{"id":727614,"date":"2026-09-27T15:56:52","date_gmt":"2026-09-27T18:56:52","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/09\/pacientes-com-alopecia-areata-contam-trajetoria-para-reaver-autoestima\/"},"modified":"2026-09-27T16:01:18","modified_gmt":"2026-09-27T19:01:18","slug":"pacientes-com-alopecia-areata-contam-trajetoria-para-reaver-autoestima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/09\/27\/pacientes-com-alopecia-areata-contam-trajetoria-para-reaver-autoestima\/","title":{"rendered":"Alopecia areata: relatos de pacientes em busca de autoestima"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A alopecia areata \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune que provoca queda de cabelo sem cicatrizes e pode ocorrer em qualquer idade. Estima-se que afete cerca de 2% da popula\u00e7\u00e3o mundial. A dermatologista Enilde Borges Costa, da SBD, explica as formas da condi\u00e7\u00e3o, o diagn\u00f3stico cl\u00ednico e os impactos emocionais, com relatos de pacientes, conforme a Ag\u00eancia Brasil, parceira do PrimeiroJornal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1703448&amp;o=node\" alt=\"Imagem ilustrativa sobre alopecia\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1703448&amp;o=node\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o relacionada ao tema alopecia\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alopecia areata<\/strong> pode aparecer de tr\u00eas formas distintas: em pequenas \u00e1reas de queda no couro cabeludo, na alopecia areata total \u2014 quando h\u00e1 queda de cabelo de todo o couro cabeludo \u2014 e na alopecia areata universal, que envolve a perda de pelos pelo corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico: n\u00e3o h\u00e1 exames laboratoriais ou de imagem que confirmem o quadro at\u00e9 o momento. A avalia\u00e7\u00e3o ocorre no consult\u00f3rio, com o exame das \u00e1reas sem pelos. Em alguns casos, o dermatologista utiliza um teste simples de puxar uma mecha para confirmar o diagn\u00f3stico, observando a aus\u00eancia de pelos na barba, c\u00edlios e sobrancelhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00f5es emocionais<\/strong> costumam acompanhar a condi\u00e7\u00e3o e h\u00e1 um componente gen\u00e9tico. Alguns relatos sugerem que fatores como infec\u00e7\u00e3o ou estresse intenso podem atuar como gatilhos, mas a especialista enfatiza que a alopecia areata n\u00e3o \u00e9 psicossom\u00e1tica e n\u00e3o deve ser responsabilizada pela pr\u00f3pria pessoa.\u2014<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beatriz Santos, revisora de livros que convive com a alopecia desde 2008, mant\u00e9m o perfil @debemcomaalopecia. Ela recorda que, no in\u00edcio, muitos m\u00e9dicos insistiam que a queda estava ligada a quest\u00f5es emocionais. Ela tinha cerca de 15 ou 16 anos na \u00e9poca e lembra que o vestibular era frequentemente citado como causa; em relatos, ela destaca que sair do ambiente estressante nem sempre reverte a perda de cabelo. <strong>Beatriz<\/strong> afirma que essa vis\u00e3o incomodava e gerava sensa\u00e7\u00e3o de culpa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, parceira do PrimeiroJornal, o diagn\u00f3stico costuma ocorrer sem a necessidade de exames especiais, com o tratamento adaptado a cada caso e monitorado pelo m\u00e9dico conforme a evolu\u00e7\u00e3o da queda de cabelo.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f9f9f9; border-radius:6px; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"margin:0; line-height:1.4;\">\n    <strong>Resumo:<\/strong> <strong>Beatriz<\/strong>, jovem de <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, convive com <strong>alopecia areata universal<\/strong> desde o primeiro epis\u00f3dio. Tratamentos com <strong>corticoides<\/strong> provocaram <strong>osteopenia<\/strong> aos 17 anos, levando \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o; em 2012 houve perda total de pelos. Hoje participa do <strong>Alopecia Areata Grupo de Apoio (AAGAP)<\/strong> e busca viver com a doen\u00e7a.\n  <\/p>\n<p style=\"margin:0; line-height:1.4; font-size:0.92em;\">\n    <strong>Palavras-chave:<\/strong> alopecia areata, Beatriz, osteopenia, S\u00e3o Paulo, AAGAP, dermatologista Enilde Borges da Costa\n  <\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong> \u2013 <strong>Beatriz<\/strong>, jovem com cabelo cacheado e volumoso, descobriu a queda de cabelo em um <strong>sal\u00e3o de beleza<\/strong>, enquanto se preparava para o casamento de um primo. A falha de <strong>oito cent\u00edmetros<\/strong> perto da nuca passou despercebida por ela por algum tempo, iniciando uma busca por diagn\u00f3stico e tratamento da <strong>alopecia areata<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relata ter passado por <strong>tratamentos com corticoide<\/strong> via oral e aplica\u00e7\u00f5es de inje\u00e7\u00e3o diretamente no couro cabeludo. O uso de <strong>corticoide<\/strong> n\u00e3o era o mais indicado e trouxe efeitos colaterais, al\u00e9m de as aplica\u00e7\u00f5es serem dolorosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No consult\u00f3rio da dermatologista <strong>Enilde Borges da Costa<\/strong>, foi receitado um <strong>corticoide<\/strong> mais adequado, bem como pomadas e cremes, com o cabelo voltando a crescer em algumas \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco tempo depois, aproximadamente um <strong>ano<\/strong> ap\u00f3s esse novo tratamento, Beatriz realizou um <strong>exame de densidade \u00f3ssea<\/strong> que revelou <strong>osteopenia<\/strong> na jovem de <strong>17 anos<\/strong>. A not\u00edcia foi acompanhada por um alerta de um <strong>reumatologista<\/strong> sobre os riscos de continuidade do corticoide, caso o tratamento seguisse o mesmo esquema.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Fui para um reumatologista e ele me assustou bastante. Falou para eu pensar muito bem, porque, se eu continuasse tomando corticoide, eu estaria numa cadeira de rodas com 45 anos. Eu lembro que sa\u00ed de l\u00e1 chorando, fiquei uns tr\u00eas dias pensando e resolvi que eu iria parar de me tratar&rdquo;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dermatologista explica que o <strong>corticoide<\/strong> pode ser usado em diversos esquemas, de forma injet\u00e1vel ou oral. No entanto, se usado por muito tempo, pode resultar em muitos efeitos colaterais como a <strong>perda de densidade \u00f3ssea<\/strong>, e, por isso, o paciente \u00e9 acompanhado com frequ\u00eancia por exames laboratoriais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <strong>2012<\/strong>, quatro anos ap\u00f3s o primeiro epis\u00f3dio, Beatriz perdeu todo o cabelo, inclusive de outras partes do corpo. Desde ent\u00e3o, convive com a <strong>alopecia areata universal<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conviv\u00eancia com a doen\u00e7a foi melhorando ao longo dos anos. Ela aprendeu a se maquiar para desenhar as sobrancelhas, j\u00e1 usou peruca, mas n\u00e3o se adaptou. Atualmente, a revisora n\u00e3o faz nada para esconder a falta de pelos. E, com terapia, est\u00e1 de bem com a sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;O que eu acho que aconteceu comigo, e que eu acho que acontece com a maioria das pessoas que consegue ficar bem, \u00e9 que a vida vai se expandindo para outros lados. Ent\u00e3o, a alopecia n\u00e3o \u00e9 o principal, n\u00e3o \u00e9 o centro. A pessoa n\u00e3o passa o dia pensando naquilo, ela n\u00e3o fica o tempo todo preocupada se est\u00e3o olhando. Como que voc\u00ea faz isso? Desenvolvendo outras coisas, indo ler livros, indo ao cinema, conversando, criando uma vida mais rica, mais completa em outros lados&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apoio emocional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ajudar a acolher pacientes que, a princ\u00edpio, buscam se esconder, a dermatologista Enilde criou o <strong>Alopecia Areata Grupo de Apoio (AAGAP)<\/strong>, que se re\u00fane uma vez por m\u00eas, em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, e mant\u00e9m um espa\u00e7o ativo de escuta e troca de informa\u00e7\u00f5es pelo WhatsApp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beatriz frequentava o grupo com os pais e nutre um carinho especial pelo espa\u00e7o. Juliana Fernandes, que esteve presente na segunda reuni\u00e3o h\u00e1 <strong>23<\/strong> anos, hoje auxilia no acolhimento dos pacientes e na administra\u00e7\u00e3o do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana, <strong>45<\/strong> anos, trabalha no setor imobili\u00e1rio e teve o primeiro epis\u00f3dio de alopecia quando tinha <strong>10<\/strong> anos. A m\u00e3e, ao pentear o cabelo, percebeu a falha.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:10px; border-radius:6px; background:#f7f7f7; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"margin:0;\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin:6px 0 0 0; line-height:1.4;\">\nBras\u00edlia, DF, apresenta o relato de Juliana Fernandes, que convive com alopecia areata universal h\u00e1 mais de 20 anos. A mat\u00e9ria aborda in\u00edcio do tratamento, queda de cabelo persistente, terapia de longo prazo e a import\u00e2ncia do apoio emocional e familiar na constru\u00e7\u00e3o da autoestima diante da doen\u00e7a.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras\u00edlia, DF \u2013 A <strong>alopecia areata universal<\/strong> \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o que marca a vida de Juliana Fernandes h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas. Ela relembra o come\u00e7o da luta com tratamento dermatol\u00f3gico e a recorr\u00eancia de fios, at\u00e9 que, aos 17 anos, os medicamentos passaram a n\u00e3o surtir mais efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao conquistar o primeiro emprego com conv\u00eanio m\u00e9dico, Juliana foi orientada a buscar uma segunda opini\u00e3o. Em consult\u00f3rio subsequente, recebeu a not\u00edcia de que o cabelo poderia n\u00e3o voltar a crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Desde o in\u00edcio, na minha cabe\u00e7a, era algo pontual, uma falha que voc\u00ea passa o rem\u00e9dio e nasce. Nunca foi explicado para a gente sobre ser autoimune, ser uma doen\u00e7a gen\u00e9tica, todas as particularidades. N\u00e3o tinha internet para a gente &#8216;dar um Google&#8217; e poder saber o que era<\/em>.\u201d<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OuSBuWRZ1nmqiW1YxGMWpRC2DYg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/27\/sem_titulo-2.jpg?itok=ud0Jou2E\" alt=\"Bras\u00edlia - DF - A alopecia areata \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune, caracterizada pelo ataque ao fol\u00edculo piloso. (Juliana Fernandes convive com a alopecia areata universal h\u00e1 mais de 20 anos). Foto: arquivo pessoal\" title=\"Arquivo pessoal\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OuSBuWRZ1nmqiW1YxGMWpRC2DYg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/27\/sem_titulo-2.jpg?itok=ud0Jou2E\"><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:center;\">\n    <strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Arquivo pessoal\n  <\/p>\n<\/div>\n<h6>Juliana Fernandes convive com a alopecia areata universal h\u00e1 mais de 20 anos. Foto: Arquivo pessoal<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo ap\u00f3s compreender a condi\u00e7\u00e3o, Juliana relata ter gasto grande parte de seu sal\u00e1rio com medicamentos que n\u00e3o surtiram efeito. Como perucas e len\u00e7os n\u00e3o agradavam, decidiu enfrentar a situa\u00e7\u00e3o sem disfar\u00e7ar a alopecia areata universal. Com o apoio de um grupo de pessoas na mesma condi\u00e7\u00e3o e de uma terapeuta, ela aprendeu a lidar com a diferen\u00e7a.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cFiz quatro anos de terapia cont\u00ednua, semanalmente. E isso me ajudou muito, me ressuscitou. Eu brinco que a minha m\u00e3e me pariu uma vez e essa minha psic\u00f3loga, uma segunda vez. Descobri que eu nunca tinha tido autoestima, mesmo com cabelo. Aprendi a lidar e aceitar a diferen\u00e7a. Me olho no espelho e me acho normal. Estou mais da metade da minha vida sem cabelo, \u00e9 natural.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Abra\u00e7ar a diferen\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana afirma que, quase diariamente, novos pacientes chegam ao grupo de apoio. Familiares tamb\u00e9m buscam a rede, especialmente as m\u00e3es, como Regina Ramos, psic\u00f3loga e m\u00e3e de um adolescente que teve o primeiro epis\u00f3dio de queda de cabelo aos 8 anos; a alopecia evoluiu para universal e, desde ent\u00e3o, nenhum tratamento teve efic\u00e1cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia acompanha as pesquisas sobre a doen\u00e7a, mas pondera os efeitos colaterais, principalmente pelo est\u00e1gio de desenvolvimento do jovem. At\u00e9 o momento, a prioridade tem sido preservar a sa\u00fade e trabalhar os impactos emocionais da perda de cabelo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO melhor tratamento, o que talvez fosse mais poss\u00edvel para a gente, era trabalhar muito a autoestima, a autoimagem, porque isso eu conhe\u00e7o e sei que a gente consegue. Eu esperava poder ajud\u00e1-lo nesse aspecto\u201d,<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ajudar o filho a se fortalecer tamb\u00e9m \u00e9 o objetivo de Paloma Monteiro da Lava, m\u00e3e do pequeno Levi, de 5 anos. Assim como o caso de Regina, a fam\u00edlia busca equilibrar o cuidado m\u00e9dico com o fortalecimento emocional da crian\u00e7a diante da condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"nota-resumo\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f6f6f6; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0; font-weight:700;\">Resumo<\/p>\n<ul style=\"margin:0; padding-left:20px;\">\n<li>Levi, 5 anos, teve alopecia areata universal ap\u00f3s uma febre de dois dias; diagn\u00f3stico em maio de 2025.<\/li>\n<li>Est\u00e1 no terceiro ciclo de tratamento, sob acompanhamento dermatol\u00f3gico; at\u00e9 agora n\u00e3o houve efeitos colaterais.<\/li>\n<li>A m\u00e3e, Paloma Monteiro da Lava, tornou-se porta-voz da causa no Paran\u00e1, criando a campanha \u201cEu sou mais que apar\u00eancia\u201d.<\/li>\n<li>A fam\u00edlia poder\u00e1 suspender a medica\u00e7\u00e3o se afetar a sa\u00fade dele; a\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o escolar est\u00e3o em curso.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paran\u00e1<\/strong> \u2013 O caso de Levi, 5 anos, que come\u00e7ou com uma febre de dois dias e evoluiu para <strong>alopecia areata universal<\/strong>, ganhou contornos de uma hist\u00f3ria de resili\u00eancia e advocacy. O diagn\u00f3stico foi confirmado em <strong>maio de 2025<\/strong>, e o garoto est\u00e1 no <strong>terceiro ciclo de tratamento<\/strong>, acompanhado de perto por uma <strong>dermatologista<\/strong>. At\u00e9 o momento, n\u00e3o houve <em>efeito colateral<\/em> significativo, e a fam\u00edlia j\u00e1 deixou claro que, caso a medica\u00e7\u00e3o prejudique a sa\u00fade dele, o tratamento ser\u00e1 suspenso.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ET7cDdngAsS8H88aETx1xYB12sI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/27\/sem_titulo-7.jpg?itok=eTzHYiBd\" alt=\"Bras&iacute;lia - DF - A alopecia areata &eacute; uma doen&ccedil;a autoimune, caracterizada pelo ataque ao fol&iacute;culo piloso.  &nbsp;Paloma Monteiro da Lava comemora anivers&aacute;rio do filho Levi, de 5 anos. Foto: Arquivo pessoal\" title=\"Arquivo pessoal\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ET7cDdngAsS8H88aETx1xYB12sI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/27\/sem_titulo-7.jpg?itok=eTzHYiBd\"><\/p>\n<\/div>\n<h6>Paloma Monteiro da Lava e fam&iacute;lia comemoram o anivers&aacute;rio do filho Levi, de 5 anos. Foto:&nbsp;<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align:center;\">\n<strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Arquivo pessoal\n<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paloma afirma que o filho sempre lidou com a doen\u00e7a de forma mais serena que ela, especialmente pela idade. Por isso, resolveu ser porta-voz da causa, divulgando informa\u00e7\u00f5es sobre alopecia nas redes sociais e em espa\u00e7os na cidade onde vivem, no Paran\u00e1. Simultaneamente, trabalha a autoestima e o fortalecimento emocional de Levi, buscando fortalec\u00ea-lo diante da fase.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu percebi, nesse tempo, que as pessoas que t\u00eam <strong>alopecia<\/strong> se escondem. E n\u00e3o quero que ele fa\u00e7a isso. Ent\u00e3o, eu tento encoraj\u00e1-lo a se aceitar do jeito que \u00e9 e ensinar que d\u00e1 para ele fazer o que todo mundo faz, s\u00f3 que mais adaptado.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as mudan\u00e7as no cotidiano, Levi costuma levar sempre um bon\u00e9 na mochila, \u00f3culos escuros e uma fralda de pano para evitar que o suor alcance o olho. Enquanto isso, as crian\u00e7as da mesma idade n\u00e3o tratam o garoto de forma diferente, mas h\u00e1 resist\u00eancia entre alguns colegas mais velhos. Paloma refor\u00e7a a import\u00e2ncia de abordar a diversidade desde cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor isso, eu gosto de dizer nas minhas redes sociais que n\u00f3s, pais, precisamos falar com nossos filhos que existem pessoas diferentes, com cores diferentes, cabelos diferentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa experi\u00eancia tamb\u00e9m trouxe d\u00favidas \u00e0 m\u00e3e, que pergunta quem a prepara diante de tais situa\u00e7\u00f5es. Ela est\u00e1 em conversa com a diretora da escola para evitar o tradicional \u201cdia do cabelo maluco\u201d e promover outras atividades inclusivas. A campanha <strong>\u201cEu sou mais que apar\u00eancia\u201d<\/strong> nasceu disso, com o objetivo de informar sobre alopecia e promover debates para reduzir a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo trabalho na internet, Paloma j\u00e1 conheceu outras fam\u00edlias e tem estabelecido liga\u00e7\u00f5es com crian\u00e7as que convivem com alopecia \u2014 uma rede de apoio que facilita o reconhecimento da identidade de Levi. A campanha \u00e9, principalmente, voltada para ele, para que possa seguir fazendo o que outras crian\u00e7as fazem, com adapta\u00e7\u00f5es que permitam a inclus\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 12px; padding: 10px; border: 1px solid #ddd; background: #f7f7f7;\">\n  <strong>Resumo r\u00e1pido<\/strong><br \/>\n  <strong>Projeto de Lei 801\/2022<\/strong> tramita na C\u00e2mara dos Deputados desde 2022 para incluir <strong>alopecia areata<\/strong> no rol de <strong>defici\u00eancias f\u00edsicas<\/strong>. A proposta j\u00e1 passou pela <strong>Comiss\u00e3o de Defesa das Pessoas com Defici\u00eancia<\/strong> e aguarda aprecia\u00e7\u00e3o pela <strong>Comiss\u00e3o de Sa\u00fade<\/strong>. Debate envolve fam\u00edlias, profissionais de sa\u00fade e defensores de pol\u00edticas p\u00fablicas.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO <strong>Projeto de Lei 801\/2022<\/strong> tramita na <strong>C\u00e2mara dos Deputados<\/strong> desde 2022, buscando incluir a <strong>alopecia areata<\/strong> no rol de <strong>defici\u00eancias f\u00edsicas<\/strong>. A proposta j\u00e1 passou pela <strong>Comiss\u00e3o de Defesa das Pessoas com Defici\u00eancia<\/strong> e aguarda parecer da <strong>Comiss\u00e3o de Sa\u00fade<\/strong>, inserindo o tema no debate sobre direitos e pol\u00edticas p\u00fablicas para quem vive com a condi\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"font-weight: bold;\">Beatriz Santos<\/span> e <span style=\"font-weight: bold;\">Juliana Fernandes<\/span> s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o. Beatriz afirma que a alopecia \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune que causa queda de cabelo, sem dor nem impacto direto no funcionamento de \u00f3rg\u00e3os; \u201cEu n\u00e3o concordo com a proposta, conceitualmente mesmo. A alopecia \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune que causa a queda de cabelo. Ela n\u00e3o causa dor, n\u00e3o causa nada f\u00edsico. A \u00fanica coisa que ela altera \u00e9 a apar\u00eancia. Mas n\u00e3o altera o funcionamento de um \u00f3rg\u00e3o\u201d, disse.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"font-weight: bold;\">Juliana Fernandes<\/span> complementa dizendo que n\u00e3o v\u00ea necessidade de classificar a alopecia como defici\u00eancia, ressaltando que consegue realizar atividades como namoro, passeios, viagens e trabalho. \u201cEu fa\u00e7o tudo. Namoro, passeio, viajo, trabalho. Para mim, a defici\u00eancia existe na sociedade, n\u00e3o na gente.\u201d\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA <span style=\"font-weight: bold;\">psic\u00f3loga Regina Ramos<\/span> defende a amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de atendimento. Em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, ela cita uma lei municipal aprovada em 2025 que instituiu um protocolo de atendimento aos pacientes com alopecia areata, incluindo exames e encaminhamento para acompanhamento psicol\u00f3gico gratuito. \u201cO direito ao tratamento e ao atendimento especializado \u00e9 essencial, especialmente diante do custo elevado de medica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara <span style=\"font-weight: bold;\">Paloma<\/span>, m\u00e3e de Levi, de 5 anos, o projeto pode trazer mais conhecimento e visibilidade sobre a doen\u00e7a e ampliar direitos no futuro, sobretudo na vida adulta. \u201cL\u00e1 na frente, um rapaz com alopecia universal pode n\u00e3o conseguir um emprego por causa da apar\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: A alopecia areata \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune que provoca queda de cabelo sem cicatrizes e pode ocorrer em qualquer idade. Estima-se que afete\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":727616,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-727614","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=727614"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":727615,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/727614\/revisions\/727615"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/727616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=727614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=727614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=727614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}