{"id":730529,"date":"2026-10-08T20:57:14","date_gmt":"2026-10-08T23:57:14","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/outubro-rosa-tratamento-termina-mas-medo-do-cancer-pode-permanecer\/"},"modified":"2026-10-08T20:58:50","modified_gmt":"2026-10-08T23:58:50","slug":"outubro-rosa-tratamento-termina-mas-medo-do-cancer-pode-permanecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/08\/outubro-rosa-tratamento-termina-mas-medo-do-cancer-pode-permanecer\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: fim do tratamento, medo do c\u00e2ncer persiste"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"resumo-noticia\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:12px; background:#f9f9f9;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Durante o Outubro Rosa, especialistas destacam a import\u00e2ncia do apoio emocional no p\u00f3s-tratamento do c\u00e2ncer de mama. Mesmo ap\u00f3s quimioterapia e radioterapia, o medo de recidiva persiste e mudan\u00e7as f\u00edsicas afetam a vida di\u00e1ria e a intimidade. A continuidade do acompanhamento m\u00e9dico e de redes de apoio \u00e9 essencial para a recupera\u00e7\u00e3o.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio \u00e0s campanhas do Outubro Rosa, especialistas ressaltam que o fim do tratamento n\u00e3o encerra os cuidados com a sa\u00fade mental de pessoas que enfrentaram c\u00e2ncer de mama. A psic\u00f3loga cl\u00ednica La\u00eds Mutuberria Vieira aponta que a remiss\u00e3o n\u00e3o elimina o medo da recidiva nem as transforma\u00e7\u00f5es provocadas pelo tratamento, que podem perdurar ao longo dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>La\u00eds Mutuberria Vieira<\/strong> afirmou, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, que, durante meses, a paciente convive com uma nova rotina de hospital, m\u00e9dicos e exames. \u201cConsultas e pessoas sempre por perto, acompanhando a sua sa\u00fade. Quando a quimioterapia e a radioterapia terminam, esse contato diminui e come\u00e7a uma nova etapa. Uma etapa cheia de incertezas, de medo de a doen\u00e7a voltar e de transforma\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria vida\u201d, explicou.<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\">\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/po-km1iK0j-HToTx2KLmZhctjPw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/08\/whatsapp_image_2026-10-02_at_13.00.39.jpeg?itok=oN8dgyYc\" alt=\"Psic\u00f3loga La\u00eds Mutuberria Vieira\" title=\"La\u00eds Mutuberria Vieira\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> La\u00eds Mutuberria Vieira\/ Arquivo Pessoal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apoio cont\u00ednuo \u00e9 essencial<\/strong> De acordo com a psic\u00f3loga, o acompanhamento m\u00e9dico permanece importante, mas o suporte emocional tamb\u00e9m precisa seguir o ritmo de cada mulher, ajudando-a a reconstruir a autoconfian\u00e7a, mesmo diante das incertezas que permanecem ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n<blockquote style=\"border-left:4px solid #ddd; padding-left:12px;\">\n<p>\u201cA \u00faltima sess\u00e3o de quimioterapia ou radioterapia pode marcar o fim de um tratamento, mas n\u00e3o o cuidado com essa mulher, que ainda precisa continuar.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Solid\u00e3o e recidiva<\/strong> Ela aponta que muitos familiares e amigos se afastam para voltar \u00e0 rotina, enquanto a mulher, temendo a recidiva, pode ficar marcada pela sensa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o. \u201cOs exames de acompanhamento podem despertar medo; qualquer altera\u00e7\u00e3o ou dor pode ser interpretada como reincid\u00eancia da doen\u00e7a. Essa mulher ainda precisa de apoio\u201d, enfatiza.<\/p>\n<blockquote style=\"border-left:4px solid #ddd; padding-left:12px;\">\n<p>\u201cEssas mudan\u00e7as n\u00e3o param com o fim do tratamento; o cuidado continua e o apoio emocional precisa acompanhar a paciente ao longo do tempo.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos f\u00edsicos e na vida di\u00e1ria<\/strong> Mutuberria Vieira lembra que muitas pacientes continuam usando medica\u00e7\u00e3o por at\u00e9 cinco anos e relatam fadiga, al\u00e9m de efeitos colaterais do acompanhamento. \u201cO corpo muda ao longo do tempo: cicatrizes, poss\u00edveis mudan\u00e7as na mama, e a sexualidade ou a intimidade com o parceiro podem ser afetadas, reduzindo a disposi\u00e7\u00e3o para atividades di\u00e1rias\u201d, diz a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desse cen\u00e1rio, a m\u00e9dica ressalta a import\u00e2ncia de redes de apoio \u2014 familiares, amigos e servi\u00e7os de sa\u00fade mental \u2014 que respeitem o tempo de cada mulher e promovam um cuidado cont\u00ednuo, justamente para reduzir o impacto emocional da doen\u00e7a e favorecer a qualidade de vida ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f9f9f9; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0; font-weight:bold;\">Resumo<\/p>\n<ul style=\"margin:0 0 0 20px;\">\n<li>Outubro Rosa destaca a import\u00e2ncia do apoio emocional no c\u00e2ncer de mama e de cuidados multidisciplinares.<\/li>\n<li>Especialistas enfatizam psico-oncologia, assist\u00eancia social e suporte ao p\u00f3s-tratamento.<\/li>\n<li>Caso de Josiane Fernandes ilustra o impacto psicol\u00f3gico do diagn\u00f3stico e da recupera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Estimativas do Inca apontam 30% dos c\u00e2nceres entre mulheres serem de mama; proje\u00e7\u00e3o de 78.610 casos novos (2026-2028).<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras\u00edlia \u2013 Em outubro, m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de mama, especialistas refor\u00e7am a necessidade de tratar a doen\u00e7a de forma integral, incluindo o aspecto emocional e o suporte multidisciplinar durante o tratamento e no p\u00f3s-diagnostic<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Renata Reis Pinto<\/strong>, m\u00e9dica mastologista e radiologista do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (<strong>Inca<\/strong>), ressalta que o c\u00e2ncer de mama ainda carrega estigmas que influenciam a percep\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e o caminho a seguir no tratamento.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/QSZWIB2lEWm_i1N1pUW2T5qyoC8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/08\/dra._renata_reis_pinto.jpg_1.jpeg?itok=7_qY9KJe\" alt=\"08\/10\/2026 - Renata Reis Pinto, m\u00e9dica mastologista e radiologista, com atua\u00e7\u00e3o no Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), para Outubro Rosa. Foto: Renata Pinto\/ Arquivo Pessoal\" title=\"Renata Pinto\/ Arquivo Pessoal\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/QSZWIB2lEWm_i1N1pUW2T5qyoC8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/08\/dra._renata_reis_pinto.jpg_1.jpeg?itok=7_qY9KJe\"><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Renata Reis Pinto\/ Arquivo Pessoal.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para Renata<\/strong>, a provid\u00eancia de um aparato que permita \u00e0 paciente falar abertamente sobre suas quest\u00f5es \u00e9 vital n\u00e3o apenas para o bem-estar emocional, mas tamb\u00e9m para a evolu\u00e7\u00e3o do tratamento. \u201c\u00c9 importante oferecer um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que ajude em quest\u00f5es como onde vai ficar o filho durante o tratamento e aspectos relacionados ao trabalho. A <strong>psico-oncologia<\/strong> \u00e9 fundamental para entender em que ponto o medo pode exigir interven\u00e7\u00e3o m\u00e9dica\u201d, afirma \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Josiane Fernandes, 48 anos, moradora de Volta Redonda (Sul Fluminense), descobriu o c\u00e2ncer de mama no in\u00edcio de 2025. Em mar\u00e7o subsequente, confirmou o diagn\u00f3stico e iniciou o tratamento, que incluiu cirurgia, quimioterapia e imunoterapia, com dura\u00e7\u00e3o estimada de cerca de 1 ano e 3 meses.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/e86ZAyg3ePbta4xwyoAElAgrcpc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/08\/paciente_josiane_fernandes_para_materia_de_outubro_rosa.jpg?itok=hyNnoity\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 08\/10\/2026  - Paciente Josiane Fernandes, para mat\u00e9ria de Outubro Rosa  Foto: Josiane Fernandes\/Acervo pessoal\" title=\"Josiane Fernandes\/Acervo pessoal\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/e86ZAyg3ePbta4xwyoAElAgrcpc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/08\/paciente_josiane_fernandes_para_materia_de_outubro_rosa.jpg?itok=hyNnoity\"><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Josiane Fernandes\/Acervo pessoal.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento, Josiane permanece em acompanhamento m\u00e9dico. \u201cO tratamento pode terminar, mas o medo n\u00e3o. Em consultas de rotina, eu entro em p\u00e2nico: parece que tudo volta. As pessoas que passam pelo c\u00e2ncer precisam de um cuidado especial no p\u00f3s-tratamento. Existe vida depois do c\u00e2ncer, mas essa vida precisa ser reconstru\u00edda\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo estimativas do Inca<\/strong>, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o tumor mais incidente entre as mulheres, respondendo por 30% dos casos. Para 2026-2028, a previs\u00e3o \u00e9 de 78.610 casos novos, com um risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Durante o Outubro Rosa, especialistas destacam a import\u00e2ncia do apoio emocional no p\u00f3s-tratamento do c\u00e2ncer de mama. Mesmo ap\u00f3s quimioterapia e radioterapia, o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":730531,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-730529","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=730529"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":730530,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730529\/revisions\/730530"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/730531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=730529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=730529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=730529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}