{"id":726977,"date":"2026-09-24T23:02:31","date_gmt":"2026-09-25T02:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/producao-florestal-no-pais-alcanca-recorde-de-r-479-bilhoes-em-2025\/"},"modified":"2026-09-24T23:02:31","modified_gmt":"2026-09-25T02:02:31","slug":"producao-florestal-no-pais-alcanca-recorde-de-r-479-bilhoes-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/24\/producao-florestal-no-pais-alcanca-recorde-de-r-479-bilhoes-em-2025\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o florestal no pa\u00eds alcan\u00e7a recorde de R$ 47,9 bilh\u00f5es em 2025"},"content":{"rendered":"<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<p>As florestas brasileiras renderam ao pa&iacute;s uma produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica avaliada em R$ 47,9 bilh&otilde;es em 2025. Esse &eacute; o maior valor j&aacute; alcan&ccedil;ado no Brasil e representa alta de 6,7% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Os dados se referem a florestas naturais ou plantadas e fazem parte da pesquisa Produ&ccedil;&atilde;o da Extra&ccedil;&atilde;o Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<\/p>\n<p>O instituto leva em considera&ccedil;&atilde;o a silvicultura, quando a produ&ccedil;&atilde;o &eacute; retirada de &aacute;reas plantadas, e do extrativismo, que se refere &agrave; &aacute;rea verde originalmente natural.<\/p>\n<p>As cifras s&atilde;o em valores correntes ao ano da pesquisa, ou seja, n&atilde;o levam em conta a infla&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo at&eacute; hoje.<\/p>\n<p><strong>SIVICULTURA DISPARA<\/strong><\/p>\n<p>A silvicultura saltou 8,6% de 2024 para 2025, atingindo R$ 41 bilh&otilde;es. A extra&ccedil;&atilde;o vegetal caminhou no sentido contr&aacute;rio e recuou 3,1%, ficando em R$ 6,9 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>No fim da d&eacute;cada de 1990, a silvicultura e o extrativismo se alternavam como principais motores da produ&ccedil;&atilde;o florestal. Mas, desde ent&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas plantadas disparou, chegando a 85,6% em 2025, restando apenas 14,4% &agrave; extra&ccedil;&atilde;o vegetal.<\/p>\n<p>O IBGE destaca que, desde 2019, o valor econ&ocirc;mico da silvicultura cresceu 165%. A explica&ccedil;&atilde;o, segundo o instituto, s&atilde;o avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos.<\/p>\n<p>Em 2025, as florestas plantadas somaram 10,4 milh&otilde;es de hectares (104 mil km&sup2;). Isso equivale praticamente ao tamanho de Pernambuco (98 mil km&sup2;).<\/p>\n<p><strong>EUCALIPTO E CELULOSE<\/strong><\/p>\n<p>Dessa &aacute;rea, 78,6 % s&atilde;o de eucalipto, &aacute;rvore de crescimento r&aacute;pido (em torno de sete a oito anos) utilizada principalmente na ind&uacute;stria de celulose, mat&eacute;ria-prima fundamental para a fabrica&ccedil;&atilde;o do papel.<\/p>\n<p>A produtividade da silvicultura brasileira faz com que o pa&iacute;s seja o maior produtor e exportador mundial de celulose, posi&ccedil;&atilde;o ocupada desde 2022, quando superou o Canad&aacute;.<\/p>\n<p>O IBGE informa que o destaque global do pa&iacute;s &eacute; impulsionado tamb&eacute;m por condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e pelo solo favor&aacute;veis ao crescimento r&aacute;pido de florestas, al&eacute;m de &ldquo;investimentos em pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p>Em 2025, o Brasil produziu 22,2 milh&otilde;es de toneladas de celulose, 12,7% mais que no ano anterior.<\/p>\n<p><strong>CHINA INFLUENCIA O PRE&Ccedil;O<\/strong><\/p>\n<p>Em termos de valores, foram US$ 10,2 bilh&otilde;es, recuo de 3,9% em um ano. Por ser uma commodity (mat&eacute;ria-prima negociada com pre&ccedil;os internacionais), o valor da celulose depende diretamente do mercado mundial.<\/p>\n<p>O IBGE justifica que os pre&ccedil;os ca&iacute;ram por causa do &ldquo;excesso de oferta global, pela desacelera&ccedil;&atilde;o do consumo chin&ecirc;s e consequente aumento dos estoques, e por quest&otilde;es cambiais, como a valoriza&ccedil;&atilde;o do real&rdquo;.<\/p>\n<p>A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025. O topo da lista &eacute; ocupado, na ordem, pelo petr&oacute;leo, soja e min&eacute;rio de ferro.<\/p>\n<p><strong>TR&Ecirc;S LAGOAS<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento aponta que 4.889 munic&iacute;pios registraram produ&ccedil;&atilde;o florestal no ano passado. O de maior destaque &eacute; Tr&ecirc;s Lagoas, cidade de 145 mil pessoas no leste de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>No ano passado, a produ&ccedil;&atilde;o florestal chegou a R$ 1,8 bilh&atilde;o, mais que triplicou (+216,3%) em rela&ccedil;&atilde;o a 2024. Na cidade, h&aacute; f&aacute;bricas das produtoras de celulose Suzano (maior empresa mundial do setor) e Eldorado.<\/p>\n<p>Em termos estaduais, Minas Gerais tem o maior protagonismo, com valor da produ&ccedil;&atilde;o da silvicultura chegando a R$ 9,2 bilh&otilde;es em 2025, ou 22,5% do total nacional. Minas &eacute; o maior produtor de carv&atilde;o vegetal do pa&iacute;s, com 84,6% do volume nacional.<\/p>\n<p><strong>ALIMENT&Iacute;CIOS<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa Produ&ccedil;&atilde;o da Extra&ccedil;&atilde;o Vegetal e da Silvicultura identificou que produtos aliment&iacute;cios somaram R$ 2,2 bilh&otilde;es em valor de produ&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Metade desse montante coube ao a&ccedil;a&iacute; (251 mil toneladas), sendo dois ter&ccedil;os dessa produ&ccedil;&atilde;o (66,7%) no Par&aacute;.<\/p>\n<p>A erva-mate ostentou a vice-lideran&ccedil;a entre os produtos n&atilde;o madeireiros, com R$ 562,3 milh&otilde;es. De todo o mate extra&iacute;do no pa&iacute;s, 88,4% vieram do Paran&aacute;.&nbsp;<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As florestas brasileiras renderam ao pa&iacute;s uma produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica avaliada em R$ 47,9 bilh&otilde;es em 2025. 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