{"id":731140,"date":"2026-10-11T13:00:38","date_gmt":"2026-10-11T16:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/inflacao-oficial-de-setembro-fica-em-082-mostra-ibge\/"},"modified":"2026-10-11T13:02:12","modified_gmt":"2026-10-11T16:02:12","slug":"inflacao-oficial-de-setembro-fica-em-082-mostra-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/11\/inflacao-oficial-de-setembro-fica-em-082-mostra-ibge\/","title":{"rendered":"IBGE aponta infla\u00e7\u00e3o oficial de setembro em 0,82%"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:0; padding:0; margin:0;\">\n<div class=\"box-resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:18px; background:#f8f8f8;\">\n<p style=\"margin:0 0 6px 0;\"><strong>Resumo r\u00e1pido<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin:0 0 6px 0;\">IPCA de setembro fica em 0,82%, maior para o m\u00eas desde mar\u00e7o de 2026. Acumulado em 12 meses chega a 4,58%, acima da meta de 4,5% estabelecida pelo CMN.<\/p>\n<p style=\"margin:0 0 6px 0;\">Fim do B\u00f4nus de Itaipu explica parte da eleva\u00e7\u00e3o na conta de energia; Focus aponta 0,60% para setembro e 5,01% para o fim de 2026.<\/p>\n<p style=\"margin:0 0 0 0;\">Principais contribui\u00e7\u00f5es: Habita\u00e7\u00e3o, Alimenta\u00e7\u00e3o e Transportes. Fontes oficiais: IBGE e Focus\/BC.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A infla\u00e7\u00e3o oficial de setembro<\/strong> elevou o IPCA, \u00edndice que acompanha o ritmo de pre\u00e7os no Brasil, para 0,82% no m\u00eas, segundo dados do IBGE. A divulga\u00e7\u00e3o ocorreu nesta sexta-feira (9), consolidando um patamar de 4,58% no acumulado de 12 meses \u2014 acima do alvo do governo, que \u00e9 de 3,0%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual (1,5% a 4,5%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contribui\u00e7\u00f5es por grupo<\/strong> \u2014 Entre os componentes, Habita\u00e7\u00e3o registrou alta de 2,31% em setembro, com impulsionamento significativo vindo do pre\u00e7o da energia el\u00e9trica, que avan\u00e7ou 7,98% no m\u00eas e acabou respondendo por 0,32 ponto porcentual no IPCA. Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas subiu 0,83%, Transportes 0,89% e Comunica\u00e7\u00f5es 0,64%, destacando-se entre os grupos que empurraram o \u00edndice para cima. Demais \u00e1reas registraram varia\u00e7\u00f5es menores, com Educa\u00e7\u00e3o em 0,04% e Sa\u00fade e cuidados pessoais em 0,08%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Efeito Itaipu e a base de compara\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 A acelera\u00e7\u00e3o mensal tamb\u00e9m \u00e9 atribu\u00edda, em parte, ao fim do B\u00f4nus de Itaipu, benef\u00edcio que reduzia o valor da conta de luz em agosto. Com o desconto encerrado em setembro, a compara\u00e7\u00e3o entre os meses ficou mais elevada. O b\u00f4nus, recebido pela parcela do saldo positivo da energia, deixou de compor a fatura em setembro, elevando a diferen\u00e7a entre os dois meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto da pol\u00edtica de metas, o CMN estabelece alvo de 3% com toler\u00e2ncia de \u00b11,5 ponto, o que implica faixa de 1,5% a 4,5%. A metodologia atual (desde 2025) avalia o desempenho do IPCA com base nos 12 meses anteriores, n\u00e3o apenas no fechamento anual. O descumprimento ocorre se a infla\u00e7\u00e3o ficar acima do teto por seis meses consecutivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perspectivas<\/strong> \u2014 O boletim Focus, divulgado recentemente, apontou previs\u00e3o de 0,60% para a infla\u00e7\u00e3o de setembro. Para o fim de 2026, a proje\u00e7\u00e3o passou a 5,01%, sinalizando que o mercado ainda enxerga infla\u00e7\u00e3o acima da meta no m\u00e9dio prazo. Os pr\u00f3ximos meses ser\u00e3o decisivos para a consolida\u00e7\u00e3o ou revis\u00e3o dessas expectativas, dependendo da evolu\u00e7\u00e3o de energia, transportes e itens de maior peso no \u00edndice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte<\/strong> \u2014 Dados divulgados pelo IBGE e proje\u00e7\u00f5es do Focus\/Banco Central, citadas pelo PrimeiroJornal.<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1704900&amp;o=node\" alt=\"IBGE\/Ag\u00eancia Brasil\">\n  <\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<div style=\"text-align:center;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1704900&amp;o=node\" alt=\"IBGE\/Ag\u00eancia Brasil - gr\u00e1fico\">\n  <\/div>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"box-resumo\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f9f9f9; border-radius:6px; margin-bottom:16px;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> <span>IPCA de setembro aponta alta em <strong>servi\u00e7os<\/strong> (0,61%) e <strong>alimentos<\/strong> (0,96%) no domic\u00edlio. Destaques: <strong>tomate<\/strong> 37,76%, <strong>batata inglesa<\/strong> 24,07%, <strong>cebola<\/strong> 10,14%, <strong>arroz<\/strong> 4,56%, <strong>carnes<\/strong> 0,63%. Quedas: <strong>frango inteiro<\/strong> -1,96%, <strong>frango em peda\u00e7os<\/strong> -1,41%, <strong>frutas<\/strong> -1,12%. 55% dos 377 itens subiram; servi\u00e7os subiram 0,61% e monitorados 1,59%. Em outubro, bandeira verde indica cobran\u00e7a adicional zero. Dados do IBGE, coletados em 10 regi\u00f5es metropolitanas e capitais.<\/span>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil<\/strong> \u2014 O <strong>IPCA<\/strong> (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo) de setembro, divulgado pelo <strong>IBGE<\/strong>, aponta alta de <strong>0,61%<\/strong> nos <strong>servi\u00e7os<\/strong> e de <strong>0,96%<\/strong> nos <strong>alimentos<\/strong> para o domic\u00edlio. A coleta de pre\u00e7os ocorreu em dez regi\u00f5es metropolitanas e capitais, envolvendo 377 itens monitorados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No grupo <strong>alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>, setembro registrou alta ap\u00f3s tr\u00eas meses de queda. O componente de <strong>alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio<\/strong> subiu <strong>0,96%<\/strong>. Entre itens, <strong>tomate<\/strong> subiu <strong>37,76%<\/strong>, <strong>batata inglesa<\/strong> +<strong>24,07%<\/strong>, <strong>cebola<\/strong> +<strong>10,14%<\/strong>, <strong>arroz<\/strong> +<strong>4,56%<\/strong> e <strong>carnes<\/strong> +<strong>0,63%<\/strong>. Em contrapartida, houve recuos em <strong>frango inteiro<\/strong> &#8211;<strong>1,96%<\/strong>, <strong>frango em peda\u00e7os<\/strong> &#8211;<strong>1,41%<\/strong> e <strong>frutas<\/strong> &#8211;<strong>1,12%<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Gon\u00e7alves<\/strong>, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de estudos de endividamento, explica que a revers\u00e3o de altas nos alimentos est\u00e1 relacionada a fatores de oferta decorrentes do clima. Em entrevista, ele citou: <\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cCom mais frio, o tomate demora mais a amadurecer. A chuva atrapalhou a planta\u00e7\u00e3o de batatas. A cebola fica mais \u00famida, com qualidade ruim no bulbo.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p> Ele acrescenta que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que os efeitos clim\u00e1ticos j\u00e1 configuram o impacto do El Ni\u00f1o, mas reconhece a influ\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas na din\u00e2mica de pre\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Transportes<\/strong> \u2014 O grupo de <strong>transportes<\/strong> teve alta de <strong>0,89%<\/strong>, impulsionado pelas passagens a\u00e9reas, que subiram <strong>9,66%<\/strong>. Al\u00e9m disso, os <strong>combust\u00edveis<\/strong> ficaram <strong>1,41%<\/strong> mais caros, com gasolina em alta de <strong>1,21%<\/strong>, etanol <strong>3,16%<\/strong>, \u00f3leo diesel <strong>1,69%<\/strong> e g\u00e1s veicular <strong>0,10%<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Monitoramento de pre\u00e7os<\/strong> \u2014 O \u00edndice de difus\u00e3o indica que <strong>55%<\/strong> dos <strong>377<\/strong> itens pesquisados pelo IBGE registraram alta em setembro, frente a <strong>54%<\/strong> no m\u00eas anterior. O IBGE detalha que o IPCA \u00e9 desagregado em dois grupos: <strong>servi\u00e7os<\/strong> (mais sens\u00edveis a varia\u00e7\u00f5es da economia) e <strong>pre\u00e7os monitorados<\/strong> (regulados por contratos) e <strong>combust\u00edveis<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em setembro, o grupo <strong>servi\u00e7os<\/strong> subiu <strong>0,61%<\/strong> e acumulou <strong>5,98%<\/strong> em 12 meses. J\u00e1 o grupo <strong>monitorados<\/strong> avan\u00e7ou <strong>1,59%<\/strong>, somando <strong>4,13%<\/strong> no mesmo per\u00edodo. O IPCA \u00e9 o indicador que mede o custo de vida para fam\u00edlias com renda entre 1 e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, com coleta em 10 regi\u00f5es metropolitanas \u2014 Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Porto Alegre \u2014 al\u00e9m de Bras\u00edlia e das capitais Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 Em outubro, a bandeira de energia ser\u00e1 verde, indicando aus\u00eancia de cobran\u00e7a adicional na conta de luz, o que pode impactar a infla\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses conforme o comportamento dos pre\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo r\u00e1pido IPCA de setembro fica em 0,82%, maior para o m\u00eas desde mar\u00e7o de 2026. 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