{"id":727090,"date":"2026-09-25T12:02:46","date_gmt":"2026-09-25T15:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/em-13-anos-doenca-inflamatoria-intestinal-cresce-5-vezes-no-brasil\/"},"modified":"2026-09-25T12:02:46","modified_gmt":"2026-09-25T15:02:46","slug":"em-13-anos-doenca-inflamatoria-intestinal-cresce-5-vezes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/25\/em-13-anos-doenca-inflamatoria-intestinal-cresce-5-vezes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Em 13 anos, doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal cresce 5 vezes no Brasil"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>O n&uacute;mero de pessoas com doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias intestinais (DII) cresceu cinco vezes no Brasil, entre 2012 e 2025. A incid&ecirc;ncia dessas enfermidades &ndash; como a doen&ccedil;a de Crohn e a retocolite ulcerativa &ndash; passou de 30 para 158 casos por 100 mil habitantes no per&iacute;odo.&nbsp;<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1703230&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1703230&amp;o=node\"><\/p>\n<p>O dado &eacute; de um estudo apresentado no 74&ordm; Congresso Brasileiro de Coloproctologia, que ocorre at&eacute; este s&aacute;bado (26), em Balne&aacute;rio Cambori&uacute; (SC).<\/p>\n<p>O levantamento foi feito por dois membros da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP): Abel Quaresma, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), e Paulo Kotze, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute; (PUC-PR).&nbsp;<\/p>\n<p>Eles trabalharam em parceria com pesquisadores das universidades de Calgary (Canad&aacute;), de S&atilde;o Paulo (USP), estadual de Campinas (Unicamp), entre outras.<\/p>\n<p><strong>Com base em registros do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), os pesquisadores constataram ainda que o n&uacute;mero de novos casos diagnosticados, por ano, aumentou de 9,35 para 12,34 no mesmo per&iacute;odo.<\/strong><\/p>\n<h2>Entenda<\/h2>\n<p>As doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias intestinais s&atilde;o enfermidades autoimunes, ou seja, elas aparecem quando o sistema imunol&oacute;gico come&ccedil;a a atacar as pr&oacute;prias c&eacute;lulas e tecidos da pr&oacute;pria pessoa. Com isso, h&aacute; um processo cr&ocirc;nico de inflama&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dCnPwJgY-_ZRXw8_cW-cS0jF4zM=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/24\/capa-13.jpg?itok=M0suWggL\" alt=\"24\/09\/2026 - O membros da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) Abel Quaresma, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). Foto: UNOESC\/ Divulga&ccedil;&atilde;o\" title=\"UNOESC\/ Divulga&ccedil;&atilde;o\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dCnPwJgY-_ZRXw8_cW-cS0jF4zM=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/24\/capa-13.jpg?itok=M0suWggL\"><\/p>\n<\/div>\n<p>Segundo Abel Quaresma, tanto a doen&ccedil;a de Crohn quanto a retocolite ulcerativa s&atilde;o multifatoriais, o que significa que n&atilde;o h&aacute; apenas uma causa, mas sim v&aacute;rias.&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisas anteriores identificaram que h&aacute; um fator gen&eacute;tico associado. No entanto, nem todos os pacientes acometidos por essas enfermidades possuem as varia&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas que estudos associam ao desenvolvimento das DII.<\/p>\n<p><strong>O fator ambiental, portanto, tamb&eacute;m tem rela&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento desses males.<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;A gente n&atilde;o sabe o fator causal ainda. A gente sabe que s&atilde;o doen&ccedil;as multifatoriais. Tem a gen&eacute;tica, a polui&ccedil;&atilde;o, os h&aacute;bitos alimentares. Nossa dieta mudou muito nos &uacute;ltimos anos.&rdquo;<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que alimentos ultraprocessados det&ecirc;m in&uacute;meros aditivos que podem contribuir para essas doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias.&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;Vinte anos atr&aacute;s, voc&ecirc; comprava um p&atilde;o na padaria e, quatro ou cinco dias depois, ele mofava. Hoje em dia compra-se um p&atilde;o de forma, ele fica tr&ecirc;s meses pronto para ser usado.&rdquo;&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com ele, os conservantes, corantes, espessantes &ndash; subst&acirc;ncias que deixam o alimento mais barato, d&atilde;o maior volume, cor, cheiro e conservam &ndash; induzem essas doen&ccedil;as.<\/p>\n<p>A expectativa dos pesquisadores &eacute; que o surgimento de novos casos chegue a 22,7 por 100 mil habitantes em 2035.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Caso isso se confirme, a previs&atilde;o &eacute; que, em 2035, a quantidade de pessoas com essas doen&ccedil;as pode chegar a 264 por 100 mil habitantes em 2035, ou seja, 67% a mais do que o observado em 2025.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;S&atilde;o doen&ccedil;as que at&eacute; por volta de 2015 eram consideradas doen&ccedil;as raras. E que est&atilde;o tendo um boom em todo o mundo, inclusive no Brasil. A gente projeta que, a partir de 2040, vai se tornar problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, como &eacute; a press&atilde;o alta, o diabetes.&rdquo;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O especialista explica que&nbsp;essas doen&ccedil;as n&atilde;o t&ecirc;m cura, e o tratamento visa a controlar o processo inflamat&oacute;rio e os sintomas. O custo destes medicamentos chega a R$ 500 mil por ano, por paciente.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;S&atilde;o pacientes que, muitas vezes, s&atilde;o diagnosticados ainda jovens e que precisar&atilde;o de acompanhamento por d&eacute;cadas.&rdquo;<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n&uacute;mero de pessoas com doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias intestinais (DII) cresceu cinco vezes no Brasil, entre 2012 e 2025. A incid&ecirc;ncia dessas enfermidades &ndash; como\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-727090","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=727090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727090\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=727090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=727090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=727090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}