{"id":725567,"date":"2026-09-19T18:00:50","date_gmt":"2026-09-19T21:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/china-busca-conexao-e-cooperacao-entre-povos-por-meio-dos-grandes-rios\/"},"modified":"2026-09-19T18:03:04","modified_gmt":"2026-09-19T21:03:04","slug":"china-busca-conexao-e-cooperacao-entre-povos-por-meio-dos-grandes-rios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/19\/china-busca-conexao-e-cooperacao-entre-povos-por-meio-dos-grandes-rios\/","title":{"rendered":"China mira coopera\u00e7\u00e3o entre povos por meio dos principais rios"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:1px solid #ccc; padding:12px; border-radius:6px; background:#f8f8f8; margin-bottom:12px;\">\n<strong>Resumo<\/strong><br \/>\nChongqing, China, sedia a 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum da Civiliza\u00e7\u00e3o do Rio Yangtz\u00e9, reunindo especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 pa\u00edses. A Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal, acompanhou a cobertura, com viagem de cruzeiro pelo Yangtz\u00e9 e visitas a s\u00edtios hist\u00f3ricos. Debates destacaram a contribui\u00e7\u00e3o de cada rio para as civiliza\u00e7\u00f5es e a necessidade de ampliar leituras hist\u00f3ricas al\u00e9m do ocidente.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chongqing, China<\/strong> \u2014 a <strong>4\u00aa edi\u00e7\u00e3o<\/strong> do <strong>F\u00f3rum da Civiliza\u00e7\u00e3o do Rio Yangtz\u00e9<\/strong> ocorreu nesta semana na cidade de Chongqing, reunindo <strong>especialistas, jornalistas e artistas<\/strong> de quase <strong>20 pa\u00edses<\/strong>, incluindo <strong>Egito, S\u00e9rvia, Austr\u00e1lia, Reino Unido, M\u00e9xico, Turquia<\/strong> e <strong>Coreia do Sul<\/strong>. A cidade, que abriga cerca de <strong>32 milh\u00f5es de habitantes<\/strong>, foi o palco dos debates sobre o papel dos grandes rios na forma\u00e7\u00e3o das civiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, parceira do <strong>PrimeiroJornal<\/strong>, o encontro tamb\u00e9m projetou a <strong>Rota Econ\u00f4mica do Rio Yangtz\u00e9<\/strong>, trajeto de aproximadamente <strong>6,3 mil quil\u00f4metros<\/strong> que conecta o interior chin\u00eas ao porto de Xangai e \u00e9 apresentado como um dos pilares da civiliza\u00e7\u00e3o milenar associada ao Yangtz\u00e9, ao lado do <strong>rio Amarelo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s mais de <strong>33 horas<\/strong> de viagem de Bras\u00edlia a Chongqing, a <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> acompanhou o F\u00f3rum deste ano, que contou com uma <strong>viagem de cruzeiro de cerca de 440 quil\u00f4metros<\/strong> pelo leito do Yangtz\u00e9, incluindo visitas a templos e fortalezas hist\u00f3ricas, como a <strong>fortaleza de Shibaozhai<\/strong> e o <strong>templo de Zhang Fei<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os <strong>estudiosos chineses<\/strong> argumentam que a origem do desenvolvimento humano ao redor do Yangtz\u00e9 tem sido subestimada pela historiografia ocidental, apontando que pesquisas locais v\u00eam revelando dados sobre a agricultura e a ocupa\u00e7\u00e3o humana na regi\u00e3o h\u00e1 quase <strong>dez mil anos<\/strong>, o que inspira novas leituras sobre as civiliza\u00e7\u00f5es fluviais.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/HO8ssmCcWrcMVbyXIQZHNa-MAh4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/19\/whatsapp_image_2026-09-19_at_11.24.21.jpeg?itok=sQhBgcFv\" alt=\"Abertura da 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum da Civiliza\u00e7\u00e3o do Rio Yangtz\u00e9, em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"CHONGQING DAILY\/Divulga\u00e7\u00e3o\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/HO8ssmCcWrcMVbyXIQZHNa-MAh4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/19\/whatsapp_image_2026-09-19_at_11.24.21.jpeg?itok=sQhBgcFv\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> CHONGQING DAILY\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #d9d9d9; padding:12px; margin-bottom:14px; background:#f7f7f7;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Encontro internacional sobre \u00e1gua reuniu especialistas do Egito e da China para debater governan\u00e7a de rios e coopera\u00e7\u00e3o transnacional. Li Guoqiang defende equil\u00edbrio entre desenvolvimento econ\u00f4mico e ecologia no Yangtz\u00e9; eg\u00edpcios apresentaram o modelo de media\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Nilo. China institucionalizou a \u201cciviliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d como prioridade desde 2012 e, em 2018, passou a constar na Constitui\u00e7\u00e3o. Debate tamb\u00e9m aborda biodiversidade do Yangtz\u00e9, incluindo a extin\u00e7\u00e3o do golfinho Baiji.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um encontro internacional sobre \u00e1gua, realizado na China, reuniu especialistas do Egito e da China para debater governan\u00e7a de rios e coopera\u00e7\u00e3o transnacional. O destaque ficou para Li Guoqiang, professor do Instituto de Hist\u00f3ria e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ci\u00eancias Sociais (CASS), e para uma delega\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia que apresentou o modelo de media\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Nilo. O objetivo foi discutir mecanismos de prote\u00e7\u00e3o de rios e comunidades dependentes deles.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo especialistas eg\u00edpcios, o modelo de media\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Nilo serve para antecipar secas e enchentes, contribuindo para a gest\u00e3o compartilhada de recursos h\u00eddricos entre na\u00e7\u00f5es. Alaa Hussein Mahmoud Menshawy, da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Luxor, ressaltou a import\u00e2ncia desse interc\u00e2mbio cultural.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o Yangtz\u00e9, Li Guoqiang reconheceu que o desenvolvimento econ\u00f4mico da China, nas \u00faltimas cinco d\u00e9cadas, provocou impactos ambientais, incluindo a extin\u00e7\u00e3o do \u00fanico golfinho de \u00e1gua doce no mundo, o Baiji, em 2006. Ele citou a ado\u00e7\u00e3o de uma abordagem que privilegia a prote\u00e7\u00e3o ambiental sem abrir m\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico, resumida na teoria das duas montanhas:<\/strong><\/p>\n<blockquote style=\"margin:0 0 14px 0; padding-left:15px; border-left:3px solid #ccc;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No processo de desenvolvimento contempor\u00e2neo, damos mais aten\u00e7\u00e3o ao ambiente ecol\u00f3gico porque temos uma concep\u00e7\u00e3o: a teoria das duas montanhas, que busca prioridade ecol\u00f3gica e desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O encontro ressaltou, ainda, a postura da China diante da biodiversidade do Yangtz\u00e9. Entre as medidas mencionadas est\u00e3o a proibi\u00e7\u00e3o da pesca profissional h\u00e1 dez anos e projetos de recupera\u00e7\u00e3o do rio. A relev\u00e2ncia da ideia de um equil\u00edbrio entre crescimento econ\u00f4mico e prote\u00e7\u00e3o ambiental foi destacada pelos participantes.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O debate tamb\u00e9m abordou a pol\u00edtica de civiliza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica adotada pela China. Segundo o discurso apresentado, o pa\u00eds passou a tratar o tema como prioridade nacional em 2012 e, em 2018, incorporou a defesa ambiental \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, consolidando-a como uma pol\u00edtica de Estado permanente.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Especialistas ressaltaram a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o internacional para proteger rios e comunidades que deles dependem, enfatizando que compartilhar conhecimentos pode aprimorar estrat\u00e9gias de preserva\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:center;\">\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/lR6nPxRkyyBzjJE5myKpeBuF5xA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/19\/whatsapp_image_2026-09-18_at_21.00.21.jpeg?itok=FicoxwCe\" alt=\"Li Guoqiang, professor do Instituto de Hist\u00f3ria e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ci\u00eancias Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus Le&oacute;n\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Li Guoqiang\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\"><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Lucas Pordeus Le&oacute;n\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<h1>Rio Yangtz\u00e9 encontra o Amazonas: document\u00e1rio sino-brasileiro em produ\u00e7\u00e3o envolve comunidades ribeirinhas<\/h1>\n<div class=\"box-resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f9f9f9; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Document\u00e1rio transnacional sobre povos ribeirinhos do <strong>Amazonas<\/strong>, em produ\u00e7\u00e3o entre Brasil e China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produzido pela Bridging News\/<strong>WCICO<\/strong>, o projeto intitulado <em>\u201cQuando o Yangtz\u00e9 encontra o Amazonas\u201d<\/em> reunir\u00e1 relatos de chineses e brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores brasileiros (INPA, Unialfa) discutem conserva\u00e7\u00e3o e caminhos intermedi\u00e1rios entre desenvolvimento econ\u00f4mico e prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rep\u00f3rter viajou a convite do CPC (Chongqing) e da CASS; informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rio Yangtz\u00e9<\/strong>, China \u2013 uma equipe da Bridging News, bra\u00e7o da m\u00eddia estatal chinesa que opera o Centro Internacional de Comunica\u00e7\u00e3o do Oeste da China (<strong>WCICO<\/strong>), chegou ao Brasil para gravar um document\u00e1rio ainda sem data de estreia, intitulado \u201cQuando o Yangtz\u00e9 encontra o Amazonas\u201d. A produ\u00e7\u00e3o visa contar hist\u00f3rias de povos ribeirinhos amaz\u00f4nicos e chineses, conforme informa\u00e7\u00f5es repassadas \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produtora <strong>Vivian Yan<\/strong>, da Bridging News, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que a diversidade de pessoas e comunidades no <strong>Amazonas<\/strong> chamou a aten\u00e7\u00e3o da equipe. <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cConhec\u00ea-las me fez perceber que o <strong>Rio Amazonas<\/strong> \u00e9 muito mais vibrante e multifacetado do que aquilo que eu havia visto na televis\u00e3o. Me mostrou o qu\u00e3o estreitamente o cotidiano delas est\u00e1 ligado ao rio e ao meio ambiente ao redor\u201d, afirmou a diretora da Bridging News, que controla o WCICO.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora Vera Maria, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (<strong>INPA<\/strong>), disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que o Brasil pode aprender com a experi\u00eancia chinesa para evitar erros e minimizar impactos ambientais na explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Amaz\u00f4nia. <em>\u201cN\u00e3o adianta trazer o modelo econ\u00f4mico de Minas, de Goi\u00e1s ou de S\u00e3o Paulo para a Amaz\u00f4nia porque n\u00e3o vai funcionar. Espero que a gente n\u00e3o chegue tamb\u00e9m a um ponto extremo de destrui\u00e7\u00e3o para poder correr atr\u00e1s do preju\u00edzo\u201d<\/em>, completou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Vera Maria, \u00e9 preciso aprender com os povos ind\u00edgenas amaz\u00f4nicos e apostar em economias que contribuam para manter a floresta em p\u00e9, evitando atividades como a dragagem de rios. <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA extra\u00e7\u00e3o ou o cultivo e o uso de plantas amaz\u00f4nicas, como a\u00e7a\u00ed ou a castanha-do-Brasil e outros produtos, est\u00e3o gerando recursos t\u00e3o grandes quanto os de outras atividades que levam \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da floresta\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cQualquer atividade humana causa impacto ambiental. Agora, voc\u00ea deixar uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o local na mis\u00e9ria tamb\u00e9m \u00e9 um impacto socioambiental n\u00e3o desej\u00e1vel. Contraditoriamente, a Amaz\u00f4nia \u00e9 a regi\u00e3o do pa\u00eds que tem mais \u00e1gua, mas \u00e9 onde mais se utiliza diesel para gera\u00e7\u00e3o de energia\u201d, ponderou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Rep\u00f3rter viajou a convite do Comit\u00ea Municipal do Partido Comunista Chin\u00eas (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ci\u00eancias Sociais (CASS).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo Chongqing, China, sedia a 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum da Civiliza\u00e7\u00e3o do Rio Yangtz\u00e9, reunindo especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 pa\u00edses. 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