso-de-provas-do-inquerito-e-validade-do-testemunho-indireto\/"},"modified":"2026-09-16T16:01:18","modified_gmt":"2026-09-16T19:01:18","slug":"stj-fixa-tese-sobre-uso-de-provas-do-inquerito-e-validade-do-testemunho-indireto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/16\/stj-fixa-tese-sobre-uso-de-provas-do-inquerito-e-validade-do-testemunho-indireto\/","title":{"rendered":"STJ fixa tese: provas de inqu\u00e9rito e validade do testemunho indireto"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"news-body-content\">\n<div class=\"summary-box\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f6f6f6; border-radius:6px; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0; font-size:14px;\">\n      <strong>Resumo:<\/strong> STJ fixa teses sobre a pron\u00fancia no j\u00fari e o uso de provas obtidas na fase de inqu\u00e9rito, al\u00e9m do peso do testemunho indireto (Tema 1260). Decis\u00e3o da Terceira Se\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o do relator ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Palavras-chave: pron\u00fancia, inqu\u00e9rito, testemunho indireto, contradit\u00f3rio, CPP, Tema 1260.\n    <\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    O <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong> (<strong>STJ<\/strong>), ao julgar recursos repetitivos sob o tema 1260, consolidou teses relativas \u00e0 <strong>pron\u00fancia<\/strong> no processo de julgamento do j\u00fari e ao uso de provas coletadas exclusivamente na fase de <strong>inqu\u00e9rio<\/strong>. O relator do recurso repetitivo foi o ministro <strong>Reynaldo Soares da Fonseca<\/strong>, que explicou a fun\u00e7\u00e3o e a import\u00e2ncia desse est\u00e1gio processual no equil\u00edbrio entre defesa e acusa\u00e7\u00e3o.\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    <strong>Primeira tese<\/strong>: a pron\u00fancia n\u00e3o pode sofrer fundamenta\u00e7\u00e3o exclusivamente em elementos informativos do inqu\u00e9rito, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es previstas no final do art. 155 do <strong>C\u00f3digo de Processo Penal<\/strong> (CPP), relativas a <strong>provas cautelares, n\u00e3o repet\u00edveis e antecipadas<\/strong>. Essa regra visa evitar que a fase investigativa substitua a an\u00e1lise judicial pr\u00e9via necess\u00e1ria para a acusa\u00e7\u00e3o ir ao j\u00fari.\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    <strong>Segunda tese<\/strong>: o <strong>testemunho indireto<\/strong> \u2014 ou ouvida dizer \u2014 \u00e9 prova l\u00edcita e admiss\u00edvel no ordenamento brasileiro, mas, mesmo quando produzido em ju\u00edzo, n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para alcan\u00e7ar o <strong>standard probat\u00f3rio<\/strong> exigido para a pron\u00fancia. O instrumento pode complementar a prova direta, desde que n\u00e3o substitua evid\u00eancias consistentes.\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    <strong>Terceira tese<\/strong>: em contextos de <strong>intimida\u00e7\u00e3o da prova<\/strong>, criminalidade organizada, fac\u00e7\u00f5es criminosas, silenciamento de v\u00edtimas ou testemunhas e outras situa\u00e7\u00f5es de dificuldade substancial na produ\u00e7\u00e3o de prova direta, o <strong>testemunho indireto qualificado<\/strong> pode ganhar relev\u00e2ncia probat\u00f3ria, desde que esteja sujeito a <strong>controle judicial estrito<\/strong> e mantenha v\u00ednculos com o contradit\u00f3rio e a ampla defesa.\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    Ainda conforme o ministro relator, na vis\u00e3o do CPP a <strong>afeta\u00e7\u00e3o<\/strong> do tema repetitivo ocorreu sem suspender processos relacionados ao mesmo tema submetido ao precedente qualificado, mantendo a continuidade de a\u00e7\u00f5es que discutem a mesma linha interpretativa.\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    O ministro <strong>Reynaldo Soares da Fonseca<\/strong> destacou que a pron\u00fancia exige, nos termos do art. <strong>413<\/strong> do CPP, que haja certeza de que o <strong>fato delituoso ocorreu<\/strong>. Quanto \u00e0 autoria ou participa\u00e7\u00e3o, o crit\u00e9rio \u00e9 mais flex\u00edvel, admitindo ind\u00edcios suficientes da rela\u00e7\u00e3o entre o acusado e o fato apurado. A aus\u00eancia de provas consistentes produzidas sob contradit\u00f3rio pode invalidar qualquer decis\u00e3o desfavor\u00e1vel ao r\u00e9u, seja para condena\u00e7\u00e3o ou para pron\u00fancia, especialmente em crimes dolosos contra a vida.\n  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n    A decis\u00e3o enfatiza a import\u00e2ncia de o colegiado manter padr\u00f5es de prova robustos antes de submeter algu\u00e9m a julgamento pelo j\u00fari, fortalecendo a prote\u00e7\u00e3o do acusado e a credibilidade do pr\u00f3prio instituto do j\u00fari.\n  <\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-resumo\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f5f5f5; border-radius:6px; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> STJ discute a admissibilidade do <strong>testemunho indireto<\/strong> em processos sob o <strong>rito do j\u00fari<\/strong>. O relator <strong>Reynaldo Soares da Fonseca<\/strong> afirma que a pron\u00fancia n\u00e3o pode ocorrer apenas com elementos da fase inquisitorial, sem <strong>lastro probat\u00f3rio<\/strong>. Debate envolve <strong>contradit\u00f3rio<\/strong>, <strong>ampla defesa<\/strong> e exce\u00e7\u00f5es previstas na jurisprud\u00eancia para provas n\u00e3o repet\u00edveis ou situa\u00e7\u00f5es de temor de repres\u00e1lias.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong> discutiu a admissibilidade do <strong>testemunho indireto<\/strong> nos processos que tramitam pelo rito do j\u00fari, em sess\u00e3o de debate recente. O foco foi a fase de pron\u00fancia, momento em que se decide se o r\u00e9u ser\u00e1 levado a julgamento, e a necessidade de <strong>lastro probat\u00f3rio<\/strong> al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es colhidas na fase inquisitorial.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO relator, ministro <strong>Reynaldo Soares da Fonseca<\/strong>, enfatizou que n\u00e3o se pode admitir que o r\u00e9u seja pronunciado com fundamento exclusivamente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial, sem qualquer <strong>lastro probat\u00f3rio<\/strong>, afirmou em defesa da necessidade de robustez democr\u00e1tica no julgamento.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSobre o <strong>testemunho indireto<\/strong>, o relator destacou que, embora haja espa\u00e7o para esse tipo de depoimento, sua confiabilidade n\u00e3o \u00e9 equipar\u00e1vel \u00e0 de uma testemunha que presenciou o fato. Ele alertou que esse tipo de informa\u00e7\u00e3o tende a sofrer distor\u00e7\u00f5es, omiss\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es, o que pode afeta o <strong>contradit\u00f3rio<\/strong> e a <strong>ampla defesa<\/strong>.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa avalia\u00e7\u00e3o do ministro, n\u00e3o h\u00e1 <strong>impedimento legal<\/strong> ao uso de testemunho indireto quando a fonte fica claramente identificada pela testemunha, ainda que a pessoa n\u00e3o tenha presenciado o fato. Nessa hip\u00f3tese, o contradit\u00f3rio pode ser exercido, inclusive com a convoca\u00e7\u00e3o da fonte original para depor no plen\u00e1rio do j\u00fari, se necess\u00e1rio.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor fim, o ministro lembrou que a jurisprud\u00eancia do <strong>STJ<\/strong>, em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, admite a possibilidade do <strong>testemunho indireto<\/strong> no caso de <strong>provas n\u00e3o repet\u00edveis<\/strong> ou quando h\u00e1 <strong>temor concreto<\/strong> de repres\u00e1lias pelo comparecimento em ju\u00edzo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: STJ fixa teses sobre a pron\u00fancia no j\u00fari e o uso de provas obtidas na fase de inqu\u00e9rito, al\u00e9m do peso do testemunho\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":724659,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-724657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=724657"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724657\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":724658,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724657\/revisions\/724658"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/724659"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=724657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=724657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=724657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}