{"id":726642,"date":"2026-09-23T20:03:20","date_gmt":"2026-09-23T23:03:20","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/argentina-sob-milei-fecha-31-mil-empresas-e-245-mil-empregos-formais\/"},"modified":"2026-09-23T20:03:20","modified_gmt":"2026-09-23T23:03:20","slug":"argentina-sob-milei-fecha-31-mil-empresas-e-245-mil-empregos-formais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/23\/argentina-sob-milei-fecha-31-mil-empresas-e-245-mil-empregos-formais\/","title":{"rendered":"Argentina\u00a0sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>&nbsp;A Argentina sob o comando do presidente Javier Milei&nbsp;fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, 245 mil postos formais de emprego foram encerrados em 31 meses.<\/strong> &nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1703138&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1703138&amp;o=node\"><\/p>\n<p>&#8220;Se observarmos os dados do governo Milei, vemos que, durante essa gest&atilde;o, o n&uacute;mero de empresas caiu tanto quanto na pandemia&#8221;, diz o &uacute;ltimo informe&nbsp;Monitor Mensal de Empresas, da Fundar, centro de pesquisas da Argentina.<\/p>\n<p>O balan&ccedil;o da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de 2023, quando Milei&nbsp;assumiu o governo, at&eacute; junho de 2026. Dos 18 setores pesquisados, 14 tiveram queda no n&uacute;mero de empresas, prejudicando 23 das 24 prov&iacute;ncias argentinas. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o &eacute; a prov&iacute;ncia de Neuqu&eacute;m, onde a explora&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s natural de Vaca&nbsp;Muerta tem impulsionado as exporta&ccedil;&otilde;es argentinas.<\/strong> &nbsp;<\/p>\n<p>A ind&uacute;stria do pa&iacute;s vizinho tamb&eacute;m vem apresentando retra&ccedil;&atilde;o, no acumulado de 12 meses, de 2,6%, fechados em julho deste ano. A ind&uacute;stria de equipamentos eletr&ocirc;nicos e m&eacute;dicos tem o pior resultado, com&nbsp;queda acumulada de 19,1% em um ano, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estat&iacute;sticas e Censos (Indec).<\/p>\n<p><strong>Entre as 709 companhias que fecharam as portas no &uacute;ltimo m&ecirc;s, est&atilde;o algumas com mais de 50 anos de atividade&nbsp;como a Din S.A. (Grupo Govan) do ramo da metalurgia, e a Clan&nbsp;Issime do ramo t&ecirc;xtil. &nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A Fundar destaca que a Clan Issime, no seu auge,&nbsp;&#8220;chegou a ter 129 funcion&aacute;rios, 14 lojas pr&oacute;prias e mais de cem pontos de venda terceirizados; no momento do fechamento, restavam 9 trabalhadores na f&aacute;brica&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<h2>Desemprego&nbsp;<\/h2>\n<p>O fechamento de empresas tem afetado o n&iacute;vel de empregos no pa&iacute;s ao longo do governo Milei. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, se perderam 245,6 mil empregos privados registrados, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia Pol&iacute;tica Argentina (Cepa).&nbsp;<\/p>\n<p>A perda foi compensada, em parte, por um aumento dos trabalhadores aut&ocirc;nomos de 169 mil no per&iacute;odo, crescimento de 8,3% nesse perfil de emprego. &#8220;Os empregos perdidos s&atilde;o parcialmente substitu&iacute;dos por atividades desprotegidas&#8221;, diz o informe&nbsp;da Cepa.&nbsp;<\/p>\n<p>Com isso, a taxa de desemprego na Argentina subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o mesmo per&iacute;odo de 2025, chegando a 7,9% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa, calcula o Indec.&nbsp;<\/p>\n<h2>Infla&ccedil;&atilde;o vs&nbsp;empregos &nbsp;<\/h2>\n<p><strong>A queda no emprego, na renda das fam&iacute;lias e na ind&uacute;stria da Argentina contrasta com os n&uacute;meros positivos da infla&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, que caiu de uma taxa anual de 289%, em abril de 2024, para 33,5%, em agosto deste ano, considerando o acumulado dos 12 meses anteriores.<\/strong> &nbsp;<\/p>\n<p>O professor de economia&nbsp;da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas de S&atilde;o Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou &agrave; <strong>Ag&ecirc;ncia Brasil<\/strong> que&nbsp;a estabilidade inflacion&aacute;ria no pa&iacute;s vizinho &eacute; fr&aacute;gil. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>Segundo o especialista, essa estabilidade &eacute; resultado do corte de gastos p&uacute;blicos, dos empr&eacute;stimos bilion&aacute;rios com o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI)&nbsp;e de uma moeda&nbsp;sobrevalorizada. Por&eacute;m, ele explica que o peso mais valorizado prejudica a ind&uacute;stria do pa&iacute;s. &nbsp;<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A moeda sobrevalorizada ajuda a controlar a infla&ccedil;&atilde;o, s&oacute; que ela detona o setor industrial. Estamos vendo agora &eacute; a contra&ccedil;&atilde;o industrial, perda de empregos industriais, desemprego com quase 8%&nbsp;e o crescimento perdendo muito f&ocirc;lego&#8221;, afirmou. &nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A d&iacute;vida externa de US$ 350 bilh&otilde;es &eacute; outro elemento apontado pelo economista que revela a fragilidade da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do principal parceiro comercial do Brasil na Am&eacute;rica Latina. <\/strong>&nbsp;<\/p>\n<h2>The Economist&nbsp;<\/h2>\n<p>A agenda econ&ocirc;mica do governo de Javier Milei, desde o in&iacute;cio do seu mandato, tem recebido apoio de setores do mercado financeiro e da m&iacute;dia especializada que defendem uma agenda considerada liberal ou neoliberal na economia, com desregula&ccedil;&atilde;o trabalhista, corte de gastos e abertura comercial. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mesmo publica&ccedil;&otilde;es entusiastas da agenda de Milei, como a publica&ccedil;&atilde;o&nbsp;inglesa The Economist, tem alertado para problemas na gest&atilde;o econ&ocirc;mica. <\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Em editorial cr&iacute;tico ao governo da Casa Rosada, publicado neste m&ecirc;s, a The Economist escreveu que o pa&iacute;s precisa de mais crescimento, e menos &#8220;gritaria&#8221;, em alus&atilde;o ao estilo histri&ocirc;nico do pol&iacute;tico argentino. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Os sal&aacute;rios reais ainda s&atilde;o menores do que quando ele assumiu o cargo; empregos formais est&atilde;o desaparecendo&#8221;, destacou a revista, acrescentado que &#8221; Milei se mostrou relutante em aceitar que seus esfor&ccedil;os para conter a infla&ccedil;&atilde;o tenham prejudicado o crescimento&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Governo Milei&nbsp;<\/h2>\n<p><strong>Em discurso durante confer&ecirc;ncia sobre a economia argentina, no final de agosto, o presidente Javier Milei&nbsp;rebateu as an&aacute;lises negativas sobre o desempenho econ&ocirc;mico do pa&iacute;s.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Ele destacou que s&atilde;o positivos os indicadores de&nbsp;exporta&ccedil;&otilde;es,&nbsp;consumo privado, infla&ccedil;&atilde;o e do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025, ap&oacute;s uma retra&ccedil;&atilde;o de 1,3% em 2024.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Se fosse realmente o caso de todas as empresas estarem fechando e nenhuma abrindo, o desemprego teria que estar disparando, e o desemprego n&atilde;o est&aacute; disparando&#8221;, justificou.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Milei ainda criticou empres&aacute;rios que dependam do Estado. &#8220;Queremos ser grandes? Precisamos amadurecer, e esses capitalistas de compadrio precisam falir&#8221;, disse.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;A Argentina sob o comando do presidente Javier Milei&nbsp;fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no pa&iacute;s. 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