{"id":728615,"date":"2026-10-01T14:49:27","date_gmt":"2026-10-01T17:49:27","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/machado-de-xango-e-assentado-no-forum-de-camacari-em-acao-de-valorizacao-da-diversidade-religiosa\/"},"modified":"2026-10-01T14:51:24","modified_gmt":"2026-10-01T17:51:24","slug":"machado-de-xango-e-assentado-no-forum-de-camacari-em-acao-de-valorizacao-da-diversidade-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/01\/machado-de-xango-e-assentado-no-forum-de-camacari-em-acao-de-valorizacao-da-diversidade-religiosa\/","title":{"rendered":"Machado de Xang\u00f4 \u00e9 instalado no F\u00f3rum de Cama\u00e7ari em a\u00e7\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade religiosa"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; border-radius:6px; background:#f9f9f9; margin-bottom:16px;\">\n<p><strong>Resumo:<\/strong> F\u00f3rum da Comarca de Cama\u00e7ari recebe o assentamento do Machado de Xang\u00f4, s\u00edmbolo afro-brasileiro da Justi\u00e7a, no projeto 12 Machados de Xang\u00f4, promovido pela OAB-BA em parceria com o TJBA e terreiros. Instala\u00e7\u00f5es j\u00e1 ocorreram em Salvador (maio\/2025) e no TRT-BA (out\/2025). A iniciativa chega ao interior baiano, refor\u00e7ando diversidade religiosa, laicidade e valoriza\u00e7\u00e3o da cultura negra no Judici\u00e1rio.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O<\/strong> <strong>F\u00f3rum da Comarca de Cama\u00e7ari<\/strong> recebeu, <strong>nesta quarta-feira (30)<\/strong>, o <strong>assentamento do Machado de Xang\u00f4<\/strong>, s\u00edmbolo associado ao <strong>orix\u00e1 da Justi\u00e7a, do equil\u00edbrio e da retid\u00e3o<\/strong> na tradi\u00e7\u00e3o afro?brasileira. A cerim\u00f4nia integra o <strong>projeto 12 Machados de Xang\u00f4<\/strong>, desenvolvido pela <strong>Ordem dos Advogados do Brasil \u2013 Se\u00e7\u00e3o Bahia (OAB-BA)<\/strong>, em <strong>parceria<\/strong> com o <strong>Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJBA)<\/strong> e <strong>casas tradicionais de matriz africana<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A iniciativa busca <strong>refor\u00e7ar o respeito \u00e0 diversidade religiosa<\/strong>, a <strong>liberdade de cren\u00e7a<\/strong> e a <strong>valoriza\u00e7\u00e3o da cultura afro?brasileira<\/strong> nos espa\u00e7os do Poder Judici\u00e1rio. O projeto j\u00e1 instalou o s\u00edmbolo na <strong>sede do TJBA<\/strong>, em <strong>Salvador<\/strong>, em <strong>maio de 2025<\/strong>, e no <strong>Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRT-BA)<\/strong>, em <strong>outubro de 2025<\/strong>. Com o assentamento em <strong>Cama\u00e7ari<\/strong>, a iniciativa alcan\u00e7a uma comarca do interior do estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o foi <strong>articulada pela OAB-BA<\/strong> em parceria com a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Beneficente, Cultural e Religiosa do Terreiro Unz\u00f3 Tat\u00eato Lemb\u00e1 Di\u00e1 Nzambi<\/strong> (<strong>Terreiro de Lemb\u00e1<\/strong>), comunidade reconhecida como <strong>Patrim\u00f4nio Cultural de Cama\u00e7ari<\/strong> e liderada pelo sacerdote <strong>T\u00e1ta Ricardo Tavares<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a solenidade, a <strong>secret\u00e1ria-geral da OAB-BA<\/strong>, <strong>Cl\u00e9ia Costa<\/strong>, afirmou que o assentamento representa mais uma etapa do projeto voltada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma <strong>Justi\u00e7a que reconhe\u00e7a a pluralidade da sociedade baiana<\/strong>. <em>\u201c\u00c9 mais um machado, que \u00e9 um simb\u00f3lico para continuarmos refletindo sobre o pa\u00eds que precisamos\u201d,<\/em> declarou a dirigente. O <strong>presidente da Se\u00e7\u00e3o da OAB em Cama\u00e7ari<\/strong>, <strong>Eduardo Requi\u00e3o<\/strong>, relacionou a presen\u00e7a do s\u00edmbolo ao <strong>respeito \u00e0 diversidade e \u00e0 pluralidade religiosa<\/strong>, afirmando que a iniciativa est\u00e1 alinhada ao entendimento do <strong> STF<\/strong> no <strong>Tema 1.086<\/strong> da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>presidente do TJBA<\/strong>, <strong>Jos\u00e9 Edivaldo Rocha Rotondano<\/strong>, destacou a rela\u00e7\u00e3o entre a iniciativa e o reconhecimento da <strong>diversidade cultural e religiosa da popula\u00e7\u00e3o baiana<\/strong>, ressaltando que a Justi\u00e7a precisa acolher a diversidade como parte da identidade do povo. Para o sacerdote do Terreiro de Lemb\u00e1, o ato representa um <strong>marco no reconhecimento e na garantia de direitos da popula\u00e7\u00e3o negra e dos povos de terreiro<\/strong>, afirmando que a cerim\u00f4nia marca uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica no relacionamento entre o Judici\u00e1rio e as tradi\u00e7\u00f5es culturais locais. <em>\u201cUm marco hist\u00f3rico para a nossa sociedade. Hoje se reescreve uma nova hist\u00f3ria\u201d,<\/em> afirmou Tavares. O l\u00edder espiritual acrescentou que o assentamento tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado a um <strong>processo de repara\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ccc; padding:12px; background:#f7f7f7; border-radius:6px; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Machado de Ouro de Xang\u00f4 \u00e9 assentado no <strong>F\u00f3rum da Comarca de Cama\u00e7ari<\/strong>, integrando o projeto <strong>12 Machados de Xang\u00f4<\/strong> da <strong>OAB-BA<\/strong>, em parceria com o <strong>TJBA<\/strong> e terreiros de matriz africana. A obra \u00e9 de <strong>Rodrigo Siqueira<\/strong>, refor\u00e7ando a diversidade religiosa e a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira; o ato dialoga com decis\u00e3o do STF sobre s\u00edmbolos religiosos em pr\u00e9dios p\u00fablicos.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Machado de Ouro de Xang\u00f4<\/strong> fica instalado no <strong>F\u00f3rum da Comarca de Cama\u00e7ari<\/strong> e integra o projeto <strong>12 Machados de Xang\u00f4<\/strong>, promovido pela <strong>OAB-BA<\/strong> em parceria com o <strong>TJBA<\/strong> e casas tradicionais de matriz africana. A pe\u00e7a foi produzida pelo artista <strong>Rodrigo Siqueira<\/strong>, respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo primeiro Machado de Xang\u00f4 instalado em Salvador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O assentamento ocorreu nesta <strong>quarta-feira (30)<\/strong>, marcando a presen\u00e7a do s\u00edmbolo na Justi\u00e7a do interior da Bahia. Anteriormente, o projeto j\u00e1 instalou o Machado de Xang\u00f4 na <strong>Sede do TJBA<\/strong> em Salvador (maio de 2025) e no <strong>Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRT-BA)<\/strong> (outubro de 2025).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A solenidade contou com a participa\u00e7\u00e3o de <strong>Cl\u00e9ia Costa<\/strong>, secret\u00e1ria-geral da <strong>OAB-BA<\/strong>, que destacou que o assentamento refor\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o de uma Justi\u00e7a que reconhe\u00e7a a <strong>pluralidade<\/strong> da sociedade baiana. O presidente da <strong>Subse\u00e7\u00e3o da OAB em Cama\u00e7ari<\/strong>, <strong>Eduardo Requi\u00e3o<\/strong>, associou a presen\u00e7a do s\u00edmbolo ao respeito \u00e0 <strong>diversidade<\/strong> e \u00e0 <strong>pluralidade religiosa<\/strong>, mencionando o entendimento do <strong>STF<\/strong> no <strong>Tema 1.086<\/strong> da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2024, o <strong>STF<\/strong> decidiu, por unanimidade, que a presen\u00e7a de s\u00edmbolos religiosos em pr\u00e9dios p\u00fablicos, quando voltada a manifestar tradi\u00e7\u00e3o cultural, n\u00e3o viola os princ\u00edpios da laicidade, da discrimina\u00e7\u00e3o e da impessoalidade. A iniciativa \u00e9 apresentada como parte de um debate p\u00fablico no \u00e2mbito do Judici\u00e1rio baiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o, articulada pela <strong>OAB-BA<\/strong> em parceria com a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Beneficente, Cultural e Religiosa do Terreiro Unz\u00f3 Tat\u00eato Lemb\u00e1 Di\u00e1 Nzambi<\/strong> (<strong>Terreiro de Lemb\u00e1<\/strong>), tem como objetivo promover o respeito \u00e0 diversidade religiosa e \u00e0 cultura afro-brasileira nos espa\u00e7os do Poder Judici\u00e1rio. O Terreiro, liderado pelo sacerdote <strong>T\u00e1t\u00e1 Ricardo Tavares<\/strong>, atua como comunidade anfitri\u00e3 no assentamento.<\/p>\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:14px; background:#f9f9f9;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Solenidade no TJBA refor\u00e7a laicidade e reconhecimento de direitos de povos de terreiro na Bahia. O presidente do TJBA, Jos\u00e9 Edivaldo Rocha Rotondano, destaca a diversidade cultural e religiosa como princ\u00edpio da justi\u00e7a. L\u00edder do Terreiro de Lemb\u00e1, T\u00e1t\u00e3 Ricardo Tavares, afirma que o ato representa marco hist\u00f3rico para a popula\u00e7\u00e3o negra e comunidades de matriz africana, ligado \u00e0 repara\u00e7\u00e3o e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos. Xang\u00f4, divindade da justi\u00e7a, \u00e9 apresentado com seus s\u00edmbolos e significados na tradi\u00e7\u00e3o iorub\u00e1.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bahia<\/strong> \u2013 Em uma solenidade realizada no <strong>Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJBA)<\/strong>, autoridades ressaltaram a import\u00e2ncia da laicidade do Estado ao reconhecer e acolher a diversidade religiosa presente na sociedade baiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>presidente do TJBA<\/strong>, Jos\u00e9 Edivaldo Rocha Rotondano, afirmou que a Justi\u00e7a precisa ter a cor, a sensibilidade e a alma do seu povo, observando a diversidade cultural e religiosa como pr\u00e1tica cotidiana de acolhimento e garantia de liberdades fundamentais. \u201cA Justi\u00e7a precisa olhar para a diversidade cultural e religiosa como uma viv\u00eancia di\u00e1ria de acolhimento e garantia de liberdades fundamentais\u201d, disse o magistrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o <strong>T\u00e1t\u00e3 Ricardo Tavares<\/strong>, l\u00edder espiritual do <strong>Terreiro de Lemb\u00e1<\/strong>, a solenidade representa um marco no processo de reconhecimento e garantia de direitos da popula\u00e7\u00e3o negra e dos povos de terreiro. \u201cUm marco hist\u00f3rico para a nossa sociedade. Hoje se reescreve uma hist\u00f3ria\u201d, declarou o sacerdote, destacando que o assentamento est\u00e1 ligado \u00e0 repara\u00e7\u00e3o e \u00e0 garantia do direito \u00e0 identidade, \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dos s\u00edmbolos das comunidades de matriz africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cerim\u00f4nia tamb\u00e9m refor\u00e7a a leitura da diversidade como parte essencial da cidadania, ao enfatizar a necessidade de respeitar s\u00edmbolos e tradi\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o tecido cultural da Bahia. O evento enfatiza, ainda, o papel da Justi\u00e7a na promo\u00e7\u00e3o de direitos hist\u00f3ricos, sem desrespeitar a laicidade do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Xang\u00f4<\/strong>, uma das <strong>divindades mais reverenciadas<\/strong> nas religi\u00f5es de matriz africana, ocupa espa\u00e7o significativo na tradi\u00e7\u00e3o iorub\u00e1, reconhecida como o <strong>orix\u00e1 da justi\u00e7a<\/strong>, fogo, raios e trov\u00f5es. O \u00edcone central desta divindade \u00e9 o ox\u00ea, um machado de dois gumes que simboliza a dualidade e a neutralidade da lei, capaz de cortar para ambos os lados com equil\u00edbrio. Al\u00e9m do machado, Xang\u00f4 est\u00e1 ligado aos ed\u00e9s (pedras de raio) e aos meteoritos, s\u00edmbolos de for\u00e7a vindo dos c\u00e9us. Suas cores associadas s\u00e3o o <strong>vermelho<\/strong> e o <strong>branco<\/strong>, e o dia da semana associado \u00e9 a <strong>quarta-feira<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: F\u00f3rum da Comarca de Cama\u00e7ari recebe o assentamento do Machado de Xang\u00f4, s\u00edmbolo afro-brasileiro da Justi\u00e7a, no projeto 12 Machados de Xang\u00f4, promovido\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":728617,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2737],"tags":[],"class_list":["post-728615","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/728615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=728615"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/728615\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":728616,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/728615\/revisions\/728616"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/728617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=728615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=728615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=728615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}