{"id":726996,"date":"2026-09-25T00:45:32","date_gmt":"2026-09-25T03:45:32","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/app-reune-carurus-de-salvador-e-ajuda-baianos-a-encontrar-onde-degustar-o-prato-em-setembro\/"},"modified":"2026-09-25T00:47:45","modified_gmt":"2026-09-25T03:47:45","slug":"app-reune-carurus-de-salvador-e-ajuda-baianos-a-encontrar-onde-degustar-o-prato-em-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/25\/app-reune-carurus-de-salvador-e-ajuda-baianos-a-encontrar-onde-degustar-o-prato-em-setembro\/","title":{"rendered":"Aplicativo re\u00fane caruru de Salvador e mostra onde degustar em setembro"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"box-resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin:0 0 12px 0; background:#f7f7f7;\">\n<strong>Resumo<\/strong><br \/>\nPlataforma &#8216;Quero Caruru&#8217; usa georreferenciamento para mapear carurus em Salvador, Bahia, e locais internacionais. <strong>Fernando Teles<\/strong> criou a ferramenta para reunir eventos gratuitos ou pagos e um calend\u00e1rio. A iniciativa facilita convites e participa\u00e7\u00e3o, fortalecendo a tradi\u00e7\u00e3o baiana no m\u00eas de setembro. <strong>Amanda Nogueira<\/strong> relata dificuldades em encontrar carurus na capital.<br \/>\n<strong>Palavras-chave<\/strong>: caruru, Quero Caruru, georreferenciamento, Salvador, Bahia.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salvador, Bahia &#8211; Em setembro, m\u00eas de celebra\u00e7\u00e3o do caruru, surge a plataforma <strong>\u201cQuero Caruru\u201d<\/strong>, criada pelo desenvolvedor <strong>Fernando Teles<\/strong>, para mapear onde ocorrem <strong>carurus<\/strong> no Brasil e no exterior, por meio de <strong>georreferenciamento<\/strong>. A ferramenta re\u00fane eventos em diferentes locais, inclusive fora do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Amanda Nogueira<\/strong>, pesquisadora cearense que vive em Salvador h\u00e1 seis anos, conta que encontrar carurus na cidade pode ser um desafio. \u201cEm Salvador, estou com dificuldade de encontrar ou ser convidada para carurus. Como n\u00e3o tenho amigos de inf\u00e2ncia aqui, talvez eu precise ampliar meu c\u00edrculo de amizades ou buscar os carurus pela internet. Mas, este ano, eu preciso ir a um caruru\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo <strong>Teles<\/strong>, a ideia partiu de uma conversa entre amigos desenvolvedores. \u201cN\u00f3s somos desenvolvedores, ent\u00e3o a gente queria usar a tecnologia para poder mostrar onde tem caruru acontecendo\u201d, explicou, morador da <strong>Cidade Baixa<\/strong> em Salvador. Ele acrescentou que a plataforma nasceu para aproximar a tradi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O site funciona como um <strong>mapa colaborativo<\/strong>: usu\u00e1rios podem consultar onde os carurus est\u00e3o ocorrendo e quem organiza o evento pode cadastr\u00e1-lo na plataforma, gratuito ou pago. Tamb\u00e9m existe a possibilidade de destacar o evento. Quem quiser dar mais visibilidade ao seu caruru pode optar pela contribui\u00e7\u00e3o, que ajuda a manter o projeto no ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do mapa, a plataforma oferece um <strong>calend\u00e1rio<\/strong> para visualiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos eventos, permitindo que o p\u00fablico planeje a participa\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 manter viva a tradi\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria baiana, especialmente neste m\u00eas de setembro, quando o caruru \u00e9 preparado e distribu\u00eddo como forma de devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A iniciativa representa um encontro entre cultura e tecnologia, ampliando o alcance de saberes regionais sem substituir a tradi\u00e7\u00e3o oral que sustenta o caruru baiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Bahia celebra o caruru em Cosme e Dami\u00e3o e Ibeji, pr\u00e1tica ligada ao sincretismo entre catolicismo e religi\u00f5es de matriz africana; reconhecida como patrim\u00f4nio imaterial da Bahia desde 2024. Neste fim de semana, 86 carurus j\u00e1 foram registrados, com previs\u00e3o de mais celebra\u00e7\u00f5es nos dias 26 e 27 de setembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bahia<\/strong> vive, neste m\u00eas de setembro, a celebra\u00e7\u00e3o do caruru em homenagem a <strong>Cosme e Dami\u00e3o<\/strong> e aos <strong>Ibeji<\/strong>, s\u00edmbolos de f\u00e9, partilha e alegria. A pr\u00e1tica envolve distribuir caruru e doces e nasce do sincretismo entre o catolicismo e as tradi\u00e7\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A distribui\u00e7\u00e3o de caruru e doces durante setembro \u00e9 express\u00e3o do sincretismo entre o catolicismo e as tradi\u00e7\u00f5es de matriz africana. Enquanto <strong>Cosme e Dami\u00e3o<\/strong> s\u00e3o refer\u00eancias cat\u00f3licas, os <strong>Ibeji<\/strong> representam divindades ligadas \u00e0 inf\u00e2ncia, associadas \u00e0 alegria e \u00e0 vitalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ernesto Xavier<\/strong>, <strong>antrop\u00f3logo<\/strong>, <strong>historiador<\/strong> e <strong>Ogan<\/strong>, explica que, nas religi\u00f5es de matriz africana, os <strong>Ibeji<\/strong> s\u00e3o divindades ligadas \u00e0 brincadeira e \u00e0 energia infantil. A festividade ressignifica essa energia por meio da partilha de alimentos que simbolizam prosperidade e cuidado com a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cosme e Dami\u00e3o foram irm\u00e3os g\u00eameos e m\u00e9dicos que, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, trataram pessoas sem cobrar, o que rendeu a eles o t\u00edtulo grego de &#8220;an\u00e1rgiros&#8221; e o reconhecimento como santos pela Igreja Cat\u00f3lica. Eles teriam sido torturados e decapitados por volta do ano <strong>303 d.C.<\/strong>, tornando-se m\u00e1rtires cat\u00f3licos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>padre Valter Rui<\/strong>, <strong>p\u00e1roco<\/strong> da <strong>Par\u00f3quia Santos Cosme e Dami\u00e3o<\/strong>, em Salvador, destaca que a f\u00e9 cat\u00f3lica convive com as manifesta\u00e7\u00f5es populares de matriz africana. Segundo ele, cada tradi\u00e7\u00e3o funciona dentro de seus espa\u00e7os, sem que uma interfira na pr\u00e1tica da outra, o que refor\u00e7a a identidade afro-brasileira da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <strong>2024<\/strong>, o caruru de <strong>S\u00e3o Cosme e S\u00e3o Dami\u00e3o<\/strong> foi reconhecido oficialmente como <strong>patrim\u00f4nio imaterial da Bahia<\/strong>, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia cultural da celebra\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o local e o conjunto das tradi\u00e7\u00f5es baianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em setembro, o caruru continua a ocupar posi\u00e7\u00e3o central nas mesas baianas, seja para <strong>Cosme e Dami\u00e3o<\/strong>, seja para <strong>Ibeji<\/strong>, como express\u00e3o de f\u00e9, partilha e devo\u00e7\u00e3o entre comunidades da Bahia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo Plataforma &#8216;Quero Caruru&#8217; usa georreferenciamento para mapear carurus em Salvador, Bahia, e locais internacionais. 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