{"id":724679,"date":"2026-09-16T17:41:44","date_gmt":"2026-09-16T20:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/medo-da-violencia-altera-rotina-de-78-das-mulheres-e-interfere-em-lazer-mobilidade-trabalho-e-estudo\/"},"modified":"2026-09-16T17:43:45","modified_gmt":"2026-09-16T20:43:45","slug":"medo-da-violencia-altera-rotina-de-78-das-mulheres-e-interfere-em-lazer-mobilidade-trabalho-e-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/16\/medo-da-violencia-altera-rotina-de-78-das-mulheres-e-interfere-em-lazer-mobilidade-trabalho-e-estudo\/","title":{"rendered":"Temor da viol\u00eancia impacta 78% das mulheres, influenciando lazer, mobilidade, trabalho e estudo"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"summary-box\" style=\"border:1px solid #ccc; padding:12px; background:#f9f9f9; margin-bottom:14px;\">\n<strong>Resumo<\/strong><br \/>\n78% das mulheres brasileiras j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia, segundo estudo conduzido pelos institutos Patr\u00edcia Galv\u00e3o e Locomotiva, com apoio da Uber.<br \/>\n98% adotam estrat\u00e9gias para reduzir riscos no cotidiano.<br \/>\nA pesquisa, com 1,5 mil entrevistados entre 22 e 30 de abril de 2026, ser\u00e1 apresentada no 20\u00ba Encontro do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, no painel &#8220;(In)seguran\u00e7a das Mulheres e Mobilidade&#8221;.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brasil vive uma percep\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a entre as mulheres, conforme a pesquisa &#8220;Seguran\u00e7a das Mulheres: Percep\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira sobre Viol\u00eancia&#8221; realizada pelos institutos Patr\u00edcia Galv\u00e3o e Locomotiva, com apoio da Uber. O estudo aponta que <strong>78%<\/strong> das mulheres j\u00e1 foram v\u00edtimas de algum tipo de viol\u00eancia e que <strong>98%<\/strong> adotam estrat\u00e9gias para reduzir riscos no cotidiano. Os dados ser\u00e3o apresentados nesta quarta-feira (16) no 20\u00ba Encontro do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, no painel &#8220;(In)seguran\u00e7a das Mulheres e Mobilidade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MULHERES RELATAM MAIOR SENSA\u00c7\u00c3O DE INSEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as entrevistadas, <strong>94%<\/strong> disseram sentir-se inseguras diante da viol\u00eancia no dia a dia, frente a <strong>84%<\/strong> entre os homens. A preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se estende aos deslocamentos pelas cidades: <strong>94%<\/strong> das mulheres e <strong>90%<\/strong> dos homens temem sofrer viol\u00eancia durante o trajeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ma\u00edra Saru\u00ea, <strong>diretora de Pesquisa da Locomotiva<\/strong>, explicou \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> que a percep\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a est\u00e1 ligada a experi\u00eancias concretas de viol\u00eancia e que o receio molda a forma como as mulheres circulam pelos espa\u00e7os urbanos, influenciando inclusive o acesso a oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VULNERABILIDADE E FORMAS DE VIOL\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa aponta que as mulheres s\u00e3o vistas pela popula\u00e7\u00e3o como mais vulner\u00e1veis a diferentes formas de viol\u00eancia \u2014 <strong>dom\u00e9stica<\/strong>, <strong>sexual<\/strong>, <strong>psicol\u00f3gica<\/strong> e <strong>f\u00edsica<\/strong>. Entre as entrevistadas, <strong>seis em cada dez<\/strong> apontaram a viol\u00eancia dom\u00e9stica como fonte de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ESPACOS E SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bares, festas, baladas e locais de transporte p\u00fablico aparecem entre os espa\u00e7os considerados menos seguros. O levantamento aponta que <strong>41%<\/strong> das mulheres n\u00e3o se sentem seguras em bares, festas e baladas; <strong>42%<\/strong> em pontos de \u00f4nibus e esta\u00e7\u00f5es; e <strong>33%<\/strong> no transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ma\u00edra Saru\u00ea tamb\u00e9m enfatizou que mulheres e homens vivenciam a cidade de forma distinta e que essa percep\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a interfere no modo como as mulheres ocupam espa\u00e7os e, por consequ\u00eancia, no seu acesso a oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ESTRAT\u00c9GIAS PARA EVITAR SITUA\u00c7\u00d5ES DE VIOL\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostra que <strong>98%<\/strong> das mulheres adotam ao menos uma medida para reduzir o risco de viol\u00eancia. A estrat\u00e9gia mais citada \u00e9 <strong>evitar determinados locais<\/strong>, mencionada por <strong>90%<\/strong> das entrevistadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras a\u00e7\u00f5es incluem <strong>n\u00e3o compartilhar informa\u00e7\u00f5es pessoais ou localiza\u00e7\u00e3o nas redes sociais<\/strong> (88%), <strong>evitar usar o celular na rua<\/strong> (84%), <strong>avisar algu\u00e9m sobre deslocamentos e hor\u00e1rios<\/strong> (83%) e <strong>evitar sair \u00e0 noite<\/strong> (83%).<\/p>\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:14px; background:#f5f5f5; margin-bottom:16px;\">\n<p><strong>Resumo:<\/strong> <strong>80%<\/strong> evitam apps banc\u00e1rios na rua; <strong>77%<\/strong> compartilham localiza\u00e7\u00e3o com pessoas de confian\u00e7a; <strong>62%<\/strong> mudaram h\u00e1bitos de lazer; <strong>78%<\/strong> dizem que propostas de combate \u00e0 viol\u00eancia influenciar\u00e3o o voto; <strong>95%<\/strong> refor\u00e7am a necessidade de ampliar canais de den\u00fancia e <strong>93%<\/strong> destacam melhorias na infraestrutura urbana. (Fonte: Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal)<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa divulgada pela Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal, aponta que o medo da viol\u00eancia inspira mudan\u00e7as profundas no cotidiano das mulheres, impactando desde deslocamentos at\u00e9 decis\u00f5es profissionais. A diretora executiva do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Vera Vieira, destaca que os resultados mostram a inseguran\u00e7a como uma vari\u00e1vel presente na maior parte das escolhas di\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comportamentos observados<\/strong> no levantamento indicam que <strong>80%<\/strong> das entrevistadas evitam o uso de aplicativos banc\u00e1rios na rua e <strong>77%<\/strong> compartilham a localiza\u00e7\u00e3o com pessoas de confian\u00e7a. Tamb\u00e9m aparecem mudan\u00e7as em trajetos: <strong>69%<\/strong> alteram rotas habituais; <strong>66%<\/strong> recorrem a carros ou motos por aplicativo para evitar caminhar; e <strong>66%<\/strong> costumam pedir companhia ao sair de casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos no lazer<\/strong> aparecem de forma expressiva: <strong>62%<\/strong> modificaram h\u00e1bitos de lazer e <strong>58%<\/strong> deixaram de frequentar locais de que gostavam. Al\u00e9m disso, <strong>56%<\/strong> afirmaram ter optado por algum meio de transporte em vez de caminhar, mesmo transitando por trajetos curtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defesa pessoal<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 tema recorrente: <strong>27%<\/strong> praticam t\u00e9cnicas de defesa e <strong>26%<\/strong> carregam itens de prote\u00e7\u00e3o, como spray de pimenta ou alarme pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Medo tamb\u00e9m afeta trabalho e estudos<\/strong>: <strong>45%<\/strong> j\u00e1 deixaram de aproveitar oportunidades de emprego ou estudo por medo da viol\u00eancia; <strong>44%<\/strong> consideraram mudar de bairro ou cidade para buscar maior seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 Ag\u00eancia Brasil, Vera Vieira afirmou que os resultados indicam que a inseguran\u00e7a passou a orientar decis\u00f5es cidad\u00e3s, levando mulheres a evitar lugares, modificar trajetos, reduzir atividades de lazer e at\u00e9 reconsiderar oportunidades profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Poder p\u00fablico e elei\u00e7\u00f5es<\/strong>: entre as entrevistadas, <strong>73%<\/strong> apontam as Pol\u00edcias Militar e Civil como respons\u00e1veis pela atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, seguidas por governos federal e estaduais (ambos com <strong>69%<\/strong>) e prefeituras (<strong>66%<\/strong>). Contudo, a maioria avalia de forma negativa a atua\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es no combate \u00e0 viol\u00eancia: Legislativo (<strong>74%<\/strong>), governos estaduais (<strong>72%<\/strong>), Judici\u00e1rio (<strong>71%<\/strong>) e governo federal (<strong>71%<\/strong>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguran\u00e7a das mulheres tamb\u00e9m aparece conectada ao voto: <strong>78%<\/strong> afirmam que propostas para enfrentar a viol\u00eancia influenciar\u00e3o suas escolhas eleitorais. Vera Vieira defende que a seguran\u00e7a deve ser tratada como quest\u00e3o de cidadania, com amplia\u00e7\u00e3o de canais de den\u00fancia, melhoria da infraestrutura urbana e pol\u00edticas que reduzam desigualdades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Opini\u00f5es sobre pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong>: entre as entrevistadas, <strong>95%<\/strong> consideram essencial ampliar canais de den\u00fancia e apoio \u00e0s v\u00edtimas; <strong>93%<\/strong> veem a necessidade de melhorar a infraestrutura das cidades (transporte, ilumina\u00e7\u00e3o, espa\u00e7os p\u00fablicos); e <strong>92%<\/strong> destacam a import\u00e2ncia de pol\u00edticas espec\u00edficas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, educa\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as culturais, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o de desigualdades sociais e econ\u00f4micas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo 78% das mulheres brasileiras j\u00e1 sofreram algum tipo de viol\u00eancia, segundo estudo conduzido pelos institutos Patr\u00edcia Galv\u00e3o e Locomotiva, com apoio da Uber.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":724681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-724679","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=724679"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724679\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":724680,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724679\/revisions\/724680"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/724681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=724679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=724679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=724679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}