{"id":731531,"date":"2026-10-13T14:53:29","date_gmt":"2026-10-13T17:53:29","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/homens-costumam-descobrir-cancer-de-mama-em-estagio-mais-avancado\/"},"modified":"2026-10-13T14:56:07","modified_gmt":"2026-10-13T17:56:07","slug":"homens-costumam-descobrir-cancer-de-mama-em-estagio-mais-avancado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/13\/homens-costumam-descobrir-cancer-de-mama-em-estagio-mais-avancado\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de mama em homens \u00e9 detectado em est\u00e1gio avan\u00e7ado"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"box-resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:10px; margin-bottom:14px; background:#f7f7f7;\">\n<p style=\"margin:0; font-weight:600;\">\n    <strong>Resumo:<\/strong> Homens tamb\u00e9m podem ter c\u00e2ncer de mama; diagn\u00f3stico costuma ocorrer em est\u00e1gios avan\u00e7ados. Dados de 2020-2023 indicam 2.126 casos masculinos em um total de 163 mil registros. INCA projeta 781 mil novos c\u00e2nceres\/ano (2026-2028), com 78.610 sendo de mama. Est\u00e1gios III e IV concentram a maioria dos casos; atraso na procura por atendimento \u00e9 destacado.\n  <\/p>\n<p style=\"margin:0; font-size:12px; color:#555;\">Palavras-chave: c\u00e2ncer de mama masculino, Outubro Rosa, INCA, SBRT, estadiamento, met\u00e1stase<\/p>\n<\/div>\n<h1>Homens tamb\u00e9m podem ter c\u00e2ncer de mama, alertam SBRT e INCA durante Outubro Rosa<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n  <strong>Segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT)<\/strong>, parceira do PrimeiroJornal, com dados do <strong>Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca)<\/strong>, o c\u00e2ncer de mama tamb\u00e9m afeta homens e costuma ser diagnosticado em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados. O alerta integra as a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o do Outubro Rosa. Entre <strong>2020<\/strong> e <strong>2023<\/strong>, o Brasil registrou mais de <strong>163 mil<\/strong> casos de c\u00e2ncer de mama, dos quais <strong>2.126<\/strong> ocorreram em homens.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n  De acordo com as estimativas do Inca, o pa\u00eds deve registrar cerca de <strong>781 mil<\/strong> novos casos de c\u00e2ncer por ano entre <strong>2026<\/strong> e <strong>2028<\/strong>, sendo que aproximadamente <strong>78.610<\/strong> correspondem a c\u00e2ncer de mama \u2014 o que representa aproximadamente 10% do total estimado.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n  Entre as mulheres, o c\u00e2ncer de mama continua sendo o tipo mais incidente, respondendo por cerca de <strong>30%<\/strong> dos casos novos estimados, sem levar em conta tumores de pele n\u00e3o melanoma. Nos registros analisados pela SBRT no <strong>RHC<\/strong> (Registros Hospitalares de C\u00e2ncer) entre 2020 e 2023, <strong>1,30%<\/strong> dos casos ocorreu em homens.\n<\/p>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cA popula\u00e7\u00e3o precisa saber que o c\u00e2ncer de mama pode acometer homens e, inclusive, ser tamb\u00e9m letal nesse p\u00fablico nos casos mais avan\u00e7ados\u201d, disse o radio-oncologista e presidente da SBRT, <strong>Wilson Jos\u00e9 de Almeida Jr.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n  <strong>Met\u00e1stase<\/strong> \u00e9 mais frequente entre homens. O levantamento avaliou o estadiamento do c\u00e2ncer de mama, que varia do est\u00e1gio 0 ao IV, refletindo a extens\u00e3o da doen\u00e7a no diagn\u00f3stico e levando em conta o tipo de tumor e a rela\u00e7\u00e3o com o hospedeiro. Entre os homens com estadiamento registrado, <strong>16,82%<\/strong> estavam no est\u00e1gio 0, <strong>3,41%<\/strong> no I, <strong>17,48%<\/strong> no II, <strong>32,34%<\/strong> no III e <strong>29,95%<\/strong> no IV.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n  Entre as mulheres, as propor\u00e7\u00f5es foram <strong>12,78%<\/strong> (est\u00e1gio 0), <strong>5,45%<\/strong> (I), <strong>20,20%<\/strong> (II), <strong>35,15%<\/strong> (III) e <strong>26,42%<\/strong> (IV). Os est\u00e1gios III e IV concentram <strong>62,29%<\/strong> dos casos entre homens e <strong>61,57%<\/strong> entre as mulheres.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n  A maior propor\u00e7\u00e3o de casos no estadi IV entre homens evidencia o diagn\u00f3stico em fases mais avan\u00e7adas. Denise Ferreira, <strong>radioterapeuta<\/strong> e diretora de comunica\u00e7\u00e3o da SBRT, afirma que isso ocorre principalmente pelo desconhecimento de que homens tamb\u00e9m podem desenvolver c\u00e2ncer de mama. \u201cMuitos demoram a procurar atendimento ao perceber altera\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o. Como h\u00e1 pouco tecido mam\u00e1rio, o tumor pode atingir estruturas pr\u00f3ximas, como pele e m\u00fasculos do peito, mesmo quando ainda \u00e9 pequeno\u201d, explica.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O c\u00e2ncer de mama em homens representa menos de 1% dos casos, devido a menor quantidade de tecido mam\u00e1rio e menor exposi\u00e7\u00e3o ao estrog\u00eanio. Fatores de risco incluem muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas heredit\u00e1rias, obesidade, hist\u00f3rico familiar e altera\u00e7\u00f5es hormonais. O tratamento costuma ser cir\u00fargico quando a doen\u00e7a est\u00e1 localizada, com radioterapia como complemento para reduzir recidivas. Em mulheres diagnosticadas entre 2020 e 2023, observam-se est\u00e1gios variados, com 14,4% das mulheres com at\u00e9 39 anos em est\u00e1gio 0\/I e 85,6% em II\/III\/IV. A sobrevida em cinco anos entre homens pode superar 80%, chegando a mais de 95% quando a doen\u00e7a permanece confinada \u00e0 mama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora seja pouco frequente, o c\u00e2ncer de mama em homens representa menos de 1% dos casos. A explica\u00e7\u00e3o envolve a menor presen\u00e7a de tecido mam\u00e1rio masculino e menor exposi\u00e7\u00e3o ao estrog\u00eanio, horm\u00f4nio relacionado ao desenvolvimento de muitos tumores de mama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fatores como muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas heredit\u00e1rias, obesidade, hist\u00f3rico familiar e altera\u00e7\u00f5es hormonais podem aumentar o risco<\/strong>, afirma Denise Ferreira, radiologista-oncologista e Diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/TWYcKY0lq0qKazDw7NKesfV1hB0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/13\/dra.denise_sbrt_copy.jpg?itok=5T9TL2xP\" alt=\"Dra. Denise Ferreira, radi?-oncologista e Diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da SBRT para Outubro Rosa. Foto: Denise Ferreira\/ Arquivo Pessoal\" title=\"Denise Ferreira\/ Arquivo Pessoal\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/TWYcKY0lq0qKazDw7NKesfV1hB0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/10\/13\/dra.denise_sbrt_copy.jpg?itok=5T9TL2xP\"><\/p>\n<\/div>\n<h6>&nbsp;Denise Ferreira, radi?-oncologista e Diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT). Foto: Denise Ferreira\/ Arquivo Pessoal<\/h6>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tratamento: no c\u00e2ncer de mama, a cirurgia costuma ser o principal tratamento quando a doen\u00e7a est\u00e1 localizada. Dependendo das caracter\u00edsticas do tumor, pode ser associada \u00e0 terapia hormonal, quimioterapia e radioterapia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA radioterapia tem um papel importante, especialmente ap\u00f3s a cirurgia, para reduzir o risco de retorno da doen\u00e7a na regi\u00e3o tratada. Suas t\u00e9cnicas modernas permitem tratamentos precisos, com maior prote\u00e7\u00e3o dos tecidos saud\u00e1veis\u201d, afirma a m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Denise, mais do que um \u00fanico \u00edndice de letalidade, \u00e9 crucial avaliar a sobrevida dos pacientes, que depende principalmente do est\u00e1gio no momento do diagn\u00f3stico, das caracter\u00edsticas do tumor e da resposta ao tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mulheres<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncol\u00f3gica (SBCO), com dados dos Registros Hospitalares de C\u00e2ncer (RHC), analisou quase 118 mil mulheres diagnosticadas entre 2020 e 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre aquelas com at\u00e9 39 anos, 14,4% foram diagnosticadas nos est\u00e1gios 0 ou I (in situ e c\u00e2ncer invasivo inicial), enquanto 85,6% tiveram diagn\u00f3stico em est\u00e1gios II, III ou IV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mulheres sem fatores conhecidos que elevem o risco de desenvolver c\u00e2ncer de mama, as sociedades m\u00e9dicas brasileiras recomendam o rastreamento por mamografia conforme diretrizes nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncol\u00f3gica (SBCO) aponta que, entre mulheres com c\u00e2ncer de mama diagnosticadas at\u00e9 39 anos, a maioria n\u00e3o est\u00e1 nos est\u00e1gios 0 ou I. O est\u00e1gio II tamb\u00e9m pode representar doen\u00e7a inicial. A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pacientes mais velhas refor\u00e7a a necessidade de investigar altera\u00e7\u00f5es persistentes nas mamas antes da idade recomendada para o in\u00edcio do rastreamento da popula\u00e7\u00e3o de risco habitual.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUm estudo da SBCO, com dados do per\u00edodo analisado, indica que a maioria dessas pacientes jovens n\u00e3o se enquadra nos est\u00e1gios mais precoces (0 ou I). O levantamento esclarece que o est\u00e1gio II tamb\u00e9m pode incluir doen\u00e7a ainda inicial, n\u00e3o significando, necessariamente, um avan\u00e7o cl\u00ednico definitivo. O m\u00e9dico Juliano Rodrigues Cunha, cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico, mastologista e diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da SBCO, ressalta a import\u00e2ncia de interpretar esses n\u00fameros com cautela.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo Cunha, a diferen\u00e7a observada entre faixas et\u00e1rias refor\u00e7a a necessidade de investigar altera\u00e7\u00f5es persistentes nas mamas antes da idade habitual de in\u00edcio do rastreamento para a popula\u00e7\u00e3o de risco. \u201cA diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres de maior idade refor\u00e7a a import\u00e2ncia de investigar altera\u00e7\u00f5es persistentes nas mamas, inclusive antes da idade recomendada para o in\u00edcio do rastreamento da popula\u00e7\u00e3o de risco habitual\u201d, afirmou o especialista.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA avalia\u00e7\u00e3o sobre eventos recentes indica que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel presumir que todos os diagn\u00f3sticos em mulheres mais novas correspondam a doen\u00e7a avan\u00e7ada, j\u00e1 que fatores como o est\u00e1gio II podem representar fases iniciais da doen\u00e7a. O estudo, portanto, defende maior aten\u00e7\u00e3o aos sinais e sintomas e, quando cab\u00edvel, acompanhamento m\u00e9dico individualizado para detec\u00e7\u00e3o precoce e manejo adequado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Homens tamb\u00e9m podem ter c\u00e2ncer de mama; diagn\u00f3stico costuma ocorrer em est\u00e1gios avan\u00e7ados. Dados de 2020-2023 indicam 2.126 casos masculinos em um total\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":731533,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-731531","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=731531"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731531\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":731532,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731531\/revisions\/731532"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/731533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=731531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=731531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=731531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}