{"id":726186,"date":"2026-09-22T10:40:44","date_gmt":"2026-09-22T13:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/morre-zuenir-ventura-referencia-no-jornalismo-e-membro-da-abl-aos-95-anos\/"},"modified":"2026-09-22T10:41:41","modified_gmt":"2026-09-22T13:41:41","slug":"morre-zuenir-ventura-referencia-no-jornalismo-e-membro-da-abl-aos-95-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/22\/morre-zuenir-ventura-referencia-no-jornalismo-e-membro-da-abl-aos-95-anos\/","title":{"rendered":"Zuenir Ventura morre aos 95 anos, jornalista de refer\u00eancia e integrante da ABL"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:12px; background:#f7f7f7;\">\n      <strong>Resumo jornal\u00edstico<\/strong><br \/>\n      Morre aos 95 anos, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Zuenir Ventura. Membro da Academia Brasileira de Letras, ele ficou conhecido por transformar acontecimentos pol\u00edticos e sociais em obras de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. Entre seus livros mais marcantes est\u00e3o 1968 \u2013 O Ano que N\u00e3o Terminou e Cidade Partida. ABL confirmou o falecimento ocorrido nesta ter\u00e7a-feira (22).\n    <\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rio de Janeiro<\/strong> \u2013 O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta ter\u00e7a-feira (22), aos 95 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele era reconhecido como um dos principais nomes da imprensa e da literatura de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o no Brasil, conhecido por transformar acontecimentos pol\u00edticos e sociais em livros-reportagem. A causa da morte n\u00e3o foi divulgada; a informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pela ABL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A trajet\u00f3ria<\/strong> \u2013 Nascido em <strong>Al\u00e9m Para\u00edba<\/strong>, Minas Gerais, em 1931, Ventura teve passagens por Tribuna da Imprensa, Correio da Manh\u00e3, O Cruzeiro, Vis\u00e3o, Veja, Isto\u00c9, Jornal do Brasil e O Globo. Em <strong>2014<\/strong>, foi eleito o <strong>s\u00e9timo ocupante da Cadeira n\u00ba 32<\/strong> da ABL, na sucess\u00e3o do escritor <strong>Ariano Suassuna<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras marcantes<\/strong> \u2013 Ao longo da carreira, Ventura destacou-se pela cobertura de temas pol\u00edticos e sociais. O livro <strong>1968 \u2013 O Ano que N\u00e3o Terminou<\/strong>, publicado pela <strong>Companhia das Letras<\/strong>, tornou-se uma de suas obras mais conhecidas ao retratar a juventude dos anos 1960 e a efervesc\u00eancia pol\u00edtica e cultural da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Direitos humanos e viol\u00eancia<\/strong> \u2013 O jornalista acompanhou quest\u00f5es ligadas aos direitos humanos e a conflitos sociais. Nos anos 1980, cobriu o caso do seringueiro e ambientalista <strong>Chico Mendes<\/strong> e ajudou a ampliar o debate sobre a explora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Na d\u00e9cada seguinte, acompanhou os impactos da viol\u00eancia no combate \u00e0s drogas no Rio, tema que originou o livro <strong>Cidade Partida<\/strong>, tamb\u00e9m pela <strong>Companhia das Letras<\/strong>, ap\u00f3s meses de conviv\u00eancia com moradores de Vig\u00e1rio Geral.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rela\u00e7\u00e3o com a ABL<\/strong> \u2013 Ventura manteve uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com a Academia. Durante a pandemia de <strong>Covid-19<\/strong>, confinement em seu apartamento o levou a mencionar a saudade das reuni\u00f5es e a valoriza\u00e7\u00e3o do conviv\u00eancia e do humor entre os acad\u00eamicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vida pessoal<\/strong> \u2013 Em <strong>1962<\/strong>, ainda na Tribuna da Imprensa, conheceu a jornalista <strong Mary Akiersztein<\/strong>, com quem se casou e manteve a vida conjugal. Em <strong>1968<\/strong>, os dois foram presos pela ditadura militar e levados ao <strong>DOPS<\/strong>, no Rio de Janeiro. Mary ficou detida por um m\u00eas; Ventura permaneceu preso por tr\u00eas meses, dividindo a pris\u00e3o com os escritores Ziraldo e <strong>H\u00e9lio Pellegrino<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mem\u00f3ria e relatos<\/strong> \u2013 Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som (MIS), em <strong>2011<\/strong>, Ventura relembrou a pris\u00e3o e contou que jogava basquete com H\u00e9lio Pellegrino durante o banho de sol; os dois chegaram a ser transferidos e isolados ap\u00f3s uma discuss\u00e3o envolvendo o time de basquete dos militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legado<\/strong> \u2013 Mesmo diante de crises, Ventura manteve tra\u00e7os de otimismo ao longo da carreira. Em <strong>2022<\/strong>, ao falar ao <strong>O Globo<\/strong>, afirmou ter feito uma pausa na escrita diante do cen\u00e1rio de m\u00e1s not\u00edcias no Brasil e no exterior. <strong>Ventura deixa<\/strong> a esposa Mary, os filhos <strong>Elisa<\/strong> e <strong>Mauro<\/strong> e os netos <strong>Alice<\/strong> e <strong>Eric<\/strong>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo jornal\u00edstico Morre aos 95 anos, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Zuenir Ventura. 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