{"id":727320,"date":"2026-09-26T01:04:44","date_gmt":"2026-09-26T04:04:44","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/lente-de-contato-inteligente-desenvolvida-nos-eua-identifica-alteracoes-ligadas-ao-estresse-nas-lagrimas-3\/"},"modified":"2026-09-26T01:06:26","modified_gmt":"2026-09-26T04:06:26","slug":"lente-de-contato-inteligente-desenvolvida-nos-eua-identifica-alteracoes-ligadas-ao-estresse-nas-lagrimas-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/26\/lente-de-contato-inteligente-desenvolvida-nos-eua-identifica-alteracoes-ligadas-ao-estresse-nas-lagrimas-3\/","title":{"rendered":"Lente de contato inteligente dos EUA identifica estresse nas l\u00e1grimas"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"summary-box\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f7f7f7; border-radius:6px; margin-bottom:12px;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Lente de contato inteligente desenvolvida nos <strong>Estados Unidos<\/strong> detecta <strong>serotonina<\/strong> nas l\u00e1grimas para medir estresse; sensor integrado transforma dados bioqu\u00edmicos em sinais el\u00e9tricos; estudo em <strong>Science Translational Medicine<\/strong> aponta detec\u00e7\u00e3o de at\u00e9 <strong>72 picomolares<\/strong>; lente reutiliz\u00e1vel por at\u00e9 <strong>400 utiliza\u00e7\u00f5es<\/strong>.\n<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"firstHalf\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Estados Unidos<\/strong> \u2014 Pesquisadores do <strong>Instituto Terasaki de Inova\u00e7\u00e3o Biom\u00e9dica<\/strong> desenvolveram uma <strong>lente de contato inteligente<\/strong>, <strong>flex\u00edvel<\/strong> e <strong>reutiliz\u00e1vel<\/strong> capaz de identificar altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas associadas ao estresse a partir da an\u00e1lise das l\u00e1grimas. A tecnologia integra um <strong>sensor<\/strong> \u00e0 lente para detectar n\u00edveis de <strong>serotonina<\/strong>, mol\u00e9cula de sinaliza\u00e7\u00e3o presente nas l\u00e1grimas, e converter essa informa\u00e7\u00e3o em um sinal el\u00e9trico utiliz\u00e1vel para leitura bioqu\u00edmica.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo apura\u00e7\u00e3o do <strong>O GLOBO<\/strong>, parceiro do PrimeiroJornal, a proposta \u00e9 transformar a lente de contato em um laborat\u00f3rio em miniatura capaz de coletar informa\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas diretamente do filme lacrimal, sem agulhas ou sangue.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Minwoo Kim<\/strong>, primeiro autor do estudo e pesquisador de p\u00f3s-doutorado no Instituto Terasaki, afirmou que as l\u00e1grimas carregam mais informa\u00e7\u00f5es sobre o corpo do que a maioria das pessoas imagina, e que a tecnologia permite acessar esses dados por meio de um dispositivo que j\u00e1 faz parte da rotina de muitas pessoas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA pesquisa parte da constata\u00e7\u00e3o de que o estresse provoca uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e mentais que nem sempre s\u00e3o f\u00e1ceis de acompanhar de maneira objetiva. A <strong>serotonina<\/strong>, embora associada \u00e0 regula\u00e7\u00e3o do humor, tamb\u00e9m atua como mol\u00e9cula de sinaliza\u00e7\u00e3o em diferentes processos fisiol\u00f3gicos e pode ser encontrada nas l\u00e1grimas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>COMO FUNCIONA A TECNOLOGIA<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara desenvolver o dispositivo, os pesquisadores incorporaram um <strong>sensor fino<\/strong> e <strong>flex\u00edvel<\/strong> a uma lente de contato gelatinosa tradicional. O sistema foi desenhado para identificar a presen\u00e7a de <strong>serotonina<\/strong> no l\u00edquido lacrimal e converter essa informa\u00e7\u00e3o em um sinal el\u00e9trico que pode ser convertida em uma medida de concentra\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO sensor utiliza <strong>ferroceno<\/strong>, um composto que reage com a serotonina e produz uma pequena resposta el\u00e9trica. De acordo com o estudo, publicado na <strong>Science Translational Medicine<\/strong>, o dispositivo foi capaz de detectar concentra\u00e7\u00f5es de <strong>serotonina<\/strong> de at\u00e9 <strong>72 picomolares<\/strong>.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA sensibilidade registrada \u00e9 de aproximadamente <strong>200 vezes<\/strong> superior ao m\u00ednimo necess\u00e1rio para identificar os n\u00edveis normalmente encontrados de serotonina nas l\u00e1grimas, o que, segundo os pesquisadores, permite acompanhar altera\u00e7\u00f5es relativamente pequenas na concentra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTestes realizados em <strong>camundongos<\/strong> submetidos a estresse cr\u00f4nico tamb\u00e9m apresentaram mudan\u00e7as nos biomarcadores analisados. Os n\u00edveis de <strong>serotonina<\/strong> nas l\u00e1grimas diminu\u00edram, enquanto as concentra\u00e7\u00f5es de <strong>cortisol<\/strong>, horm\u00f4nio ligado \u00e0 resposta ao estresse, aumentaram no sangue e nas l\u00e1grimas.\n<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm uma etapa inicial com humanos, amostras de l\u00e1grimas de dez volunt\u00e1rios foram coletadas durante um teste padronizado de estresse. Os resultados apresentaram comportamento semelhante ao observado nos animais: a concentra\u00e7\u00e3o de <strong>serotonina<\/strong> caiu durante a atividade estressante e retornou aos n\u00edveis registrados antes do t\u00e9rmino do teste.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOutro aspecto avaliado foi a possibilidade de reutiliza\u00e7\u00e3o da lente. Segundo o estudo, o sensor manteve a precis\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es por at\u00e9 <strong>400 utiliza\u00e7\u00f5es<\/strong>.\n<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; border-radius:6px; background:#f8f8f8; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0 0 6px 0;\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin:0;\">\nPesquisadores do <strong>Instituto Terasaki<\/strong> desenvolvem <strong>lentes oculares flex\u00edveis<\/strong> para ler biomarcadores em l\u00e1grimas. A <strong>serotonina<\/strong> \u00e9 usada como prova de conceito; objetivo \u00e9 ampliar a leitura a diferentes sinais fisiol\u00f3gicos. Futuras vers\u00f5es devem ser <strong>wearables sem fio<\/strong>; ainda h\u00e1 necessidade de ensaios cl\u00ednicos com grupos maiores. Fonte: <em>O GLOBO<\/em>, parceiro do PrimeiroJornal.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa, conduzida pelo <strong>Instituto Terasaki<\/strong> sob a lideran\u00e7a de <strong>Yangzhi Zhu<\/strong>, aponta avan\u00e7os na chamada <strong>bioeletr\u00f4nica ocular<\/strong>, \u00e1rea que integra sensores bioqu\u00edmicos, eletr\u00f4nica flex\u00edvel e tecnologias vest\u00edveis para extrair informa\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie ocular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo <strong>Yangzhi Zhu<\/strong>, pesquisador principal e professor assistente do instituto, o <strong>olho<\/strong> pode funcionar como uma esp\u00e9cie de acesso a informa\u00e7\u00f5es tanto da regi\u00e3o ocular quanto de processos que ocorrem em outras partes do organismo. Em entrevista ao <em>O GLOBO<\/em>, Zhu explicou que o objetivo do projeto \u00e9 desenvolver dispositivos oculares <strong>flex\u00edveis<\/strong> capazes de transformar as l\u00e1grimas em uma fonte cont\u00ednua de informa\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas. A <strong>serotonina<\/strong> foi utilizada como prova de conceito, mas a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar a tecnologia para acompanhar diferentes biomarcadores e sinais fisiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00f3ximas etapas<\/strong> \u2014 Os pesquisadores pretendem transformar o prot\u00f3tipo atualmente conectado a equipamentos de laborat\u00f3rio em um <strong>dispositivo vest\u00edvel<\/strong> completamente integrado. Uma das fases previstas \u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o de componentes <strong>sem fio<\/strong>, permitindo que futuras vers\u00f5es da lente realizem medi\u00e7\u00f5es e transmitam dados em tempo real durante o uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de uma eventual aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, a tecnologia ainda precisa passar por novos testes. Os cientistas destacam a necessidade de estudos com grupos maiores e mais diversos para entender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis de <strong>serotonina<\/strong> nas l\u00e1grimas, o estresse e aspectos relacionados \u00e0 sa\u00fade mental em diferentes popula\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m ser\u00e3o necess\u00e1rios estudos sobre a <strong>estabilidade do sensor<\/strong> durante per\u00edodos prolongados, a calibra\u00e7\u00e3o em um ambiente din\u00e2mico como o filme lacrimal, o <strong>conforto<\/strong> para o usu\u00e1rio, a <strong>seguran\u00e7a do uso cont\u00ednuo<\/strong> e a capacidade de reproduzir o dispositivo em larga escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho representa uma etapa inicial da chamada biossensoriza\u00e7\u00e3o ocular, \u00e1rea que combina sensores bioqu\u00edmicos, <strong>eletr\u00f4nica flex\u00edvel<\/strong> e tecnologias vest\u00edveis para obter informa\u00e7\u00f5es a partir da superf\u00edcie ocular. De acordo com Zhu, em declara\u00e7\u00f5es ao <em>O GLOBO<\/em>, a perspectiva de longo prazo n\u00e3o se limita \u00e0 leitura de uma \u00fanica subst\u00e2ncia; as l\u00e1grimas devem servir como plataforma para acompanhar m\u00faltiplos aspectos da fisiologia de forma cont\u00ednua e pouco invasiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: O GLOBO, parceiro do PrimeiroJornal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Lente de contato inteligente desenvolvida nos Estados Unidos detecta serotonina nas l\u00e1grimas para medir estresse; sensor integrado transforma dados bioqu\u00edmicos em sinais el\u00e9tricos;\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":727322,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[244],"tags":[],"class_list":["post-727320","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=727320"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":727321,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727320\/revisions\/727321"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/727322"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=727320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=727320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=727320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}